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Braga

Há em Braga uma residência sénior que se adapta ao utente (e tem sempre as portas abertas)

Resisenior está localizada no centro da cidade

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Resisenior. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A residência para idosos ResiSénior, em Braga, promoveu as Jornadas de Portas Abertas, dois dias para quem quis conhecer o seu modelo de atendimento personalizado, as suas instalações e as terapias usadas, que “pretendem melhorar a autonomia e a qualidade de vida dos seus residentes”.

Esta é, aliás, uma característica da infraestrutura, que disponibiliza visitas na hora a quem tiver interesse em conhecer, de forma expontânea, sem qualquer tipo de marcação. Esta é, segundo a diretora, uma forma de as pessoas perceberem que o tipo de funcionamento da Resisenior é contínuo e transparente, e não em função das marcações prévias.

Resisenior. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO 

Atualmente com dez residências, um hospital e uma clínica de reabilitação, distribuídos por todo o território nacional, a Resisenior foi comprada no final do ano passado pelo grupo francês ORPEA, e pretende “dar serenidade à vida dos familiares e manter as capacidades físicas e cognitivas dos residentes, adaptando-se aos indivíduos autónomos e aos que estão em situação de dependência”.

Catarina Rodrigues, diretora da Resisénior, disse a O MINHO que a residência funciona com dois tipos de estadias: as temporárias, que se dirigem a situações de convalescência ou férias, e as de longa duração, superiores a 30 dias, destinadas a situações de integrações mais prolongadas.

Catarina Rodrigues, diretora da Resisénior. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

As atividades são desenhadas em função dos percursos de vida dos utentes, ou seja, após abordagens a nível cognitivo, físico e social, para as dinamizar [as atividades] de forma contínua. “Temos também serviço de fisioterapia e outras terapias não-farmacológicas a nível de residência. Em restauração, é tudo confecionado pela equipa de cozinha, e temos uma nutricionista que faz a avaliação e as dietas específicas”, acrescentou.

Catarina Rodrigues, diretora da Resisénior. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Uma das grandes diferenças da Resisénior para outros ‘lares’ passam pelos quartos, considerados “o domicílio do residente”, algo que, salienta Catarina Rodrigues, leva a que os funcionários respeitem a privacidade e a individualidade de cada uma das pessoas.

Dânia Miranda, médica no Centro Colibri (Vila Nova de Famalicão). Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Não temos um horário de visitas, as pessoas são livres, a estrutura é como se fosse a casa do residente, pelo que existe total liberdade em visitas e nas saídas ao exterior. Podem passar a noite ou o fim de semana com a família, que é sempre validado”, assegura.

Teresa Macedo, médica no Hospital de Braga. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A Resisenior também não descura os cuidados de imagem e auto-estima: “Temos também um serviço de cabeleireira e de estética, e procuramos que as pessoas vistam aquilo que são as suas preferências. Respeitamos sempre a individualidade de cada um. Sabemos que temos pessoas com tipologias muito diferentes, e aquilo que é o nosso desafio é garantir a qualidade de vida dessas mesmas pessoas”.

Catarina vinca que “nem todos os lares de idosos são sítios onde as pessoas são maltratadas”.

Luís da Silva, diretor regional das residências Orpea Portugal. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“É por isso que abrimos as portas para mostrar como funcionámos. E quando alguém quiser ver as instalações e perceber o funcionamento, pode fazê-lo sem fazer marcação prévia, pois é uma forma de as pessoas perceberem no local o que se passa, de forma expontânea”.

Jornada de Portas Abertas na Resisenior. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Com uma localização tida como privilegiada na cidade de Braga, a residência propõe-se a desenvolver “um novo modelo de atenção diferenciado com instalações renovadas, altamente preparadas para as necessidades de uma vida ativa”.

Durante a Jornada de Portas Abertas, que decorreu a 27 e 28 de maio, a residência desenvolveu outros temas, como a dinâmica familiar no contexto do envelhecimento, terapias não farmacológicas no envelhecimento, entre outros temas, e ainda com música, com a atuação do grupo de cavaquinhos e cantares do centro histórico de Braga.

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