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Governo lança campanha a apelar a “um esforço coletivo” na vacinação

Covid-19

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Foto: Twitter / DGS

O Governo vai lançar este fim de semana uma campanha de comunicação nas rádios, televisões e jornais a apelar a um “esforço coletivo” para reforço da vacinação contra a covid-19, com o objetivo de ninguém ficar para trás.

“Continuamos a contar com todos para continuar a escrever a história de sucesso que tem sido o processo de vacinação em Portugal e, por isso, vai ser lançado este fim de semana e durante a próxima semana uma campanha de comunicação (…) a apelar a este esforço coletivo”, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, numa conferência de imprensa sobre a vacinação contra a gripe e contra a covid-19.

O governante salientou que Portugal teve “uma campanha de vacinação sem precedentes”, mas agora está noutra fase em que “a vacinação não acontece de forma massiva”.

“Por isso, mais do que comparar com o processo anterior que não é comparável, devemos continuar focados no objetivo primordial que é proteger as pessoas, o nosso país e estamos a fazer todos os esforços para chegar a todos e não deixar ninguém para trás”, salientou.

Também presente na conferência, o coordenador do núcleo de coordenação do plano de vacinação contra a Covid-19, Coronel Carlos Penha-Gonçalves, salientou a importância da modalidade “casa aberta” funcionar este fim de semana para os maiores de 80 anos para cumprir o plano de vacinar até 19 de dezembro “a grande maioria” dos maiores 65 anos elegíveis contra a covid-19.

“Estamos a pedir às pessoas que têm mais de 80 anos que se dirijam aos centros de vacinação para serem vacinadas, não precisam de agendamentos, não precisam de SMS”, salientou Penha-Gonçalves.

A diretora-geral da Saúde advertiu, por seu turno, que “a pandemia não acabou” e que “há um aumento da atividade viral enorme em toda a Europa”.

Segundo Graça Freitas, o vírus só não está a infetar mais em Portugal porque “o esquema primário de vacinação deu proteção suficiente e muito boa durante meses e meses”.

“Não quer dizer que as pessoas tenham perdido a proteção”, ressalvou, explicando que “o reforço é para voltarem a um patamar de imunidade que lhes dê conforto no inverno”, o que significa “não ter doença” grave.

Questionada sobre para quando a segunda toma da vacina contra a covid-19 dos que recuperaram da doença, Graça Freitas explicou que Portugal está numa nova etapa da vacinação que tem patamares de prioridades.

Os recuperados vão entrar num destes patamares da segunda etapa da vacinação, disse, avançando que “nos próximos dias” sairá a norma com as regras de vacinação para este grupo e estará pronto o sistema informático que permitirá a sua convocatória e depois a vacinação.

“Nesta fase, temos de nos concentrar na nossa prioridade que é vacinar as pessoas com mais de 65 anos contra duas doenças que podem ser graves no inverno” e podem conduzir à morte, insistiu, assegurando que “levar duas vacinas uma em cada braço no mesmo dia é seguro”.

O coronel Penha-Gonçalves avançou ainda na conferência que está a fazer uma “transição progressiva” das metodologias e dos sistemas que foram utilizados no processo de vacinação para Ministério da Saúde, mas que ainda não há um prazo para o processo ser concluído.

“Durante a primeira fase da vacinação foram desenvolvidos uma série de sistemas e metodologias que possibilitaram que se vacinasse massivamente a população ao ritmo em que foi vacinado e essas metodologias agora estão a ser, durante este período que estamos a fazer esta dose de reforço, transitadas para a estrutura do Ministério da Saúde”, sublinhou.

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