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Hospital de Braga volta a encerrar Obstetrícia na quarta-feira (e talvez no domingo)

Crise na Saúde
Hospital de braga volta a encerrar obstetrícia na quarta-feira (e talvez no domingo)
Foto: Joaquim Gomes / O MINHO (Arquivo)

Continua a saga das urgências fechadas no Hospital de Braga. A administração acabou de anunciar, através de um comunicado, que o serviço de urgência de Obstetrícia e Ginecologia voltará a encerrar entre as 08:00 horas de quarta-feira (22 de junho) até às 08:00 do dia seguinte, face à “impossibilidade de se completarem as escalas de trabalho necessárias”.

Este ‘encerramento’ sucede a outros que já ocorreram durante o fim de semana (sexta-feira e domingo) e está relacionado com a falta de médicos para assegurar aqueles serviços hospitalares.

No que diz respeito à restante semana, o hospital afirma que a urgência se manterá em funcionamento, excetuando domingo, dia 26 de junho, dia para o qual ainda não foram assegurados médicos, encontrando-se o hospital a “envidar todos os esforços” para assegurar o funcionamento nesse dia.

No mesmo comunicado, publicado hoje no portal oficial do Hospital de Braga, o Conselho de Administração ressalva que envida “diariamente todos os esforços com a finalidade de, sobretudo, manter assegurada a prestação de cuidados de saúde de forma regular às grávidas e parturientes da região”.

Simultaneamente, reforça que se encontra “a trabalhar de forma articulada com outros Hospitais da região, de forma a que a resposta aos utentes seja garantida pela rede de instituições do Serviço Nacional de Saúde”.

Em casos de urgência, é pedido aos utentes que contactem a Linha SNS 24 – 808 24 24 24 e que se dirijam a um dos outros hospitais da região, nomeadamente aqueles que têm apoio da especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, entre os quais Guimarães, Famalicão e Viana.

Em casos de maior complexidade, os utentes devem dirigir-se ao Centro Hospitalar de São João, no Porto.

Recorde-se que estes constrangimentos nos serviços de Obstetrícia ocorrem em vários hospitais do país, com predominância na região de Lisboa e Vale do Tejo. As críticas têm-se feito sentir vindas dos diversos quadrantes políticos, incluíndo do deputado socialista Sérgio Sousa Pinto.

A ministra da Saúde, Marta Temido, em quem o primeiro-ministro já afirmou depositar total confiança para prosseguir com o seu trabalho, anunciou algumas medidas para tentar mitigar os efeitos desta crise na Saúde, como foi o caso da criação de uma comissão especial para vigiar os problemas que têm surgido.

 
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