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Desporto

Governo diz “sim” ao público no MotoGP no Algarve, mas sem repetir ‘erros’ da Fórmula 1

Covid-19

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Foto: Redes sociais

O secretário de Estado do Desporto defendeu hoje ser preciso começar a trabalhar para garantir a presença de público em melhores condições sanitárias do que as verificadas na Fórmula 1 durante a etapa do MotoGP, que vai decorrer no autódromo do Algarve.


“A apreciação generalizada que tem sido feita, e que no fundo não é muito positiva”, sobre a presença de público no Grande Prémio de Portugal em Fórmula 1, que decorreu no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, demonstra, segundo João Paulo Rebelo, a necessidade de “uma melhoria” para permitir espetadores no MotoGP, a realizar no mesmo local.

Para o governante, trata-se de “uma prova muito especial” a que muitos portugueses quererão assistir “ao vivo e a cores”, dado o interesse em acompanhar a prova do português Miguel Oliveira.

Mas, para isso, “é preciso fazer um trabalho nestas próximas semanas que garanta que nessa circunstância tudo aconteça de forma sanitariamente mais aconselhável [do que aconteceu na Fórmula 1]”, afirmou, acrescentando estar convencido de que “haverá condições para o fazer”.

Nas Caldas da Rainha, à margem de uma homenagem ao ciclista João Almeida, o secretário de Estado defendeu que “se comece a trabalhar já” para criar condições que permitam a presença de público em eventos desportivos, defendendo “um caminho de compromisso”.

“Acho perfeitamente possível conciliar público e segurança sanitária”, disse, dando como exemplo os estádios de futebol, “ao ar livre e preparados para receber dezenas de milhar de pessoas”.

Apesar da polémica em torno do não cumprimento do distanciamento social, na prova realizada no último fim de semana, em Portimão, o secretário de Estado defende a “importância” da presença do público em “eventos menos mediáticos”, considerando-o até “essencial à sobrevivência de agentes desportivos” como “os clubes mais pequenos”.

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Futebol

FC Porto pode colocar-se a um escasso ponto dos ‘oitavos’

Liga dos Campeões

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Foto: DR / Arquivo

O FC Porto pode colocar-se na quarta-feira a um ponto de atingir, pela 12.ª vez, os oitavos de final da Liga dos Campeões em futebol, caso volte a vencer o Marselha e seja ‘ajudado’ novamente pelo Manchester City.

Caso repitam em França, na quarta jornada do Grupo C, o que conseguiram no Dragão (3-0), e se João Cancelo, Rúben Dias, Bernardo Silva e companhia fizerem, na Grécia, o mesmo que no Etihad (3-0), então os ‘dragões’ ficam com o apuramento à vista.

Neste cenário, o City estaria apurado, com 12 pontos – sendo que 10 e o empate são-lhes suficientes -, e o FC Porto ficaria com nove, mais seis do que o Olympicos, de Pedro Martins, e nove face ao ‘onze’ de André Villas-Boas, com apenas seis por disputar.

Os ‘dragões’ ainda teriam de receber os ingleses e de se deslocar ao reduto do Olympiacos, onde acumulam derrotas nas três visitas anteriores (0-1 em 1997/98, 1-2 em 1998/99 e 0-1 em 1999/00), mas estaria dado um passo de ‘gigante’.

Desde que, em 2003/04, foram introduzidos os ‘oitavos’, o FC Porto esteve nesta fase 11 vezes (2003/04, 2004/05, 2006/07 a 2009/10, 2012/13, 2014/15 e 2016/17 a 2018/19), falhando apenas em quatro ocasiões (2005/06, 2011/12, 2013/14 e 2015/16), sendo que faltou à fase de grupos em 2010/11 e 2019/20.

Para já, e independentemente do City, os portistas têm de fazer a sua parte, que é vencer em Marselha – face a um conjunto sem pontos ou golos (0-7) -, replicando o que lograram na fase de grupos de 2003/04 (3-2), rumo ao título.

Caso falhem o triunfo, mas consigam, pelo menos, repetir o 1-1 da terceira ronda da fase de grupos de 2007/08, também já não será mau, pois garantem que ficam em vantagem pontual face aos gregos e ‘arrumariam’ em definitivo os gauleses.

O FC Porto pode, porém, considerar-se favorito, frente a um conjunto que, por não somar qualquer ponto, já não terá grandes ambições em seguir na prova, mas precisa de um resultado positivo continuar ‘vivo’ na corrida à ‘despromoção’ à Liga Europa.

No fim de semana, os ‘dragões’ venceram fora o Fabril, do Campeonato de Portugal, por 2-0, seguindo para a quarta ronda da Taça de Portugal, num jogo em que Sérgio Conceição só atuou de início com três elementos do ‘onze’ que apresentou na receção ao Marselha (Manafá, Sarr e Otávio).

Por seu lado, os franceses folgaram, já que o seu jogo com o Nice, da 11.ª jornada da Ligue 1 foi adiado, num cenário idêntico ao que aconteceu antes do jogo no Dragão, numa aparente vantagem que então não se fez, de todo, sentir.

Depois de quatro jornadas, num Grupo C ainda sem empates, o Manchester City lidera, com nove pontos, contra seis do FC Porto, três do Olympiacos e nenhum do Marselha.

O encontro entre portugueses e franceses tem início às 20:00 (em Lisboa), pouco depois de terminado o embate entre Olympiacos e Manchester City, com início às 17:55.

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Futebol

E tudo o prolongamento levou

Taça de Portugal

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Foto: Twitter

O FC Vizela falhou hoje a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal de futebol depois de um surpreendente empate no período regulamentar frente ao primodivisionário Boavista. Os vizelenôses acabaram por ver fugir o sonho com um golo de Yusupha Njie no prolongamento.

O avançado gambiano resolveu a eliminatória a favor da ‘turma’ da I Liga portuguesa de futebol aos 104 minutos, graças a um cabeceamento certeiro após livre de Yanis Hamache, num embate intenso e até ‘duro’, em que os anfitriões, nonos classificados da II Liga, criaram as melhores ocasiões no tempo regulamentar.

Intensa na pressão aos jogadores ‘axadrezados’ e rápida a construir os ataques, a equipa da II Liga só não chegou à vantagem nos primeiros 15 minutos por falta de pontaria: Kiko Bondoso atirou ao lado na pequena área, aos seis, e Koffi acertou no poste, aos sete.

O Boavista respondeu com ‘disparos’ de longe, quer de Sebastián Pérez, aos 16 minutos, quer de Paulinho, aos 20, e equilibrou um desafio que, a partir daí, ficou quase sempre confinado ao meio-campo, com vários duelos físicos.

A toada de luta manteve-se no início da segunda parte, com os anfitriões a ‘soltarem-se’ mais vezes do bloqueio a meio-campo graças à velocidade de Koffi e de Francis Cann na ala direita e a ameaçarem de novo o golo, num cabeceamento de Cassiano, aos 61 minutos.

O jogo prosseguiu ‘batalhador’, com as oportunidades de golo a reaparecerem nos últimos 15 minutos do tempo regulamentar: a formação do Porto falhou o alvo em remates de Hamache (75 minutos) e de Yusupha (81 e 83), enquanto os vizelenses estiveram perto do golo num remate de Francis Cann (78) e num cabeceamento de Fernando Cardozo (90+4).

Após as perdas de Miguel Reizinho e de Paulinho, por lesão, o Boavista aproveitou o ligeiro ascendente na primeira parte do prolongamento para fazer o golo decisivo, antes de sofrer para conter a reação vizelense nos últimos 15 minutos, que culminou com uma bola na trave, aos 120.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio do Futebol Clube de Vizela.

Vizela – Boavista, 0-1.

No final do tempo regulamentar: 0-0.

No final da primeira parte do prolongamento: 0-1.

Marcador:

0-1, Yusupha Njie, 104 minutos.

Equipas:

– Vizela: Pedro Silva, Koffi, Leonel Mosevich (Matheus Costa, 106), Mohamed Aidara, Ofori (Kiki Afonso, 91), Marcos Paulo (Ericson, 106), Samu, Fernando Cardozo (André Soares, 106), Francis Cann, Kiko Bondoso (Tavinho, 91) e Cassiano (Diogo Ribeiro, 106).

(Suplentes: Manuel Balde, Matheus Costa, Kiki Afonso, Ericson, André Soares, Tavinho e Diogo Ribeiro).

Treinador: Álvaro Pacheco.

– Boavista: Léo Jardim, Reggie Cannon, Cristian Devenish (Jackson Poroso, 91), Chidozie, Yanis Hamache, Javi García, Sebastián Pérez (Miguel Reisinho, 46) (Show, 71), Angel Gomes (Jorge Benguché, 97), Gustavo Sauer, Paulinho (Nathan, 90) e Yusupha Njie.

(Suplentes: João Gonçalves, Nathan, Jackson Poroso, Show, Miguel Reisinho, Tiago Morais e Jorge Benguché).

Treinador: Vasco Seabra.

Árbitro: António Nobre (Associação de Futebol de Leiria).

Ação Disciplinar: Cartão amarelo para Paulinho (18), Sebastián Pérez (28), Samu (30), Koffi (45), Javi Garcia (61), Aidara (80), Yusupha (89 e 120+1), Francis Cann (98), Leonel Mosevich (102), Show (105+1), Matheus Costa (107) e Léo Jardim (112). Cartão vermelho por acumulação de cartões amarelos para Yusupha (120+1).

Cartão vermelho para o treinador do Vizela, Álvaro Pacheco (112).

Assistência: Jogo realizado à porta fechada devido à pandemia de covid-19.

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Futebol

Fafe segue na Taça de Portugal. Limianos, Vizela e Vilaverdense ficam pelo caminho

Taça de Portugal

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AD Fafe-Vilar de Perdizes (5-1). Foto: Ivo Borges / O MINHO

A AD Fafe carimbou este domingo a passagem à quarta eliminatória da Taça de Portugal, ao derrotar em casa o Vilar de Perdizes por 5-1. Diferente sorte tiveram Liminaos e Vilaverdense, com derrotas em casa contra equipas ditas ‘acessíveis’.

Os de Ponte de Lima, que disputam o primeiro escalão da AF de Viana, perderem contra o Fontaínhas, do Campeonato de Portugal (equivalente à III Divisão), por 1-2.

Já os de Vila Verde foram derrotados por 2-3, contra ao Olímpico do Montijo. Estas duas equipas militam no Campeonato de Portugal.

Ainda em relação aos clubes minhotos dos escalões inferiores, destaque para o Monção, que apesar de ter sido derrotado em casa, deu réplica ao primodivionário europeu Rio Ave, perdendo por 1-2.

Já o Merelinense, do Campeonato de Portugal, perdeu em casa frente ao Moreirense, da I Liga, pela margem mínima.

Quanto ao FC Vizela, da II Liga, perdeu com o Boavista por 0-1, sofrendo o golo durante o prolongamento.

Recorde-se que Braga, Vitória, Gil Vicente e Famalicão já tinham assegurado a passagem à próxima eliminatória em jogos disputados na sexta-feira e no sábado.

Seis equipas do Minho seguem em frente na prova, cinco da I Liga e uma do Campeonato de Portugal.

(notícia atualizada às 22h45 com o resultado do FC Vizela)

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