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Futebol

“Gostava de enaltecer a tranquilidade existente no clube”

Ricardo Soares

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Declarações após o Gil Vicente – Nacional (2-0), jogo da 24.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio Cidade de Barcelos:

Ricardo Soares (treinador do Gil Vicente): “A primeira parte foi intensa, agressiva no bom sentido, com empenho e garra, mas não foi bem jogada. Tentámos jogar por dentro, mas o Nacional cortou-nos bem os espaços. Do lado do Nacional, aqueles passes interiores criaram-nos desconforto, com a bola a entrar duas ou três vezes [em espaços que não devia entrar].

Na segunda parte, os meus jogadores estiveram fantásticos. Interpretaram na perfeição o que era pedido, fruto da qualidade deles e do foco que têm.

[A vitória] Tem importância por várias razões. Primeiro, deu-nos três pontos que nos atiraram para o 11.º lugar, uma classificação em que queremos já estar. Depois, [é importante] pela evolução da equipa. Às vezes, a evolução de uma equipa tem retrocessos por causa de um resultado negativo. As vitórias trazem confiança a toda a gente e a evolução das equipas é muito superior. Temos 25 pontos, o que é interessante a 10 jornadas do fim, tendo em conta os nossos objetivos [permanência na I Liga].

O Lucas [Mineiro] é extremamente importante, pela qualidade individual e pelo que aporta à equipa. Ele coloca os interesses do coletivo em primeiro lugar. Fico feliz por ter estes jogadores. Tenho um grande grupo.

Gostava de enaltecer a tranquilidade existente no clube. Isso é fundamental para os treinadores desenvolverem o trabalho com mais competência. Dou uma palavra aos adeptos, porque sofreram muito até agora [com os resultados]. Mas vão continuar a sofrer, porque a luta [pela manutenção] vai ser até ao fim. O próximo jogo [com o Rio Ave] é o mais importante.

Enalteço a iniciativa da Liga de Clubes [de sensibilização para o combate ao racismo]. As únicas cores que interessam são as das camisolas. Temos responsabilidades e temos de dar exemplos com atos, para que o racismo acabe de uma vez por todas”.

Luís Freire (treinador do Nacional): “Fizemos uma boa primeira parte. Não concedemos oportunidades ao adversário, estivemos bem com bola e criámos os melhores lances, embora não muitos: dois ou três. Na primeira parte, estivemos à altura do que queríamos, em termos de capacidade e de força.

Na segunda parte, o jogo estava equilibrado e acaba por ser desequilibrado na primeira grande oportunidade do Gil Vicente. O estado anímico das equipas pode ditar isto. Se o Gil Vicente estivesse num mau momento e o Nacional num bom, como na primeira volta [Nacional venceu por 2-1], talvez as coisas fossem diferentes. Sentimos o golo e tentei lançar rapidamente o plano alternativo, com dois pontas de lança. Lancei o Camacho, porque tem capacidade num um para um e cruza bem. Numa situação aparentemente controlada, concedemos o segundo golo ao adversário. Tentámos fazer um golo, mas o Gil, confortável e confiante, acaba por gerir o jogo.

Não é pela questão da tabela [classificativa, que os jogadores estão afetados]. A questão das seis derrotas [seguidas] é que pesa emocionalmente. Quando se comete um erro, um [jogador] está mais pesado do que se tiver numa melhor série de resultados. A confiança na finalização é diferente, as jogadas adversárias têm um diferente impacto em nós. Só com enorme espírito de sacrifício e muita força é que poderemos dar a volta a esta situação. Se não formos fortes emocionalmente no dia a dia, ninguém o vai ser por nós.

[A paragem competitiva] Será benéfica, como é lógico. Quando se está num momento de resultados negativos, a paragem só pode trazer coisas melhores, não piores”.

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