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País

Greve na Lactogal com 60% a 70% de adesão na unidade de Vila do Conde

Em Modivas

em

Foto: Site da Lactogal

A greve de trabalhadores da Lactogal, na segunda-feira, teve uma adesão de 60% a 70% na fábrica de Modivas, Vila do Conde, disse hoje à agência Lusa o sindicato, que acusou a empresa de substituir grevistas.


“A adesão à greve em Modivas esteve entre os 60% e os 70%, na parte da produção”, disse à Lusa o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Alimentação do Norte (STIANOR), José Correia, que é também trabalhador na unidade de Modivas da Lactogal.

“Em Modivas [a greve] correu bastante bem, nas outras duas fábricas [Oliveira de Azeméis e Tocha] a adesão não foi tão boa”, admitiu o responsável, justificando a diferença com o facto de, em Modivas, haver mais trabalhadores jovens com baixos salários de 650 euros.

“[Em Modivas] a produção não parou totalmente, porque houve sempre um ou outro elemento que foi trabalhar e, na parte da recolha, a empresa instituiu até alguma substituição de elementos que estavam em greve”, acusou José Correia.

O STIANOR disse também que agora dará “um espaço de tempo” à empresa para reagir à greve, mas, caso não haja uma resposta favorável aos trabalhadores, “a luta continuará”.

“É nesta altura que a luta deve ser desenvolvida, porque as empresas estão a fazer os orçamentos para o próximo ano”, apontou o coordenador do sindicato, que lamentou, ainda, que a pandemia de covid-19 esteja a ser usada para se retroceder relativamente ao processo de contratação coletiva.

Os trabalhadores da Lactogal estiveram em greve entre as 20:00 de segunda-feira e as 00:00 de hoje, em defesa de aumentos salariais, diuturnidades e subsídio de refeição e concentraram-se junto à fábrica de Modivas, em Vila do Conde.

A greve decorreu em todas as unidades fabris, plataformas logísticas e delegações comerciais.

Os trabalhadores reivindicam “aumentos salariais dignos”, a reposição das diuturnidades e o pagamento de subsídio de refeição a todos os trabalhadores.

A empresa aplicou aumentos salariais de 1%, mas os trabalhadores exigem a aplicação dos aumentos de 30 e 35 euros que foram acordados no âmbito do Contrato Coletivo de Trabalho do setor, que foi publicado há cerca de dois meses.

José Correia explicou à Lusa que os trabalhadores na Lactogal não recebem subsídio de refeição porque podem almoçar ou jantar no refeitório da empresa, mas muitos deles não usufruem dessa possibilidade porque, tendo em conta a hora de início e fim dos turnos, optam por fazer a refeição em casa.

“Sendo assim os trabalhadores preferem receber subsídio de refeição”, disse o sindicalista.

Os turnos rotativos na Lactogal variam entre entrar às 21:00 e sair às 5:00, entrar às 5:00 e sair às 13:00 e entrar às 13:00 e sair às 21:00.

A Lactogal, que embala leite e produz leite achocolatado, iogurtes, queijo e manteiga, emprega cerca de 1.400 trabalhadores.

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País

Costa admite suspensão das regras do Pacto de Estabilidade para além de 2021

Política

Foto: Twitter / António Costa

O primeiro-ministro afirmou hoje que há consenso para só se retirar os apoios aos Estados-membros europeus quando os respetivos PIB regressarem aos níveis de 2019, admitindo assim uma suspensão do Pacto de Estabilidade para além de 2021.

António Costa falava numa conferência de imprensa conjunta com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Centro Cultural de Belém, depois de questionado se o prolongamento da crise sanitária da covid-19 poderá também motivar uma decisão no sentido de prorrogar a suspensão das regras do Pacto de Estabilidade até ao final de 2022.

Sem assumir uma posição definitiva em matéria de um eventual prolongamento da suspensão das regras do Pacto de Estabilidade para além de 2021, o primeiro-ministro português referiu no entanto que “há um consenso muito grande entre os economistas a nível internacional de que não devem ser diminuídos os apoios cedo demais”.

“Ainda esta semana, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, reiterou que não devem ser retirados os apoios cedo demais”, reforçou a título de exemplo.

Para António Costa, a ideia mais consensual “é voltar ao cumprimento das regras [do Pacto de Estabilidade] quando se atingir aquilo que são os níveis do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019”.

Na quinta-feira à noite, em entrevista à TVI, António Costa advertiu que a crise “vai ter um impacto muito grande na economia e no emprego” em Portugal e deixou um aviso: “Antes de 2022 não regressaremos ao ponto em que estávamos em 2019, o que significa três anos perdidos”.

Tendo ao seu lado a presidente da Comissão Europeia, o líder do executivo preferiu centrar a sua resposta nas prioridades imediatas de “trabalhar para o sucesso do programa de vacinação e pôr em marcha o programa de recuperação e resiliência”.

“Quanto mais depressa conseguirmos concretizar estas duas missões, então, mais depressa também regressaremos a um quadro de normalidade. Temos de sair desta crise mais fortes do que aquilo que estávamos, porque estaremos mais verdes e mais digitais, através de uma recuperação justa para todos”, acrescentou.

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País

Von der Leyen defende unidade dos 27 na compra de vacinas

Covid-19

Foto: Twitter / António Costa

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu hoje contra as negociações paralelas da vacina contra a covid-19 por Estados-membros da União Europeia, defendendo que a unidade dos 27 “compensou durante toda a crise”.

Ursula von der Leyen falava em conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro, António Costa, após uma reunião plenária, no Centro Cultural de Belém, no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE).

Para a presidente da Comissão Europeia, a unidade demonstrada pelos Estados-membros no processo de compra das vacinas contra a covid-19 “compensou durante toda a crise” desencadeada pela covid-19.

“Vimos que os países que agiram isolados não tiveram qualquer êxito, enquanto nós, que trabalhámos em conjunto, tivemos mais êxito e mais força, o que não teria sido possível de outra forma”, sublinhou.

A presidente do executivo comunitário considerou que “o processo [de vacinação] tem sido um sucesso”, garantindo que o bloco comunitário vai “manter este rumo”.

Para isso, contudo, convém que os 27 não desrespeitem o acordo firmado anteriormente sobre as negociações paralelas, lembrando que existe uma “base legal muito clara” nesse sentido.

“Essa base legal, que foi acordada pelos 27, diz que não podem ocorrer negociações paralelas nem contratos paralelos, pois não queremos interromper os poderes de negociação de 450 milhões de europeus”, afirmou.

Von der Leyen acrescentou que as próprias empresas farmacêuticas, que estão a receber pedidos de doses de vacinas por todo o mundo, “também não querem fragmentar o campo”, preferindo lidar com o bloco comunitário em conjunto.

Os 27 mandataram em junho a Comissão Europeia para negociar em seu nome a compra de vacinas contra a covid-19, mas nas últimas semanas surgiram notícias de que a Alemanha assinou contratos para 30 milhões de doses adicionais e que Chipre está a negociar com Israel o fornecimento paralelo de vacinas.

Também o Governo húngaro anunciou hoje que vai comprar vacinas da marca chinesa “Sinopharm”, para imunizar cerca de 1,7 milhões de pessoas com mais de 65 anos, tendo criticado a UE pelo ritmo de distribuição das vacinas compradas a nível comunitário.

A Comissão Europeia está hoje em Portugal para a tradicional visita ao país que assume a presidência do Conselho da UE, e que, dada a pandemia de covid-19, se realiza em formato reduzido, com a presidente Ursula von der Leyen a liderar uma delegação que inclui oito comissários, e não a totalidade do executivo comunitário, e com o programa reduzido a um dia, em vez dos habituais dois.

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País

UE receberá doses contratualizadas com a Pfizer até ao final de março

Covid-19

Foto: Twitter / António Costa

As doses das vacinas anticovid da Pfizer que deveriam ser entregues à União Europeia no primeiro trimestre vão ser entregues até ao final de março, apesar dos atrasos hoje anunciados, garantiu a presidente da Comissão Europeia.

“Hoje, recebi a notícia, como muitos de vocês, que a Pfizer anunciou atrasos. Telefonei imediatamente ao diretor-geral da Pfizer e ele explicou que há um atraso de produção nas próximas semanas, mas assegurou-me que todas as doses garantidas para o primeiro trimestre serão entregues no primeiro trimestre”, declarou Ursula Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia, que falava durante a conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro, António Costa, no âmbito da visita do colégio de comissários a Lisboa, detalhou que o diretor-geral da empresa farmacêutica “assumiu pessoalmente a tarefa de diminuir o tempo de atraso e garantiu que recuperará [do atraso] assim que possível”.

“Era muito importante transmitir-lhe a mensagem de que precisamos urgentemente das doses garantidas no primeiro trimestre”, defendeu.

“Penso que é bom que estejam cientes de que para nós é uma situação muito difícil, uma vez que as primeiras doses foram administradas e, quatro semanas depois, terá de ser administrada a segunda dose das vacinas da Pfizer. Há, portanto, também uma necessidade médica de manter aquilo que acordámos, o planeamento que acordámos, e as entregas”, reforçou.

O laboratório norte-americano Pfizer advertiu hoje para uma quebra “a partir da próxima semana” nas entregas das vacinas anticovid na Europa, com vista a melhorar a sua capacidade de produção, anunciaram hoje as autoridades norueguesas.

“A redução temporária afetará todos os países europeus”, indicou o Instituto de Saúde Pública norueguês.

“Não é conhecido, de momento, o tempo que poderá levar até a Pfizer regressar à capacidade máxima de produção, que será aumentada de 1,3 para dois mil milhões de doses” por semana, segundo a mesma fonte.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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