Seguir o O MINHO

País

Governo disponível para avaliar e adaptar medidas de resposta à pandemia ao longo de 2021

Economia

em

Foto: DR / Arquivo

A secretária de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim, afirmou hoje que o Governo irá continuar em 2021 a avaliar, adaptar e reforçar as medidas de resposta à crise causada pela pandemia em função da evolução que esta venha a ter.


“Temos diversas medidas em muitas áreas para o combate à pandemia (…). Todas estas medidas foram sendo prorrogadas, adaptadas e reforçadas em função da evolução da pandemia. E é algo que teremos de continuar a fazer durante o ano de 2021”, referiu Cláudia Joaquim durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

A secretária de Estado respondia à deputada do PSD Ofélia Ramos que criticou o Governo por não ter incluído no OE2021 a manutenção dos apoios e classificou a proposta apresentada pelo PS como “pouco ambiciosa” e de não responder a todas as situações de quebra de atividade.

Cláudia Joaquim recusou a crítica, salientando que “todas as medidas que estão em vigor e que têm uma vigência, neste momento até 31 de dezembro, naturalmente que não irão ficar-se por 31 de dezembro de 2020, porque o Governo está a avaliar a necessidade da sua continuidade e dos termos da sua continuidade”.

Neste contexto, a secretária de Estado referiu que o Orçamento para 2021 “vai ser fundamental para que o Governo possa fazer face” a quebras de rendimento dos trabalhadores ou situação de desemprego.

O prolongamento do apoio à retoma progressiva e a modalidade de pagamento é uma das medidas que vai ser hoje votada no âmbito das votações na especialidade do OE2021 pela Comissão de Orçamento e Finanças.

Entre as propostas está uma do PCP que defende o pagamento em 100% do valor da retribuição dos trabalhadores em caso de encerramento total ou parcial da empresa.

Durante o debate, Diana Ferreira, do PCP, afirmou que o seu partido não aceita e rejeita “qualquer tipo de corte nos salários seja pelo ‘lay-off’ seja por quaisquer outros tipos de mecanismos”.

O PS também tem também uma proposta de autorização legislativa para “criar, alterar ou prorrogar” o apoio à retoma progressiva ao longo de 2021, em função da evolução da crise causada pela pandemia, prevendo que o salário possa ser integralmente assegurado.

A medida do PS terá um custo adicional de 360 milhões de euros durante um semestre (60 milhões de euros por mês) face ao custo atual do mecanismo de apoio à retoma progressiva.

As votações na especialidade arrancaram na sexta-feira e decorrem durante quatro dias, estando a votação final global em plenário agendada para dia 26.

A proposta orçamental foi aprovada na Assembleia da República, na generalidade, em 28 de outubro, com os votos favoráveis do PS e as abstenções do PCP, PAN, PEV e das deputadas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues.

PSD, Bloco de Esquerda, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal votaram contra.

Apesar da viabilização na generalidade, os partidos que para ela contribuíram através da abstenção ainda não indicaram de que forma vão votar no dia 26.

Anúncio

País

DGS considera “prematuro” encarar a doença covid-19 como crónica

Covid-19

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO (Arquivo)

O diretor do Departamento de Qualidade na Saúde da Direção-Geral da Saúde (DGS), Válter Fonseca, considerou hoje “prematuro” encarar a covid-19 como doença crónica, apesar do registo de persistência de sintomas em doentes recuperados meses após a infeção.

Em declarações prestadas no âmbito da audição na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia e do processo de recuperação económica e social, na qual acompanhou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o responsável garantiu, porém, que essa situação está a ser acompanhada pelas autoridades.

“É um conjunto de dados que ainda é prematuro dizer que há uma forma crónica desta doença. É uma doença causada por um vírus, dá infeções agudas e pode haver alguma persistência de sintomas nos meses a seguir à infeção. É algo que é prematuro dizer que há uma forma crónica desta doença”, começou por dizer Válter Fonseca.

E o diretor do Departamento de Qualidade na Saúde na DGS acrescentou: “Está a ser acompanhada a vários níveis, não só nos próprios hospitais – alguns dos quais desenvolveram consultas de seguimento destes doentes para monitorizar esta evolução -, mas também a nível da comunidade científica, quer nacional, quer internacionalmente, e é algo que, através destes fóruns, a DGS acompanha para que, na eventualidade de se tornarem mais sólidas as evidências nesta área, se possa intervir em conformidade”.

As declarações de Válter Fonseca surgiram na sequência de um estudo apresentado pelo epidemiologista e presidente do Conselho Nacional de Saúde, Henrique Barros, na última reunião do Infarmed, na terça-feira, onde revelou que cerca de 25% a 30% das pessoas que tiveram covid-19 mantêm sintomas além de oito meses após a recuperação, o que transforma esta doença numa patologia crónica.

Portugal contabilizou hoje 159 mortes, um novo máximo de óbitos relacionados com a covid-19 em 24 horas, e 10.663 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a DGS.

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.560 pessoas, mais 192 do que na quinta-feira, das quais 622 em cuidados intensivos, ou seja, mais 11, em ambos os casos, também novos máximos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 8.643 mortes associadas à covid-19 e 528.469 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 125.861 casos, mais 4.046 do que na quinta-feira.

Continuar a ler

País

Marcelo admite que este novo confinamento dure até março

Covid-19

Foto: DR

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, admitiu hoje que o período de confinamento atualmente em vigor em Portugal possa estender-se até março, alertando para a importância de achatar a curva de contágios.

“O que importa neste confinamento é muito simples, é achatar a curva, inverter a tendência e fazê-lo o mais rapidamente possível, isto é, limitar o período que estamos a viver ao mês de janeiro e porventura ao mês de fevereiro, ao primeiro trimestre deste ano, e não deixarmos deslizar para o segundo trimestre do ano”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, depois de questionado pelos jornalistas em Belém no final de uma audiência com um cidadão português, sobre o novo confinamento que entrou hoje em vigor.

De seguida, acrescentou: “Deslizar significa prolongar e aprofundar a crise económica e social, que também vai deslizando, o que significa depois que é mais difícil o controlo tardio dos acontecimentos”.

“Este confinamento é diferente do anterior, em março foi mais rigoroso, mais drástico, mais dramático, pelo inesperado, pelo improviso e pelo choque que foi para os portugueses, que hoje sabem mais acerca da pandemia, estão mais conscientes e percebem o que importa fazer neste confinamento”, acrescentou.

Para o Presidente, “a vacinação avança mais lentamente que a pandemia”, por isso é preciso “controlar a pandemia para dar tempo à vacinação para recuperar este desfasamento”.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que “olhando para as ruas fica-se com a sensação de que o confinamento é menos forte, menos radical que o primeiro, e é, basta que as escolas estejam abertas”, mas salientou que “é importante que os portugueses o vivam ajudando a que seja eficaz, e tem de ser eficaz”.

Nas declarações aos jornalistas, o Presidente, quando questionado sobre se admitia que o confinamento durasse durante todo o primeiro trimestre, chamou a atenção para a necessidade de haver equilíbrio e ponderação.

“É um problema de equilíbrio e ponderação, aquilo a que se chegou de equilíbrio nas medidas e neste arranque da sua aplicação, que se espera que seja eficaz, atendeu aos vários fatores em presença, e agora é fundamental que os portugueses entendam que a aplicação que vier a ser feita neste primeiro período da quinzena imediata corra bem, porque há uma reponderação no fim da primeira quinzena antes de se avançar para aquilo que foi previsto numa perspetiva de um mês”, concluiu o chefe de Estado.

Portugal contabilizou hoje 159 mortes, um novo máximo de óbitos relacionados com a covid-19 em 24 horas, e 10.663 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim epidemiológico da DGS indica ainda que estão internadas 4.560 pessoas, mais 192 do que na quinta-feira, das quais 622 em cuidados intensivos, ou seja, mais 11.

A pandemia de covid-19 já matou 8.543 pessoas em Portugal dos 528.469 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Continuar a ler

País

Os números do Euromilhões

Sorte

Foto: O MINHO

É esta a chave do sorteio do Euromilhões desta sexta-feira, 15 de janeiro: 4, 10, 27, 38 e 40 (números) e 3 e 11 (estrelas).

Em jogo para o primeiro prémio está um valor de 55 milhões de euros.

Continuar a ler

Populares