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Alto Minho

Governo estuda cartão de eurocidadão para as zonas de fronteira

Eurocidades

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Foto: CM Cerveira (Arquivo)

O Governo português tem praticamente pronta a proposta de estratégia de desenvolvimento transfronteiriço que quer fazer da raia um espaço onde não se note que há fronteira, informou hoje a secretária de Estado da Valorização do Interior.


Um cartão de eurocidadão está a ser pensado para o efeito, assim como o acesso a saúde, educação, cultura sem constrangimentos de um lado e do outro.

As medidas têm o aplauso do presidente da Câmara de Cerveira, Fernando Nogueira, considerando que vão ao encontro do que é reivindicado pelos autarcas.

Isabel Ferreira reuniu-se na quinta-feira, em Bragança, onde está sediada a Secretaria de Estado, com os presidentes das câmaras municipais das sete Eurocidades da fronteira entre Portugal e Espanha para lhes dar conta da proposta e ouvir as respetivas opiniões sobre o documento.

Alto Minho e Galiza querem cartão de cidadão transfronteiriço

Os autarcas saíram da reunião satisfeitos com a estratégia que está a ser articulada com Espanha e deverá ser aprovada na próxima cimeira ibérica apontada para “outubro ou novembro”, segundo a secretária de Estado.

A Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço com Espanha foi aprovada em Conselho de Ministros, em fevereiro, em Bragança, e os dois países aproveitaram o período de confinamento para várias reuniões bilaterais.

Da parte de Portugal, segundo a secretária de Estado, a estratégia “está praticamente finalizada” e Isabel Ferreira, que está com esta pasta no Governo, quis hoje ouvir mais uma vez as comunidades de trabalho transfronteiriças.

No final da reunião, a governante disse que ainda não pode adiantar aos jornalistas o que está na estratégia e que será anunciado na cimeira ibérica, apontando, contudo que o objetivo é fazer com que estes territórios se transformem num espaço onde não se note que há fronteira.

Um cartão de eurocidadão, ambicionado pelos autarcas locais, está a ser pensado para o efeito, assim como o acesso a saúde, educação, cultura sem constrangimentos de um lado e do outro.

A estratégia, de acordo com a secretária de Estado, “organiza-se em cinco eixos principais que têm a ver com questões desde a mobilidade, criar ambientes favoráveis ao investimento, grande relevância para os trabalhadores transfronteiriços e os seus direitos, rodovia e ferrovia, questões ligadas a parques tecnológicos, cultura, saúde”.

“Nós queremos eliminar não é só a fronteira física, é as fronteiras administrativas, legais. A estratégia tem muitas medidas nesse sentido”, sublinhou.

A estratégia, disse ainda, “tem medidas que já estão no terreno e precisam de ser consolidadas e tem outras em que ainda há muito caminho a fazer”.

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, e da Eurocidade Cerveira-Tomino, Fernando Nogueira, elogiou a secretária de Estado por “em pouco tempo que está no cargo já ter conseguido sintetizar e apresentar este plano com muito desenvolvimento”.

“A grande maioria das reivindicações, daquilo que nós vimos aspirando nos territórios de fronteira, está vertida neste documento. Agora é importante que passamos do plano à prática”, afirmou.

O autarca reiterou que a “desfronteirização é a harmonização de tudo quanto é relacionamento, uma verdadeira cidadania europeia sem diferenças de tratamento quer formais, quer informais, legais nos dois territórios”.

“Termos um tratamento idêntico em todos os setores, territoriais, saúde, proteção civil, podermos conviver ativamente sem constrangimentos porque estamos aqui e se andarmos alguns metros temos Espanha do outro lado”, concretizou.

Fernando Nogueira vincou que “ficou demasiado claro com o confinamento”, devido à pandemia covid-19, “que ainda existem imensos problemas nesta desfronteirização, ainda há muitas barreiras”.

“Este documento é um forte avanço, seja ele concretizado”.

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Alto Minho

Incêndio já consumiu cerca de 200 hectares do Parque Nacional Peneda-Gerês

Incêndio no Lindoso

em

Foto: Facebook de Bombeiros de Ponte da Barca

O incêndio que lavra desde sábado no Parque Nacional Peneda-Gerês consumiu cerca de 200 hectares, mas os principais esforços de proteção centram-se na Mata do Cabril, disse à Lusa o secretário de Estado da Conservação da Natureza.

“Dentro do território nacional, estamos a falar de uma área entre 150 a 200 hectares de valores ambientais de proteção parcial e complementar”, referiu João Catarino, que tem a pasta da Secretaria de Estado da Conservação da Natureza, das Florestas e do Ordenamento do Território.

“Estamos a fazer tudo para que não chegue à zona de proteção total que é a Mata do Cabril. Aí, sim, temos enormes valores ambientais. É o ‘ex-libris’ daquele parque nacional, que é o único que temos”, declarou, acrescentando esperar que o incêndio consiga ser neutralizado ainda hoje.

João Catarino indicou que o combate o fogo de Lindoso tem “dificuldade acrescida” por causa do relevo da região, o que tem obrigado a que os esforços sejam essencialmente “manuais, apeados” e com meios aéreos.

O secretário de Estado lamentou a morte do piloto Jorge Jardim, cujo avião de combate às chamas se despenhou no sábado, acidente que provocou ferimentos graves no seu copiloto espanhol.

João Catarino saudou o trabalho das forças de bombeiros, sapadores florestais e do corpo nacional dos agentes florestais.

Na Peneda-Gerês, há cinquenta destes agentes florestais, tutelados pelo Instituto da Natureza e Conservação Florestal, que são “pessoas que vivem no território” e que trabalham durante todo o ano para evitar os incêndios, um modelo que João Catarino defende que deve ser replicado nas outras áreas protegidas.

Pelas 17:45, nove meios aéreos, 160 operacionais e 46 veículos combatiam o incêndio o incêndio que lavra desde sábado entre Portugal e Espanha na freguesia de Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, de acordo com a página da Proteção Civil.

A maior parte deste incêndio está a ser combatido em território espanhol.

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Alto Minho

Ponte de Lima ‘à pinha’ em tempos de pandemia

Turismo

em

Fotos: Alípio Matos e Miguel Viana

A vila de Ponte de Lima foi hoje alvo de ‘romaria’ de centenas de pessoas, enchendo o parque de estacionamento junto à ponte e os diferentes restaurantes e cafés do centro.

O elevado número de pessoas concentradas levou a que alguns cidadãos mostrassem indignação por estarmos em tempos de pandemia de covid-19, embora em fase ‘desconfinada’.

Foto: Ricardo Oliveira 

Por entre residentes, emigrantes que regressam para umas férias e turistas, as esplanadas encheram para aproveitar um dia que não foi tão convidativo para a praia, face à neblina que ocorreu durante o período da manhã e início de tarde.

Alguns populares dizem mesmo tratar-se do dia com maior afluência desde agosto de 2019.

Segundo as últimas informações recolhidas por O MINHO a 16 de julho, o concelho de Ponte de Lima registava então um caso ativo de covid-19, um óbito e 31 recuperados.

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Alto Minho

Co-piloto ferido no acidente do ‘Canadair’ em Lindoso está “estável e fora de perigo”

Acidente

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Foto: Dr

O co-piloto do avião ‘Canadair’ que caiu no sábado enquanto combatia o incêndio que lavra em Portugal e Espanha, na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês, está hoje “estável e fora de perigo”, revelou fonte do hospital de Braga.

O homem, de 39 anos e nacionalidade espanhola, sofreu ferimentos graves, está desde sábado internado no Hospital de Braga e encontra-se “estabilizado e fora de perigo”, indicou à agência Lusa fonte oficial daquela unidade de saúde.

O acidente com o avião que combatia um incêndio no Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Lindoso, concelho de Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, vitimou no sábado o piloto, de nacionalidade portuguesa e 65 anos.

Segundo o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), quando o primeiro helicóptero mobilizado para o socorro aos pilotos do ‘Canadair’ chegou ao local, cerca de uma hora depois do alerta, o piloto português estava “em paragem cardiorrespiratória”.

A equipa do INEM fez manobras de suporte básico de vida “sem conseguir reverter a paragem”.

De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o avião despenhou-se num acidente junto à Barragem do Alto do Lindoso, na sequência de uma operação de ‘scooping’ (reabastecimento de depósito de água).

De acordo com a página da Internet da ANEPC, às 13:25, combatiam o incêndio 149 operacionais, apoiados por 44 meios terrestres.

Hoje de manhã, os meios aéreos não foram acionados para ajudar no combate devido à nebulosidade que atingia a zona.

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