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Viana do Castelo

Governo quer “maior consenso possível” em torno de parque eólico em Viana

Secretário de Estado das Pescas falou aos jornalistas na Câmara de Viana.

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Foto: DR/Arquivo

O secretário de Estado das Pescas afirmou esta quinta-feira que o Governo está disponível para “chegar ao maior consenso possível” para compatibilizar o parque eólico flutuante previsto instalar ao largo de Viana do Castelo com a atividade piscatória.

José Apolinário, que falava aos jornalistas na Câmara de Viana do Castelo, no final de uma reunião de cerca de três horas com pescadores da região, disse que o encontro permitiu “identificar mais tarefas, para chegar ao maior consenso possível”, referindo-se ao impacto de um projeto de aproveitamento da energia eólica no mar, orçado em 170 milhões de euros, coordenado pela EDP Renováveis.

“Foi uma reunião muito viva, muito participada, com frontalidade em que ressalta que estamos a ajustar a área de utilização, no mar, àquilo que é possível contabilizar entre a atividade das energias renováveis oceânicas e os interesses dos pescadores e as associações”, sustentou o governante.

Segundo José Apolinário, os ajustamentos esta quinta-feira analisados “não comprometem o calendário da obra, estando previsto, até à primavera de 2019, o início da perfuração horizontal dirigida, até 600 metros de distância da costa”.

Em causa está um projeto de aproveitamento da energia eólica no mar orçado em 125 milhões de euros, coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, e que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

O encontro esta quinta-feira realizado foi marcado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, em novembro, após uma reunião, em Lisboa para analisar as preocupações das 18 embarcações de pesca de Viana do Castelo, Caminha, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Esposende que operam na zona de implantação do projeto e das associações, VianaPesca, Associação de Armadores do Norte (APN), Apropesca- Organização de Produtores de Pesca Artesanal e Associação Pro-Maior Segurança dos Homens do Mar (APMSHM).

O secretário de Estado das Pescas referiu que a reunião desta quinta-feira, onde participaram representantes da EDP Renováreis, da REN e da Autoridade Marítima Nacional, permitiu alcançar o “compromisso” de, “no âmbito do Plano de Situação de Ordenamento do Espaço Marítimo (PSOEM), reduzir, em cerca de 30%, a área total prevista, inicialmente, para o desenvolvimento do projeto”.

“Era um ponto forte de contestação. A área que vai ser colocada em consulta pública é suficiente para desenvolver este projeto e até desenvolver outros projetos, num curto prazo, se este tiver resultados positivos”, sustentou.

José Apolinário adiantou que o “ajustamento da área de proteção vai permitir reduzir a área prevista de 11 quilómetros quadrados para cerca de oito quilómetros quadrados” e que vão ser analisadas as “condições de instalação do cabo submarino que vai ligar o parque eólico flutuante à rede, instalada no território daquele concelho do Alto Minho”.

“O cabo, que se vai estender ao longo de 17 quilómetros, tem uma área de proteção de 250 metros para cada lado, que pode ir até um quilómetro. Vamos ver as condições para ajustar os limites de proteção pelo facto de existirem várias embarcações de pesca ao longo desses 17 quilómetros”, referiu, adiantando que, “esta matéria ainda tem de ser aprofundada.

O porta-voz dos pescadores, José Festas, da APMSHM, manifestou-se confiante de que com “bom senso de todos” vai ser possível o “casamento”.

“Já ganhámos desde a reunião com a senhora ministra. Vamos tentar ainda mais, porque os ajustes ainda podem ser melhorados”, referiu José Festas.

O presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, destacou, por seu lado, o “espírito de trabalho e cooperação”, e disse estar “certo” de que o consenso vai ser alcançado.

“Estamos muito perto dele. Foi uma reunião muito positiva, com muita franqueza, característica da gente do mar que diz o que pensa e não manda dizer por ninguém”, destacou o autarca socialista.

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Viana do Castelo

Cerca de 300 fiéis apoiam padre contestado (a quem apagaram as luzes da igreja) em Viana

Padre não foi bem recebido numa nova paróquia

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Foto: DR

Cerca de 300 pessoas de Subportela, em Viana do Castelo, participaram neste domingo na homenagem de apoio ao pároco da freguesia que, este mês, foi impedido pelos fiéis de Santa Leocádia de Geraz do Lima de tomar posse daquela paróquia.

Em nota enviada à Lusa, a organização da homenagem a padre Adão Lima explicou que a comunidade paroquial decidiu “unir-se para celebrar e agradecer ao padre Adão Lima pelos 17 anos como pároco” em que, além da “obra distinta” que “ergueu” naquela zona, criou “emprego a 58 pessoas”.

O padre Adão Lima é pároco nas paróquias de Deão e Subportela.

Viana: Fiéis desligam luzes e abandonam igreja à entrada de novo padre

O impasse na tomada de posse do padre na paróquia de Santa Leocádia de Geraz do Lima, com cerca de dois mil habitantes e situada a cerca de 20 quilómetros da cidade de Viana do Castelo, arrasta-se desde maio de 2019 na sequência da morte do pároco anterior, João Cunha, e da nomeação, pela diocese, do sucessor, o padre Adão Lima.

Os fiéis da nova paróquia entendem que “o padre Adão Lima é uma pessoa materialista, com grandes sinais de riqueza, autoritário, inacessível, não dialogante e um mau exemplo para a comunidade”.

Desde o início do diferendo, tanto o pároco em causa como a diocese, recusam fazer comentários sobre o assunto.

Hoje, um grupo de paroquianos de Subportela preparou uma homenagem “surpresa” ao padre Adão Lima.

“Sempre demonstrou para com todos, desde os de mais tenra idade, até aos de idade mais avançada, muita amizade e consideração. Como pastor que é, compartilha connosco todos os sofrimentos, lágrimas e amarguras, mas também as alegrias e os sorrisos, cuida e conhece cada um de nós, qual pastor cuida e conhece o seu rebanho. Que continue a ser para cada um de nós o pastor, o guia e o amigo de sempre. Saudações destes paroquianos que tanto o estimam”, refere a organização da manifestação de apoio hoje realizada.

O grupo constituído por cerca de dez paroquianos de SubPortela recordou que, “em 17 anos, o padre Adão Lima, ergueu, com a população, o centro social paroquial de Deão e o centro social e paroquial de Subportela”.

“Os centros de dia, os serviços de apoio domiciliário e a estrutura residencial para pessoas idosas, dão respostas a 170 pessoas idosas de Deão, Subportela, Santa Leocádia, Santa Maria e Moreira de Geraz do Lima, Deocriste, Barroselas, Portela Susã, Vila Franca, Mujães, Mazarefes, Lanheses”.

A organização adiantou que “também a creche, em Deão, acolhe 30 crianças”.

“O padre Adão gostou muito da nossa homenagem. Ficou muito feliz com esta manifestação de apoio, por estar a viver um momento triste”, disse a organização.

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Viana do Castelo

Carlos Meira desiste da corrida à liderança do CDS

Congresso do CDS

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Foto: Imagens CDS

Carlos Meira anunciou este sábado que desiste da candidatura à liderança do CDS-PP, não levando a sua moção a votos.

O antigo presidente da concelhia de Viana do Castelo não declarou apoio a qualquer um dos restantes candidatos.

Apenas pediu “união” para o partido, abdicando da corrida. A decisão surge pouco tempo depois do candidato Abel Matos Santos também ter desistido, manifestando apoio ao candidato Francisco Rodrigues dos Santos.

A votação das moções de estratégia global decorrerá no final da apresentação das moções, até às 02:30, no 28.º Congresso do CDS-PP, que decorre até domingo no Parque de Exposições de Aveiro.

Restam três candidatos: Francisco Rodrigues dos Santos, Filipe Lobo d’Ávila e João Almeida.

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Viana do Castelo

Garranos das serras de Arga e de Santa Luzia estudados em Paris e no Japão

Projeto de preservação

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Foto: DR / Arquivo

O projeto de preservação dos cavalos ibéricos [garranos] levado a cabo pela Câmara de Viana do Castelo foi apresentado, esta quinta-feira, em Paris, durante uma conferência dedicada à equitação, que decorreu na Universidade da Sorbonne.

A preservação dos animais autóctones integra um projeto mais vasto, que associa a Universidade da Sorbonne (França), a Universidade de Kyoto (Japão) e a Universidade de Coimbra, “parceiros científicos” que vão continuar a desenvolver trabalho de investigação em Viana.

O projeto “Percursos do Homem e do Garrano”, financiado pelo programa financeiro Norte 2020, foi desenvolvido pela autarquia ao longo dos últimos anos, com o objetivo de “valorizar esta raça autóctone e aumentar a visitação turística das áreas classificadas”.

“Pretendeu-se contribuir para o reconhecimento do garrano como raça autóctone e as serras de Arga e de Santa Luzia como espaço privilegiado para a sua observação e incrementar a informação das populações locais sobre o valor cultural e natural do garrano, através de ações de educação ambiental e de divulgação”, dá conta a autarquia em nota enviada a O MINHO.

“A projeção da importância do garrano nas suas múltiplas dimensões necessita de estudos científicos profundos e contínuos, de um debate alargado, dacriação de redes de cooperação interinstitucionais e da aposta em ações de divulgação,sensibilização e demonstração que promovam as qualidades e apetências da raça”, aponta a mesma nota.

Os garranos são animais de pequena estatura, com peso aproximado de 290 quilos, de perfil de cabeça reto ou côncavo, cabeça fina e grande, principalmente nos machos, onde se destacam amplas narinas. O pescoço curto é bem musculado, a garupa é forte e larga e os membros são pequenos e fortes. A pelagem é castanho-escura, sendo a crina e a cauda pretas e muito densas. Embora não apresente manchas, pode ter tons mais claros no focinho, ventre e membros.

Sendo o garrano um cavalo pequeno, apresenta uma sólida estrutura e andamento curto, transmitindo uma elevada segurança, típica de um animal habituado a enfrentar caminhos íngremes e pedregosos. Tal como outros cavalos de pequena estatura, o garrano apresenta um andamento artificial, denominado de andadura.

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