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Guimarães lidera ranking dos municípios com mais presença na Internet

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Vítor Oliveira, ao centro, adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães. Foto: CM Guimarães

Guimarães passou a liderar, em 2016, a Classe A do Índice de Presença na Internet das Câmaras Municipais, correspondente à categoria de 24 “Municípios Grandes”, com uma população superior a 100 mil habitantes, principal classe de um estudo que avalia o estado da modernização digital das autarquias e o nível da sua relação eletrónica com os munícipes, revelou o município.

O resultado da análise às páginas de internet das 308 câmaras municipais portuguesas, efetuada entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, foi apresentado na sede da Microsoft, em Lisboa, esta sexta-feira, 05 de maio, numa cerimónia presidida pelo Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel.

“Na Classe A, a Câmara de Guimarães, que tinha ficado no 3º lugar no ranking em 2014, ocupa agora a liderança da categoria, seguindo-se os municípios de Leiria e de Vila Franca de Xira, classificados no 2º e 3º lugar, respetivamente”, explica a autarquia, acrescentando que “no ranking geral, onde estão incluídas as restantes duas categorias de autarquias (Médias e Pequenas), com outro tipo de volume informativo, o estudo refere que Guimarães subiu oito lugares comparativamente com a última avaliação, passando do 15º posto para a 7ª posição em 308 municípios, depois de ter ocupado o 157º lugar em 2012″.

A pesquisa, efetuada pelo Laboratório de Estudo e Desenvolvimento da Sociedade da Informação (GÁVEA) e pelo Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho, tem por base a análise de quatro critérios: “Conteúdos: Tipo e Atualização”, “Acessibilidade, Navegabilidade e Facilidade de Utilização”, “Serviços Online” e “Participação”.

Guimarães ocupa o 1º lugar na acessibilidade, navegabilidade e facilidade de utilização do seu website, está na 2ª posição ao nível do tipo de informação e atualização, ocupa o 4º lugar no que diz respeito à participação de munícipes e, em 2016, encontra-se no 5º posto relativamente à disponibilização de serviços online.

 

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Guimarães

Escola Superior Artística de Guimarães com ordem de encerramento por falta de acreditação

Escola vai poder funcionar, em alguns casos, mais dois anos letivos

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Foto: DR / Arquivo

Sete escolas superiores, numa lista onde consta a Escola Superior Artística de Guimarães, chumbaram na avaliação da agência de acreditação do ensino superior e têm ordem de encerramento compulsivo, mas algumas vão poder manter-se abertas até aos atuais alunos concluírem os cursos, adiantou hoje a tutela.

De acordo com uma nota do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), ao Instituto Superior de Comunicação Empresarial (ISCEM), cujo encerramento foi divulgado e confirmado na segunda-feira, juntam-se a Escola Superior de Tecnologias E Artes de Lisboa, a Escola Superior Artística de Guimarães, o Instituto Superior de Novas Profissões, a Escola Superior de Educação Almeida Garrett, a Escola Superior de Educação Jean Piaget de Arcozelo e o Conservatório Superior de Música de Gaia.

Segundo as informações divulgadas pelo MCTES, antes do resultado da avaliação da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que a 07 de julho determinou a não acreditação do Conservatório Superior de Música de Gaia, a instituição “já havia transmitido a intenção de descontinuar todos os ciclos de estudo”.

“O correspondente procedimento ainda não foi iniciado”, lê-se na mesma nota.

A Escola Superior Artística de Guimarães, o Instituto Superior de Novas Profissões, a Escola Superior de Educação Almeida Garrett, a Escola Superior de Educação Jean Piaget de Arcozelo, apesar da ordem de encerramento compulsivo, vão funcionar, em alguns casos, mais dois anos letivos, para garantir que os alunos matriculados e com cursos iniciados possam concluir essas formações.

A Escola Superior Artística de Guimarães tem de encerrar até ao final do ano letivo de 2020-2021, sendo que o despacho de encerramento já foi publicado em Diário da República a 07 de novembro de 2018.

O Instituto Superior de Novas Profissões, do grupo Lusófona, que “informou ter condições para funcionar durante os próximos dois anos letivos, de modo a que os alunos possam concluir de modo tranquilo as suas formações nos prazos habituais”, tem o processo de encerramento compulsivo ainda em tramitação na Direção-Geral de Ensino Superior (DGES), pelo que ainda não seguiu para despacho do ministro da tutela, Manuel Heitor.

Outra instituição do grupo Lusófona, a Escola Superior de Educação Almeida Garrett, tem o processo de encerramento a decorrer na DGES, mas informou igualmente poder funcionar nos próximos dois anos letivos para permitir a conclusão dos cursos aos alunos já matriculados.

A Escola Superior de Educação Jean Piaget de Arcozelo, que também perdeu a acreditação este ano, “comunicou a decisão de encerrar voluntariamente”, mas apenas está obrigada a fechar portas a 31 de dezembro de 2021, também para que se possam concluir os cursos iniciados.

Apesar de terem perdido a acreditação já este ano e estarem em processo de encerramento, com avaliações da A3ES que apontam falhas, por exemplo, ao seu corpo docente, há quatro instituições que vão diplomar estudantes.

No caso da Escola Superior Artística de Guimarães, por exemplo, a decisão do Conselho de Administração da A3ES aponta o “incumprimento do corpo docente no que respeita aos requisitos mencionados no ponto 1 c) do art. 49º do RJIES [Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior]”, aquele que determina as condições a que deve obedecer o corpo docente das escolas politécnicas e que define, por exemplo, que os especialistas devem ter uma atividade profissional na área em que foi atribuído o título.

No caso do Instituto Superior das Novas Profissões, a A3ES aponta que “há uma Incoerência entre a relação contratual dos docentes e a respetiva distribuição de serviço docente”, uma vez que “vários docentes a 100% apresentam cargas letivas incomportáveis” e “outros a 100% apresentam cargas letivas muito pequenas”.

Na Escola Superior de Educação Almeida Garrett, além da questão dos docentes falsos especialistas, a agência de avaliação e acreditação refere ainda a ausência de avaliação do corpo docente.

“Os docentes que estão integrados em centros de investigação, pertencem a áreas não relevantes para as formações lecionadas. Não existem condições para a melhoria das qualificações académicas do corpo docente, nem há evidência de apoio a atividades de investigação e participação em conferências internacionais”, acrescenta a decisão da A3ES.

“A IES tem em funcionamento apenas um ciclo de estudos (CE) de licenciatura, que neste momento não está acreditado […] Os três mestrados acreditados nunca admitiram estudantes. Não existem procedimentos que garantam os requisitos mínimos para acreditação de novos CE. Nos últimos anos a instituição de ensino superior (IES) viu cinco CE não serem acreditados, entre novas propostas e CE em funcionamento e, para além disso, foram descontinuados pela IES outros seis CE”, lê-se numa outra decisão da A3ES, relativa à Escola Superior de Educação Jean Piaget de Arcozelo.

As decisões da A3ES de não acreditação de sete escolas superiores são resultado do processo de avaliação e acreditação institucional ao nível de todo o sistema de ensino superior que decorreu em 2017 e 2018.

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Guimarães

Tentou suicidar-se com “a própria t-shirt” após ter sido detido por tráfico de droga em Guimarães

Homem de 32 anos foi reanimado por um agente e estabilizado pelos bombeiros

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Foto: Ilustrativa

Um homem tentou suicidar-se na esquadra da PSP de Guimarães, esta segunda-feira, depois de ter sido detido, com a companheira, por tráfico de estupefacientes.

Foto: PSP

Em comunicado, o Comando Distrital da PSP de Braga anunciou a detenção “de um cidadão e de uma cidadã, ambos com 32 anos de idade”.

“Após ter dado entrada na cela, o indivíduo tentou cometer o suicídio com a própria t-shirt, tendo sido prontamente socorrido pelo elemento policial que lhe fez as manobras de suporte básico de vida até à chegada dos Bombeiros que o assistiram e o estabilizaram”, pode ler-se naquele texto.

Numa primeira busca, a um veículo, os agentes da PSP de Guimarães apreenderam cocaína suficiente para 44 doses, heroína para 59 doses e haxixe para quatro, assim com 479,20 euros em dinheiro, dois telemóveis e a própria viatura, “por suspeita de estarem relacionadas com o tráfico”.

Depois da detenção do casal, aquela polícia levou a cabo a uma busca domiciliária, em que apreendeu heroína suficiente para 432 doses.

Os detidos vão ser presentes esta terça-feira no Tribunal de Vila Nova de Famalicão.

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Famalicão

Visita guiada: O Labirinto que se descobre de tocha na mão em Famalicão

Conheça o Labirinto das Artes d’A Casa ao Lado, numa reportagem de Pedro Antunes Pereira (texto) e Paulo Jorge Magalhães (imagens)

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Foto: Facebook

Dez salas em forma de labirinto percorrem-se de tocha na mão. É a pequena luz que vai desvendando uma viagem por diferentes épocas, a começar na arte rupestre e a acabar na técnica de Vhils. O Labirinto das Artes fica na freguesia de Requião, em Vila Nova de Famalicão, numa quinta bucólica e onde o relógio pára enquanto se descobrem as técnicas do grafismo que atravessaram a história mundial.

Antes de deambularem pelo labirinto, os repórteres de O MINHO são recebidos pela directora artística d’ A Casa do Lado, entidade responsável pelo projeto. Joana Brito explica que “o labirinto das artes é espaço de aprendizagem onde movimentos artísticos, estéticas e estilos são apresentados num percurso criativo”.

Pretende ser complementar aos programas curriculares e por isso, “quisemos fazer as coisas mais apelativas”. Tudo foi idealizado e concretizado pela equipa d’A Casa ao Lado, o que dá um lado ainda mais inovador ao projeto.

No fundo, em todo o espaço estão presentes “a criatividade, a expressão individual e a capacidade de representação” que, “esperemos seja fomentada em quem nos visita. O grafismo, que hoje é muito visível, seja através do grafiti seja através de Vhils, sempre existiu desde a pré-história, de diferentes formas, feito com diferentes materiais”.

E é isso que o Labirinto das Artes pretende ensinar. No final da visita, os participantes são incentivados a interpretar graficamente o Paleolítico, o tema em destaque até abril de 2020.

“A linogravura, a cravação, pirogravura, pintura mural e modelação são algumas das técnicas que podem ser testadas.

O MINHO conheceu o percurso ao pormenor aqui explicado de forma simples.

Viagem pelo Labirinto

Sala 1
A escuridão toma conta do percurso. A pequena tocha é acesa e nas paredes são revelados os primeiros ‘desenhos’. Estamos na pré-história e no Paleolítico onde estão representadas cenas de caça desenhadas a carvão ou a sangue. Os humanos são linhas simples.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 2
Na Idade do Metal, e já a viver em comunidade, inicia-se a técnica da cravação e inspiram-se na natureza para fazer os seus desenhos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 3 Entra-se no Egipto com os hieróglifos a dominar; há arte decorativa, a figura humana é mais complexa mas sempre desenhada de lado, em posição fixa mas os olhos não estão de lado.

Nos sarcófagos pintam-se os faraós.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 4
Inspirada no Epito, a arte grega apresenta o corpo humano de forma mais realista distinguindo pernas e braços, com movimentos mais naturais. Aparecem as primeiras sombras e algum brilho.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 5
Arte romana. Nas figuras humanas as imperfeições não desaparecem. O brilho e as sombras assumem um maior papel e a noção de profundidade começa a dar os primeiros passos. As cenas do quotidiano, como a aprendizagem e o estudo são retratadas e a escultura, sobretudo de bustos, aparece em muitos lugares.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 6
Com a Idade Média, chega o Cristianismo. As figuras não têm detalhes porque o objectivo era passar a mensagem o mais depressa possível. Surgem as iluminuras, livros com letras artísticas decoradas com imagens. Os vitrais, na idade gótica, começam a tomar conta das igrejas, há linhas e tons bem definidos. No bizantino, o dourado assume o protagonismo e o brilho dá a noção de profundidade.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 7
O Barroco desenvolve a noção de profundidade e perspectiva, as imagens têm paisagens e surge a ilusão de óptica. As figuras assumem o brilho e as sombras são mais naturais. Os tetos prolongam a profundidade com o desenho de nuvens. No neoclássico, Pompeia é a referência, a arte romana e grega são redescobertas mas com muita irrealidade e fantasia à mistura: pessoas felizes, meigas. O contraste é dado no Romantismo onde as cores escuras são marcadas por fortes pinceladas e as pessoas retradas de forma infeliz.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 8 e 9
Na reta final do labirinto, chega-se ao século XX. Com a chegada dos tubinhos de tinta, foi possível passar a pintar no exterior e a natureza torna-se um desafio porque tudo está em movimento. Por isso, as pinceladas são mais rápidas e mais enérgicas. No pós-impressionismo, as pinceladas deixam de ser tão soltas e passam a dar uma maior noção de realismo.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Entramos no expressionismo com as cores a serem importantes, fortes e os contornos a serem aplicados. No cubismo, os objectos são desenhados no mesmo quadro em todas as posições através de formas geométricas. É no futurismo que se idolatram as imagens em movimento e se apela à criatividade.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Segue-se o dadaísmo, com os edifícios compostos por objectos do quotidiano, onde se brinca com os tamanhos. Há ainda referências ao expressionismo abstracto e à pop art quando a arte chega aos produtos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 10
A ultima sala, mais não é do que uma parede com uma ‘imitação’ do trabalho de Vhils, representado por uma figura cravada com uma picareta. É como se voltássemos ao início do labirinto.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Labirinto das Artes que está pronto para receber visitas. O projeto inclui ainda um conjunto de três laboratórios e oficinas, e um espaço verde e de lazer, com excelentes condições para fazer piqueniques. O público-alvo são grupos de crianças e jovens do pré-escolar até ao secundário, mas destina-se também a famílias e público em geral.

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