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Ponte de Lima

Governo suspende negociações com família de militar de Ponte de Lima morto nos Comandos

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A negociação sobre o valor de indemnização entre o Governo e os familiares dos dois militares que morreram durante o curso de Comandos, está interrompida, avança este domingo o Jornal de Notícias.

A suspensão da tentativa de acordo para pagar as indemnizações pedidas pelos pais dos recrutas terá sido uma ordem direta do Governo aos advogados do Estado, até que exista uma decisão em tribunal sobre se houve ou não negligência e se os acusados são condenados.

O julgamento decorre há cerca de um ano, com vários elementos do 127.º curso de Comandos como intervenientes. Acusados estão 19 militares pertencentes aos Comandos, que respondem por abuso de autoridade e ofensa à integridade física, nunca por homicídio involuntário.

Comandos: Recruta de Ponte de Lima morreu há três anos e ainda ninguém foi condenado

De acordo com Ricardo Sá Fernandes, advogado das vítimas, a decisão do Estado em suspender as negociações para uma indemnização é “lamentável”.

“Noutras situações que conhecemos desta natureza – como [os fogos de] Pedrógão -, o Estado sempre avançou, independentemente da responsabilidade criminal, por entender que, mesmo que não haja responsabilidade criminal, há o funcionamento do sistema em geral que falha”, disse o causídico.

Pais de Dylan da Silva contam agressões relatadas pelo filho antes do curso de Comandos

Dylan da Silva, natural de Gemieira, Ponte de Lima, morreu por falência de órgãos na sequência da denominada Prova Zero, em 2016, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal.

À data com 20 anos, não resistiu às lesões graves que, em conjunto com outros dez instruendos, terá sofrido durante aquela prova de esforço. Hugo Gomes, colega na instrução, foi a segunda vítima mortal.

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Ponte de Lima

Bloco de Esquerda questiona Governo sobre descargas e construções no rio Lima, em Ponte de Lima

Ministério do Ambiente

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Foto: Divulgação / Miguel Costa / CM Ponte de Lima / Arquivo

A deputada do Bloco de Esquerda, Maria Manuel Rola, disse, esta terça-feira, à Lusa que vai questionar o Ministério do Ambiente sobre “descargas ilegais” e “intervenções desastrosas”, no rio Lima, em Ponte de Lima, em Viana do Castelo.

Maria Manuel Rola explicou que aquelas “preocupações” resultam de uma reunião que manteve, na semana passada, naquele concelho, com o Movimento para a defesa do Rio Lima (MOLIMA), onde se inteirou “da qualidade da água do rio Lima e seus afluentes, nomeadamente do Labruja”.

“O Bloco de Esquerda (BE) está preocupado com a qualidade da água do rio Lima e dos seus afluentes, devido às sucessivas descargas no rio Labruja e ao mau funcionamento de algumas Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR)”, afirmou.

Referiu ainda que “com ETARs que funcionam mal, com descargas ilegais, com um alegado colapso da indústria da pedra e com intervenções desastrosas na vida corrente do rio Lima, fica dificultada a pesca e o rio artificializado, desnecessariamente”.

Maria Manuel Rola realçou ainda “as construções em leito de cheia, nomeadamente a ciclovia e o estacionamento na zona do areal”, no centro da vila de Ponte de Lima.

“Lamentamos, que a autarquia não dê a importância devida ao rio e às suas margens, transformando-as em parque de estacionamento e construindo uma ecopista que não passa de uma aquapista. O Bloco defende que tem de haver um plano de proteção do rio Lima e seus afluentes, identificando todos os focos de poluição, responsabilizando os infratores, protegendo toda a fauna e flora e devolvendo as margens do rio ao lazer”, sublinhou.

A deputada do BE criticou ainda “a privatização da água, que trará aumentos para os munícipes de Ponte de Lima e para a região e, como temos vindo a perceber pela experiência em outros locais, piorará a qualidade do serviço”, referindo-se à Águas do Alto Minho, empresa detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

A nova empresa começou a operar em janeiro, cobrindo “uma área de 1.585 quilómetros quadrados, e está dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 100 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

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Braga

Um dos segredos mais bem guardados da arquitectura está a ser reconstruído em Ponte de Lima

Capela desenhada pedra por pedra por Tiago do Vale, arquitecto natural de Ponte de Lima, mas com atelier em Braga, que tem recebido vários prémios nos últimos anos

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Foto: Facebook de Tiago do Vale

É um dos segredos mais bem guardados da arquitectura da região do Minho. A reabilitação de uma pequena capela, em Ponte de Lima, está a gerar burburinho nos meios arquitectónicos.

Desenhada pedra por pedra por Tiago do Vale, a capela, privada, poderá estar concluída até ao final do ano.

O arquitecto natural de Ponte de Lima, mas com atelier em Braga, revelou a O MINHO que “é um projeto que nos tem encantado porque desenhamos, obsessivamente, pedra a pedra e esperamos que possa ser usufruída em breve”.

É uma capela “privada de pequeníssima escala, muito próxima daquelas capelas românicas minhotas que todos conhecem, embora seja própria do seu tempo, mas inserida nessa tradição. Espero que esteja concluída ainda este ano”.

Sem querer adiantar mais detalhes ‘para não estragar a surpresa’, Tiago do Vale é considerado um especialista em reabilitação e tem um gosto especial pelas estruturas religiosas: “gostava de experimentar um projeto de maior dimensão”.

Mas diga-se já que a sua ambição é outra: “desde estudante que gostava de desenhar uma escola de arquitetura porque facilmente identificamos o que está bem e o que está mal e era o exercício perfeito para um recém-licenciado”.

Arquiteto de Ponte de Lima triplamente distinguido em competição de Nova Iorque

O Chalé das Três Esquinas, o Espigueiro-Pombal do Cruzeiro e a Casa de Gafarim foram os mais recentes projetos premiados a nível internacional, neste caso nos Muse Design Awards, provando que “a arquitetura portuguesa continua a estar bem cotada internacionalmente”.

Natural de Ponte de Lima

Foto: Facebook de Tiago do Vale

Apesar de ter nascido em Esposende e ter vivido o primeiro par de anos em Viana do Castelo, é na vila limiana que Tiago do Vale viveu toda a sua infância e juventude até embarcar para a Universidade.

Na infância, a primeira paixão foi a astronomia, “tinha interesse pela física e pela matemática”, e depois o design de transportes. “Eu sempre fui muito curioso. Há um bocado o mito que para a arquitetura é preciso ter interesse pelas artes e pelo desenho mas a verdade não é bem assim: é preciso ter interesse um bocadinho por tudo, ter uma curiosidade de largo espectro. E isso eu sempre tive”.

O gosto por desenhar e conceber coisas esteve sempre presente bem como o gosto de desmontar objetos. “Tinha uma paixão pelo design, pela ideia de fazer essa síntese entre a técnica e o uso ou o desenho. Interessava-me, especialmente, pelo design automóvel ou de transportes”.

O clique deu-se por volta dos 15/16 anos: “foi o lado mais pragmático a dizer-me que aquilo não era carreira em Portugal e se calhar, foi esse pragmatismo que começou a trilhar o caminho para a opção da arquitetura que era muito mais razoável”.

Coimbra

Assim como os pais e a irmã, Tiago também escolheu Coimbra para tirar o curso. Na cidade dos estudantes, o percurso académico foi “pouco convencional”.

Envolveu-se nos órgãos de gestão da universidade, foi senador, membro da Assembleia, delegado dos serviços de Acção social e vice-presidente da Associação Académica: “acabei por ter uma experiência em vários aspectos utilizáveis no mundo do trabalho e que me permitiu uma integração nesse mundo com menos ruturas e menos choques”.

Primeiro emprego: Arcos de Valdevez

Estava, no segundo ano da Faculdade, quando foi trabalhar para um gabinete de arquitectura, em Arcos de Valdevez. “A prática era estritamente profissional, estava sob a coordenação de um arquitecto, mas concebi projectos de muitos tipos desde o urbanismo até ao mobiliário urbano já com bastante autonomia”.

Portanto, “o meu contacto com o trabalho foi por um lado mais precoce e por outro mais suave e progressivo do que aquele choque normal de acabar o curso e ir para o mundo do trabalho”.

Antes de se fixar em Braga, ainda passou por Aveiro, pelo gabinete de um professor de Coimbra, mas a crise económica de 2008 fez Tiago do Vale repensar o caminho que estava a trilhar.

“O gabinete em Aveiro tinha poucas encomendas, eu tinha alguns contactos e estavam a alinhar-se algumas oportunidades aqui no Norte. Pareceu-me mais natural, e já que era o momento de aproveitar a crise, decidir vir, ficar mais perto das minhas raízes e Braga é uma escolha natural, tem um mercado de boa dimensão, é uma cidade economicamente agitada”.

Sem tema específico

Tiago do Vale é conhecido pelos trabalhos que vai fazendo na área da reabilitação mas “a verdade é que o gabinete trabalha todo tipo de programas, com todo o tipo de escalas. Não acreditamos muito na especialização”.

É que “na arquitetura não se é melhor arquitecto por se ser especialista só num tipo de arquitetura. Todas áreas e o seu conhecimento acabam por se alimentar umas às outras.

O arquiteto limiano não tem dúvidas em dizer que “hoje há mais encomendas” associadas ao aumento da construção. “Há ainda um grande hiato a preencher entre a arquitetura e a forma como ela é comunicada à sociedade, não é uma profissão que seja completamente compreendida”.

Os ‘culpados’ estão identificados: “há um certo mito, que tem a ver com uma tradição forçada no após 73, que havia técnicos não arquitetos a fazer arquitetura e isso ficou um pouco enraizado na cultura portuguesa. É um obstáculo que ainda não foi completamente ultrapassado”.

Futuro

Daqui a 20 anos, Tiago do Vale gostava de dizer que a “paisagem arquitetónica” está melhor mas “não tenho a certeza. Gostava que se compreendesse o papel que a arquitetura tem na qualidade de vida das pessoas, o impacto que tem na psicologia do ambiente. Era preciso cultivar esta ideia que a arquitetura é uma questão de saúde pública e que fosse mais fácil integrar este contributo na sociedade”.

Isso passaria pela “educação do cidadão comum”, nas escolas, “aprendendo a importância que a arquitetura tem na nossa qualidade de vida”. Um papel que seria extensível “aos arquitectos” que “como classe, precisam de mostrar o seu contributo para uma melhor sociedade”.

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Ponte de Lima

Detidos seis suspeitos de quatro furtos na madrugada de quinta-feira em Ponte de Lima

Total de 19 crimes em seis concelhos

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Foto: Divulgação/GNR

A GNR de Amarante deteve seis homens pelo crime de furto qualificado em vários concelhos do norte do país, anunciou, na quinta-feira, a autoridade. Quatro dos furtos ocorreram na madrugada de ontem, em estabelecimentos comerciais e empresas no concelho de Ponte de Lima.

Segundo um comunicado enviado à Lusa, os detidos têm idades compreendidas entre os 20 e os 44 anos e serão responsáveis por 19 crimes de furto qualificado em Amarante, Marco de Canaveses, Lousada, Felgueiras, Paredes e Ponte de Lima.

A GNR cumpriu seis mandados de detenção, realizou três mandados de busca domiciliária e quatro de busca a veículos, que culminaram na apreensão cerca de 18 mil euros em numerário, quatro veículos, 22 telemóveis, seis ‘tablets’, quatro computadores portáteis, um televisor, um GPS, diversas ferramentas utilizadas para arrombamento e corte de cofres, documentos de automóveis e chaves de viaturas, entre outros bens.

A operação policial envolveu um efetivo de 46 militares, dos comandos territoriais do Porto, Viseu, Viana do Castelo e Braga, apoiados pela Unidade de Intervenção.

Os suspeitos, com antecedentes criminais, serão presentes em tribunal para primeiro interrogatório judicial.

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