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Hóquei em Patins

Hóquei em patins de Viana está em polvorosa com corte de relações entre clubes

Polémica

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Foto: DR

Entornou o caldo entre a Juventude de Viana e a Escola Desportiva de Viana (EDV). Depois de acusações de aliciamento de jogadores de hóquei em patins, as relações entre os dois clubes estão cortadas. Mas a história promete não ficar por aqui. A EDV marcou uma conferência de imprensa para o final da tarde, onde “será feito o balanço do trabalho realizado nesta década pela direção atual além de abordar assuntos atuais de interesse coletivo”.


Num longo post publicado na sua página de Facebook, no fim de semana, o presidente da EDV, Rui Jorge Silva, acusava “elementos afetos à direção” da Juventude de Viana de “inqualificável falta de pudor, de carácter ou de qualquer respeito Institucional”.

“Não contentes por todo o trabalho de destruição dos nossos escalões de formação, desde a já longínqua época 2016/2017, quando decidiram aliciar diretores, treinadores e jogadores para terem escalões de formação, pretendem agora fechar o círculo junto de atletas do escalão sub 23, marcando reuniões clandestinas em jardins de infância particulares afetos a colaboradores do seu clube, enganando os nossos atletas que lá se dirigiram convencidos que a dita reunião era sobre a EDV”, escreveu Rui Jorge Silva.

“Criam-se manobras de contrainformação, inventam-se quadros de desistência e, em reuniões clandestinas, com as máquinas já montadas, pretendem, quem sabe, trocar as camisolas, fácil, sem qualquer respeito pelo outro clube ou pela cidade que representam”, acrescentou o presidente da EDV, falando ainda em “sanguessugas que se alimentam dos trabalhos dos outros” e “parasitas do sistema” que “enganam tudo e todos com um único objetivo: financiar as suas despesas”.

Rui Jorge Silva conclui com a acusão de os supostos “elementos afetos à direção” da Juventude de Viana “darem 24 horas aos atletas para firmarem contrato”, o que, considera, “denota mais uma vez, a vontade sorrateira de fazer as coisas, às escondidas, manipulando informação, mesmo sabendo que todos os processos de inscrição dos atletas nas respetivas Associações/Federações ainda não se iniciou, nem tem data prevista para o efeito”.

“Afirmações falsas e caluniosas”

Já na quarta-feira, a Juventude de Viana reagiu através de comunicado publicado na sua página de Facebook: “Considerando falsas e caluniosas as afirmações e considerando o péssimo exemplo para a modalidade, e para não alimentar mais este mau exemplo, [a Juventude de Viana] decidiu cortar de imediato relações institucionais com a EDV, enquanto o seu responsável máximo mantiver as acusações feitas à nossa instituição”.

A Juventude de Viana “repudia a forma como a EDV está a acusar e denegrir a imagem da” instituição “de forma infundada e despropositada”, através de “graves acusações do senhor Presidente” e “subtilmente agravadas por outros órgãos que tutelam o clube”.

A Juventude de Viana “lamenta ainda que, sendo a EDV uma escola de formação, esteja a passar este exemplo àqueles que quer fazer crescer como homens, mulheres e atletas” e que “não pretende, nem quer alimentar, um conflito despropositado, ainda para mais, face à situação que o nosso país vive”.

Contudo, a troca de acusações poderá não ficar por aqui. Hoje, a EDV promove uma conferência de imprensa, integrada no plano de comemorações do seu 44.º aniversário, na qual “estarão presentes os presidentes dos órgãos que compõem a sua estrutura diretiva”.

Na convocatória à comunicação social é adiantado que “será feito o balanço do trabalho realizado nesta década pela Direção atual, além de abordar assuntos atuais de interesse coletivo”.

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Desporto

Danilo Rampulla regressa ao Benfica após empréstimo ao HC Braga

Hóquei em patins

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Foto: SL Benfica

O jogador argentino Danilo Rampulla, de 21 anos, vai integrar a equipa de hóquei em patins do Benfica na temporada 2020/2021, depois de ter alinhado por empréstimo no HC Braga na presente época, anunciou hoje o clube ‘encarnado’.

“Encaro este regresso como um sonho, há muitas coisas que vêm à mente, mas acima de tudo é alegria e ilusão que sinto por voltar. O Benfica merece sempre o melhor e estou disposto a fazer o que for preciso para levar a instituição ao mais alto possível”, disse o avançado, em declaração ao site do Benfica, na internet.

Danilo Rampulla considera que a sua passagem pela formação bracarense foi fundamental para conhecer as especificidades da modalidade em Portugal.

“O HC Braga foi muito importante na minha adaptação, serei sempre grato ao clube e mais do que tudo aos meus companheiros de equipa, que, nos momentos em que precisava de confiança, sempre estavam lá para mim. Cresci a nível desportivo, mas mais do que tudo como pessoa e consequentemente estou mais amadurecido como jogador”, referiu.

Esta época, em Portugal, as competições hóquei em patins, foram canceladas sem atribuição de título, devido à pandemia de covid-19, tal como sucedeu com andebol, futsal, basquetebol e voleibol.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 323 mil mortos e infetou quase 4,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Portugal contabiliza 1.263 mortos associados à covid-19 em 29.660 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

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Desporto

Competições europeias e Europeu de hóquei em patins cancelados

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

As competições europeias de clubes de hóquei em patins foram hoje canceladas, assim como o campeonato da Europa, que deveria realizar-se em França, devido à pandemia de covid-19, anunciou hoje a federação europeia.

“Face à presente situação de pandemia na Europa, depois de partilharmos as nossas preocupações com as federações e clubes, em estreita colaboração, consideramos que, depois de ouvirmos os seus pontos de vista, que não há condições para completar as competições europeias de clubes, nem organizar o campeonato da Europa de seniores masculinos, em França”, lê-se no comunicado do organismo liderado por Fernando Claro.

Na Liga Europeia, que foi suspensa após a quinta jornada da fase de grupos, Benfica, FC Porto e Oliveirense estavam qualificados para os quartos de final, fase em que ‘caiu’ o Sporting, detentor do título.

Óquei de Barcelos e HC Braga já estavam a disputar os quartos de final da Taça Europa, tendo vencido nos jogos da primeira mão os espanhóis do Igualada (6-4) e os italianos do Follonica (7-4), respetivamente.

O Europeu de 2020, ao qual Portugal chegava como campeão do mundo e vice-campeão da Europa, iria ser disputado entre 17 e 25 de julho, em La Roche-sur-Yon, em França.

Com a declaração de pandemia, em 11 de março, inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – nomeadamente os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e provas internacionais de todas as modalidades.

Os campeonatos de futebol de França e Países Baixos foram, entretanto, cancelados, enquanto países como Alemanha, Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal preparam o regresso à competição.

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Desporto

Treinador do Óquei de Barcelos “totalmente recuperado” de covid-19

Hóquei em patins

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Foto: O MINHO

O treinador do Óquei Clube de Barcelos, Paulo Pereira, esteve infetado com covid-19, mas já se encontra “totalmente recuperado”.

Em conversa com O MINHO, o técnico que na próxima época vai treinar a Oliveirense conta como foi lidar com a doença.

“No dia 30 de março tive um pico de febre. A partir daí isolei-me, marquei o teste, fui fazê-lo no dia 2 de abril e deu positivo”, conta o treinador de 51 anos.

Na família foi “o único que deu positivo” e, portanto, ficou “isolado num quarto durante cerca de 20 dias. Só saía para fazer os testes e não [se] cruzava com ninguém da família”, conta.

“Catorze dias depois fiz mais um teste que deu negativo. Dois dias depois, outro, que também deu negativo. Então, já pude sair do quarto e voltar ao confinamento em casa”, refere o treinador de 51 anos, acrescentando que sofreu sintomas ligeiros.

“Algumas dores de cabeça, dores musculares, o principal até foi a perda de olfato. Não tive tosse nem nada que me obrigasse a ser hospitalizado, e ainda bem”, aponta o treinador que chegou a Barcelos a meio da época 2016/2017.

Paulo Pereira não consegue perceber onde foi infetado e considera que se trata de “um vírus extremamente estranho”. “Antes de acusar positivo estivemos sempre a conviver os quatro em casa e só eu é que apanhei, mais ninguém da minha família teve”, sublinha.

“Gostava de me despedir com nova conquista da Taça CERS”

Na quarta-feira, a Federação de Patinagem de Portugal anunciou o fim dos campeonatos, pelo que Paulo Pereira já não vai voltar a orientar a formação minhota.

O Óquei de Barcelos estava em 5.º no campeonato da primeira divisão e com tudo em aberto na Taça CERS e Taça de Portugal.

Não é a despedida ideal, confessa: “Gostava muito de me despedir conquistando novamente o título com que entrei, a Taça CERS, mas infelizmente não vai ser possível”.

O treinador sublinha que “em primeiro lugar está a saúde” e que “não havia condições” retomar a competição. “Nem condições psicológicas, nem de saúde, nem físicas para os atletas passados dois meses voltarem agora a competir. Portanto, acho que foi uma boa medida e o principal, agora, é ajudar os clubes a prepararem a próxima época, porque vai haver muitas dificuldades para se voltar a realizar campeonatos”, nota.

Com a economia afetada pela pandemia, acredita que os clubes serão fortemente penalizados: “Economicamente vamos todos sofrer muito. Sabemos que há muitas equipas que dependem de pequenos e grandes patrocínios, e as empresas estão a passar por muitas dificuldades e não vão poder voltar a ajudar tão cedo”.

“Pode haver muitas equipas com dificuldade em voltar a inscrever-se nas competições”, avisa Paulo Pereira, confiante de que a nova época começará já dentro da normalidade possível.

“Poderá haver algumas restrições, mas penso que em agosto já teremos condições para regressar. Mais tarde ou mais cedo temos que voltar à atividade, porque há muita gente que vive do desporto, é um emprego que tem que voltar à normalidade como também vão voltar as lojas e os cabeleireiros”, avalia o técnico, para concluir que “os jogadores estão com uma vontade enorme de voltar à pista e os adeptos de ver os jogos”.

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