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Braga

GNR em peso na estrada evita sinistralidade grave

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A operação “Ano Novo”, da GNR, atingiu grande impacto, também em todo o distrito de Braga, com operações stop nas zonas do Ave e do Cávado, que teve por expoente máximo em Ofir, Fão, Esposende, na manhã desta segunda-feira, logo a seguir à passagem de ano.


O maior volume de detenções registou-se na zona de Ofir, algumas por conduções com excesso de álcool e outras por posse de droga, numa megaoperação que envolveu todos os destacamentos do Comando Territorial da GNR de Braga, tem decorrido até ao início da tarde deste feriado, em Lordelo e Taipas (Guimarães), Vizela, Póvoa de Lanhoso, Vila Verde, Ferreiros, Amarela e Sequeira (Braga), além de toda a zona envolvente de Ofir e dos acessos para as portagens da A11, na zona da Apúlia, com muitos agentes envolvidos.

A sinistralidade grave não se registou em todo o distrito, como O MINHO foi informado, no Centro de Controlo e Comando Operacional do Comando-Geral da GNR, em Lisboa, tendo em termos nacionais desde sexta-feira e até amanhã à noite sido mobilizados sete mil efetivos da Guarda Nacional Republicana, para assegurar patrulhamento permanente.

O Destacamento de Intervenção da GNR de Braga esteve particularmente ativo mais em Ofir, mas também em outras localidades do distrito de Braga, enquanto o Destacamento de Trânsito incidiu a sua atenção nos automóveis alterados ilegalmente (tuning) e foram sujeitos a teste de álcool dezenas de automobilistas em cada operação stop, em operação que durou até à tarde depois de ter começado em Braga cerca das três horas da madrugada.

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Braga

“Central Park” de Braga a caminho. 200 árvores e 600 arbustos vão ser plantadas

Ambiente e obras públicas

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Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Ricardo Rio, presidente da Câmara, chamou-lhe Parque Central de Braga, mas Altino Bessa, vereador com o pelouro do Ambiente, prefere apelidar a nova ligação entre parques que vai surgir em Braga como Parque da Cidade.

Em declarações a O MINHO, Bessa dá conta da plantação, a breve prazo, de 200 árvores e 600 arbustos num terreno devoluto situado no atual Parque das Camélias, entre o Parque de Campismo e a Escola Profissional.

Braga prepara um ‘Central Park’ ao unir diversos pontos verdes na cidade

Após uma reunião de câmara mais exaltada, onde o vereador da CDU questionou o executivo sobre o suposto “abate de várias árvores” na zona das Camélias, o vereador negou e contrapôs, perguntando a Carlos Almeida “onde é que viu o abate de várias árvores” naquele espaço.

“Há dois ou três pinheiros-mansos que estão secos e precisam de ser abatidos, mas não são várias árvores, trata-se de uma necessidade”, explicou o responsável, lamentando que se levem “insinuações disfarçadas de perguntas” para a reunião municipal.

“Só porque alguém se lembra de dizer barbaridades com insinuações que não são corretas porque quer criar a ideia peregrina de que a Câmara só abate árvores, não significa que se torne verdade, apesar de repetirem isso inúmeras vezes”, queixou-se Altino Bessa.

O vereador argumenta que, em sete anos de executivo da coligação “Juntos por Braga”, foram abatidas “cerca de 50 árvores” e plantadas “milhares”.

“É certo que temos mais algumas árvores para abater, que foram sinalizadas pela UTAD uma vez que estamos a falar de um parque arbóreo com mais de 30 mil árvores e onde algumas já estão envelhecidas”, explica, assegurando que “as árvores abatidas serão sempre substituídas, no local ou na envolvente”.

Parque das Camélias

O projeto de requalificação do Parque das Camélias, onde serão plantadas as tais 800 espécies arbóreas, é um projeto antigo que só agora ganha nova forma por ser “o momento certo”.

“Sempre achei que poderíamos esperar para a requalificação porque, mais dia menos dia, iria aparecer a possibilidade de uma candidatura a fundos europeus que nos permitiria requalificar aquele parque”, diz.

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

Maqueta do projeto para o Parque das Camélias. Foto: Greenarq

O projeto para o parque faz parte da estratégia de adaptação às alterações climáticas por parte da Câmara de Braga. Houve uma candidatura ao POUSER, que foi aceite, e vão ser financiadas 140 mil euros em árvores para o novo parque da cidade.

“O objetivo será, depois de requalificado, ligar aquele parque ao Parque da Ponte, criando 30 mil metros quadrados”, explica. No entanto, Altino Bessa (e Ricardo Rio) não quer ficar por aí.

“Consideramos que será o primeiro grande parque da cidade, abrangendo ainda o parque de campismo, o estádio 1.º de Maio, campo das Camélias, Altice Forum e a área do antigo clube de caçadores, que também vai ser requalificado num projeto de 400 mil euros, que servirá também para alojar os feirantes e criar novas condições para estacionamento e até para concertos e outras atividades, por ser um local amplo”, revela.

Uma vez interligados, Parque das Camélias e Parque da Ponte vão unir-se ao Monte Picoto, onde existem mais 24 hectares. “Estamos a falar num parque da cidade que vai ter uma área de mais de 60 hectares, 600 mil metros quadrados”, destaca.

Evitar ondas de calor

Altino Bessa não quer falar de um “central Park”, mas admite que, após os 600 mil hectares de zona verde, é intenção do município interligar o parque da cidade com a rede de ciclovias e ecovias do rio Este, e ainda com a zona da Rodovia, até ao Meliã.

“Estamos a falar de grandes espaços públicos municipais de usufruto aberto para quem quiser utilizar”, explica, revelando que o objetivo passa também, em contexto ambiental, para melhorar a qualidade do ar, o valor da água, fauna e flora e ainda deminuir as zonas de calor intenso na cidade.

“Foi nessa lógica que o projeto foi aprovado: combater ondas de calor, aumentar qualidade do ar e proteger fauna e flora e os próprios cidadãos a nível da qualidade mas também para obter espaços frescos na cidade”.

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Braga

“Índice de severidade diária em Braga foi o mais elevado dos últimos 40 anos”

Incêndios

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Foto cedida a O MINHO

O comandante operacional nacional da ANEPC, Duarte Costa, deu conta que, em 2020, “o índice de severidade diária foi o mais elevado dos últimos 40 anos” em Braga, Vila Real e Bragança e, dos últimos 30, na região Centro.

“Isto quer dizer que a disponibilidade dos combustíveis para arder foi a mais elevada dos 30 anos” , precisou, numa conferência de imprensa realizada após a reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional, realizada na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (Oeiras)

Já o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que “a prioridade absoluta” passa agora pela prevenção dos incêndios rurais e mudança de comportamentos, uma vez que foi atingido “o grande objetivo estratégico” em relação ao combate.

“A prevenção é a partir de hoje a prioridade absoluta. O principal problema está na reforma da floresta, está na alteração de comportamentos”, disse aos jornalistas Eduardo Cabrita, acrescentando que ”agora a prioridade da atuação da mudança não está no combate”.

O ministro deu conta dos resultados alcançados este ano sobre o número de ocorrências de incêndios florestais e área ardida.

Segundo os últimos dados, registaram-se este ano cerca de 9.500 incêndios rurais que consumiram 66.500 hectares.

Segundo Eduardo Cabrita, “o grande objetivo estratégico” definido desde 2017 está realizado, tendo em conta que, pelo terceiro ano consecutivo, não se registaram perdas de vida civis, verificou-se uma diminuição do número de ocorrências (menos 50% em relação à média dos últimos 10 anos) e da área ardida (menos 51% relativamente à média da última década).

Apesar de não terem morrido civis durante esta época de incêndios, cinco bombeiros e dois pilotos de um avião de combate aos fogos morreram em serviço, tendo o ministro prestado uma homenagem a estes operacionais.

“Num contexto de um ano particularmente difícil do ponto de vista das condições meteorológicas e adversas, os objetivos estratégicos – redução das ocorrências e redução da área ardida e número zero de vítimas civis – foram atingidos”, sustentou, frisando que em julho registaram-se as temperaturas mais elevadas de sempre e na primeira quinzena de setembro o risco foi elevado.

Em relação a 2019, o número de incêndios rurais registou uma diminuição, mas a área ardida aumentou cerca de 50%.

Questionado sobre este números, Eduardo Cabrita destacou a diminuição dos últimos três anos em relação à média da década.

“A primeira prioridade está na redução das ocorrências e, em três anos consecutivos, as ocorrências diminuíram relativamente à media dos últimos 10 anos”, bem como a área ardida, disse, sublinhando que a diminuição do número de incêndios “é fundamental para permitir uma resposta operacional, eficaz e concentrada e foi isso que aconteceu num ano particularmente difícil”.

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Braga

Mais 57 casos de covid-19 no concelho de Braga em 48 horas

Dados locais

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Foto: O MINHO / Arquivo

O concelho de Braga registou mais 57 casos de infeção por covid-19 em 48 horas.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 18:00 de segunda-feira (a última atualização havia sido feita às 18:30 do passado sábado).

Em termos acumulados, são 2.255 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, mais 57 em relação a sábado.

Não foi possível apurar o número de casos ativos, bem como o número de pessoas em vigilância.

Na sexta-feira, o concelho registava 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

No balanço de sábado, registavam-se 74 óbitos, número que se mantinha igual desde 16 de junho.

De acordo com os dados de sábado, o número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde era de 605.

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