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País

3.500 militares na rua para dissuadir idas a Fátima

Estado de Calamidade

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

A GNR iniciou às 09:00 de hoje a operação “Fátima em casa”, que se prolongará até quarta-feira, com o objetivo de impedir o acesso de peregrinos ao santuário, disse o diretor de Operações, Vítor Rodrigues, à agência Lusa. No total, até 13 de maio, estarão 3.500 militares envolvidos na operação, disse a mesma fonte à Rádio Renascença.


Esta operação da GNR – realizada a propósito da Peregrinação Internacional Aniversária de maio (dias 12 e 13) e tendo em conta a pandemia de covid-19 – terá um nível nacional e outro local.

Segundo Vítor Rodrigues, a nível nacional, a operação passará pela “monitorização, sensibilização e dissuasão de possíveis movimentos, quer apeados, quer em viatura”, envolvendo todos os comandos, de Norte a Sul do país.

“A nível local, com o comando territorial de Santarém, vamos efetivamente fazer uma maior monitorização, controlo, da entrada de viaturas em Fátima”, explicou.

O diretor de Operações da GNR adiantou que, nos acessos da autoestrada, serão controladas “todas as viaturas, um bocado à semelhança do que foi feito na Páscoa e naqueles momentos em que não se podia andar de um concelho para o outro”.

Quando forem detetadas pessoas que se desloquem para Fátima com a intenção de ir ao santuário, serão dissuadidas de o fazer, “até porque os parques estão todos fechados, as possibilidades de irem ao santuário não existem, porque vai estar fechado”.

Vítor Rodrigues esclareceu que não se trata de “um cerco no sentido literal de musculação de força”, mas sim de “um conjunto de militares que estão disponíveis para cumprir a sua missão”, que é: “não se pode aceder àquele espaço do santuário, porque ele está fechado”.

“Vamos adaptar o nosso dispositivo em função do que vier a ser julgado necessário, dentro de uma norma e princípio militar que se chama flexibilidade. Portanto, se formos precisos muitos, estamos muitos, se formos precisos poucos, estamos poucos”, referiu.

O responsável congratulou-se com a “postura colaborante fantástica” dos membros da Igreja católica, com quem a GNR está a trabalhar “há muitas semanas”.

Na sua opinião, não haverá “necessidade de mostrar um dispositivo de grande força, de grande musculação, porque não é isso que está em causa” e “a comunidade católica é uma comunidade tranquila”, que habitualmente não provoca problemas.

“Quero crer que, à semelhança do que tem acontecido neste país, a esmagadora maioria das pessoas acatam as ordens das forças e serviços de segurança. Em Fátima, por maioria de razão, vai acontecer isso”, frisou.

O Santuário de Fátima vai este ano celebrar a Peregrinação Internacional Aniversária de maio no recinto de oração, como aos outros anos, mas sem a multidão de peregrinos que o costuma encher.

As celebrações decorrerão no recinto, mas este estará encerrado devido às regras sanitárias definidas pelo Governo no contexto da declaração do Estado de Calamidade pública, em articulação com a Conferência Episcopal Portuguesa, e que impedem as celebrações religiosas com a presença de fiéis.

Entre a tarde do dia 12 e o fim da manhã do dia 13 não será permitido o acesso dos peregrinos a qualquer espaço do santuário.

O reitor do Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas, pediu aos peregrinos que não se desloquem ao recinto nos dias 12 e 13 e que façam a peregrinação “pelo coração”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 271 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.114 pessoas das 27.268 confirmadas como infetadas, e há 2.422 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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País

Jerónimo considera medidas “desproporcionais, incongruentes e desadequadas”

Estado de Emergência

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Foto: PCP

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, classificou hoje as medidas aprovadas pelo Governo no sábado como “desproporcionais, incongruentes e desadequadas”, defendendo que o caminho deveria ser o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Num comício em Castanheira do Ribatejo (no concelho de Vila Franca de Xira), Jerónimo de Sousa referiu-se às medidas aprovadas no Conselho de Ministros extraordinário e que concretizam o decreto do estado de emergência que vigorará entre segunda-feira e dia 23 de novembro.

“As medidas adotadas pelo Governo na sequência da declaração do Estado de Emergência, aprovado esta sexta-feira na Assembleia da República, com o voto contra do PCP, afiguram-se não só desproporcionais, incongruentes e desadequadas como sobretudo não têm correspondência com as exigências colocadas no plano da saúde pública e da capacitação do SNS para enfrentar a epidemia de Covid-19, e para criar condições de proteção sanitária para que a vida nacional prossiga”, defendeu.

Jerónimo de Sousa criticou que, a pretexto da subida de casos de covid-19, aumentem “as vozes dos que reclamam mais restrições às liberdades, mais cortes de direitos e mesmo medidas mais musculadas, trocando a pedagogia pela via repressiva no combate à pandemia”

“Aquilo de que o País necessita é de medidas que estimulem a proteção individual, promovam a pedagogia da proteção e assegurem condições de segurança sanitária para que a vida nacional possa prosseguir nas suas múltiplas dimensões”, defendeu.

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País

Morreu Eduardo Salavisa, desenhador e um dos fundadores dos Urban Sketchers

Óbito

em

Foto: YouTube

O desenhador e um dos fundadores dos Urban Sketchers Eduardo Salavisa, 70 anos, morreu no sábado, anunciou o Museu Bordalo Pinheiro, que tem patente uma exposição do artista.

A morte do desenhador foi confirmada pelo Museu Bordalo Pinheiro, através de uma publicação no sábado, na sua conta oficial na rede social Facebook.

“A notícia da morte de Eduardo Salavisa era esperada, mas não é por isso que nos causa menos tristeza, porque nunca estamos preparados para perder amigos”, refere o Museu, onde está patente a sua mais recente exposição, “Um Cadeirão e 96 Retratos”.

Segundo o jornal Público, o desenhador morreu vítima de cancro pancreático.

“Os mais próximos sabiam que a exposição ‘Um Cadeirão e 96 Retratos’ era uma despedida dos seus amigos e como que uma herança para todos os que foram ao museu e quiseram ser por ele desenhados”, salientou o Museu Bordalo Pinheiro.

A exposição, que era para encerrar hoje, vai ser mantida até 15 de novembro, avançou o museu.

Eduardo Salavisa nasceu e viveu em Lisboa, tendo estudado na Escola de Belas Artes, onde se licenciou em Design de Equipamento.

Foi professor no ensino secundário e, a determinada altura, interessou-se pelos diários de viagem, pelo “registo sistemático do quotidiano, pelo seu caráter lúdico e simultaneamente didático”, refere o Museu Bordalo Pinheiro, na nota biográfica publicada no seu ‘site’.

Eduardo Salavisa foi também um dos fundadores dos Urban Sketchers, comunidade de artistas que fazem desenhos do quotidiano e dos locais por onde passam.

“O Eduardo além de ser a maior referência do universo dos diários gráficos e do ‘urbansketching’ em Portugal e uma das grandes referências no mundo, foi um dos fundadores da Associação, e tem sido um elemento estrutural da mesma desde a sua origem, sendo membro integrante de praticamente todas as direções, com exceção da atual”, afirmou a Associação Urban Sketchers, numa publicação no seu blogue.

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País

INATEL disponibiliza de imediato cerca de 250 camas para libertar hospitais

Covid-19

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Foto: Inatel / Divulgação

A Fundação INATEL tem disponíveis de imediato cerca de 250 camas para acolher utentes não covid, que tiveram alta dos hospitais mas que não têm para onde ir, criando assim mais vagas de internamento.

O presidente da Fundação INATEL (Instituto Nacional para o Aproveitamento dos Tempos Livres), Francisco Madelino, revelou hoje à Lusa que esta semana uma das unidades hoteleiras vai receber “24 a 25 pessoas”, que “serão acompanhadas por equipas de apoio que vão estar nas instalações em permanência 24 horas”.

“Estamos a marcar o hotel da Feira e temos em reserva instalações em Entre-os-Rios e Oeiras, para este período que vai ser conturbado. Nestas três instalações, a INATEL tem disponível num curtíssimo prazo, cerca de 250 camas, lembrando que também é preciso garantir quartos para as equipas”, sublinhou Francisco Madelino.

Segundo explicou, só na região Norte “são mais de 100 camas que vão ser libertadas e essas pessoas vão já nesta primeira fase para as instalações da INATEL na Feira”, numa intervenção em articulação com a Segurança Social.

“A fundação tem tido um papel permanente, estando ao serviço no apoio a pessoas idosas em lares de terceira idade que não tenham covid e ao pessoal de saúde. Com o facto da pandemia ter subido muito é determinante para os hospitais libertarem camas de pessoas que tiveram alta e reforçar a capacidade de resposta do sistema de saúde”, afirmou.

Segundo Francisco Madelino, muitos destes utentes “são idosos, mas podem não ser”.

“São pessoas que não têm uma família de acolhimento nem sítio para onde ir. Esta é uma intervenção articulada com a Segurança Social, que articula com a Administração [Regional] de Saúde as equipas que são necessárias”, precisou.

O presidente revelou ainda que a Fundação Inatel possui 17 unidades hoteleiras, que estão disponíveis para dar resposta, “se for necessário neste período de inverno”, e que têm “uma capacidade total de aproximadamente mil camas”.

“Temos estado a colaborar no apoio de retaguarda. Por exemplo, as pessoas que estiveram em quarentena nas Flores fizeram-no em hotéis da INATEL. Em Manteigas, tivemos estudantes de Medicina, que estiveram no lar de Reguengos [Monsaraz], a fazer quarentena”, exemplificou, sublinhando a disponibilidade para responder às necessidades do país, se a fundação for chamada, no âmbito do diploma publicado pelo Governo que prevê a requisição de recursos, meios e estabelecimentos de prestação de cuidados de saúde integrados nos setores privado, social e cooperativo.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e 250 mil mortos em mais de 49,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.896 pessoas dos 179.324 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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