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Guimarães

Guimarães: Um em cada quatro adolescentes passa a maior parte do tempo livre nas redes sociais

Pediatras do HSOG alertam para a necessidade de informar os adolescentes sobre os riscos

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Foto: Ilustrativa

Um estudo realizado por médicos do Serviço de Pediatria do Hospital da Senhora da Oliveira Guimarães (HSOG) concluiu que 28% dos adolescentes da região de Guimarães e Vizela tem nas redes sociais a atividade que ocupa a maioria do seu tempo livre.

Numa nota enviada a O MINHO, fonte daquele hospital refere que, no estudo, é notado, também, que os pais têm cada vez maior dificuldade em controlar o acesso dos filhos a estas plataformas, ainda que a maior parte dos adolescentes já mentiu sobre a idade para ter acesso a conteúdo limitado e entendem que os conteúdos publicados não prejudicam a sua privacidade.

“As redes sociais e o adolescente” é o nome do estudo realizado por Alícia Rebelo, Sofia Vasconcelos, Liliana Macedo e Miguel Salgado médicos do Serviço de Pediatria do Hospital de Guimarães. Os objetivos do estudo passaram por caracterizar a utilização de redes sociais entre os adolescentes, avaliar o conhecimento dos adolescentes sobre os riscos associados e identificar o tipo de monitorização parental. Para tal contaram com 3.518 questionários validados a alunos de idades entre os nove e os 21 anos do Agrupamento de Escolas Francisco de Holanda (Guimarães), do Agrupamento de Escolas de Infias (Vizela) e da Escola Secundária Martins Sarmento (Guimarães), durante o ano letivo 2017/18.

Dos resultados obtidos, no que se refere ao parâmetro de caracterização de utilização, destaca-se que 98% dos adolescentes são utilizadores de redes sociais, que iniciaram esta utilização entre os 10-12 anos e que o YouTube, o Instagram e o Facebook são as redes mais usadas. Ainda que utilizam estas redes várias vezes por dia, durante 1-2 horas, predominantemente à noite, que 28% tem nas redes sociais a atividade que ocupa a maioria do seu tempo livre, mas que 97% prefere estar com os seus amigos pessoalmente. No parâmetro da monitorização parental, é constatado que 85% dos adolescentes teve autorização dos pais para criar conta de acesso, mas também que 85% afirma que os pais não sabem a palavra-passe de acesso a essa conta.

No capítulo da perceção do risco, destaca-se nas respostas que 65% já contactou com desconhecidos, que 61% já mentiu sobre a idade para ter acesso a conteúdo limitado e que os adolescentes entendem que os conteúdos publicados não prejudicam a sua privacidade e ainda que 39% considera que os conteúdos que publica não influenciarão o seu futuro.

Uma das médicas responsáveis pelo estudo, Alícia Rebelo, refere a propósito que “enquanto pediatras cabe-nos não só tratar as doenças dos adolescentes, mas também prevenir e promover o seu bem-estar geral. O acesso às redes sociais é uma realidade. É um acesso fácil, temos a tecnologia desse acesso no bolso, através por exemplo do smartphone. Entendemos que as redes sociais não devem ser diabolizadas. Elas têm muitos benefícios e vantagens, como o desenvolvimento de capacidades técnicas ou a interação entre pares. Mas têm também obviamente os seus riscos. Com este estudo tentamos perceber como podemos ajudar e educar para uma utilização segura e positiva destas redes sociais. Importa por exemplo salientar que os adolescentes utilizam as redes para interação com amigos, para conversar, e que 10% as utiliza para promover capacidades artísticas, como por exemplo partilhar fotos ou vídeos da sua autoria. A utilização das redes é uma atividade que pode e deve ser aproveitada de forma construtiva e benéfica para o adolescente”.

As conclusões dos médicos apontam para que a tecnologia tem uma presença constante no quotidiano dos adolescentes, que o acesso às redes sociais é uma das atividades mais comuns entre os adolescentes, que o controlo parental é cada vez mais difícil no que diz respeito à monitorização dos conteúdos partilhados e das políticas de privacidade, mas também que o tema das redes sociais é atual e que requer intervenção na comunidade, alertando para os benefícios e riscos da sua utilização.

“O que temos que fazer é alertar os adolescentes, de uma forma aberta e honesta, dos riscos que correm nas redes. Se estiverem cientes disto, irão atuar de forma mais cautelosa, minimizando esses riscos e aproveitando os benefícios que estas redes sociais proporcionam”, finaliza Alícia Rebelo.

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Guimarães

Abertas as inscrições para o Banco de Terras de Guimarães

Incubadora de Base Rural

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Foto: DR

A Câmara de Guimarães já abriu as inscrições para o Banco de Terras, onde proprietários podem arrendar ao município terrenos abandonados ou sem qualquer utilização, para serem depois subarrendados a quem queira criar negócio de base rural.

De acordo com a autarquia, as inscrições estão abertas até 31 de dezembro, com as candidaturas a serem disponibilizadas a partir do aviso de abertura.

Este Banco de Terras foi lançado através da Incubadora de Base Rural (IBR Guimarães), e, de acordo com a autarquia, é “um instrumento através do qual proprietários podem arrendar ao Município terrenos abandonados/sem utilização de que sejam detentores, para que este os subarrende a empreendedores com vontade em criar o seu próprio negócio de base rural”.

Em comunicado, a autarquia sublinha que “o Banco de Terras de Guimarães corporiza um conjunto de benefícios para o proprietário, na medida em que valoriza os seus terrenos com potencial agrícola ou florestal, tem garantia de renda por parte do Município de Guimarães, recebe o património fundiário no mesmo estado de uso ou ainda melhor do que o estado inicial e deixa de ter custos com a limpeza anual de vegetação, espécies arbustivas e manta morta”.

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Guimarães

Guimarães: GreenWeek promove mercado para venda de objetos usados

Sustentabilidade ambiental

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

O programa GreenWeek Guimarães vai organizar um mercado no dia 22 de setembro, no Largo Condessa do Juncal, “exclusivamente para objetos usados”, desde antiguidades, numismática, filatelia e livros a mobiliário.

O objetivo é “sensibilizar e mobilizar” a população para a “sustentabilidade ambiental”, anunciou hoje a autarquia, referindo que as inscrições para bancas de venda já estão abertas.

A autarquia salienta que o GreenWeek “têm por base o despertar e mobilizar a comunidade para os alertas, valores e princípios da defesa do ambiente, através de ações de entretenimento, pedagógicas, lúdicas, atividades físicas, expressão artística e cultural”.

Os interessados em participar no mercado da segunda mão devem enviar e-mail para [email protected]

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Guimarães

Primeira edição do Festival Guimarães Clássico arranca com Quarteto Al-Pari

Uma “aposta na música erudita”

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Foto: Divulgação / CM Guimarães

A primeira edição do Festival Guimarães Clássico arranca esta segunda-feira à noite com o Quarteto de Cordas Al-Pari (Polónia) e representa uma “aposta na música erudita”, referiu a câmara local.

Em comunicado enviado hoje, a Câmara Municipal de Guimarães declara que a música erudita entra assim na programação cultural de agosto como um “reforço”.

“Esta é uma aposta que tem vindo a conquistar público e de uma forma regular”, sublinha no texto o adjunto da vereadora da Cultura, Paulo Lopes da Silva.

Segundo o responsável, “existe um modelo que tem sido implementado numa lógica de residências artísticas e complementa-se com este festival, permitindo uma interação com músicos de referência no panorama internacional e também na captação de novos talentos”.

Para o diretor artístico, Emanuel Salvador, “Guimarães é uma cidade interessante para este tipo de eventos” apontando as igrejas e as salas de concerto num espaço físico concentrado.

“Esta é uma oportunidade para usufruir dos contactos e complementar a parte académica numa filosofia de interação entre os alunos locais e estrangeiros”, salientou.

O programa regista a participação de “ilustres convidados”, entre músicos da Royal Opera House e da Deutsche Oper de Berlim.

O concerto de abertura está agendado para hoje, às 21:30, na Igreja de S. Pedro com o Quarteto de Cordas Al-Pari. Segue-se, na quarta-feira, o Concerto “Souvenir de Florence”, às 18:00, no Santuário da Penha, com o Quarto de Cordas de Guimarães e convidados (Tomasz Tomaszewski, Emanuel Salvador, Emilia Goch Salvador, Alicja Gusciora, Filipe Quaresma e Elzbieta Rychwalska).

Na quinta-feira, a Sala da Duquesa do Paço dos Duques de Bragança acolhe o concerto “Guimarães Academia”, pelas 16:00, e para sexta-feira está programado o concerto “Tchaikovsky-Tchaikovsky”, na Igreja da Nossa Senhora da Oliveira, às 21:30.

O concerto final, no sábado, às 21:30, será “Viva Vivaldi” e conta com o violinista Vasko Vassilev e com a Orquestra do Festival Guimarães Clássico.

O Festival Guimarães Clássico é um projeto conjunto do Quarteto de Cordas de Guimarães e da Câmara Municipal, que tem o intuito de promover a música de câmara, tendo como base os membros do Quarteto de Cordas de Guimarães e várias figuras que durante uma semana partilham o palco e as salas de aula com jovens músicos de Portugal e do estrangeiro.

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