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Guerra aberta na Câmara de Famalicão

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Os três vereadores do Partido Socialista (PS) na Câmara Municipal de Famalicão abandonaram hoje a reunião do executivo, acusando o presidente da autarquia, Paulo Cunha, de impedir  Luís Moniz de continuar a sua intervenção, numa atitude que classificam de “prepotente, autoritária e anti-democrática”.


Na altura, aquele vereador socialista questionava Paulo Cunha acerca da Loja do Cidadão, assunto que os socialistas dizem “não cair bem” à maioria social-democrata naquela autarquia do Vale do Ave.

“O que se passou hoje foi uma tentativa de impedir os vereadores do PS de questionar o Sr. Presidente sobre o pagamento de uma renda mensal de 3111,25 euros, desde junho de 2015 (ou seja, mais de 68 mil euros), por uma Loja do Cidadão, supostamente sita nas antigas instalações do supermercado Inô, mas que não existe e que ninguém vê”, acusam os socialistas, em nota divulgada no Facebook.

Por seu lado, em reação através de comunicado, a Comissão Política do PSD de Famalicão lamentou, esta tarde, o abandono dos trabalhos do executivo por parte dos vereadores socialistas, acrescentando outra versão dos factos.

“O episódio aconteceu depois de um vereador do Partido Socialista ter iniciado uma intervenção, imputando ao Sr. Presidente da Câmara Municipal afirmações e juízos de valor por ele não ditas. No exercício das suas funções o Presidente da Câmara Municipal interrompeu o Sr. vereador e exigiu respeito pela verdade, pelas pessoas e pela instituição que dirige”, aponta.

Ao abandonarem a sala na sequência desta intervenção do Sr. Presidente da Câmara, os vereadores do Partido Socialista viraram costas ao concelho e desrespeitaram os colegas da vereação. Não há memória de uma tão grande falta de respeito institucional no município de Vila Nova de Famalicão“, afirma Jorge Paulo Oliveira, vice-presidente da estrutura local.

Em comunicados marcados pelo tom agressivo, PS e PSD trocam acusações.

Não adianta procurarem silenciar-nos. O PS vai continuar a querer saber tudo e saber porque pagamos uma renda de algo que não existe e a quem!”, vincam os socialistas.

Já chega! É tempo dos Srs vereadores do Partido Socialista portarem-se à altura das suas responsabilidades e dignificarem o mandato que lhes foi conferido pelos famalicenses. As questões geradas ao abrigo da trica partidária devem ser lançadas e discutidas na Rua S. João de Deus onde é a sede do PS de Vila Nova de Famalicão”, afirma o PSD.

Recorde-se que o PS responsabiliza a autarquia liderada por Paulo Cunha por Famalicão ainda não ter Loja do Cidadão.

Desde o início de janeiro, quando o presidente da Câmara de Famalicão manifestou a intenção de antecipar a abertura daquele espaço em 2017, numa altura em que o governo do Partido Socialista inclui a cidade na lista de locais onde os mesmos irão ser colocados, mas apenas em 2018 ou 2019, que a questão da Loja do Cidadão de Famalicão passou a ser o principal tema de debate entre os dois partidos.

Loja do Cidadão ficará no Centro Comercial D. Sancho I. Foto: CM VN Famalicão

Em 2015, o município e a Agência de Modernização Administrativa (AMA) celebraram um protocolo para a instalação deste serviço público no concelho. Na altura, segundo a autarquia, foi encontrado o espaço ideal que permite concentrar no mesmo local os vários serviços, tendo assim ficado definido que a Loja do Cidadão ficará instalada no Centro Comercial D. Sancho I – espaço da antiga superfície comercial “Inô” -, localizado na Avenida Dr. Carlos Bacelar. Para assegurar o espaço, a autarquia paga desde essa altura uma renda mensal.

Em nota enviada na altura a O MINHO, a autarquia referia também que, no acordo celebrado em 2015, ficou estipulado que seria a AMA a apresentar a candidatura para a obtenção de financiamento comunitário para as obras de adaptação.

Assinatura do protocolo celebrado com a AMA (2015). Foto: CM VN Famalicão

Em reação à  manifestação do autarca, os socialistas responderam, acusando que “a Loja do Cidadão só não existe já porque a Câmara não fez o que devia ter feito em 2015”.

“Após a assinatura do protocolo, competia à Câmara Municipal assegurar todos os procedimentos de contratação pública inerentes ao local de instalação da loja, por forma a que a AMA pudesse efetuar a candidatura no âmbito do programa COMPETE. O Governo de então, de maioria PSD/CDS, efectuou todos os procedimentos, faltando à Câmara fazer os seus. Não o fez, a AMA não pôde concluir o processo de candidatura da loja e Famalicão perdeu esta oportunidade” e “após 2015, as candidaturas a fundos comunitários destinados a este fim passaram para a esfera de responsabilidade dos Programas Operacionais Regionais (POR), para os quais apenas se podem candidatar as Câmaras Municipais ou as CIM. Quer isto dizer que compete exclusivamente à Câmara esta candidatura e a obtenção de financiamento”, sustenta o PS.

Comunicado do PS na íntegra

Comunicado dos Vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Vereadores do PS abandonam reunião de Câmara, contra tentativa de silenciamento da discussão acerca da Loja do Cidadão.

Os Vereadores na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão eleitos pelo Partido Socialista, vêm expor o seguinte:

1. Fomos obrigados, pela consciência e dever cívico, ético e moral, a abandonar a reunião de Câmara Municipal mantida hoje, dia 09.03.2017.

2. Fizemo-lo porque foi atentado o valor mais alto da nossa democracia: a liberdade de expressão.

3. O Vereador Luís Moniz foi impedido, por duas vezes, pelo Sr. Presidente de Câmara, de continuar a sua intervenção, numa atitude prepotente, autoritária e anti-democrática.

4. E esta atitude é ainda mais grave porque o Sr. Presidente de Câmara estava a ser questionado acerca da Loja do Cidadão, matéria que não cai bem nesta maioria.

5. O que se verificou hoje foi uma tentativa de silenciamento dos vereadores da oposição quando estes questionavam a Câmara sobre a Loja do Cidadão. O que se passou hoje foi uma tentativa de impedir os vereadores do PS de questionar o Sr. Presidente sobre o pagamento de uma renda mensal de 3111,25 euros, desde Junho de 2015 (ou seja, mais de 68 mil euros), por uma Loja do Cidadão,supostamente sita nas antigas instalações do supermercado Inô, mas que não existe e que ninguém vê.

6. Não sabemos o que esconde esta Câmara e o que tem medo de dizer sobre a Loja do Cidadão. Mas sabemos uma coisa: Não adianta procurarem silenciar-nos. O PS vai continuar a querer saber tudo e saber porque pagamos uma renda de algo que não existe e a quem!

Os Vereadores,

Luis Andrade Moniz
Ivo Sá Machado
Cristiano Silva

Comunicado do PSD na íntegra

Vereadores do PS viram costas ao município. Abandono dos trabalhos do executivo é desrespeito institucional de que não há memória em Vila Nova de Famalicão. 

Na reunião do executivo municipal realizada hoje fez-se história pela negativa em Vila Nova de Famalicão. Os vereadores do Partido Socialista abandonaram os trabalhos durante o período antes da ordem do dia, depois de uma intervenção do Sr. Presidente da Câmara Municipal a pedir respeito pela verdade das intervenções proferidas durante a realização da reunião.

O episódio aconteceu depois de um vereador do Partido Socialista ter iniciado uma intervenção, imputando ao Sr. Presidente da Câmara Municipal afirmações e juízos de valor por ele não ditas. No exercício das suas funções o Presidente da Câmara Municipal interrompeu o Sr. vereador e exigiu respeito pela verdade, pelas pessoas e pela instituição que dirige.

Ao abandonarem a sala na sequência desta intervenção do Sr. Presidente da Câmara, os vereadores do Partido Socialista viraram costas ao concelho e desrespeitaram os colegas da vereação. Não há memória de uma tão grande falta de respeito institucional no município de Vila Nova de Famalicão.

O Presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha tem pautado a sua ação, nomeadamente ao nível da condução dos trabalhos da reunião do executivo, pela maior abertura democrática possível. É bom lembrar que as reuniões ordinárias de Câmara em Famalicão, ao contrário do que acontece noutros municípios, são todas públicas e não há limite de tempo para as intervenções. No entanto, esta maturidade democrática do Sr. Presidente da Câmara Municipal tem sido aproveitada pelo vereadores do Partido Socialista para fazerem da reunião um espaço de combate político e não um espaço de análise, discussão e aprovação de assuntos relacionados com a gestão do concelho.

Já chega! É tempo dos Srs vereadores do Partido Socialista portarem-se à altura das suas responsabilidades e dignificarem o mandato que lhes foi conferido pelos famalicenses. As questões geradas ao abrigo da trica partidária devem ser lançadas e discutidas na Rua S. João de Deus onde é a sede do PS de Vila Nova de Famalicão e não no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde se debatem os projetos, medidas e as obras que fazem o presente e o futuro de Vila Nova de Famalicão.

Misturar as coisas é uma manifestação de profunda imaturidade democrática que não enobrece o concelho de Vila Nova de Famalicão nem o próprio Partido Socialista.

Vila Nova de Famalicão 9 de março de 2017

Jorge Paulo Oliveira

Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia

 

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Guimarães

“Sou avesso às máscaras”, justifica militante de Guimarães durante convenção do Chega

Covid-19

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Foto: Chega TV

As máscaras de proteção contra a covid-19 usadas por muitos participantes na manhã do primeiro dia da Convenção Nacional do Chega foram “caindo” com o passar das horas e de tarde, na sala, poucos as tinham postas.

À entrada da sala para a II Convenção Nacional do partido, em Évora, um segurança controlou, desde o arranque dos trabalhos, o uso da máscara por quem entrava, sem registo de muitos “prevaricadores” durante a manhã.

Mas, os que não traziam máscara, também tinham “remédio” imediato. Aos seus pés, o segurança teve sempre uma caixa com máscaras, que distribuiu aos “esquecidos”.

Também no corredor de acesso, durante a manhã, foi possível observar que muita gente passou por uma estrutura com um doseador de gel desinfetante e um termómetro de infravermelhos.

Só que, depois de almoço, a “história” já foi outra, constatou a Lusa no local. Na sala com os cerca de 600 participantes, raros eram os que, fila a fila, ainda tinham a máscara colocada no rosto.

“Estou extremamente cansado de estar com ela e, pessoalmente, sou avesso à máscara. É um antro de doenças e não de proteção de doenças”, justificou à Lusa o militante do Chega Adão Pizarro, que viajou até Évora desde Guimarães, com outros três membros da concelhia local.

Questionado sobre se, ao estar sem máscara, não o preocupava a covid-19, o mesmo militante ironizou: “Vamos todos ter de passar pelo vírus. Quando vier, que venha por bem que a gente vai mandar a covid ‘às favas’”.

O seu companheiro de concelhia Rodrigo Freitas, sentado ali ao pé e igualmente sem máscara, comparou o facto de estar na convenção partidária com uma ida ao café

“Entrámos aqui com máscara e agora sentámo-nos e tirámo-la. É como no café”, afirmou.

Chegados só de tarde, Rui Pedro Rodrigues e Maria José Costa, um casal de Lisboa, foram outros dos que dispensaram as máscaras no interior da sala.

“Estamos sem máscara, mas com o distanciamento social necessário. É uma separação consciente e fizemos a desinfeção à entrada”, afiançou Maria José, acrescentando ter “desinfetante na carteira pronto a usar”.

O coordenador do núcleo do Chega em Gondomar (Porto), Durval Padrão, invocou igualmente o facto de estar sentado no seu “cantinho”, distanciado das pessoas, para ignorar a máscara.

“Isto da máscara é violento, é o que acho, ou então é por eu já estar perto dos 50”, disse o antigo dirigente do Partido Democrático Republicano (PDR), do qual se desvinculou por não ter gostado “do que lá se passava”, optando agora pelo Chega, que considera ser “um partido diferente”.

Aliás, a pandemia de covid-19 “foi um ótimo pretexto para quem vive à custa do dinheiro dos contribuintes não fazer nada”, alegou, criticando: “As câmaras e os tribunais aproveitam para fazer o menos possível. Tudo o que é público está parado paradinho”.

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Foi fazer voluntariado e roubaram-lhe o carro em Famalicão. Associação deixa apelo

Roubo

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Foto: Facebook de Refood Famalicão

Uma mulher de Famalicão ficou sem o carro, esta tarde de sábado, enquanto fazia ação de voluntariado junto à estação de comboios daquela cidade, nas instalações da Refood.

Numa publicação nas redes sociais, a instituição de solidariedade deixa um apelo a quem possa ter visto o automóvel para que contacte aquela associação ou as autoridades, que já tomaram conta da ocorrência.

O carro, um Toyota Starvan de cor vermelha, estaria estacionado em frente ao centro de operações da Refood quando foi levado por desconhecidos.

A matrícula é 51-77-EQ.

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Câmara de Vizela oferece 60 mil máscaras à população com entrega pelo correio

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Vizela

A Câmara de Vizela vai reforçar a distribuição de máscaras, efetuando uma nova distribuição de 60 mil unidades pela população, anunciou aquela autarquia do vale do Ave.

A entrega será efetuada pelos CTT e deverá ocorrer faseadamente ao longo das próximas duas semanas, num kit composto por quatro máscaras e um folheto de como as utilizar corretamente, que será distribuído por todas as habitações do concelho.

Este reforço de kits de máscaras será também entregue nas juntas de freguesia, pelo que os munícipes que não recebam as máscaras nas suas habitações podem dirigir-se àqueles espaços para efetuar o levantamento das mesmas.

Em comunicado, a autarquia revela que esta é também um incentivo á economia local, “pois estes kits são compostos por máscaras certificadas e produzidas por uma empresa do concelho de Vizela”.

“Esta medida, para além de ser relevante do ponto de vista da saúde pública, trata-se, acima de tudo de uma ação de sensibilização para o uso da máscara, de forma a que população se consciencialize das medidas de proteção a adotar, evitando a transmissão da doença na nossa comunidade”, diz o mesmo texto.

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