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Desporto

Hoje é dia de dérbi do Minho

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Estádio D. Afonso Henriques, 19h15.

O Vitória de Guimarães, 13.º classificado, com seis pontos, defronta, este domingo, pelas 19:15, o Sporting de Braga, quarto, com nove, em jogo da sexta jornada da I Liga de futebol, no Estádio D. Afonso Henriques, com arbitragem de Hugo Miguel, de Lisboa.

Vitória está preparado

O treinador do Vitória, Sérgio Conceição, disse que espera estrear-se com um triunfo no domingo sobre o ‘rival’ Sporting de Braga, na antevisão ao jogo da sexta jornada da I Liga de futebol.

O técnico, contratado para substituir Armando Evangelista e apresentado na quarta-feira, admitiu que tem pouco tempo de trabalho com os jogadores, mas garantiu que a equipa dará tudo para vencer.

“Achamos que a equipa está preparada. Treino há quatro dias e não é fácil passar toda a informação, de forma a interiorizarem aquilo que eu quero. É preciso tempo, mas o tempo não existe. Há um jogo importantíssimo amanhã [domingo] e vamos dar tudo para ganhar”, sintetizou.

O novo timoneiro dos vimaranenses realçou que, nestes dias, trabalhou a “organização” e a parte mental, tentando assegurar que os jogadores “podem ter qualidade para serem competitivos em qualquer jogo”.

“O Vitória é um clube que está habituado a ganhar. Eles não foram aquilo que os adeptos e até o anterior treinador desejariam. Eu vim para mudar alguma coisa. Só a minha presença, eu ou de outro treinador qualquer, faz com que os jogadores despertem”, afirmou.

Sérgio Conceição estreia-se no comando técnico dos vimaranenses precisamente perante a ex-equipa, o Sporting de Braga, com a qual atingiu, na época passada, o quarto lugar na I Liga e a final da Taça de Portugal,que perdeu para o Sporting nas grandes penalidades.

O facto de realizar o primeiro jogo ao serviço dos vimaranenses perante a anterior equipa não é especial para o treinador, que garantiu estar unicamente focado na sua equipa, embora tenha reconhecido que o conhecimento que tem sobre os jogadores bracarenses pode fazer alguma diferença.

“Sei identificar os pontos fortes e, também, as fragilidades que possam ter. Os jogos são diferentes e o treinador é diferente. Em termos de qualidade individual, conheço. Em termos coletivos, também não há grandes segredos, por causa do ‘scouting’”, explicou.

O técnico do Vitória admitiu, no entanto, que este é um jogo especial, por ser um dérbi, apelando aos adeptos que apoiem a equipa na partida com os ‘arsenalistas’, quer estejam ou não de acordo com o treinador.

Sérgio Conceição, que admitiu ser um “apaixonado pelo jogo”, revelou ainda que vai subir ao relvado do estádio D. Afonso Henriques “com enorme orgulho, por tudo o que o Vitória representa”.

“O meu foco está sempre ligado ao que é a equipa. Eu vibro com os meus jogadores, com o meu clube, com quem eu defendo, com quem me paga, no fundo, porque sou profissional. Sou muito focado no que tenho fazer para atingir um objetivo que é ganhar”, reiterou.

Braga: Hassan convocado

No Sporting de Braga, Paulo Fonseca, convocou Hassan para a deslocação ao reduto do Vitória de Guimarães, domingo, da sexta jornada da I Liga de futebol.

O avançado marroquino, contratado ao Rio Ave esta temporada, falhou os últimos dois jogos devido a lesão, mas está completamente recuperado e de regresso aos eleitos do técnico.

Paulo Fonseca chamou ainda para o ‘clássico’ minhoto Mauro e Boly, que também falharam o jogo com o Marítimo, da última jornada, mas devido a castigo.

De fora, em relação à última convocatória, ficaram Marcelo Goiano, Arghus e Rodrigo Pinho.

Confere no vídeo as palavras de Paulo Fonseca, na antevisão ao #DérbidoMinho#EstamosJuntos

Posted by Sporting Clube de Braga on Sábado, 26 de Setembro de 2015

 

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Futsal

Seleção portuguesa de padres está nas meias-finais do Europeu de futsal

Prova decorre na República Checa

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Foto: DR/Arquivo

A seleção portuguesa de padres, com vários sacerdotes das dioceses de Braga e Viana, garantiu hoje a passagem às meias-finais do Europeu de futsal, que decorre na República Checa, onde irá defrontar, na quinta-feira, a Bósnia à procura de revalidar o título, que já conquistou por cinco vezes.

Após a vitória na fase de grupos, Portugal bateu o Kosovo, por 5-0, nos quartos de final e garantiu um lugar nas meias-finais na competição, que está a decorrer na República Checa entre 17 e 20 de fevereiro.

Na quinta-feira, último dia de competição em que se realizam as meias-finais e final, os padres lusos vão medir forças com a Bósnia, reeditando a final da edição de 2019, conquistada por Portugal.

Os portugueses venceram o grupo em que estavam inseridos com vitórias sobre o Cazaquistão (6-0), Itália (4-0) e República Checa (1-0) e ainda um empate frente à Hungria (1-1).

De ‘pé quente’ no arranque do torneio está o padre André Meireles, já com nove golos apontados, marcando em todos os jogos, e fazendo dois ‘hat-tricks’.

“A veia goleadora está presente, mas o mais importante é manter o foco, pois todos embebemos o mesmo espírito e o importante é o coletivo”, sublinhou à Lusa o sacerdote natural de Alijó, no distrito de Vila Real.

O bom momento do pároco da diocese de Vila Real, conhecido entre os pares como ‘Meira’, faz Portugal sonhar com mais um título, apesar das dificuldades esperadas.

“Há equipas com muito valor e por isso queremos continuar a trabalhar para não defraudar as expetativas de um leque de pessoas que nos tem ajudado ao longo dos meses para estarmos presentes na competição”, vincou.

A participar pelo nona vez na seleção do clero, e de regresso este ano após ter falhado a edição de 2019, Carlos Rubens, pároco da diocese de Vila Real, teve um regresso ‘em grande’ ao fazer, de calcanhar, o “golo mais bonito do torneio até ao momento”.

“Foi um golo especial porque foi o primeiro da equipa contra o Cazaquistão e disseram que foi o mais bonito até agora, mas o mais importante é o coletivo”, contou.

Para Carlos Rubens, o dia foi “muito cansativo” devido aos cinco jogos, mas o chegar mais uma vez à fase decisiva deixa os portugueses focados no “objetivo de ser campeão”.

De ano para ano o sacerdote que é pároco no concelho de Montalegre vê o nível a aumentar e os adversários a “aperfeiçoarem-se taticamente e fisicamente”, levando a que “nenhum jogo esteja ganho à partida”.

Apesar do desgaste, o técnico da seleção do clero, Ricardo Costa, garante que a equipa está preparada para o dia decisivo.

“Estamos presentes com 15 atletas e todos puderam participar no primeiro dia, uns mais do que outros, mas agora será importante descansar para abordar com força as meias-finais”, analisou.

O bancário de profissão, que é também treinador do Cabeçudense, equipa de futsal do distrito de Braga e vice-presidente do Famalicão, elogiou ainda a postura dos seus jogadores.

“Neste primeiro dia vencemos seleções fortes como a Itália e Cazaquistão, bem como a equipa anfitriã e nos quartos-de-final eliminamos o Kosovo por claros 5-0 num jogo dominado do primeiro ao último minuto”, atirou.

A equipa nacional junta 15 jogadores, padres em diversas dioceses do país, como Braga, Vila Real, Viana do Castelo, Porto e Lamego.

A principal novidade para a edição de 2020 do Europeu que junta 19 seleções é o apoio da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), com a oferta de equipamentos que levam os padres portugueses a carregarem o símbolo das quinas ao peito.

Na outra meia-final a seleção da Eslovénia vai medir forças com a Polónia para apurar a outra seleção finalista.

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I Liga

Racismo: Conselho de Disciplina “está limitado” à aplicação dos regulamentos

Caso Marega

em

Foto: Twitter de FC Porto

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) “está limitado” à aplicação do regulamento disciplinar, disse hoje o presidente, que explicou que não pode ser este órgão a “preencher as falências das normas disciplinares”.

José Manuel Meirim explicou, em comunicado, que este fim de semana se registou “uma situação de violência cujos factos serão, necessariamente, apurados em adequado procedimento disciplinar”, com o CD a anunciar a abertura do processo ao Vitória SC, devido a insultos racistas ao futebolista maliano do FC Porto Moussa Marega.

Conselho de Disciplina abre processo disciplinar ao Vitória

O presidente do CD frisa que o órgão “tem como uma das suas bandeiras” o sancionamento de infrações disciplinares devido a comportamento incorreto e violento do público e que não se demitirá das suas responsabilidades, mas apenas o pode fazer “quando exista prova e nos termos dos regulamentos”.

“O Conselho de Disciplina não cria as normas que lhe é dever aplicar. Ao Conselho cabe a tarefa – não isenta de responsabilidades – de aplicar as normas aprovadas pelos órgãos competentes para tal”, refere.

José Manuel Meirim frisou que o CD não tem liberdade para aplicar sanções “para além das balizas que lhe são impostas” e que não pode ser o órgão a “preencher as falências das normas disciplinares que não cobrem – ou não cobrem devidamente – tudo aquilo que, em dado momento, se entende que deveria estar previsto”.

“Os poderes disciplinares exercidos pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol são poderes sancionatórios de natureza pública e daí decorre que o órgão se encontra bem limitado na aplicação das normas disciplinares, o que faz todo o sentido”, defendeu.

O presidente do CD dá o exemplo de um artigo do regulamento disciplinar das competições organizadas pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o 113.º, para comportamentos discriminatórios em função da raça, religião ou ideologia.

“Os clubes que promovam, consintam ou tolerem a exibição de faixas, o cântico de slogans racistas ou, em geral, com quaisquer comportamentos que atentem contra a dignidade humana em função da raça, língua, religião ou origem étnica são punidos com a sanção de realização de jogos à porta fechada a fixar entre um mínimo de um e o máximo de três jogos e, acessoriamente, a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 200 unidades de conta (20.400 euros) e o máximo de 1.000 unidades de conta (102.000 euros)”, destacou.

José Manuel Meirim explica que para sancionar um clube ou uma sociedade desportiva é necessária a existência de prova, “a recolher ou não na instrução disciplinar, pelo órgão próprio, que não o Conselho”, de que tenha ocorrido uma situação de promoção, consentimento ou tolerância.

No domingo, o avançado do FC Porto Moussa Marega recusou-se a permanecer em campo, ao minuto 71 do jogo, após ter sido alvo de cânticos racistas por parte dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Depois de pedir a substituição, Marega, que já alinhou no emblema minhoto e tinha marcado o segundo golo dos ‘azuis e brancos’, dirigiu-se para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares a apontarem para baixo, situação que originou uma interrupção do jogo durante cerca de cinco minutos.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória SC tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído por Manafá.

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou à Lusa a identificação de várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas a Marega, sem adiantar o número de suspeitos, acrescentando que continua a efetuar diligências para identificar outros envolvidos.

O Ministério Público instaurou um inquérito na sequência deste incidente, que já mereceu a condenação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, entre outros.

Este comportamento configura um crime previsto no Código Penal punido com prisão de seis meses a cinco anos e uma contraordenação sancionada com coima entre 1.000 e 10.000 euros.

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Futebol

Conselho de Disciplina abre processo disciplinar ao Vitória

Caso Marega

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Foto: Facebook

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou hoje a abertura de um processo disciplinar ao Vitória SC, devido a insultos racistas ao futebolista maliano do FC Porto Moussa Marega.

O avançado do FC Porto recusou-se a permanecer em campo, ao minuto 71 do jogo, após ter sido alvo de cânticos racistas por parte dos adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Racismo: Conselho de Disciplina “está limitado” à aplicação dos regulamentos

Depois de pedir a substituição, Marega, que já alinhou no emblema minhoto e tinha marcado o segundo golo dos ‘azuis e brancos’, dirigiu-se para as bancadas do recinto vimaranense, com os polegares a apontarem para baixo, situação que originou uma interrupção do jogo durante cerca de cinco minutos.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória de Guimarães tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, tendo acabado por ser substituído por Manafá.

Fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) confirmou à Lusa a identificação de várias pessoas suspeitas de dirigirem cânticos e insultos racistas a Marega, sem adiantar o número de suspeitos, acrescentando que continua a efetuar diligências para identificar outros envolvidos.

O Ministério Público instaurou um inquérito na sequência deste incidente, que já mereceu a condenação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do primeiro-ministro, António Costa, entre outros.

Este comportamento configura um crime previsto no Código Penal punido com prisão de seis meses a cinco anos e uma contraordenação sancionada com coima entre 1.000 e 10.000 euros.

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