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País

Governo diz que mais 200 mil portugueses terão médico de família este ano

Marta Temido, ministra da Saúde

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Foto: headtopics.com

Mais 200 mil portugueses terão médico de família atribuído durante este ano, segundo uma estimativa do Governo apresentada, esta segunda-feira, pela ministra da Saúde no parlamento.

Em resposta ao deputado André Ventura, do Chega, que recordou que há mais de 600 mil portugueses ainda sem médico de família, a ministra Marta Temido indicou que este ano mais 200 mil utentes vão ter clínico de família atribuído.

No debate parlamentar na especialidade sobre o Orçamento do Estado para 2020 que decorreu esta segunda-feira, o PCP manifestou “extrema preocupação” com as reformas dos médicos, indicando que estavam em condições de se aposentar em 2019 e 2020 perto de 1.800 clínicos.

Apesar do número possível de aposentações de médicos, a ministra acredita que haverá uma “taxa de retenção” de recém-especialistas em medicina geral e familiar que conseguirá este ano aumentar o número de portugueses com médico de família.

No debate sobre o Orçamento do Estado para 2020 na área da Saúde, o deputado André Ventura considerou como um “flagelo português” haver mais de meio milhão de pessoas sem médico de família.

Em resposta, a ministra Marta Temido explicou que no final de 2019 estavam inscritos 10,3 milhões de utentes nos cuidados de saúde primários, um número que tem crescido continuamente.

Em termos de cobertura, 93% dos inscritos têm médico de família, mas em termos de população residente estão cobertos 97,7% dos portugueses. Isto acontece, argumentou a ministra, porque há “uma população flutuante” entre os inscritos em centros de saúde, como casos de alunos de Erasmus ou cidadãos migrantes.

“Esperamos contratar todos os especialistas em medicina geral e familiar a quem proporcionamos formação”, indicou, para ter mais 200 mil utentes com médico de família já este ano.

Durante o debate, o CDS criticou a “narrativa criada” sobre o aumento do orçamento para a saúde, duvidando que seja possível aumentar a capacidade de produção do Serviço Nacional de Saúde.

“Estamos longe de esperar que no ano de 2020 se acabe com o défice zero”, indicou a deputada Ana Rita Bessa, dando a entender que é irrealista uma expectativa de atingir esse défice zero.

O CDS recordou alguns dos projetos que ficaram por concretizar nos últimos anos, durante o anterior Governo socialista, indicando que tem muita dificuldade em acreditar que agora seja dada autonomia aos hospitais ou reforçada a rede de cuidados continuados que tem um setor “a ficar asfixiado”.

Também o PSD classificou o orçamento para a saúde como “uma ilusão”, entendendo que “pretende argumentar que começa a resolver problemas quando nada faz de substantivo para que isso aconteça”.

“É um orçamento que não tem os recursos suficientes para evitar a contínua degradação do SNS”, lamentou o deputado social-democrata Álvaro Almeida.

Pelo Bloco de Esquerda, o deputado Moisés Ferreira deixou três ideias que considera necessárias definir no debate do Orçamento na especialidade.

“É possível ir mais longe em matérias em concreto”, defendeu, considerando por exemplo “muito parco” o plano plurianual de investimentos que contempla os anos de 2020 e 2021.

Para o BE é necessário um plano de investimentos para o horizonte de uma legislatura e com “mais verbas alocadas” para equipamentos e tecnologia, sobretudo para reforçar a área dos exames ou meios de diagnóstico e terapêutica.

O Bloco quer ainda ir mais longe no fim das taxas moderadoras nos centros de saúde, eliminado as taxas das consultas todas já em 2020 para no ano seguinte acabar com todos os pagamentos em atos prescritos por profissionais do SNS.

O deputado Moisés Ferreira elencou ainda como fundamental avançar já este ano para alguma execução na exclusividade dos profissionais de saúde, pedindo também uma “efetiva concretização plena” do Plano Nacional de Saúde Mental em 2020.

No debate sobre o Orçamento para 2020, o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) sublinhou a necessidade de investir na prevenção da doença e promoção da saúde, alocando maiores verbas à prevenção.

Já o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, acusou a ministra de não mostrar “capacidade de gestão nem flexibilidade ideológica”, considerando que “só a livre escolha e a concorrência permitem melhorias contínuas”.

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País

“Não me surpreendeu a aprovação da eutanásia”

António Costa

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Foto: DR / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje não ter ficado surpreendido com a aprovação dos cinco projetos de lei do PS, BE, PEV, PAN e Iniciativa Liberal para a despenalização da eutanásia em Portugal, falando num “resultado esperado”.

“Não me surpreende que tenha havido a aprovação dos cinco projetos em discussão”, declarou o chefe de Governo, falando aos jornalistas em Bruxelas, no final de uma cimeira extraordinária sobre o orçamento plurianual da União Europeia para 2021-2027, que terminou sem acordo.

De acordo com António Costa, este “foi o resultado esperado”, tendo em conta as posições manifestadas publicamente pelos partidos e pelos deputados do parlamento português.

Dado estar em Bruxelas para participar nesta cimeira extraordinária dos líderes europeus, António Costa acompanhou o debate, realizado na quinta-feira, “à distância”, adiantou hoje.

A Assembleia da República aprovou na quinta-feira, na generalidade, os cinco projetos para despenalização da morte medicamente assistida.

Os cinco projetos preveem que só possam pedir a morte medicamente assistida, através de um médico, pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável.

Propõem também a despenalização de quem pratica a morte assistida, nas condições definidas na lei, garantindo-se a objeção de consciência para os médicos e enfermeiros.

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País

Morreu o historiador e comentador político Vasco Pulido Valente aos 78 anos

Óbito

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Foto: DR / Arquivo

O historiador, ensaísta e comentador político português Vasco Pulido Valente morreu hoje, em Lisboa, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da editora D. Quixote.

Vasco Pulido Valente, de nome Vasco Valente Correia Guedes, nasceu em 1941, licenciou-se em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorou-se em História pela Universidade de Oxford.

Trabalhou como investigador-coordenador do Instituto de Ciências Sociais e lecionou no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, na Universidade Católica e na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa.

Foi colunista dos jornais Público, Expresso, Diário de Notícias, A Tarde e O Independente.

Trabalhou ainda como comentador da TSF, da Rádio Comercial e da TVI.

Entre os livros que publicou, contam-se “Os Militares e a Política: 1820-1856”, “A República Velha: 1910-1917”, “Marcelo Caetano: As Desventuras da Razão”, “De mal a pior” e “O fundo da gaveta”, estes dois últimos, os mais recentes, publicados pela D. Quixote.

Uma crónica sua, no Público, sobre o estado do PS, no verão de 2014, intitulada “A Geringonça”, viria a estar na origem da caraterização feita mais tarde por Paulo Portas sobre os acordos entre PS, Bloco de Esquerda e PCP, que viriam a sustentar a constituição do XXI Governo Constitucional.

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País

2.º prémio do Euromilhões saiu em Portugal

183 mil euros

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Foto: DR / Arquivo

Um segundo prémio do Euromilhões, no valor de 183 mil euros, saiu a um apostador que registou o boletim em Portugal, indica o departamento de jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Outros três prémios de igual montante sairam no estrangeiro.

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 21 de fevereiro: 7, 23, 30, 32 e 45 (números) e 5 e 9 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio estava um valor de 41 milhões de euros, que irá acumular no próximo concurso, para um valor superior a 51 milhões, visto não ter havido totalistas.

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