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Braga

Hospital de Braga tem 36 doentes internados com covid-19

Sete em cuidados intensivos

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital de Braga tem, de momento, 36 doentes internados com covid-19, sete dos quais em cuidados intensivos.


Dos 29 utentes internados em enfermaria, 10 foram reencaminhados do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, apurou O MINHO junto de fonte da unidade hospitalar.

Ainda esta segunda-feira, o Hospital de Braga vai receber mais alguns doentes daquele centro hospitalar que serve uma das regiões, neste momento, mais afetadas pela pandemia de covid-19.

Para enfrentar a pandemia, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde estão a trabalhar em rede, permitindo que as unidades com maior sobrecarga transfiram doentes para outras com capacidade de resposta.

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 27 mortos e 2.447 casos de infeção por covid-19, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde.

O país conta agora com 2.343 óbitos e 121.133 casos confirmados desde o início da pandemia.

Em termos de recuperados, 69.956 já foram dados como curados da doença, 1.079 nas últimas 24 horas.

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Braga

Braga: DST desenvolve cinco projetos de I&D no valor de 18 milhões de euros

Economia

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Foto: Divulgação / DST

O Grupo DST conquistou, nos últimos meses, a aprovação de cinco projetos de investigação e desenvolvimento apoiados por fundos europeus, num investimento global que ascende a cerca de 18 milhões de euros, 2,7 milhões dos quais assumidos pelo grupo empresarial de Braga liderado por José Teixeira.

Em comunicado, a empresa revela que os projetos em questão, a decorrer ao longo de três anos, focam-se em áreas-chave como a Economia Circular, a descarbonização de cidades, a gestão sustentável de energia e a monitorização dos oceanos e do espaço e estão a ser desenvolvidos em estreita colaboração com 36 parceiros, envolvendo empresas e instituições ligadas ao sistema científico e tecnológico nacionais e internacionais.

“Com a participação nestes projetos o dstgroup aposta na inovação e pretende deixar uma marca na evolução e desenvolvimento tecnológico do país, alinhando a sua atividade com sete dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU”, realça a DST.

O dstgroup assume a liderança de quatro dos cinco projetos de investigação, através das subsidiárias dst (construção civil e obras públicas), dstsolar (energias renováveis) e dstelecom (telecomunicações), em rede com as empresas innovationpoint e bysteel fs, também do universo do dstgroup.

Da economia circular à monitorização do oceano e do espaço

Aprovado ao abrigo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, no âmbito do Programa Ambiente, o projeto CirMat – CIRcular aggregates for sustainable road and building MATerials – é coordenado pela construtora dst, em conjunto com dois parceiros portugueses, a Universidade do Minho e o Instituto Superior Técnico, e um parceiro norueguês, a Norwegian University of Science and Technology.

Foto: Divulgação / DST

O principal objetivo do CirMAT é o desenvolvimento de materiais de construção inovadores a partir de resíduos de construção e demolição e de subprodutos, para demonstrar a sua aplicação em edifícios e infraestruturas de vias de comunicação.

A par disso, propõe-se comunicar as vantagens ambientais, económicas e sociais deste tipo agregados circulares, nomeadamente através do desenvolvimento de Declarações Ambientais de Produto, e desenvolver processos de fabrico associados a uma escala industrial.

Por sua vez, a dstelecom integra a equipa de dois projetos do programa “Portugal 2020”, aprovados no âmbito de uma call para projetos flagship do Massachusetts Institute of Technology (MIT), tornando-se na única empresa portuguesa que colabora em mais de um projeto em simultâneo. No K2D, acrónimo de Knowledge and Data from the Deep to Space, a empresa de telecomunicações assume a coordenação do projeto de investigação, em parceria com entidades do Sistema Científico e Tecnológico Nacional e o MIT.

A investigação, a ser desenvolvida no âmbito do Programa MIT Portugal, corresponde ao desafio de garantir a evolução sustentável da terra, através da monitorização dos sistemas terrestres, antecipando as suas falhas críticas.

O K2D aborda esse desafio propondo o desenvolvimento de um sistema de monitorização de escala global e totalmente disruptivo para os oceanos, desde as profundezas até à superfície, através da sensorização remota e informações de satélite, que permitam um conhecimento holístico dos sistemas globais da terra. A dstelecom participa ainda no projeto Aeros Constellation, que objetiva o desenvolvimento de uma plataforma nano satélite como um precursor de uma futura constelação para explorar, monitorizar e valorizar os oceanos e o espaço, de uma forma sustentável, e assim alavancar as sinergias científicas e económicas.

Com a mira apontada para a gestão da energia, a dstsolar é promotor líder dos projetos de investigação Baterias 2030 e Building HOPE. O primeiro é um projeto mobilizador no âmbito do Portugal 2020 e está alicerçado nos guias estratégicos nacional e Europeu para a descarbonização das cidades, através da integração de energias renováveis e mobilidade elétrica, propondo o desenvolvimento das baterias do futuro, catalisadores da produção elétrica descentralizada sustentável e autossuficiente.

Foto: Divulgação / DST

Complementarmente, o projeto visa a conceção e desenvolvimento de tecnologias relacionadas com novas abordagens à produção descentralizada de energia renovável e plataformas que visam uma utilização eficiente da energia, numa lógica de comunidades energéticas. As empresas dst, bysteel fs e innovationpoint também participam na equipa de trabalho deste projeto.

No caso do Building HOPE, desenvolvido em copromoção com a Carnegie Mellon University, ao abrigo do Portugal 2020, e com a participação da innovationpoint, o objetivo é o de desenvolver e validar uma ferramenta para Otimização Holística de Energia Prosumida de edifícios, que permita redefinir as práticas de gestão de energia de edifícios, no contexto de ambientes urbanos inteligentes. A tecnologia resultante deste projeto adicionará novas dimensões ao conceito de gestão de energia e ampliará as capacidades dos sistemas de gestão de energia.

A aprovação destes cinco projetos nas diferentes áreas de intervenção do dstgroup é, no entendimento de José Teixeira, presidente do Conselho de Administração do dstgroup, citado no comunicado, “um reflexo da inquietude e da exploração de novos modelos de negócio por parte do dstgroup mas também um reconhecimento da capacidade de inovação nas áreas de fronteira do conhecimento.”

Sobre os projetos

O projeto CirMat é cofinanciado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu – EEA Grants, no âmbito do Programa Ambiente.

Os projetos Baterias 2030, Building HOPE, K2D e AEROS Constellation são cofinanciados no âmbito do Portugal 2020, pelo Programa Operacional Competitividade e Internacionalização e pelo Programa Operacional Regional de Lisboa através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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Braga

Fundos europeus: “Todas as regiões têm de receber mais, sobretudo as mais pobres”

Defende o eurodeputado minhoto José Manuel Fernandes

em

Foto: DR / Arquivo

Portugal vai ter 50 mil milhões de euros a fundo perdido (subvenções) nos próximos sete anos (2201-2027). A este valor acrescem 11 mil milhões de euros do atual Portugal 2020 que ainda estão por executar. Além disto, Portugal pode também aceder a mais de 15 mil milhões em empréstimos sob garantia da União Europeia, ao abrigo do Fundo de Recuperação.

“Nunca Portugal recebeu tanto dinheiro. Estes recursos têm de ser bem utilizados e bem distribuídos”, desafia, em declarações a O MINHO, o eurodeputado do PSD José Manuel Fernandes, que esteve nas negociações do próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP 2021-2027) e que nos últimos três anos tem trabalhado no reforço do orçamento da UE através da implementação de novos recursos próprios.

São mais de 60 mil milhões de euros que Portugal terá disponíveis nos próximos anos. Sobre a utilização do dinheiro, José Manuel Fernandes sublinha que deve servir para reforçar “a competitividade, a produtividade e a coesão territorial económica e social”.

Centralismo

E deixa o aviso: “Todas as regiões têm de receber mais, sobretudo as que são mais pobres”. O alerta justifica-se pelos receios de que o governo do PS repita as tendências centralistas e concentre os fundos em programas e grandes obras nacionais. “Seria inaceitável que, quando Portugal recebe mais dinheiro, as regiões passem a receber menos”, comenta.

José Manuel Fernandes, de Vila Verde, sublinha que “os fundos europeus são cruciais para Portugal”. O orçamento da UE representa mais de 80% do investimento público em Portugal.

Por isso, o eurodeputado do PSD – e coordenador do PPE na comissão dos orçamentos – destaca o sucesso das negociações do Parlamento Europeu com o Conselho (que representa os 27 Estados-Membros), apesar do bloqueio entretanto protagonizado por Hungria e Polónia, que se espera seja ultrapassado rapidamente.

“De 2021 a 2027 teremos dinheiro como nunca. Do Fundo de Recuperação receberemos 15,4 mil milhões de euros e do Quadro Financeiro Plurianual mais de 34 mil milhões de euros. Para além disso, temos ainda cerca de 11 mil milhões do Portugal 2020 por executar. Com estes montantes, se o governo for competente, vamos conseguir ultrapassar as dificuldades resultantes da pandemia Covid-19”, vaticina.

Reforço de programas

José Manuel Fernandes realça ainda o reforço conseguido ao nível dos programas europeus mais emblemáticos e com impacto na vida dos cidadãos e sua qualidade de vida. São os casos do Programa de Saúde, o programa de investigação Horizonte Europa, o Erasmus+ e o InvestEU – que junta todos os instrumentos financeiros da UE.

São recursos que impõem a introdução de novas fontes de financiamento do orçamento europeu. Um trabalho a que o eurodeputado social-democrata se tem dedicado com particular atenção, pondo como questão central que os cidadãos não sejam mais sobrecarregados com impostos.

Para isso, há alguns princípios que importa valorizar. “Quem não paga deve pagar e, por isso, queremos que os gigantes do digital sejam taxados e que se combata a fraude, evasão e elisão fiscal. Temos a missão de proteger os cidadãos europeus”, aponta José Manuel Fernandes. Com o exemplo de novos recursos próprios, indica uma contribuição sobre os plásticos, uma taxa sobre as emissões de carbono, uma taxa digital e uma potencial taxa sobre as transações financeiras.

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Braga

Tribunal da Relação manda prender suspeito de abusar sexualmente da filha em Braga

Juiz de instrução tinha-o deixado em liberdade

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O Tribunal da Relação de Guimarães decretou prisão preventiva ao homem de 44 anos, suspeito de abusar sexualmente da filha, de 15, em Braga, e que tinha ficado em liberdade com proibição de se aproximar da família e da filha e apresentações periódicas nas autoridades.

O MINHO apurou que a Relação deu razão a um recurso da procuradora do Ministério Público, Nélia Alves, que pedia a prisão preventiva por considerar que se trata de “um crime abjeto e inqualificável praticado por alguém de quem a filha esperava proteção, e dever de cuidado”.

Como O MINHO noticiou, o Tribunal de Braga tinha deixado em liberdade o suspeito de abusar da filha na residência de ambos.

Braga: Suspeito de abusar da filha obrigado a sair de casa

O juiz de instrução obrigou-o a sair de casa e proibiu-o, ainda, de se aproximar da filha, e impôs-lhe o uso de uma pulseira eletrónica, para que esta medida de coação pudesse ser controlada.

Ficou, ainda, obrigado a apresentações periódicas na Polícia.

As menores ficaram na posse de um «botão de pânico» que podiam acionar se o pai se aproximasse delas.

Esta decisão levou a associação “Mulheres de Braga” a manifestar-se no Tribunal de Braga com a colocação de uma centena de itens, entre brinquedos, mochilas, bolas, roupas de criança e “tarjas com mensagens fortes”.

Brinquedos no tribunal de Braga por alegado abusador da filha ter ficado em liberdade

Protestavam contra as medidas de coação aplicadas ao homem de 44 anos, tidas como demasiado brandas para a gravidade do crime.

Medidas, essas, que agora foram revertidas pela Relação de Guimarães que lhe aplicou prisão preventiva.

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