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Tragédia em Guimarães

Cinco feridos lutam pela vida na sequência do acidente com autocarro de Guimarães

Tragédia na A1

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Foto: Redes sociais

O acidente desta manhã na A1, na zona da Mealhada, com um autocarro a caminho de Fátima causou três mortos e seis feridos graves, cinco críticos e 22 ligeiros, segundo a última atualização do INEM.

À Lusa, fonte daquele organismo confirmou que as vítimas mortais são dois homens, de 63 (o condutor e dono do autocarro) e 77 anos, e uma mulher de 52 anos.

O autocarro partiu esta manhã de Guimarães, no distrito de Braga, com peregrinos oriundos de três freguesias daquele concelho e tinha como destino o Santuário de Fátima, tendo-se despistado e embatido num poste elétrico cerca das 09:20 na A1, na zona da Mealhada.

Segundo o INEM, o Hospital Universitário de Coimbra recebeu oito daqueles feridos (três dos críticos e cinco dos graves) e 12 dos 22 feridos ligeiros, sendo que para o Hospital de Aveiro foram encaminhados dois feridos críticos, um ferido grave, oito feridos ligeiros e duas crianças foram socorridas no Hospital Pediátrico.

Ao início da tarde, em declarações aos jornalistas, perto do local do acidente, a GNR adiantou que “no terreno estão elementos do Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NICAV) a recolher informações mas ainda é muito prematuro falar”, no entanto, referiu, “há possibilidade de um pneumático ter rebentado”.

Carlos Tavares, da Proteção Civil, referiu que estiveram no terreno 57 viaturas, das quais cinco eram médicas e duas ambulâncias com suporte imediato de vida, 130 operacionais, um helicóptero, que acabou por não ser necessário utilizar, e duas equipas de apoio psicológico.

A circulação na A1 esteve cortada nos dois sentidos até cerca das 15.00, estado já restabelecida mas com “fortes condicionantes”.

Figueiredo em choque

Guimarães está em choque com a morte de três pessoas devido a um despiste de autocarro na A1, esta manhã, que provinha da freguesia de Figueiredo rumo ao santuário de Fátima. No acidente morreram motorista, uma catequista que ia a rezar o terço ao microfone e um homem que habitualmente enjoava nas viagens e pediu para ir à frente. A colisão contra um poste foi fatal para estas três pessoas.

António Araújo é uma das vítimas mortais. Motorista e proprietário da empresa de autocarros Roda do Rei, tinha cerca de 60 anos, e era habitual ser ele a transportar os habitantes daquela freguesia durante os passeios anuais a Fátima.

António Araújo. Foto: Facebook

Outra das vítimas, esta do sexo feminino, é Emília Castro, uma figura bastante conhecida em Figueiredo, onde estava incorporada nas forças vivas. Terá morrido por se encontrar na frente do autocarro a rezar o terço.

Catequista e elemento do grupo coral, deixa duas filhas já adultas e um rapaz, ainda menor. As primeiras informações dão conta de que era também elemento da Junta de Freguesia, mas não foi possível, até ao momento, confirmar essa informação. Trabalhava na empresa têxtil Somelos, em Guimarães.

Emília Castro. Foto: Facebook

A terceira vítima mortal, um idoso, com cerca de 70 anos, também residia em Figueiredo, e acabou por morrer por estar no banco da frente, uma vez que enjoava nas viagens.

Alberto Soares. Foto: Facebook

Arquidiocese emite nota de pesar

A Arquidiocese de Braga emitiu uma nota de pesar pela morte de três pessoas no despiste de um autocarro na A1, em Mealhada, esta manhã, proveniente de Guimarães, informando que duas das vítimas são familiares de dois elementos da arquidiocese.

“É com profundo pesar que recebemos a notícia do trágico acidente, ocorrido na A1, de um autocarro que seguia em peregrinação de S. Paio de Figueiredo, arciprestado de Guimarães e Vizela, Arquidiocese de Braga, em direção ao Santuário de Fátima”, começa por apontar o comunicado.

António Araújo, motorista e proprietário do autocarro, era pai do padre Rui Araújo, pároco de São Martinho de Arco de Baúlhe, Santo André de Vila Nune, São Tiago de Faia, paróquias do arciprestado de Cabeceiras de Basto. É também vice-arcipreste de Cabeceiras de Basto.

Já Emília Castro, catequista e elemento do grupo coral em Figueiredo, era irmã do Frei Agostinho Castro, da Ordem do Carmo, natural de Guimarães.

“A Arquidiocese de Braga apresenta as mais sentidas condolências à família e amigos das vítimas, rezando por elas na companhia das palavras do Papa Francisco: Se Jesus ressuscitou é possível olhar todo o evento da nossa humanidade com esperança, até os mais difíceis, repletos de angústia e incertezas”, termina a nota.

Circulação interrompida mais de cinco horas

A circulação na A1 foi restabelecida cerca das 15:00 horas, depois de ter estado interdita por causa de um acidente com um autocarro que ocorreu pouco depois das 09:00 horas, na zona da Mealhada, que se despistou causando 3 mortos e 5 feridos graves, disse à Lusa fonte dos bombeiros.

Segundo aquela fonte, a circulação “está restabelecida mas faz-se de forma muito condicionada e apenas por uma via”.

Ao autocarro partiu esta manhã de Guimarães em peregrinação a Fátima, juntamente com mais dois, e cerca das 09:30 despistou-se embatendo num poste de eletricidade.

O motorista e dono do autocarro é uma das vítimas mortais do acidente, que causou mais dois mortos, cinco feridos graves e 22 ligeiros.

 

 

 

 

Carlos Tavares, da Proteção Civil, referiu que estiveram no terreno 57 viaturas, das quais cinco eram médicas e duas ambulâncias com suporte imediato de vida, 130 operacionais, um helicóptero, que acabou por não ser necessário utilizar, e duas equipas de apoio psicológico.

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