Assassino de Guimarães era ciumento e não gostava que mulher saísse com amigas

O Ministério Público (MP) acusou de homicídio qualificado um homem que matou a mulher à facada em junho de 2023 na residência do casal, em Caldas das Taipas, Guimarães, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto. Margarida Silva era natural da vila vimaranense e tinha 62 anos.

A moldura penal de um homicídio qualificado é de 12 até 25 anos de prisão, a pena máxima.

Em nota publicada na sua página na internet, aquela procuradoria acrescenta que o arguido, de 63 anos, está também acusado de violência doméstica.

O MP considerou indiciado que o arguido, ao longo do casamento, registado em 1982, manteve com a vítima “um relacionamento conflituoso, pautado por episódios recorrentes de violência”, agredindo-a e insultando-a.

Acrescenta que os episódios foram potenciados pelo caráter ciumento e possessivo do arguido.

O último destes episódios ocorreu em inícios de 2023, quando o arguido “discutiu com a vítima e lhe apertou o pescoço com força, desagradado com a hora” a que a mulher chegara a casa, depois de ter ido a uma festa com amigas.

Por fim, e ainda de acordo com a acusação, na noite de 22 para 23 de junho de 2023, na casa de residência do casal, o arguido muniu-se de uma faca, dirigiu-se ao quarto em que a mulher estava a dormir e desferiu-lhe vários golpes no corpo com a faca, matando-a.

Como O MINHO avançou, “o alerta para a morte foi dado pelo próprio suspeito, primeiramente por contacto telefónico com familiar e depois com os bombeiros que rapidamente chegaram ao local, acionando a GNR”.

De acordo com fonte da GNR, aquando da chegada ao local, o homem estava embriagado.

O alerta foi dado às 00:55.

O arguido está em prisão preventiva.

 
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