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Região

Há menos incêndios em florestas vigiadas por jovens

Iniciativa do Instituto Português do Desporto e Juventude

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Foto: Pedro Antunes Pereira / O MINHO

Cerca de 500 jovens dos distritos de Braga e Viana do Castelo voluntariaram-se para participar em acções de sensibilização e vigilância nas florestas da região. O programa de Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas é promovido pelo Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e decorre entre abril e outubro. “No entanto, é nos meses de verão que está concentrado o forte do programa”, reconhece o delegado regional, Vítor Dias, em conversa com O MINHO.

Uma das primeiras conclusões a tirar, segundo dados provisórios fornecidos pelo IPDJ, é que “nos locais onde há jovens voluntários, as deflagrações de incêndios têm vindo a diminuir”. Por isso, Vítor Dias, não vê motivos para que o programa não continue nos próximos anos.

Foto: Pedro Antunes Pereira / O MINHO

Um dos exemplos é a Serra da Cabreira, onde nos últimos dois anos, a área ardida é “pouco significativa. Se não fosse o incêndio de 2016 que nos atingiu vindo de outro concelho, teríamos uma percentagem de área ardida das menores do país”, revela o presidente da Câmara.

Carolina é de Guilhofrei, Vieira do Minho, e participa, pela segunda vez, como jovem voluntária. Não só foi só o gosto pela natureza que a fez inscrever mas “também, a oportunidade de fazer um trabalho importante na prevenção dos incêndios”.

Estava a reportagem no terreno, na zona de Zebral, na Serra da Cabreira, quando se avista aquilo que parecia ser o início de uma queimada. De imediato é contactado o responsável pela protecção civil local que acciona uma primeira equipa de dois homens para o local, munidos de um kit de primeira intervenção.

“Em todas as freguesias há dois elementos responsáveis por fazer esta primeira abordagem e o kit de primeira intervenção mais próximo é também accionado”, refere o presidente da Câmara de Vieira do Minho. Segundo António Cardoso, no concelho há seis destes kits espalhados em freguesias estratégicas.

Poucos minutos depois, o potencial foco de incêndio, uma queimada, estava extinto. “Os grupos de jovens voluntários andam por várias zonas da Serra da Cabreira e, para além do papel dissuasor, servem de primeiro alerta perante situações suspeitas”, acrescenta ainda o autarca.

15 dias de vigilância

Com Carolina estão mais quatro rapazes, dois deles em estreia absoluta. “Vimos no Facebook e inscrevemo-nos”. Para já, a experiência está a correr bem e por isso, não descartam voltar mais quinze dias. É que o programa tem esta particularidade, como explica Vitor Dias.

“Cada jovem só pode estar 15 dias seguidos no projeto, podendo frequentar outro projeto decorridos 30 dias. Os jovens ficam obrigados à prestação de 5 horas diárias, recebendo por isso um subsídio no valor de 180 euros, por quinzena”.

Os jovens acompanhados, no terreno, por um responsável, receberam ainda, uma indumentária identificativa e formação antes de irem para o terreno. “Têm reuniões de trabalho com as entidades promotoras e com o próprio IPDJ antes de irem para os locais onde vão fazer o voluntariado”, revela ainda Vitor Dias.

Segundo António Cardoso “ os jovens voluntários vão, nos meses de verão, vigiar, sensibilizar a população que circula na Serra da Cabreira, para as boas práticas ambientais, limpar pontualmente os resíduos mais simples que as pessoas vão deixando pela floresta e, ainda, alertar as autoridades em caso de incêndio”.

Efeito dissuasor

Foto: Pedro Antunes Pereira / O MINHO

Segundo o delegado regional do IPDJ são “várias as tarefas que os jovens fazem no âmbito deste programa, dependendo das solicitações e dos objectivos das entidades aderentes”. Daí que haja quem faça acções de sensibilização junto de escolas e de idosos, vigilância fixa ou móvel ou acções de promoção ambiental.

Vitor Dias revelou a O MINHO que está a ser feito “um acompanhamento de muito perto deste projeto e a uma das conclusões que se pode tirar, é que nas áreas onde há mais vigilância, o número de deflagrações tem vindo a diminuir”.

O programa tem, para já, orçado 200 mil euros mas o responsável distrital não descarta a hipótese da verba ser reforçada até à data limite da sua implementação. Os concelhos de Braga, Vieira do Minho, Amares, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Vizela e Celorico de Basto aderiram a este programa do IPDJ bem com o concelho de Viana do Castelo, numa projeto que está a ser desenvolvido na zona da Labruja.

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Guimarães

Tribunal de Guimarães condena sargento do Exército por tráfico de armas

Sargento-chefe Alcino Costa

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Tribunal de Guimarães / DR

O Tribunal Judicial de Guimarães condenou a cinco anos de prisão, com pena suspensa, um sargento-chefe do Exército por um crime de tráfico de armas agravado, anunciou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP).

Em nota publicada na sua página, a PGDP refere que aquela pena consta de um acórdão datado de 26 de setembro e é igual à que tinha sido aplicada em dezembro de 2017.

Na altura, o arguido recorreu e a Relação mandou repetir o julgamento.

Segundo a nota, o tribunal deu como provado que o arguido, militar do quadro permanente das Forças Armadas, “adquiriu fora das condições legais três armas de fogo, uma das quais veio a ser utilizada por outrem num assalto a uma carrinha de valores”.

“Mais considerou provado que em duas outras ocasiões distintas, e com vista à ulterior revenda, o arguido adquiriu um total de 5.000 munições sem que fossem efetuados os registos dessas aquisições”, acrescenta.

Em duas habitações do arguido foram apreendidas armas registadas a favor de terceiros, bem como diversas peças de armas de fogo.

Segundo a acusação, o sargento-chefe do Exército Alcino Costa, a cumprir serviço no Regimento de Paraquedistas de Tancos, desviava armas de quartéis e comercializava-as no mercado negro.

Acabou por ser condenado por um crime de tráfico e mediação de armas por alegadamente ter entregado uma pistola a um homem que a usou num assalto a uma carrinha de valores.

No entanto, o tribunal deu como provado que essa pistola fora adquirida pelo arguido a uma família amiga.

Durante o julgamento, Alcino Costa refutou os factos da acusação e negou que as funções que desempenha no Exército lhe tenham dado acesso privilegiado a armas.

“Querem fazer crer que roubava armas nos quartéis e as punha no exterior. São afirmações muito infelizes. Nunca trabalhei na parte logística ligada ao armamento e o armamento é controlado à peça, à grama, é impossível qualquer arma sair do quartel”, apontou.

O processo tem mais 12 arguidos, um dos quais foi condenado a oito anos de prisão, por um crime de tráfico e mediação de armas agravado, tendo os restantes sido condenados ou a penas de prisão suspensas na sua execução ou a multas.

Os 13 arguidos foram detidos em abril de 2016, numa operação que incluiu 20 buscas domiciliárias por vários concelhos da zona Norte do país, tendo a Polícia Judiciária apreendido 5.058 munições de diversos calibres, 22 armas curtas, nove armas longas, seis armas elétricas, nove aerossóis, 12 armas brancas, oito granadas, três sabres baioneta, cerca de mil artigos considerados material de guerra e fardamento militar e ainda centenas de peças de armas de fogo.

Entre as armas, encontram-se duas metralhadoras de uso exclusivo militar.

O inspetor chefe da PJ de Vila Real, António Torgano, explicou à data das detenções que a investigação que levou às detenções dos arguidos já decorria “há vários meses” e na sua origem esteve a apreensão de armas no âmbito de outros crimes.

Entre esses crimes está a morte de um inspetor da PJ, Júlio Melo, assassinado na sequência de um assalto à mão armada a uma carrinha de valores.

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Braga

Braga: Cidades Criativas da UNESCO acordam “atividades e programação partilhada”

Protocolo

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Ricardo Rio. Foto: DR

As cidades portuguesas pertencentes à Rede das Cidades Criativas da UNESCO assinaram esta quarta-feira um protocolo para desenvolver “atividades conjuntas, programação partilhada”, promover um “grande evento” ligado à criatividade e incentivar novas candidaturas àquela distinção.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, o presidente da Câmara de Braga, cidade que recebeu as restantes quatro Cidades Criativas distinguidas pela UNESCO (Amarante, Barcelos, Idanha-a-Nova e Óbidos), salientou ainda a disponibilidade da rede hoje criada para “apoio na formatação” de Braga a Capital Europeia da Cultura em 2027.

“Este é um protocolo que visa estabelecer uma série de atividades conjuntas na dinamização da rede e iniciativas dentro da rede, quer nacional, quer internacional a desenvolver nestes cinco territórios”, apontou o autarca.

Segundo Rio, o objetivo passa também por “desenvolver um conjunto de atividades de programação partilhada em cada um dos domínios nos quais se está a intervir — música, arte, literatura, media artes — e promover um grande evento ligado à criatividade”.

O acordo “encerra em si um conjunto de benefícios decorrentes do trabalho em rede entre as cidades criativas dos mais diversos campos criativos: participar em Website promocional das cidades criativas UNESCO Portugal, integrar os materiais promocionais locais e turísticos sobre as cidades criativas UNESCO de Portugal, participar no desenvolvimento de elementos de promoção da marca UNESCO – Creative Cities, que possam ser inseridos nas cidades”, enumera o texto assinado.

Este acordo dá também a oportunidade de “integrar o vídeo promocional do projeto, aceder a Bolsa de Oportunidades para Criativos e Cidades”, desenvolver “evento conjunto para celebração da criatividade, colaborar na organização da Conferência Nacional Bienal sobre Cidades Criativas, potenciar parcerias ou projetos no contexto das cidades criativas envolvendo as Universidades, Politécnicos e outras entidades e/ou pessoas ligadas à investigação, procurar fundos nacionais e internacionais para desenvolvimento de projetos conjuntos, cooperar e integrar as equipas de governança do projeto”.

Além das vantagens do trabalho em rede, o autarca de Braga salientou “o estímulo a que outras cidades desenvolvam esforços para atingir o mesmo patamar e reconhecimento pela UNESCO” e a disponibilidade das cidades signatárias em ser “um dos pilares de apoio na formatação da apresentação” de Braga a Capital Europeia da Cultura em 2017.

“A salientar ainda que estamos a receber em Braga o ‘cluster’ das media artes das cidades criativas da UNESCO [organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura], que integra cidades de países como a China, Canadá, Inglaterra, França ou México”, apontou Ricardo Rio à Lusa.

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Famalicão

Famalicão: Exportações da Riopele para Coreia do Sul, China e Japão superam expectativas

Faturação de 80 milhões de euros, 98% dos quais no exterior

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Olifil, fiação da Riopele .Foto: Divulgação

A aposta recente da Riopele na Coreia do Sul, China e Japão tem tido resultados “acima das expectativas”, tendo hoje estes países um peso nas exportações superior ao do Reino Unido, que já foi o principal mercado da têxtil.

“A Coreia do Sul, a China e o Japão são mercados onde a Riopele começou a apostar há cerca de quatro anos e onde neste momento temos bons resultados, acima das expectativas. Já são mercados com uma certa expressão, já superam a Inglaterra, por exemplo, que quando cheguei à empresa (há 41 anos) era o nosso maior mercado”, adiantou à agência Lusa o presidente do conselho de administração da têxtil de Vila Nova de Famalicão, no distrito de Braga.

Segundo José Alexandre Oliveira, “felizmente” o Reino Unido é hoje apenas o 7.º mercado de exportação da Riopele, pelo que o previsível impacto do Brexit será menos sentido: “Se perder um cliente é importante, perder um país, então… não é que vamos deixar de exportar para o Reino Unido, vamos é ter mais dificuldade e vai atrasar todo o processo de fazer chegar as mercadorias, numa altura em que é preciso rapidez”, antecipou.

Apesar de este ano terminarem em alta, as exportações para a Alemanha – que com a Espanha e os EUA integra o top três dos principais mercados de exportação da Riopele – deverão também “arrefecer” em 2020.

“O mercado alemão vai terminar 2019 bem, mas estimo que no próximo ano seja uma Alemanha diferente e não creio que para melhor, mas para um arrefecimento que já está a acontecer”, afirmou José Alexandre Oliveira.

Ainda assim, acredita, quando forem ultrapassados os “três grandes focos de instabilidade” que estão a gerar incerteza entre os investidores – o ‘Brexit’, as relações comerciais EUA/China e o abrandamento económico – a Alemanha “vai dar a volta”.

Depois de em 2018 ter faturado 74,5 milhões de euros, a Riopele prevê encerrar o atual exercício com vendas “muito próximas” dos 80 milhões de euros, 98% dos quais no exterior.

“O ano 2019 está a correr como projetado, até um bocadinho acima do que tínhamos orçamentado”, disse o presidente executivo, rejeitando a possibilidade de vir a cotar a empresa em bolsa, por entender que os constrangimentos daí decorrentes não compensam as vantagens e considerar que “a bolsa portuguesa não é atrativa”.

“Se eu amanhã tiver que alterar qualquer circunstância, reúno-me internamente e automaticamente decidimos. Já se eu estiver em bolsa tenho que andar a pedir e por isso muitas empresas têm saído”, disse.

Assegurando que a Riopele não tem sentido dificuldades de financiamento, o empresário aponta o recentemente concluído investimento de 25 milhões de euros, concretizado ao longo dos últimos três anos, e que foi “vertical a toda a empresa” para obter melhorias ao nível da sustentabilidade, flexibilidade e poupança energética.

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