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Arcos de Valdevez

GNR investiga se existiu crime em incêndio que destruiu fábrica de madeiras em Arcos de Valdevez

Na zona industrial de Padreiro

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Foto: Facebook de JF Padreiro

A GNR informou hoje que irá investigar as causas do incêndio que destruiu por completo uma fábrica de transformação de madeiras instalada na zona industrial de Padreiro, em Arcos de Valdevez, assim que o fogo seja totalmente extinto.


Fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, contactada hoje pela agência Lusa, disse que o incêndio deverá ser extinto durante o dia, sendo que, às 10:15, estavam “em curso operações de rescaldo”.

Dominado incêndio que destruiu fábrica de madeiras em Arcos de Valdevez

“A proteção civil espera ter o incêndio extinto durante o dia de hoje. A partir desse momento a GNR irá iniciar a investigação para apurar se existiu intenção criminosa ou dolosa. A confirmar-se esse cenário, o caso será encaminhado para a Polícia Judiciária”, especificou aquela fonte.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves, explicou que “a fábrica, instalada há mais de uma década naquela zona industrial, com cerca de dez trabalhadores, é detida por um empresário do concelho.

O autarca social-democrata, que durante a noite de quarta-feira e madrugada de hoje acompanhou os trabalhos de combate ao incêndio, lamentou a destruição da empresa familiar e solidarizou-se com o proprietário e os trabalhadores.

João Manuel Esteves agradeceu “a intervenção pronta, profissional e corajosa de todos os bombeiros envolvidos” no combate às chamas.

“Desde logo o meu agradecimento aos bombeiros de Arcos de Valdevez, os primeiros a chegar ao local. Também ao comando distrital pela intervenção e coordenação do incêndio que impediu uma tragédia maior, evitando que as chamas se propagassem às fábricas vizinhas e à creche da zona industrial”, disse.

O incêndio deflagrou pelas 20:50 de quarta-feira e foi dominado cerca das 01:00, informou o comandante operacional distrital (CODIS) de Viana do Castelo.

Durante a madrugada, Marco Domingues disse ao jornalistas que “quando o fogo deflagrou a fábrica encontrava-se encerrada e sem ninguém no seu interior”, referindo que os trabalhos de consolidação seriam demorados “devido à carga [combustível] acumulada no interior” do espaço.

O responsável da Proteção Civil distrital referiu que, deste incêndio resultou um ferido ligeiro, um bombeiro que sofreu uma entorse e foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

O comandante dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, Filipe Guimarães, explicou que o alerta foi dado por um bombeiro da corporação que passava no Itinerário Complementar 28 (IC28).

O comandante dos bombeiros acrescentou que o trabalho de rescaldo é demorado, “porque a fábrica tinha pilhas de madeira empilhada com cerca de cinco a seis metros de altura”.

Ao local acorreram 14 corpos de bombeiros dos distritos de Viana do Castelo e Braga, num total de 130 operacionais apoiados por 39 veículos, além de INEM e GNR.

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Alto Minho

Incêndio deflagra em anexo de habitação em Arcos de Valdevez

Rio de Moinhos

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Foto: Bombeiros de Arcos de Valdevez

Um incêndio deflagrou, ao início da manhã desta quarta-feira, no anexo de uma habitação, na localidade de Breia, Rio de Moinhos, Arcos de Valdevez.

A pronta intervenção dos bombeiros impediu que as chamas alastrassem à habitação e causassem danos de maior.

Ao que O MINHO apurou, a situação terá começado com uma fogueira no exterior que acabou por alastrar àquele anexo, onde estavam guardadas alfaias agrícolas.

O alerta foi dado às 06:02.

Os Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez combateram as chamas com 17 elementos apoiados por 4 viaturas.

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Alto Minho

Trabalhador cai a ravina de 5 metros em Arcos de Valdevez

Acidente

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Fotografia: Bombeiros de Arcos de Valdevez

Um homem caiu a uma ravina de uma altura de cinco metros quando estava a executar trabalhos de corte de árvores, na zona de Rouças, em Gavieira, Arcos de Valdevez.

A vítima, cuja idade não foi possível apurar, foi transportada para o hospital de Viana do Castelo com ferimentos ligeiros, pelos Bombeiros de Arcos de Valdevez.

Para a ocorrência foi acionado o helicóptero do INEM, mas como a situação da vítima não justificou o transporte aéreo, esta foi transportada por via terreste.

O alerta foi dado às 11:39.

Além da equipa dos Bombeiros de Arcos de Valdevez, no socorro esteve também a SIV de Melgaço.

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Alto Minho

Investigadores querem preservar antigas armadilhas de lobos em Arcos de Valdevez

Património cultural

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa de investigadores das universidades do Minho e do Porto está a estudar os fojos do lobo da Serra da Peneda, em Arcos de Valdevez, com vista à preservação daquele património de “elevado” valor cultural, foi hoje anunciado.

Em comunicado, os quatro investigadores envolvidos no projeto sublinham que os fojos (antigas armadilhas que serviam para capturar os lobos) são exemplos de “inegável autenticidade e da identidade das comunidades locais e das suas práticas comunitárias na construção e gestão do território”.

A primeira fase do trabalho de campo decorreu nos dias 16 e 17 de julho, tendo a equipa de investigação analisado duas tipologias distintas de fojos.

“Com uma presença incontornável na paisagem, tanto o fojo da Cabrita (Gondoriz) como o Fojo de Seida (Gavieira) são exemplares de património vernáculo de elevado valor cultural tangível e intangível”, refere o comunicado.

Os trabalhos realizados prenderam-se com a recolha de informação morfológica e tipológica das estruturas em estudo e do seu território envolvente, complementada com análises construtivas e ao seu estado de preservação.

Foi ainda recolhida informação digital com vista à construção de modelos virtuais.

Segundo os investigadores, “o estudo destas estruturas permite compreender as estratégias de implantação no território e relação com as paisagens pastoris da alta montanha de Arcos de Valdevez, bem como a elevada flexibilidade” da técnica da alvenaria em junta seca, adaptação às condicionantes do território e às características do granito existente e elevada resiliência das estruturas resultantes”.

No futuro, serão desenvolvidos conteúdos em diversos formatos, capazes de contribuir para a divulgação do conhecimento daquele tipo de património, promovendo a sua preservação junto da comunidade local e dos diferentes públicos que visitam aquele território.

A mesma equipa de investigação já desenvolveu, entre 2014 e 2016, um estudo sobre as brandas de Sistelo e estruturas pastoris em falsa cúpula, também no concelho de Arcos de Valdevez.

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