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Guimarães

Habitação é “problema transversal” aos centros históricos portugueses

“Cada município tem que encontrar as medidas de salvaguarda dos seus centros para permitir que ali haja residentes”.

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Centro Histórico de Guimarães. Foto: DR/Arquivo

Os centros históricos portugueses enfrentam “o problema transversal da habitação”, sendo que nas zonas turísticas a questão é o “excesso de alojamento local” e no interior a desertificação, considerou hoje a responsável pela associação de municípios com aquela classificação.

Em declarações à Lusa, à margem do XVII Encontro Nacional de Municípios com Centro Histórico, a presidente da Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico (APMCH), Maria Joaquina Matos, defendeu que há uma “fiscalidade excessiva” sobre os proprietários e que o alojamento local tem tido um “papel importantíssimo” na reabilitação naquelas áreas.

Para a também presidente da Câmara de Lagos, o problema é “conseguir o equilíbrio” entre a exploração turística e a manutenção do “espírito imaterial” dos centros históricos.

“Os principais desafios [que os centros históricos enfrentam] são conciliar as várias realidades e problemas que praticamente todos estamos a vivenciar: como é que se concilia o alojamento local, o turismo, com quem reside. Como se mantém a identidade dos centros é o problema transversal, mas sobretudo naqueles com mais vocação turística”, referiu Maria Joaquina.

Segundo a responsável, “cada município tem que encontrar as medidas de salvaguarda dos seus centros para permitir que ali haja residentes”.

“Os municípios do litoral, com muita vocação turística, têm um tipo de problemas, no interior os problemas passam pela desertificação”, desenvolveu.

Para Maria Joaquina, o “problema comum é habitar o centro histórico, mas dentro do problema comum há várias realidades”.

A autarca apontou como entraves algumas políticas financeiras, defendendo uma “política diferente relativamente aos proprietários”, por considerar que “no mercado do arrendamento a fiscalidade é excessiva”, o que tem levado ao “desvio para o arrendamento temporário”, por ser “mais rentável”.

No entanto, a presidente da APMCH vê no alojamento local mais-valias: “A existência de unidades de alojamento local tem tido um papel importantíssimo na reabilitação” e “deu, e está a dar, um grande contributo à reabilitação física dos centros históricos, do edificado para esse fim”.

Também o secretário-geral daquela associação que agrega mais de 90 municípios e vilas, Frederico Paula, defendeu que “os centros históricos são distintos uns dos outros”.

“Há a questão também da arquitetura moderna nos centros históricos, que tem criado situações de mimetismo, edifícios novos que tentam parecer antigos, e que por isso acham que estão integrados nos centros históricos”, descreveu o também arquiteto.

Para Frederico Paula, “é preciso formação académica ao nível da reabilitação urbana e não tanto preparação para novas construções”, sendo que Portugal “está a passar ao lado” daquele mercado.

“Existe um mercado importantíssimo da reabilitação na Europa, mas em Portugal ainda corresponde a uma percentagem mínima, não chegamos aos 10%”, sustentou.

O encontro decorre até sábado em Guimarães e conta com a presença de mais de 40 municípios, cinco universidades, representantes de estruturas nacionais ligadas à habitação, ao turismo e ao património, havendo ainda visitas guiadas ao Centro Histórico local, classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.

Sob o tema “Habitar os Centros Históricos”, o evento pretende ainda ser um exemplo do que é “trabalhar em rede”, estando programadas 42 comunicações.

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Guimarães

45 anos do 25 de Abril em Guimarães comemorados até ao 1.º de Maio

Programação inclui música, espetáculos, exposições

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Sons da Liberdade. Foto: Divulgação / CM Guimarães

As comemorações dos 45 anos do 25 de Abril assinalam-se em Guimarães com um conjunto de iniciativas, que se estendem ao longo deste mês, numa organização da Câmara Municipal com o Centro Infantil Cultural e Popular (CICP), Cineclube de Guimarães, Círculo de Arte e Recreio e Convívio – Associação Cultural e Recreativa, anunciou hoje a autarquia.

Numa nota enviada a O MINHO, o município refere que nos próximos dias as atividades intensificam-se no âmbito do programa “Abril com Cantigas do Maio”. Na quarta-feira, 24 de abril, decorrerá o já tradicional concerto “Sons da Liberdade”, com a Banda da Sociedade Musical de Pevidém, Grupo Coral de Ponte, Grupo Coral de Pevidém, Orfeão do CCD Coelima e Orfeão de Guimarães. Espetáculo tem início às 22h00, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor.

No dia 25 de abril, quinta-feira, acrescenta, decorrerá a sessão solene da Assembleia Municipal com início às 11:00 horas na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade. À mesma hora, no Jardim da Alameda de S. Dâmaso tem início o concerto da Banda Musical de Caldas das Taipas. Da parte da tarde, às 16:00, está agendado um novo concerto no Jardim da Alameda designado “Traz Outro Amigo Também”, com a participação de Andreia Martins, Ção Pitada, Dino Freitas, Francisco Ferreira, João Teixeira, Kika Freitas, Luís Almeida e Patrícia Silva.

Entre as 15:00 e as 16:30 horas, na Casa da Memória, Gonçalo Fonseca dirige “Liberdade”, nova criação do Teatro Oficina que celebra a democracia e o 25 de abril. Na Sociedade Martins Sarmento, a partir das 17:30, será inaugurada a Exposição Evocativa a Virgínia Moura. O dia termina com a exibição do filme “Cinema e Censura”, às 21h30, no pequeno auditório do Centro Cultural Vila Flor.

Na sexta-feira, 26 de abril, realiza-se, ainda, o concerto “Por Terras do Zeca”, com início ás 21:30, no Centro Cultural Vila Flor no arranque de uma digressão que vai passar por várias cidades de Portugal.

No sábado, 27 de abril, irá decorrer o Sarau de Poesia “Vozes e Sons da Liberdade”, no Paço dos Duques. Às 16:00, inaugura-se a exposição “A Cerimónia do Adeus I O Funeral de Estado de Mário Soares visto pelos Fotógrafos”. Ainda no sábado, a partir das 17h:0, o Gabinete da Juventude (Rua da Rainha D. Maria II) recebe a iniciativa “Os Jovens e as Censuras: novos desafios das liberdades individuais”.

No domingo, 28 de abril, Gonçalo Fonseca orienta uma oficina plástica a partir das 11h00, a partir dos elementos criados para o espetáculo “Liberdade”. Às 16h00, segue-se um momento de leitura encenada “Livre com um Livro” no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

Na segunda-feira, 29 de abril, a Rádio Santiago transmite o debate “A importância da Rádio nos dias de hoje – e afinal: Video Killed the radio stars” a partir do Círculo de Arte e Recreio.

Na terça-feira, 30 de abril, a partir das 22:00, decorre no Largo da Oliveira o espetáculo “Grândolas de Todo o Mundo”, concerto integrado no Dia Internacional do Jazz, numa organização do Convívio.

Na quarta-feira, 01 de maio, a Rádio Fundação transmite o debate “Como vivemos a Liberdade de expressão nos dias de hoje, o que nos trouxe a Internet?”, a partir do Largo do Toural, entre as 11:00 e as 13:00. O programa encerra às 17:30, com o debate “Liberdades e Censuras”, contando com as participações de António José Cruz Mendes, Bárbara Ferreira, José Carlos Vasconcelos, Mariana Ribeiro e Elsa Moura.

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Guimarães

Prisão preventiva para homem que esfaqueou quatro pessoas em Guimarães

Ocorrência em Fermentões

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Foto: DR/Arquivo

Um juiz de instrução criminal no Tribunal de Guimarães aplicou hoje prisão preventiva a um homem que na noite de sábado esfaqueou quatro pessoas em Fermentões, naquele concelho, provocando a morte a uma delas, disse fonte policial.

Segundo a fonte, o homem, de 52 anos, está indiciado de quatro crimes de homicídio, três deles na forma tentada.

A vítima mortal é uma mulher de 46 anos.

Fonte médica do Hospital de Guimarães disse à Lusa que a mulher morreu no bloco operatório daquela unidade, vítima de feridas “profundas no abdómen” e “laceração de múltiplos órgãos”.

O filho da vítima mortal, de 26 anos, também ficou ferido com gravidade, tendo entrado no hospital com uma “ferida penetrante no tórax”, mas está “estável” e a evoluir favoravelmente.

Do “ataque”, resultaram ainda dois feridos ligeiros, um homem e uma mulher, que foram atingidos nos membros superiores mas que já tiveram alta hospitalar.

O alegado agressor entregou-se entretanto na PSP, tendo o caso passado para a alçada da Polícia Judiciária.

O alerta para o caso foi dado pelas 22:15 de sábado, tendo as agressões sido registadas junto a um café.

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Desporto

João Sousa de regresso ao top 50 do ranking ATP

Novak Djokovic é o líder

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Foto: DR/Arquivo

O português João Sousa subiu hoje um lugar para o 50.º posto do ‘ranking’ mundial de ténis, que é liderado pelo sérvio Novak Djokovic e que conta, pela primeira vez, com o italiano Fabio Fognini na 12.ª posição.

‘Djoko’ permanece no primeiro lugar desta classificação, à frente do espanhol Rafael Nadal, do alemão Alexander Zverev e do suíço Roger Federer, enquanto, aos 31 anos, Fognini, um dia depois de vencer o Masters 1.000 de Monte Carlo, chegou à mais alta posição da carreira, ao subir seis lugares, na semana anterior a disputar o Estoril Open.

O sul-africano Kevin Anderson, que também vai participar no torneio português, a disputar no Clube de Ténis de Estoril, entre 27 de abril e 05 de maio, protagonizou a única subida no ‘top-10’, chegando ao sexto lugar, por troca com o japonês Kei Nishikori.

O grego Stefanos Tsitsipas, o francês Gael Monfils e o norte-americano Frances Tiafoe, finalista vencido do Estoril Open em 2018, mantiveram hoje os lugares na hierarquia, oitavo, 19.º e 30.º, respetivamente.

Abaixo de João Sousa, que vai defender o título no Estoril Open, Pedro Sousa desceu um lugar e ocupa o 107.º posto, enquanto João Domingues, que perdeu no domingo a final do ‘challenger’ de Tunes, subiu sete posições (214.º) e Gonçalo Oliveira ascendeu 33 (262.º), após chegar às meias-finais do também ‘challenger’ de Anning.

Na atualização de hoje, o francês Jo-Wilfried Tsonga, antigo número cinco do mundo, regressou ao ‘top-100’, do qual esteve afastado desde outubro de 2018.

No setor feminino, também não houve alterações no topo da hierarquia, com a liderança a continuar a pertencer à japonesa Naomi Osaka, com a romena Simona Halep a checa Petra Kivtova, nas segunda e terceira posições, respetivamente.

Francisca Jorge assumiu o estatuto de número um portuguesa, ao subir 30 lugares para a 618.ª posição, ultrapassando Inês Murta, agora 625.ª.

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