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Guimarães

Guimarães Jazz e Bienal de Ilustração marcam últimos meses de 2019 de A Oficina

De 07 a 16 de novembro e de 12 de outubro a 31 de dezembro

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Foto: Divulgação / Arquivo

O festival Guimarães Jazz e a Bienal de Ilustração são os principais destaques da programação dos últimos meses de 2019 nos espaços da cooperativa A Oficina, hoje anunciada.


De 12 de outubro a 31 de dezembro, a bienal passa por vários espaços associados a A Oficina, incluindo uma retrospetiva do ‘designer’ Jorge Silva, que vai receber o Prémio Carreira, com 120 obras de 54 autores diferentes expostas no Palácio Vila Flor por estarem em concurso para o Prémio Nacional BIG.

O Guimarães Jazz decorre de 07 a 16 de novembro, no Centro Cultural Vila Flor e no Centro Internacional de Artes José de Guimarães, numa 28.ª edição com 13 concertos, com destaque para os saxofonistas Charles Lloyd e Joe Lovano, mas também Han Bennink ou Antonio Sánchez.

A ‘rentrée’ arranca na sexta-feira e no sábado nos jardins do Centro Cultural Vila Flor, com o Manta, programa que conta com concertos de Bruno Pernadas, o brasileiro Momo, no primeiro dia, mas também Serushio e a norte-americana Holly Miranda.

No dia 14, passa pelo auditório do Centro a Companhia Nacional de Bailado, primeiro com “Annette, Adele e Lee”, de Rui Lopes Graça, e logo a seguir com “Madrugada”, de Victor Hugo Pontes, com um concerto no dia 17 de Joana Gama e Luís Fernandes, para apresentar o disco “At The Still Point Of The Turning World”.

Outra das novidades da programação passa pela utilização do espaço da Loja Oficina para exposições, dedicando uma ao artesão vimaranense António Silva, um “especialista em réplicas de embarcações históricas”, pode ler-se na apresentação do programa, que ficará patente entre 14 de setembro e 01 de dezembro.

Na Casa da Memória de Guimarães, outro dos espaços do Teatro Oficina, o fotojornalista Hugo Delgado expõe o resultado de um trabalho com mais de 40 crianças e jovens do concelho, “apoiando o processo de registo dos rostos que fazem cada um daqueles bairros”, no caso Atouguia e Gondar.

A inauguração, marcada para 20 de setembro, terá uma performance que envolve as próprias crianças, numa mostra intitulada “Os Rostos do Meu Bairro Fraterna” que fica patente até 31 de dezembro.

O Cineclube continua a programar várias propostas de cinema no Centro Cultural Vila Flor, que acolhe mais concertos do ciclo Músicas do Mundo, com o ugandês Otim Alpha, a 28 de setembro, e os espanhóis Zulu Zulu, a 23 de novembro.

O Musicadoria leva ao Vila Flor várias bandas internacionais programado por estruturas vimaranenses, com nomes como Dälek, Black Bombaim ou Michal Turtle, em estreia em Portugal, ao longo de várias datas.

A integração do espaço na rede de dança Aerowaves leva a peça grega “Opus”, de Christos Papadopoulos, no dia 12 de outubro, enquanto o Centro Internacional de Artes recebe a exposição coletiva “Plant Revolution”, sobre questões ecológicas, de 19 de outubro a 16 de fevereiro.

A programação integra ainda vários outros momentos, como o concerto da Orquestra de Guimarães (18 de outubro), dos HHY & The Macumbas (05 de outubro), o circo “Vão”, da Erva Daninha (02 novembro), ou o espetáculo teatral “Autocarro para Sonhos” (20 outubro), este construído a partir de duas turmas de crianças de Guimarães e do Porto.

A 23 de novembro, celebra-se o centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen com “A Menina do Mar”, enquanto os 15 anos desde o primeiro álbum dos Nouvelle Vague são assinalados com um concerto acústico da banda, no dia 07 de dezembro.

Nesse mês, entre o dia 08 e o dia 16, o Teatro Oficina celebra 25 anos com várias iniciativas, da reposição de “Arquivo Público”, de Manuela Ferreira, a uma visita guiada pelo primeiro diretor, Moncho Rodríguez, e a estreia de uma nova criação, “A Grande Serpente”, construída “a partir das memórias dos intérpretes do espetáculo fundador da companhia”.

Ao longo do que falta de 2019, o espaço acolhe várias residências artísticas, em particular da Artista no Centro 2019-2021, Manuela Ferreira, um programa que também traz Gil Mac e Tânia Dinis, mas também Aurora Negra, recipiente da Bolsa Amélia Rey-Colaço para 2020.

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Guimarães

Três turmas em isolamento numa escola de Guimarães

Covid-19

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Foto: DR

Três turmas da EB 2,3 D. Afonso Henriques, em Guimarães, estão em isolamento profilático depois de alunos terem testado positivo à covid-19.

De acordo com o Guimarães Digital, do Grupo Santiago, os alunos estão a ter aulas a partir de casa, enquanto a maior parte espera pela testagem levada a cabo pelas autoridades de saúde.

Ainda segundo a mesma fonte, também cinco professores estão em isolamento depois de um docente ter testado positivo ao novo coronavírus.

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Guimarães

Prémio de História Alberto Sampaio para investigação sobre famílias de Guimarães

História

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Foto: DR

A investigadora Alice João Palma Borges Gago é a vencedora do Prémio de História Alberto Sampaio 2020, que será entregue no dia 01 de dezembro, anunciou hoje a Câmara de Guimarães.

O prémio é um cheque de 6.000 euros e a publicação, na Revista de Guimarães, do trabalho “Gentes do Norte pela própria voz. Arquivos de Família da Região de Guimarães – Porto, séculos XV-XVII”.

Instituído em 1995 pelos municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, o Prémio de História Alberto Sampaio foi renovado em 2016, contando a partir de então também com o Município de Braga entre os instituidores.

Destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e a obra do historiador Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica.

O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, deliberou atribuir o Prémio de 2020 à investigadora Alice João Palma Borges Gago.

Para o júri, “trata-se de um excelente trabalho de investigação” que, a partir da criação de uma base de dados abrangendo a história dos arquivos de seis famílias de Entre-Douro e Minho”.

Acresce que “procede a uma análise do papel e importância de tais arquivos privados para a compreensão histórica dos processos de mobilidade, de ascensão e de consolidação do estatuto social das famílias analisadas (Valadares, Ribeiro, Magalhães, Carvalho, Cunha e Barreto), ao longo dos séculos XV a XVII”.

Para além da contribuição inovadora no domínio da historiografia arquivística, o trabalho de Alice Borges Gago “enriquece o conhecimento disponível sobre temáticas fundamentais no domínio da história económica e social.”

O júri salientou a forma “relevante” como a herança da abordagem da História na obra de Alberto Sampaio colhe frutos no estudo agora distinguido.

Apontou ainda o facto de, para a edição 2020, ter sido presente a concurso um conjunto numeroso de trabalhos que, na generalidade, “mostram elevada qualidade”, integrando as temáticas variadas e subjacentes ao prémio.

A cerimónia de entrega do prémio será realizada em 01 de dezembro (dia em que Alberto Sampaio nasceu, em 1841) e, de acordo com a rotatividade prevista no regulamento, terá este ano lugar em Vila Nova de Famalicão, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.

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Guimarães

Empresas do Centro de Incubação da UMinho em Guimarães com um mês para sair

Spinpark está em insolvência

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Foto: DR

O Centro de Incubação de Base Tecnológica (SpinPark), da UMinho, situado no Avepark, em Caldas das Taipas, Guimarães, está em insolvência e as nove empresas spin-off lá instaladas foram informadas, há dias, pelo administrador judicial, de que têm 30 dias para sair das instalações.

Vários dos empresários em causa lamentam ter confiado na Associação Spinpark, uma entidade com vários associados liderada pela Universidade do Minho (UMinho), acusando-a de negligência, por só terem sabido da falência há alguns dias, quando o Tribunal de Guimarães já a decretou há mais de um mês.

Ao que O MINHO soube, os empresários em causa procuram, agora, em Guimarães, Braga e Barcelos, novo espaço – pavilhão ou outro – para se instalarem. O Spin-park, onde foram investidos alguns milhões, tinha não só empresas em incubação da região de Braga, mas também, algumas com ligações à Universidade do Porto.

Desde 12 de agosto que o Spinpark passou a ser gerido por uma administradora de insolvência, mas só no passado dia 17 de setembro é que os empresários foram informados que tinham de sair. “Essa proposta foi ridícula, ninguém consegue mudar um laboratório num mês”, afirma Ângela Mendes, da empresa A2, de análises químicas, em declarações ao Jornal de Notícias (JN).

O Spinpark foi criado, no parque tecnológico Avepark, pela UMinho, em 2006, com apoio de fundos comunitários, para apoiar o nascimento de empresas tecnológicas ligadas à universidade antes destas se lançarem no mercado. Contudo, assegura Ângela Mendes, pelo menos desde 2013 que isso não acontecia: “É um escândalo, trataram-nos como ratos. Disseram para nos pormos a andar dali para fora e nunca foram capazes de nos dar uma palavra”.

O centro esteve à beira da falência em 2016, mas adotou um Plano Especial de Revitalização, com dívidas superiores a dois milhões de euros e um passivo de sete milhões. Nessa altura, a Câmara de Guimarães afirmava que o Centro de Incubação era “um investimento estratégico”, pelo que ia comprar o edifício para ajudar o Spinpark.

Ao JN, a UMinho não justificou como é que o Spinpark faliu nem divulga o passivo, adiantando apenas que “a insolvência foi uma decisão inevitável face à grave situação financeira”, e que foi tomada “ponderando o respeito absoluto por critérios de boa gestão, salvaguardando o interesse público”.

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