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GNR deteve 26 pessoas e registou 34 acidentes nas últimas 12 horas

GNR

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Foto: DR

A GNR deteve 26 pessoas nas últimas 12 horas, a maioria por condução sob o efeito do álcool, detetou 389 infrações ao código da estrada e registou 34 acidentes, foi hoje divulgado.


Em comunicado a GNR refere que dos 26 detidos, 16 estavam a conduzir sob o efeito do álcool, sete não tinham habilitação legal e um foi apanhado com droga.

Os militares apreenderam ainda 18 doses de haxixe.

Na área do trânsito foram detetadas 389 infrações, das quais 139 por excesso de velocidade, 40 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei, 29 por falta de inspeção periódica obrigatória, seis por falta de seguro de responsabilidade civil obrigatório outras seis por infrações relacionadas com tacógrafos e duas por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças.

Os 34 acidentes provocaram três feridos graves e 14 feridos ligeiros.

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Rui Rio acusa Governo de falhar na preparação da segunda vaga

Covid-19

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foto: DR / Arquivo

O presidente do PSD, Rui Rio, acusou hoje o Governo de falhar na preparação da resposta à segunda vaga da pandemia da covid-19, alertando que a economia pode voltar a parar mesmo sem decisão política.

“Há uma notória falha do Governo na preparação relativamente a essa segunda vaga. Ou seja, durante julho, agosto e setembro, o período em que se devia ter feito essa preparação. O Serviço Nacional de Saúde (SNS) está à beira de esgotar a capacidade face à covid e está claramente a falhar na resposta a todas as outras patologias não covid”, afirmou, no encerramento das jornadas parlamentares do PSD em que anunciou o voto contra do partido no Orçamento do Estado para 2021.

Rui Rio disse ter “autoridade moral” para criticar, depois de na primeira vaga o PSD ter “desculpado praticamente tudo o que o Governo fez” e até ter “colaborado” com o executivo.

“Nessa altura, se estivesse no lugar de António Costa, não sei se fazia melhor ou pior, porque o conhecimento que tínhamos não era nenhum. Agora uma coisa era o desconhecimento que todos tínhamos em março ou abril, outra é o que já tínhamos em julho relativamente à possibilidade de uma segunda vaga, com o ‘know how’ que adquirimos todos”, contrapôs.

Rio defendeu que, se o PSD não pode exigir “a perfeição” neste domínio, considera que “é possível ser mais acutilante, programar melhor as coisas e ter o SNS em melhores condições”.

O presidente do PSD alertou ainda que, se o nível das infeções em Portugal continuar a crescer de forma geométrica, o país pode vir a ter “uma economia a parar outra vez”.

“Não porque haja uma decisão política como em março, mas porque as próprias circunstâncias nos poderão para aí empurrar”, disse, alertando que poderão existir vários milhares de infetados e outros tantos em quarentena, todos sem poderem trabalhar “por um longo período”.

“Não estão a trabalhar e não estão a consumir. Podemos assistir a empresas numa dificuldade próxima do encerramento, sem que haja decisão política de encerramento que, na minha opinião, dificilmente poderá ser tomada”, disse.

Ao mesmo tempo, avisou, os hospitais poderão estar na “situação difícil de decidir quem pode ser tratado no imediato e quem tem de esperar”.

Rio justificou hoje o voto contra do PSD por ser “o único voto coerente” com a apreciação que os sociais-democratas fazem do documento, mas também por considerar que nem sequer uma abstenção poderia evitar uma crise política, depois de o primeiro-ministro ter dito que o seu Governo terminaria no momento em que precisasse do PSD para o aprovar.

“Se o voto do PSD não serve nem para evitar uma crise política, o PSD então só pode votar contra, porque esse é que é o único voto coerente com aquilo que devemos fazer”, defendeu, considerando que o partido está livre para “votar contra um orçamento que se esforça por agradar ideologicamente ao PCP e BE, esquece o futuro e não visa a recuperação económica de Portugal”.

Portugal contabiliza pelo menos 2.229 mortos associados à covid-19 em 106.271 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

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Bastonária dos enfermeiros critica falta de operacionalização do plano de inverno

Ana Rita Cavaco

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Foto: DR

A bastonária dos enfermeiros criticou hoje a falta de operacionalização do plano outono-inverno de combate à pandemia, a aplicação de “medidas avulsas” e a ausência de outras que estão “a interferir” na prestação de cuidados de saúde.

“Não faz sentido não haver uma estratégia, o plano outono-inverno é efetivamente muito bom no papel, mas neste momento falta a operacionalização. Nós tivemos oito meses para preparar todas estas medidas, tudo aquilo que está a acontecer agora no dia-a-dia, nomeadamente os centros de saúde estarem sem vacinas quando começou a época de vacinação contra a gripe”, disse hoje a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco.

A bastonária falava à saída de uma audiência com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém, que decorreu ao início da tarde de hoje.

“A questão da operacionalização está aqui e noutras medidas que não se tomam e que estão a interferir naquilo que é o nosso dia a dia de prestação de cuidados de saúde”, disse.

Ana Rita Cavaco, que defendeu que “o país tem tratado mal os enfermeiros”, criticou também a “ausência de estratégia” para estes profissionais, “que estão absolutamente cansados, desmotivados, um bocadinho fartos de promessas vãs”.

A bastonária disse que “não é possível pedir tudo aos enfermeiros e não dar nada em troca”.

“Olhamos para o Orçamento do Estado e não vemos lá nenhum acréscimo, nenhum dinheiro para atribuir a estes profissionais”, disse a bastonária, criticando a criação de um subsídio de risco para profissionais de saúde na linha da frente ao combate à pandemia, questionando o que pode ser considerado “linha da frente” em prestação de cuidados de saúde, afirmando que dentro da expressão cabem todos os que “estão a aguentar o serviço, covid e não-covid”.

Para a bastonária há “uma série de questões a corrigir” em relação aos enfermeiros, como a idade da reforma, progressão e descongelamento na carreira e salários, frisando, mais uma vez, que a generalidade destes profissionais ganha cerca de 900 euros líquidos por mês.

Sobre os cerca de 20 mil profissionais emigrados, a bastonária referiu que apenas com condições atrativas, que não passam por contratos de quatro meses no âmbito do combate à pandemia, mas sim por contratos sem termo, estes enfermeiros podem ponderar um regresso, acrescentando que serão profissionais necessários para responder à recuperação de milhares de cirurgias e consultas adiadas nos últimos meses.

Voltou também a referir que existem mais de 400 profissionais desempregados que podiam substituir enfermeiros especialistas em saúde pública colocados noutros serviços e que podiam estar adstritos a equipas de saúde pública no rastreio de contactos de infetados com covid-19.

Na audiência com o Presidente da República foi ainda abordada a presença de enfermeiros nos lares, tendo Ana Rita Cavaco referido que já foi pedido pela Ordem dos Enfermeiros à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, a revisão da portaria para permitir uma exigência de mais enfermeiros nos lares.

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PS considera que Governo já respondeu às principais exigências do Bloco de Esquerda

Orçamento do Estado para 2021

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António Costa. Foto: Twitter / António Costa / Arquivo

O PS considera que o Governo já respondeu de forma positiva às principais exigências feitas pelo Bloco de Esquerda nas esferas financeira, social e laboral para viabilizar a proposta de Orçamento do Estado para 2021.

Esta posição dos socialistas sobre as negociações em torno da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021 foi hoje transmitida através das contas oficiais deste partido no Instagram e Facebook.

No que respeita à reivindicação apresentada pelo Bloco de Esquerda no sentido de que não exista em 2021 uma nova injeção de dinheiros públicos no Novo Banco, o PS defende que tomou a iniciativa de propor uma auditoria pública em relação à gestão deste banco e, por outro lado, que o Orçamento do Estado para o próximo ano prevê “zero cêntimos” em termos de transferências financeiras.

Em relação à exigência dos bloquistas de ser reforçado o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os socialistas contrapõem que o Governo assegura a contratação de mais 4200 profissionais em termos líquidos para o SNS, assim como a contratação de mais 260 profissionais para o INEM.

Em outra das “linhas vermelhas” colocadas pelo Bloco de Esquerda, em que se procura “travar a vaga de despedimentos”, o PS entende que o Orçamento contém um conjunto de medidas dissuasoras: Grandes empresas com lucros perdem incentivos fiscais se não mantiverem o nível de emprego; e “o apoio à retoma progressiva” e o acesso a linhas de crédito “implicam a manutenção dos postos de trabalho”.

Em matéria de combate à pobreza e de apoio às vítimas da atual crise económica e social, o PS considera que respondeu positivamente às reivindicações do Bloco de Esquerda com a adoção do novo apoio social, “tendo como referência o limiar de pobreza, 501 euros”.

Ainda no plano social, os socialistas apontam medidas como “o aumento do valor mínimo do subsídio de desemprego” para um montante “acima do limiar da pobreza”, a existência de um “complemento ao subsídio social de desemprego” e a prorrogação no próximo ano do apoio aos trabalhadores informais.

Fonte do executivo disse hoje à agência Lusa que o Governo, para desbloquear as negociações do Orçamento, propôs ao Bloco de Esquerda um alargamento do acesso à nova prestação social e um calendário detalhado para a contratação de mais 4200 profissionais de saúde.

Estas duas propostas foram apresentadas pelo Governo ao BE numa reunião que terminou hoje de madrugada, por volta das 02:30, e que se destinou a procurar um acordo para a viabilização da proposta de Orçamento para 2021, cuja votação na generalidade está marcada para o próximo dia 28, na Assembleia da República.

“Na reunião de trabalho com o Bloco de Esquerda, o Governo avançou com a proposta para garantir que quem perder o subsídio de desemprego tem acesso à nova prestação social independentemente da condição de recursos. O Governo apresentou também um calendário de contratação de mais 4200 profissionais de saúde”, disse à agência Lusa fonte do executivo socialista.

Com estas duas propostas, o Governo pretendeu responder a duas das exigências feitas pelo Bloco de Esquerda para viabilizar a proposta de Orçamento.

Em declarações à agência Lusa, hoje, o líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, disse que, nesta reunião, “o Governo considerou não haver possibilidade de aproximação e por isso não apresentar qualquer proposta nem dar abertura para quaisquer posições intermédias em matéria do sistema financeiro, Novo Banco em particular, e em matéria das questões laborais”.

Fonte do Governo justificou à agência Lusa que, relativamente ao Novo Banco e à legislação laboral, o executivo entendeu que já tinha feito “vários avanços nessas matérias” anteriormente neste processo negocial.

“O Governo introduziu uma norma na proposta de Orçamento do Estado em que as grandes empresas com lucro e com benefícios fiscais não podem despedir. Será consagrada uma moratória de dois anos para impedir a caducidade das convenções coletivas”, disse.

Relativamente ao Novo Banco, o Governo tem insistido que, no âmbito do Orçamento, “não será transferido qualquer montante do Estado para o Fundo de Resolução” e argumenta que não pode aceitar uma solução que coloque em causa a segurança do sistema financeiro.

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