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Guimarães

Guimarães evoca “garra vimaranense” para atrair mais turistas

Autarquia prepara 12 projetos e 48 subprojetos envolvendo a comunidade

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Centro Histórico de Guimarães. Foto: Divulgação / CM Guimarães

A Câmara de Guimarães vai desenvolver uma estratégia de promoção e turismo centrada no tema “Garra Vimaranense” para “reforçar o papel da atividade turística”, levando a cabo 12 projetos, 48 subprojetos e envolvendo a comunidade.

Apresentada nesta terça-feira, a estratégia para promoção e captação de turismo, que quer envolver os 158.124 vimaranenses e surge depois de uma estudo sobre o posicionamento da marca Guimarães, assenta em três eixos: Programa Identitário, Valorização Territorial e Conhecer Guimarães.

O estudo serviu ainda para identificar obstáculos ao desenvolvimento da cidade como ponto de turismo, apresentando também soluções, sendo que os obstáculos mais apontados foram “a curta estadia no território vimaranense, a concentração no centro da cidade, alguma perda de notoriedade junto dos mais jovens, bem como algum desconhecimento fora de Portugal”, lê-se no documento.

“São estes obstáculos que nos propomos derrubar com esta estratégia, atraindo mais pessoas para o território municipal de Guimarães e contagiando-as com esta ‘Garra Vimaranense'”, afirmou na sessão o presidente da autarquia, Domingos Bragança.

O autarca salientou o “orgulho” dos vimaranenses na sua história, a “forma única como se recebe quem visita” a cidade.

“Mas também o espírito de união que nos leva a defender o que é nosso, que é o território que desde pequenos nos ensinaram a amar e do qual nos orgulhamos”, apontou.

Segundo a promotora do estudo, “a estratégia apresentada conta com o envolvimento da população que foi auscultada durante os últimos meses e que, desta forma, pode também contribuir, desde o primeiro minuto, para a missão de posicionar Guimarães no mapa enquanto destino turístico, não só a nível nacional, mas também internacional”.

Quanto aos eixos orientadores, o primeiro é o Programa Identitário: “Programa responsável por desenvolver, ampliar e disseminar a ‘Garra Vimaranense’. Alberga todos os projetos que asseguram o futuro desta Ideia Central, nomeadamente os que se relacionam com as Bases, a Representação e a Projeção desta Identidade única”.

Este programa “envolve os mais jovens, mas também todos os agentes que contactam com o turismo e até mesmo quem chega agora ao território. Este ativo imaterial que representa a identidade de Guimarães é parte indissociável da visão do município e da projeção do mesmo”.

Com o eixo de Valorização Territorial, o objetivo é “tornar todo o território vimaranense num reflexo da visão do município de Guimarães”, assentando o programa “no princípio de continuar a aperfeiçoar Guimarães, sem dissociar a identidade do território”.

Para isso, estão a ser desenvolvidos projetos no âmbito do Território Unificado, Guimarães Verde e Garra no Território: “Esta linha orientadora mostra o seu máximo expoente na defesa, preservação e vivência do território. As distinções e honras de que é alvo constante não são um acaso, mas sim uma consequência de um trabalho meritório constante”, explica o programa.

Na terceira vertente, Conhecer Guimarães, pretende-se “desenvolver e dar a conhecer um leque de experiências que vão espelhar não só a monumentalidade do território, mas também dos vimaranenses”.

O programa destaca que “a humanização da experiência turística é uma batalha perdida” por muitos destinos modernos.

“Em Guimarães, no entanto, há uma vontade assumida da população em ser parte do destino, em mostrar, ajudar e participar”, conclui o estudo.

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Guimarães

Relatório aponta Guimarães como referência no combate às alterações climáticas

Clima

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Foto: Divulgação

A cidade de Guimarães é uma das cidades “melhor preparadas e com mais capacidade de resposta” às alterações climáticas, adiantou hoje a autarquia, citando um relatório de fevereiro da Rede Carbon Disclosure Project (CDP).

Em comunicado divulgado pela Lusa, a Câmara de Guimarães realça ainda que, em fevereiro, aquela organização não-governamental considerou que o concelho é também “uma das cidades que mais valorizou e reforçou as suas preocupações ambientais”, sendo que obteve a segunda classificação mais alta da escala de avaliação, inserindo-se no grupo que representa 10% das cidades mais bem classificadas em todo o mundo.

Hoje, o CDP, num outro estudo, divulgou que centenas de cidades do mundo já estão a sentir os efeitos das alterações climáticas, como Lisboa, Porto, Braga, Cascais e Guimarães, em Portugal, mas só metade está a tomar medidas.

Já segundo o relatório de fevereiro, Guimarães é “uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação, tem definidas metas ambiciosas e realistas, e tem demonstrado progresso para atingir essas metas”.

“Um dos eixos da política municipal desde 2013 é a candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia. Grupos temáticos e segmentados efetuaram um trabalho intenso no sentido de avaliar e reportar informação para que Guimarães seja hoje uma cidade líder que demonstra melhores práticas em adaptação e mitigação às alterações climáticas”, refere o primeiro relatório do CDP, datado de fevereiro.

Como exemplos de “medidas de adaptação”, a autarquia aponta a construção das bacias de retenção, inauguradas em junho de 2015, uma intervenção que “teve como principal objetivo a melhoria e a manutenção da função hidráulica da Ribeira da Costa, constituindo uma solução para evitar cheias no centro da cidade”.

Foram assim criadas, salienta o município, “três bacias de retenção a funcionarem apenas em alturas de picos de pluviosidade intenso, no sentido de evitar inundações na parte baixa da cidade. Desde 2015, após a entrada em funcionamento das bacias de retenção, não houve mais nenhum episódio de cheias na zona baixa da cidade, até então crítico no que diz respeito às inundações no espaço urbano”.

Outra medida adotada por Guimarães foi a construção da Academia de Ginástica, inaugurada em 2017, sendo “um edifício ambientalmente sustentável e de referência, com um elevado grau de eficiência energética, ao consumir a energia produzida pela própria infraestrutura, com recuperações de calor e consumos energéticos compatíveis com o uso, próximos da autossustentabilidade”, que se “interliga igualmente com a Ecovia de Guimarães, cuja inauguração foi em 2018”.

A câmara refere ainda outras medidas: “a abertura do concurso para adjudicação de serviço de transporte público com uma taxa superior a 50% de autocarros 100% elétricos, a criação de mais de três dezenas de Brigadas Verdes (com o objetivo da proteção do património natural), a transformação de prédios sociais em edifícios ambientalmente sustentáveis, a intervenção, em concurso de obra, de mais de 300 habitações sociais”, enumera.

“Acresce a todas estas ações os programas educativos ambientais em todas as Escolas, com 50 estabelecimentos de ensino considerados ‘Eco Escolas’ e o ‘Ecoparlamento’, um dos projeto-chave do Programa Ecológico de Guimarães para a Aprendizagem do Desenvolvimento Ambiental Sustentável – PEGADAS”, lê-se.

De realçar ainda, segundo a autarquia, que “além da regeneração da fauna e flora autóctones das margens dos rios, verifica-se um aumento das áreas verdes em todo o município, onde se integra a rota da biodiversidade da montanha da Penha”

A autarquia garante também a existência de “planos estratégicos e abrangentes para assegurar que as ações que estão a adotar reduzirão os impactos climáticos e a vulnerabilidade dos cidadãos, empresas e organizações instaladas no território”.

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Guimarães

Charles Lloyd abre 28.º Guimarães Jazz que vai ter 13 concertos em 10 dias consecutivos

Artes

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Foto: DR / Arquivo

A 28.ª edição do Guimarães Jazz vai apresentar 13 concertos em 10 dias consecutivos, com uma programação defendida como “multidisciplinar”, que irá “tentar alcançar” o “máximo de amplitude possível” das diferentes gerações e variantes daquele estilo musical.

Apresentado hoje, o Guimarães Jazz 2019 vai decorrer entre 07 e 16 de novembro, trazendo à cidades nomes como Charles Lloyd, que abre os encontros, Eric Harland, Joe Lovano, Antonio Sánchez, Vijay Iyer, Craig Taborn, Lina Nyberg, Rudy Royston e Andrew Rathbun, sem esquecer a “componente de formação” habitual do evento.

Os concertos vão percorrer vários palcos da cidade, tendo como particularidade que a edição deste ano foi apresentada na Associação Convívio, que assinalou hoje 58 anos, em grande parte “dedicados ao ensino e fomento do Jazz”, sendo de salientar a Escola de Jazz do Convívio.

“O Guimarães Jazz continua a ser um evento marcante da agenda cultural da cidade”, sublinhou na apresentação a vice-presidente da autarquia, Adelina Pinto.

A organização garante que o programa “revela um equilíbrio entre os artistas convidados, numa tentativa de alcançar o máximo de amplitude possível na representação das diferentes gerações e estilos que marcam o jazz do presente”.

Segundo o diretor artístico do festival, Ivo Martins, é de destacar a presença de músicos portugueses “através de parcerias que inovam no Guimarães Jazz” e que vão ao “encontro da sensibilidade local e dos interesses dos músicos”.

“O programa responde ao desafio do pensamento crítico, assente na comunicação, criatividade e colaboração”, referiu ainda aquele responsável.

Os bilhetes para os concertos do Guimarães Jazz 2019 estão à venda por um custo entre cinco e 15 euros, tendo a assinatura para todos os concertos o valor de 90 euros.

Os concertos realizar-se-ão no Centro Cultural Vila Flor, onde será dado o arranque do evento, no dia 07, com o saxofonista Charles Lloyd, e no Centro Internacional das Artes José de Guimarães.

A destacar o concerto com entrada gratuita (domingo, dia 10) da Big Band e Ensemble de Cordas ESMAE (da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto), dirigida por Geof Bradfield.

Caberá ao Andrew Rathbun Large Ensemble encerrar a edição número 28 do Guimarães Jazz, também no Centro Cultural Vila Flor, no dia 16.

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Guimarães

Espeleólogo de Guimarães entre os portugueses retidos em gruta espanhola

Resgate

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Foto: Facebook

Carlos Mendes, residente em Guimarães, é um dos quatro espeleólogos portugueses retidos numa gruta na Cantábria, Espanha, desde sábado, entretanto localizados.

A informação da sua localização foi avançada ao final da manhã desta segunda-feira pela responsável da pasta do Interior no governo autonómico da Cantábria, Paula Fernandez.

A equipa de resgate está neste momento a montar um corrimão de forma a chegar aos ponto onde se encontram os espeleólogos, apesar do nível da água ter descido menos do que era expectável na noite de domingo.

Francisco Rocha, do Clube de Salvamento de Valongo diz que o grupo, que pertence ao Clube de Montanhismo de Valongo, é “bem treinado” e terá sido supreendido pela “precipitação” mais forte do que o previsto, em declarações à rádio Renascença.

Outro dos portugueses, Luís Sousa, é residente na Póvoa de Varzim.

O embaixador de Portugal em Madrid afirmou que, “aparentemente”, os quatro portugueses retidos numa gruta no norte de Espanha “estão bem”, depois de falar com as autoridades de proteção civil da Cantábria que os estão a tentar resgatar.

“Estamos em contacto com as autoridades de proteção civil e aparentemente estão bem”, disse Francisco Ribeiro de Menezes à agência Lusa, acrescentando que “se for necessário” o cônsul de Portugal em Bilbau irá até ao local, o que ainda não está previsto.

A equipa portuguesa de espeleologia, que tinha programado a viagem à gruta para entre sexta-feira e hoje, é formada por sete elementos, três da equipa de apoio que ficou no exterior da gruta e quatro que estão retidos.

A operação de socorro integra a equipa da ESOCAN, além de técnicos da Direção Geral do Interior do governo da Cantábria, agentes da Guarda Civil e voluntários da Associação de Proteção Civil de Arredondo.

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