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Região

Grupo do Leste europeu acusado de assaltos em Braga e Guimarães

Roubaram dinheiro e artigos no valor 330 mil euros

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Foto: DR

Cinco pessoas assaltaram 18 residências de oito concelhos, a maioria no Norte, roubando dinheiro e artigos no valor 330 mil euros que encaminharam para o Leste europeu, de onde eram naturais, acusou o Ministério Público (MP) do Porto.

De acordo com o despacho de acusação, citado, esta quinta-feira, na página eletrónica da Procuradoria do Porto, quatro dos cinco arguidos entraram nas residências, na maioria apartamentos, “através de arrombamento das fechaduras das portas de entrada ou de outro método não apurado, mas sem lhes causar dano, e fizeram seus objetos em ouro, de alta relojoaria e quantias em dinheiro que, no seu conjunto, ascendem a cerca de 330 mil euros”.

Os assaltantes, relata o MP, estudavam previamente os locais e as rotinas diárias dos ofendidos para consumarem os crimes em ocasiões em que ninguém lá estivesse.

Mas, pelo menos numa das situações, foram surpreendidos pelo “aparecimento inesperado” do locatário do apartamento, que agrediram a soco, antes de se porem em fuga.

O produto dos roubos era entregue à quinta arguida, “que se encarregava de os embalar e dissimular no meio de outros produtos, enviando-os como encomendas por transporte terrestre privado, para países do leste da Europa, de onde todos eram naturais”, segundo a acusação.

Os assaltos ocorreram entre janeiro de 2019 e 10 de junho de 2019, dia em as cinco pessoas foram detidas.

As casas de habitação situaram-se maioritariamente no concelho do Porto mas também Maia, Matosinhos, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Braga, Guimarães e Lisboa.

As casas de habitação situaram-se em Braga, Guimarães, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Maia, Porto, Matosinhos e Lisboa.

Em causa está a prática de crimes como furto qualificado, violência depois de subtração, falsificação de documento, detenção de arma proibida e recetação.

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Ave

Sindicato denuncia “terrorismo laboral” na Misericórdia de Famalicão, provedor refuta

Covid-19

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Imagem via Google Maps

O Sindicato da Hotelaria do Norte acusou hoje a Misericórdia de Famalicão de impor “regime de clausura” aos trabalhadores dos lares e praticar “terrorismo laboral” com as medidas implementadas face à pandemia da covid-19.

Contactado pela Lusa, o provedor da Santa Casa da Misericórdia, Rui Maia, refere que o sindicato “evidencia um total desconhecimento e um absoluto alheamento das circunstâncias excecionais” decorrentes da pandemia.

Em comunicado, o sindicato refere que, em 24 de março, o provedor comunicou aos trabalhadores que definiriam dois grupos de trabalho, o primeiro teria que se apresentar ao serviço no dia seguinte e só poderia abandonar as instalações no dia 08 de abril.

O segundo grupo ficaria de quarentena em casa para depois trocar com o primeiro.

“Esta medida foi exigida aos trabalhadores em todas as valências dos lares da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão. Não houve negociação nem tão pouco foi clarificado quanto iriam auferir por trabalhar 24 horas diárias durante 14 dias”, sublinha o sindicato.

O provedor contrapõe que “tudo foi feito com a compreensão e aceitação de todos os envolvidos” e diz que o comunicado do sindicato “está cheio de supostas (e falsas) questões”.

Rui Maia lamenta que o sindicato não tenha optado por se “congratular” pelo facto de os lares da instituição estarem, até esta data, “a salvo do drama que tem assolado muitos outros lares em Portugal”.

Uma situação que, acrescenta o provedor, se deve exclusivamente ao plano de contingência adotado e à “qualidade, empenho e dedicação das colaboradoras, que se têm mostrado totalmente inexcedíveis na assistência aos utentes”.

“Registamos a repulsa e o protesto do sindicato pelas medidas que adotámos terem sido exemplares e por se estarem a revelar totalmente eficazes na salvaguarda da saúde dos nossos utentes, e por estarem a ser aptas a evitar o contágio, a infeção e as mortes que estão a ocorrer diariamente”, diz ainda Rui Maia.

O sindicato diz que há trabalhadores que fazem turnos “nunca inferiores” a 12 horas, mas acrescenta que outros “estão a ser obrigados a trabalhar 18 horas contínuas”.

“Os trabalhadores que não acataram esta medida e se apresentaram ao serviço no dia 25 de março para fazer o turno normal de trabalho foram expulsos do lar com recurso às autoridades policiais”, acusa o sindicato.

Diz ainda que as férias anteriormente aprovadas e publicadas foram canceladas por falta de pessoal e que as trabalhadoras “que insistem no seu horário e recusam a imposição do regime de clausura são obrigadas a tirar férias”.

“Este regime imposto pela Misericórdia de Vila Nova de Famalicão é completamente ilegal (…). Põe em causa direitos constitucionais”, vinca o sindicato, apontando o direito à organização do trabalho em condições socialmente dignificantes, o direito à prestação do trabalho em condições de higiene, segurança e saúde e o direito ao repouso e ao lazer e a um limite máximo da jornada de trabalho e ao descanso semanal.

Considera que é “ilegítimo” o recurso às autoridades policiais, “pois estas não podem intrometer-se nos problemas laborais”.

“Esta decisão da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão configura uma prática de autêntico terrorismo laboral”, remata o sindicato, adiantando que já protestou junto da instituição e pediu a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

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Braga

Amares usa verbas das festas para ajudar lares e instituições de saúde

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Amares

A Associação de Festas Antoninas de Amares anunciou o cancelamento das festividades em honra de Santo António, mostrando-se disponível para canalizar os fundos para apoiar as diversas instituições do concelho.

Em comunicado divulgado ontem nas redes sociais, aquela associação refere que esta é a “decisão mais responsável e a mais sensata, na sequência do Estado de Emergência Nacional, das recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS), do Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença por novo Coronavírus (COVID-19) e em complemento às medidas do Município de Amares”.

“Tratou-se de uma decisão conjunta, entre AFAA, Município de Amares e Junta de Freguesia de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, pois a saúde pública e as pessoas estão sempre em primeiro lugar”, diz a mesma nota.

A associação encontra-se a articular com a autarquia qual o melhor caminho a dar à verba destinada a estas festividades.

“Passará, certamente, pelo apoio às várias instituições do concelho, que têm bastante carência de material, causada pela situação imprevisível que vivemos atualmente”, explica o documento.

A AFAA prontificou-se também, “de forma imediata”, a fornecer o subsídio estipulado a todas as Marchas Antoninas, caso o desejem, “pois a esta altura do campeonato, já existem muitas despesas feitas pelas mesmas em questão de materiais”.

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Braga

Sobe para dezasseis número de bombeiros dos Sapadores de Braga infetados

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Subiu de catorze para dezasseis o número bombeiros dos Sapadores de Braga que acusaram positivo nos testes de despistagem da covid-19 e estão em casa em isolamento, sendo que a esmagadora maioria não apresenta “grandes sintomas”, disse hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio referiu que o primeiro caso positivo foi confirmado no domingo, tendo logo os restantes bombeiros que integravam esse turno sido postos em quarentena.

Foram, entretanto, efetuados testes a todo o turno, tendo 16 bombeiros acusado positivo e sete negativo, havendo ainda dois casos inconclusivos.

“A esmagadora maioria dos que acusaram positivo não apresenta grandes sintomas”, acrescentou Ricardo Rio.

Os infetados estiveram envolvidos no combate a um incêndio registado em 25 de março na ala de psiquiatria do Hospital de Braga, mas o autarca considera que não é possível associar uma situação à outra.

O MINHO sabe que o comandante e o adjunto da companhia estão à espera de resultado dos testes, assim como outros elementos da secção técnica.

Alguns bombeiros estranham a presença do comandante nas instalações, num período em que deveria aguardar pelos resultados em isolamento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 209 mortes, mais 22 do que na quarta-feira (+11,8%), e 9.034 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 783 em relação à véspera (+9,5%).

Dos infetados, 1.042 estão internados, 240 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março, tendo a Assembleia da República aprovado hoje o seu prolongamento até ao final do dia 17 de abril.

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