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Região

Há novas recomendações para manusear sacos do lixo, alerta a Resulima

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Durante o combate à pandemia, a Resulima solicita à população que todos cumpram novas regras no manuseamento do lixo doméstico, anunciou hoje a empresa responsável pela recolha de resíduos, em comunicado.

Se estiver infetado, com sintomas, em isolamento profilático ou tenha suspeitas relativamente à infeção por Covid-19, é aconselhado colocar os resíduos em sacos de lixo resistentes e descartáveis, com enchimento até 2/3 (dois terços) da sua capacidade. Ou seja, não encher totalmente os sacos.

Os sacos devidamente fechados devem ser colocados dentro de um segundo saco, devidamente fechado, e este deve ser depositado no contentor de lixo comum (resíduos indiferenciados).

A Resulima explica ainda que os sacos devem ser sempre colocados dentro do contentor e nunca no chão.

“Se estiver cheio, coloque no contentor mais próximo ou utilize quando estiver disponível”, aconselha.

Máscaras, luvas e lenços devem ser sempre colocados no contentor do lixo comum.

Os trabalhadores da Resulima “continuam todos os dias a contribuir para a limpeza das nossas ruas, através da recolha seletiva, e a garantir o tratamento dos nossos resíduos”, assinala a empresa.

“A melhor forma de lhes agradecer é partilhar e cumprir estas regras e ser compreensivo para com as adaptações à recolha que o seu município e a Resulima poderão ter de fazer”, sublinha.

Sobre a Resulima

A Resulima é responsável pelo tratamento e valorização de resíduos urbanos de seis municípios da zona do Vale do Lima e Baixo Cávado: Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo. A Resulima serve cerca de 321 mil habitantes, numa área geográfica de 1.743 km2.

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Aqui Perto

Porto não reconhece autoridade à DGS e rejeita cerco sanitário

Covid-19

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Foto: Wikipedia / DR

A Câmara do Porto disse hoje que não aceita o cerco sanitário “absurdo” e “inútil” que está a ser equacionado pelas autoridades de saúde e anunciou que deixa de reconhecer autoridade à diretora geral da Saúde, Graça Freitas.

“Tal medida, absurda num momento em que a epidemia de Covid-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país, não foi pedida pela Câmara do Porto, não foi pedida pela Proteção Civil do Porto e não foi pedida pela Proteção Civil Distrital. Nenhuma destas instituições e nenhum dos seus responsáveis, incluindo o presidente da Câmara do Porto foi contactado, avisado ou consultado pela Direção Geral da Saúde [DGS]”, afirma a autarquia em comunicado.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou hoje que a medida está a ser equacionada entre as autoridades de saúde regionais, as autoridades de saúde nacionais e o Ministério da Saúde “e provavelmente hoje será tomada uma decisão nesse sentido”.

Na conferência de imprensa diária para fazer o ponto da situação da pandemia de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas assegurou a articulação entre as autoridades de saúde e as autoridades municipais, desde logo, com a Câmara Municipal, com a Segurança Social e com a Comissão Municipal de Proteção Civil.

O município garante, contudo, ter sido surpreendido com o anúncio da diretora-geral da Saúde, e acrescenta que “caso a medida, inútil e extemporânea, fosse tomada, tornaria impossível o funcionamento de serviços básicos da cidade, como a limpeza urbana (cuja maior parte dos trabalhadores não reside na cidade), como a recolha de resíduos (cuja LIPOR fica fora da cidade), como o abastecimento e acessos a dois hospitais centrais (Santo António e São João) estariam postos em causa”.

A Câmara do Porto não pode, por isso, “concordar com uma medida dessa natureza, baseada em estatísticas sem consistência científica ou fiabilidade, emitidas diariamente pela DGS e cujas variações demonstram a sua falta de credibilidade. Muito menos faz sentido isolar uma cidade quando à sua volta a situação epidemiológica nos concelhos limítrofes é em tudo igual”.

“Assim sendo, a Câmara do Porto deixa de reconhecer autoridade à senhora Diretora Geral da Saúde, entendendo as suas declarações de hoje como um lapso seguramente provocado por cansaço”, declara o município em comunicado.

Portugal regista hoje 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

Dos infetados, 571 estão internados, 164 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril.

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Braga

Três infetados na Misericórdia de Vila Verde

Covid-19

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Foto: Divulgação / SCMVV

Um funcionário e dois utentes da Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde foram confirmados como sendo portadores do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a instituição, gerida pelo provedor Bento Morais, adiantou que o contágio do colaborador ocorreu num período em que se encontrava a gozar férias, pelo que “não houve necessidade de tomar medidas excepcionais com a restante equipa.”

Os restantes trabalhadores – prossegue – “estão assintomáticos até hoje, e continuam a trabalhar com normalidade, tendo-se passado já 14 dias. O colaborador encontra-se em recuperação em casa”.

Nas unidades de cuidados continuados – acrescenta a Misericórdia – “há dois doentes da Unidade de Cuidados (UCCI) de média duração que, numa ida a uma consulta de especialidade ao Hospital de Braga, testaram positivo”.

“As famílias foram informadas do facto bem como os restantes utentes e seus familiares, de forma a que, caso a caso, sejam tomadas as diligências médicas necessárias”, refere a SCMVV.

“Os colaboradores que contactaram com os utentes estão em isolamento em casa, a serem acompanhados pela nossa comissão de risco e pelo SNS24, avaliando-se a evolução de sintomas. Os restantes utentes são vigiados pela equipa da UCCI Média”, assegura a instituição.

A Misericórdia salienta que os três casos foram reportados à delegação de saúde local: “sabemos que é uma situação delicada mas temos uma equipa capaz, dedicada e a trabalhar 24 horas para proteger os utentes e doentes. Temos turnos de 12 horas, sempre com a máxima segurança garantindo o seu bem-estar”.

O provedor salienta que, foi nomeada, e está a trabalhar, uma comissão de risco composta por um médico, um técnico de higiene e segurança, uma enfermeira e uma engenheira bióloga para estar na linha da frente do combate à Covid-19. A comissão é auxiliada pela restante equipa que labora em todas as unidades.

Além da equipa de Infeção e a comissão de risco, a funcionar permanentemente nos serviços, temos – afirma a concluir – “uma equipa de qualidade que vai permanentemente auditar o funcionamento dos serviços garantindo todas as normas em vigor e assegura a qualidade de todos os serviços”.

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Braga

Jovem de 17 anos detido em Braga por se recusar a ficar em casa

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Um jovem de 17 anos foi detido por agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) por desobediência ao dever geral de recolhimento domiciliário, em Braga, anunciou hoje aquela força policial.

Em comunicado enviado a O MINHO, o comando distrital da PSP de Braga dá conta da detenção ocorrida no domingo, cerca das 21:45, no âmbito do Decreto-Lei n.º 2-A/2020, de 20 de março, que dita Estado de Emergência com recolhimento domiciliário.

O jovem acabou por continuar a infringir a lei, não acatando a indicação da PSP, mesmo depois de lhe ter sido informado que se voltasse a ser localizado na rua sem que tal se justificasse, incorreria num crime de desobediência, o que acabou por voltar a acontecer.

Foi detido e notificado para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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