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Governo fixa em 2.400 vagas para internato médico no próximo ano

Saúde

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Foto: DR / Arquivo

O Governo fixou em 2.400 o número de vagas para ingresso e frequência do internato médico no próximo ano, segundo um despacho publicado em Diário da República.


De acordo com o documento, é fixado em 2.400 o número de vagas para ingresso e frequência do internato médico, “a abranger os ingressos que se efetuem através do procedimento concursal de ingresso no IM 2021, a partir de janeiro de 2021”.

O internato médico é um período de formação médica, da atribuição do Ministério da Saúde, que visa habilitar o médico ao exercício autónomo da medicina, bem como ao exercício tecnicamente diferenciado de uma área de formação especializada.

A atribuição de vagas para o internato tem todos os anos por base a definição da idoneidade e capacidade de formação dos serviços de saúde. As vagas são abertas pelo Ministério da Saúde, mas com base na identificação das capacidades por parte da Ordem dos Médicos (OM).

No ano passado, o Ministério da Saúde autorizou 1.830 vagas para internato médico em todo o país, mas a Associação de Médicos pela Formação Especializada, apesar do aumento de vagas, queixou-se de que houve 1.088 candidatos que não obtiveram colocação, com 550 desistências e 538 sem hipótese de escolha.

Também no ano passado, uma auditoria externa pedida pelo Ministério da Saúde para analisar os procedimentos que desencadeiam o internato médico (formação especializada de médicos), concluiu que a avaliação das capacidades de formação de médicos no SNS tem sido subjetiva e pouco documentada, apontando falhas no processo, nomeadamente à Ordem dos Médicos.

A auditoria apontou falhas no processo de avaliação da idoneidade e capacidades formativas, indicando a falta de uniformização e documentação do processo, o que aumenta a ineficiência, e dizendo que a avaliação era subjetiva.

Na resposta, o bastonário da Ordem, Miguel Guimarães, disse que as falhas apontadas ao processo do internato médico eram subjetivas e careciam de uma maior fundamentação.

Depois das falhas apontadas por esta auditoria, a ministra da Saúde determinou a constituição de um grupo de trabalho para criar um manual de regras e procedimentos para a avaliação das capacidades de formação de médicos no SNS.

O grupo de trabalho era constituído por elementos da Ordem dos Médicos, da Administração Central do Sistema de Saúde, do Conselho Nacional do Internato Médico e das comissões regionais do Internato Médico.

Já este ano, uma outra auditoria, pedida pela OM, concluiu que o processo de vagas para internato médico deve ser alvo de uma informatização que promova a clareza do sistema e o acesso à especialidade.

Segundo as conclusões e recomendações do documento, elaborado pela consultora Deloitte e que analisa o processo de atribuição de idoneidades e capacidades formativas para a formação especializada do internato médico, “deverá ser implementada uma base de dados ou sistema informático de suporte ao processo, que permita o reporte, tratamento e análise dos dados relevantes”.

Na apresentação dos resultados desta auditoria, na semana passada, o bastonário da OM, Miguel Guimarães, lembrou que um levantamento independente sobre as condições de formação médica especializada em Portugal “nunca tinha sido feito” e referiu que uma evolução da atual situação nesta matéria poderá ser imediatamente alcançada com um reforço do cumprimento dos prazos pelos diferentes agentes, nomeadamente as unidades de saúde

Outra das conclusões da auditoria incidiu sobre a existência de abordagens distintas na atribuição de capacidades formativas por parte dos colégios de especialidade, com as metodologias a revelarem, “por vezes, um elevado grau de informalidade e julgamento” e uma impossibilidade de critérios totalmente objetivos. Confrontado com essa leitura, Miguel Guimarães defendeu mudanças para o futuro próximo.

Em 2019, segundo a auditoria, foram pedidas 1.862 capacidades das diferentes especialidades pelas instituições de saúde, sendo que a Ordem atribuiu 1.833 e o Ministério da Saúde concedeu um total de 1.830 vagas.

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País

Festas de Natal e Fim do Ano na Madeira vão acontecer com adaptações

Fim de ano

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Foto: DR

O secretário do Turismo da Madeira afirmou hoje que os concursos para as tradicionais festas de Natal e Fim de Ano na região já foram lançados, mas os programas vão ser adaptados ao contexto da pandemia da covid-19.

“Já lançámos os concursos e temos algumas surpresas reservadas relativamente a qualquer um destes grandes acontecimentos da tradição da Madeira na época natalícia e final do ano”, declarou Eduardo Jesus à margem da cerimónia da entrega de 24 distinções de Mérito Turístico a várias pessoas e entidades da região, assinalando o Dia Mundial do Turismo.

O governante adiantou que, em relação a esses dois importantes eventos do cartaz turístico da Madeira, altura do ano em que a ilha registava ocupações hoteleiras perto dos 100 por cento, é necessário “promover uma série de cuidados que atendam às recomendações da autoridade de saúde”.

O responsável destacou que, à semelhança do que aconteceu este ano com a Festa da Flor, cujo programa foi “reinventado”, tendo o tradicional cortejo sido substituído por 51 atuações dos nove grupos, também estes eventos vão ser adaptados às circunstâncias relacionadas com as regras de segurança impostas por causa da pandemia da covid-19

“A Festa da Flor, que termina este fim de semana, não foi igual à do ano passado, mas foi igualmente bela e deu oportunidade aos grupos de atuarem muito mais vezes, os quais estão mais contentes porque tiveram mais oportunidades de dar a ver o seu trabalho”, salientou

Eduardo Jesus vincou que o importante “é nunca desistir do caminho” traçado, sendo obrigação do governo madeirense “encontrar soluções, alternativas” para estas situações.

“Não podemos ficar resignados às consequências da pandemia. Temos de obedecer às orientações da saúde, mas dentro das limitações ser capazes de inventar soluções”, reforçou, apontando que “este é o espírito” para a realização das festas do Natal e Fim de Ano.

O responsável assegurou que os cartazes já estão a ser trabalhados, sendo uma das preocupações a questão da “visualização do espetáculo do fogo de artifício em diferentes espaços, facilitando que não haja concentração nos sítios tradicionais”.

Aproveitou para elogiar “o comportamento exemplar em todas as manifestações” adotado pela maioria das pessoas na região, no que diz respeito ao cumprimento das regras profiláticas.

O governante insular adiantou que o programa começa no início de dezembro, estando perspetivada a realização do tradicional “mercadinho de Natal”, as iluminações na cidade e arredores, além da “animação na Praça do Povo [marginal da cidade], dentro do habitual, mas com as devidas adaptações”.

“O Fim do Ano será mais uma prova para ser superada para todos nós e as limitações serão compreendias”, enfatizou.

Sobre a questão da ocupação hoteleira, considerou que a esta distância “qualquer apontamento de percentagem é uma mera futurologia”, argumentando que, além dos condicionalismos colocados pelas questões de segurança nas viagens devido à pandemia, o “hábito” de programação também se alterou e as pessoas costumam decidir a cerca de três semanas de fazer as deslocações.

Com base nos indicadores disponíveis, referiu existir “uma boa perspetiva no que diz respeito às acessibilidades, ou seja as companhias que podem transportar pessoas, podendo a capacidade ser “melhor ocupada” e aos operadores que estão a vender a Madeira”, mas, referiu que tudo está “sempre refém das confianças das pessoas”.

“Isto significa que a procura está retraída por questões da confiança”, disse, opinando que se as pessoas se sentirem “mais confortáveis para viajar, o movimento será melhor”.

De acordo com os últimos dados revelados sábado pela autoridade regional de saúde, a Madeira regista 54 casos ativos de covid-19, reportando 211 situações confirmadas e 157 doentes recuperados.

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País

Marcelo afirma que são os representantes dos portugueses quem decide destinos do país

Diplomacia

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Foto: DR

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, respondeu hoje ao embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Lisboa afirmando que, “em Portugal, quem decide acerca dos seus destinos são os representantes escolhidos pelos portugueses”.

A agência Lusa questionou o chefe de Estado sobre as declarações proferidas pelo embaixador dos EUA, George Glass, em entrevista Expresso, publicada na edição deste sábado, em que defende que “Portugal tem de escolher entre os aliados e os chineses”.

“É uma óbvia questão de princípio que, em Portugal, quem decide acerca dos seus destinos são os representantes escolhidos pelos portugueses – e só eles – no respeito pela Constituição e o direito por ela acolhido, como o direito internacional”, afirmou o Presidente da República, numa declaração enviada à agência Lusa.

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Covid-19 é pretexto para regredir décadas em conquista de direitos, diz PCP

Política

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O secretário-geral do PCP alegou hoje que a pandemia de covid-19 está a ser utilizada como pretexto para se tentar fazer regredir décadas em conquistas de direitos, através do que apelidou de “teorias do ‘novo normal'”.

Jerónimo de Sousa deixou esta mensagem, em tom de alerta, numa intervenção na Voz do Operário, em Lisboa, na abertura de uma conferência do PCP para assinalar o bicentenário do nascimento do filósofo alemão Friedrich Engels, que escreveu com Karl Marx o “Manifesto do Partido Comunista”.

De acordo com o secretário-geral do PCP, “à sombra da pandemia” de covid-19, está a ser lançada uma “nova onda de centralização, concentração do capital, utilizando a pandemia como pretexto para intensificar a exploração dos trabalhadores e a opressão neocolonialista dos povos, tentando assim desequilibrar ainda mais a repartição da riqueza ao nível mundial em favor do capital”.

“É essa mesma natureza que está na origem das teorias do ‘novo normal’ com que tentam desenhar um novo quadro de relações sociais e políticas, onde o individualismo, o isolamento, a inexistência de perspetivas coletivas, o medo, a repressão, o conformismo, a compartimentação de direitos e o obscurantismo são usados para fazer regredir décadas de conquistas em direitos laborais – incluindo no próprio conceito de relação laboral -, sociais e democráticos”, sustentou.

Segundo Jerónimo de Sousa, “ao mesmo tempo, intensifica-se a corrida aos armamentos e multiplicam-se os focos de tensão e ingerências de agressões contra Estados soberanos, e os setores mais reacionários e agressivos do imperialismo jogam cada vez mais no fascismo e na guerra como ‘saída’ para as insanáveis contradições do sistema capitalista”.

“A luta de classes, que a classe dominante gostaria de ‘confinar’, tende e está a agudizar-se”, considerou, defendendo que “a exigência da superação revolucionária do capitalismo é mais atual e necessária do que nunca”.

Sem falar em casos concretos, o secretário-geral do PCP advertiu que há “vastas manobras em curso para desenvolver novas fileiras de acumulação capitalista nomeadamente no plano tecnológico e ambiental” e uma “espessa cortina ideológica de mentira, desinformação, manipulação, que visa conter a luta dos trabalhadores e dos povos”.

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