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Guimarães

Guimarães vai ter um novo tribunal orçado em 10,5 milhões de euros

Novas instalações, em Mesão Friot, substituirão as de Creixomil

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Tribunal Judicial de Guimarães, em Creixomil. Foto: O MINHO / Arquivo

Um novo tribunal vai nascer na freguesia de Mesão Frio, em Guimarães, num investimento que ascenderá a 10,5 milhões de euros, foi hoje anunciado.

Segundo um protocolo hoje assinado entre a Câmara de Guimarães e o Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), as novas instalações substituirão as de Creixomil, que apresentam “deficiências” de espaço e de funcionalidade, que “não podem ser adequadamente colmatadas” com uma eventual remodelação.

Ainda de acordo com o texto daquele protocolo, a resolução daquelas deficiências “exige” a construção de um edifício de raiz.

O protocolo preconiza a cedência ao IGFEJ, por parte do município, de dois lotes de terreno em Mesão Frio, avaliados em perto de 1,4 milhões de euros, para a construção do novo tribunal.

O direito de superfície será cedido gratuitamente por 50 anos, podendo ser prorrogado por períodos de 10 anos, por acordo das partes.

A obra terá de arrancar no prazo máximo de três anos.

Nas novas instalações de Mesão Frio, funcionará toda a instância criminal e ainda os tribunais de Família e Menores e do Trabalho e o Departamento de Investigação e Ação penal.

As instalações de Creixomil, que são arrendadas, fecham, enquanto o Palácio da Justiça, instalado no Largo da Condessa Mumadona, no centro da cidade de Guimarães, acolherá as instâncias cíveis e os tribunais de Execução e Comércio.

Para o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, esta é uma “solução estruturante”, que vai resolver “em definitivo” o problema da falta de condições das instalações de Creixomil.

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Guimarães

O Comércio de Guimarães é o jornal mais antigo do distrito de Braga com 135 anos feitos em maio

Publicação do Grupo Santiago

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Fotos: Divulgação

É o jornal mais antigo do distrito de Braga e está na lista das publicações centenárias que ainda se publicam. O Comércio de Guimarães faz 135 anos com muitos altos e baixos. O MINHO foi
conhecer a história da publicação mais lida do concelho vimaranense.

Corria o ano de 1884. Guimarães recebe a primeira feira industrial, a Escola Industrial e Comercial, hoje Secundária Francisco de Holanda, estava a dar os primeiros passos. A Associação Comercial e Industrial surgiu também neste ano.

A indústria começava, então, a florescer e o comércio era uma das referências da região. É neste ambiente de “efervescência económica” que António Joaquim Azevedo Machado decidiu fundar um jornal.

O primeiro número de O Comércio de Guimarães saía para as bancas a 15 de Maio de 1884 assumindo edições bissemanais.

“Havia uma pujança no concelho e o jornal faz parte desse crescimento social e económico”, lembra hoje o actual diretor, Joaquim Fernandes contactado por O MINHO.

Com altos e baixos, transversais a todas as décadas, o jornal teve duas gerações da família do fundador até que “a evolução tecnológica e as próprias exigências do jornalismo e das empresas de comunicação” transformaram e modernizaram o jornal.

Edição de 08 de Julho de 1918 de O Comércio de Guimarães. Foto: Wikipedia

Não sem antes ter entrado em crise e ter sido suspenso em Dezembro de 1985. “Para evitar a sua extinção, a Sociedade Santiago formada por pessoas ligadas à sociedade civil de Guimarães, tomaram conta do jornal”. Estava-se em maio de 1986.

O jornal passa a ter uma periodicidade quinzenal assegurando, dizem os estudos de mercado, o troféu de jornal mais lido em Guimarães.

Semanário

É a partir de 1989 que passa a ter a atual edição semanal.

Em Guimarães existe um jornal desportivo local, o que será um caso único no país. Foto: Divulgação

Passou a integrar “um projeto verdadeiramente profissional inserido na Empresa Gráfica do Jornal O Comércio de Guimarães que passou a ter sob a sua alçada o Desportivo de Guimarães, a Rádio Santiago, um departamento de brindes, um departamento de espectáculos e guimaraesdigital.com”.

Momentos difíceis

Joaquim Fernandes recorda a proibição decretada pelo então presidente do Vitória SC, Pimenta Machado, impedindo os jornalistas de entrarem no estádio ou acompanhar os jogos do clube “como dos momentos mais tensos que tivemos. Foi um processo longo que nos prejudicou porque a informação nos foi vedada”.

A verdade é que seria o tribunal a dar razão ao jornal e as relações com o clube foram-se dissipando.

Jovens

O atual diretor de O Comércio de Guimarães reconhece que os leitores do semanário são “pessoas mais antigas” mas “temos feito um esforço para captar uma franja mais nova de leitores mesmo sabendo que não é fácil por causa das novas tecnologias”.

Guimarães Digital é o segundo jornal digital mais lido na região do Minho, apesar de ser de âmbito estritamente local. Foto: Divulgação

Há uns anos atrás, foi desenvolvido um projeto para que “as escolas de Guimarães passem pela redacção do jornal porque temos um espólio único que é também um património comum de todos: as máquinas que estiveram na fundação do Comércio. Permitem que os mais novos percebam a evolução ao longo dos tempos”.

32.094 edições depois, Diário do Minho chega aos 100 anos

Também os temas tratados pelo jornal levam em linha de conta este público alvo. “Temos uma dinâmica bastante interessante nas escolas do Concelho que tentamos transportar para as páginas do jornal. A própria Universidade do Minho tem um destaque especial em O Comércio de Guimarães.

135 anos depois, o seminário mais antigo do distrito está aí para as curvas.

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Guimarães

Atenção, Guimarães. Liga das Nações condiciona o trânsito

Dois jogos decorrem na cidade

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Foto: Divulgação/CM Guimarães

O trânsito e o estacionamento em Guimarães vão estar condicionados a partir da próxima segunda-feira, devido à realização da fase final da Liga das Nações de futebol, no início de junho, anunciou hoje a autarquia vimaranense.

A alameda que circunda, a nascente, o Estádio D. Afonso Henriques, palco da meia-final entre as seleções da Holanda e da Inglaterra, no dia 06 de junho, às 19:45, e do jogo de atribuição do terceiro e do quarto lugares, no dia 09, às 14:00, vai estar encerrada ao trânsito e ao estacionamento entre 20 de maio e 11 de junho, devido à instalação do equipamento necessário para as transmissões televisivas.

A proibição de estacionamento alarga-se às ruas Doutor Arnaldo Sampaio, que confina com o estádio a poente, e Doutor José Pinto Rodrigues, a norte, entre 22 de maio e 11 de junho – o trânsito nestas ruas vai ser proibido entre 06 e 09 de junho.

Em junho, a circulação rodoviária deixa de estar condicionada apenas nas ruas contíguas ao estádio e alarga-se a outras zonas da cidade – entre os dias 04 e 10, o trânsito vai estar proibido na rua Francisco Agra, que passa junto à sede dos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

Entre 06 e 09 de junho, precisamente o período em que os jogos vão decorrer, o trânsito vai ser proibido em mais ruas próximas do Estádio D. Afonso Henriques e também em quase todo o centro histórico da cidade – apenas cinco ruas no limite da área classificada desde 2001 como Património Mundial, pela UNESCO, vão estar abertas.

Nesse período, a circulação vai estar condicionada pela PSP e pela Polícia Municipal num raio de cerca de um quilómetro em torno do estádio.

Além dos dois jogos que se vão realizar em Guimarães, a fase final da primeira edição da Liga das Nações conta ainda com dois jogos no Estádio do Dragão, no Porto – a meia-final entre Portugal e Suíça, no dia 05 de junho, às 19:45, e a final, no dia 09, às 19:45.

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Guimarães

Pedro Marques defende em Guimarães que foi sempre o PS a melhorar a vida dos idosos pobres

Eleições europeias

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Candidato também esteve em Fafe. Foto: Imagens PS

O cabeça de lista europeu do PS defendeu hoje que foram sempre os governos socialistas que melhoraram as condições de vida dos idosos e que o atual executivo constituiu um travão ao crescimento do populismo em Portugal.

Pedro Marques assumiu estas posições no final de uma conferência sobre o pilar dos direitos sociais na União Europeia, em Guimarães, na qual também participou o dirigente socialista e ministro do Trabalho, Vieira da Silva.

Na sua intervenção, Pedro Marques advogou que os governos do PS, desde Ferro Rodrigues, até Vieira da Silva, têm “um património ao nível do apoio às instituições sociais”.

Mas, foi mais longe depois de se referir à criação do complemento social para idosos no primeiro executivo liderado por José Sócrates (2005/2009).

“Tenho orgulho de fazer parte de um país que foi de longe o que mais reduziu a pobreza dos idosos desde que há estatísticas, baixando para mais de metade a pobreza dos idosos em Portugal. E foi sempre com medidas de governos do PS, com a nossa marca, que conseguimos melhorar as condições de vida dos idosos mais pobres”, sustentou.

O cabeça de lista europeu socialista criticou o estilo de campanha eleitoral “rasteira” em que se “procura o pequeno caso para depois ver qual a picardia que se monta”, procurando aqui traçar uma linha de fronteira com entre os socialistas e o Partido Popular Europeu (PPE), cujo programa “não tem uma linha sobre o pilar dos direitos sociais”.

“Esta nossa campanha eleitoral é para esclarecer e isso talvez ajude a combater a abstenção”, considerou, já depois de se ter referido ao fenómeno do populismo na Europa e em Portugal.

“O populismo e a extrema-direita não cresceram em Portugal por causa deste Governo, porque se conseguiu governar para as pessoas ao longo dos últimos três anos e meio. Se isto tivesse mudado para o PS e se tivesse ficado tudo na mesma, talvez a história tivesse sido outra”, disse.

Numa das intervenções de abertura da conferência, a “número dez” da lista europeia do PS, a professora universitária Isabel Estrada Carvalhais, falou sobre as marcas que a “troika” deixou em Portugal.

“Tantos pais que ficaram sem os seus filhos por perto e tantos casos de desemprego. Não foi uma narrativa. Esse é o outro lado da Europa e não queremos que ela continue”, afirmou, saindo em defesa de uma agenda social para a União Europeia.

Isabel Estrada criticou ainda os responsáveis europeus que, “a pretexto do rigor, fizeram sofrer muitas pessoas, entre os quais muitos portugueses”.

“Temos de ter voz forte no Parlamento Europeu, algo que já não acontece há muitos anos. A União Europeia não tem de reinventar-se. Tem de reencontrar-se com os seus valores”, acrescentou.

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