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Viana do Castelo

GNR apreende em Viana do Castelo mais de três toneladas de tintureira

UCC

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Foto: Divulgação / GNR

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR anunciou a apreensão, hoje, em Viana do Castelo, de 3.213 quilogramas de tintureira, com o valor estimado de 6.426 euros, e a identificação do mestre da embarcação por pesca sem licença.


Em comunicado enviado à imprensa, a GNR explicou ter-se tratado de uma operação conjunta da Unidade de Controlo Costeiro (UCC), através do Destacamento de Controlo Costeiro (DCC) de Matosinhos, e a Direção-Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“Informações da DGRM, permitiram verificar que havia fortes indícios da prática de contraordenação por parte de um navio de pesca, por captura de tintureira sem estar licenciada para tal, em virtude de se encontrarem suspensas as autorizações de pesca da mesma embarcação pela DGRM, constituindo infração punível com coima máxima de 37.500 euros”, especifica a nota.

A tintureira, Prionace glauca, ou tubarão-azul, é uma espécie que habita em zonas profundas dos oceanos, em águas temperadas e tropicais.

O pescado hoje apreendido foi posteriormente vendido em lota.

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Viana do Castelo

Empresa de Viana do Castelo cria champô sólido amigo do ambiente

Shaeco

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Foto: Divulgação / Shaeco

A Shaeco, empresa de Viana do Castelo, criou o champô “One & Done”, um produto amigo do ambiente, vegan e cruelty free.

Cada barra de champô “One & Done”, com 115 gramas, equivale, segundo a empresa, praticamente a três champôs “normais” de 250 mililitros. “Isto porque, no fundo, quando compramos champô líquido estamos a adquirir, essencialmente, água com um agente de limpeza”, aponta a Shaeco.

“No desenvolvimento do nosso champô sólido, vegan e cruelty-free, que durou cerca de um ano, procurámos um produto de qualidade premium com um desempenho equivalente – ou melhor – que os champôs ‘tradicionais’, tanto em termos de espuma, como aroma e propriedades de limpeza’, enfatiza Vera Maia, uma das mentoras da marca.

A Shaeco tem conseguido incrementar as vendas a uma taxa mensal de 30% – número relevante num mercado reconhecidamente de nicho, e que tem a internacionalização na estratégia.

Cerca de 20% da produção da marca segue já para exportação e a tendência é de maior crescimento nessa variável, nos próximos meses.

Mas o futuro imediato será marcado por mais novidades, visto que a Shaeco tem em desenvolvimento um condicionador sólido, um sabonete de rosto e de corpo. Igualmente dentro do conceito eco-friendly.

Transporte mais amigo do ambiente

Na sua estratégia de internacionalização, a Shaeco aderiu a uma solução de expedição ambientalmente mais responsável, com o objetivo de reduzir a sua pegada de carbono, também na cadeia logística e de transporte.

“Há preocupações – graúdas – que ganham outra dimensão quando as traduzimos por miúdos. E é por isso que, de há seis meses a esta parte, depois da sua estreia no mercado de cosmética português, a Shaeco se habituou a sublinhar que um camião de transporte cheio com o seu champô sólido One & Done é equivalente a cerca de 10 a 15 camiões carregados com embalagens de champô líquido”, realça a empresa de Viana do Castelo.

A Shaeco aderiu à solução DHL GoGreen, que minimiza e/ou evita emissões de gases poluentes relacionadas com logística, desperdício e outros impactos ambientais em toda a cadeia de fornecimento.

Assim, “as rotas terrestres deste champô ecológico deixam pegadas verdes até chegar às casas dos seus clientes”, nos mercados externos onde a marca já atua e, também, naqueles que vão cruzar a sua estratégia de internacionalização (França, EUA, Espanha, Reino Unido, Suécia, Alemanha e Emirados Árabes Unidos, entre outros).

A Shaeco é uma insígnia livre de plásticos, e que usa embalagens minimalistas 100% recicladas e recicláveis (com tintas de base vegetal) e ingredientes naturais na produção (como o óleo de argão e o extrato de coco), pretendendo, assim, poupar mais agressões ao planeta. Pelo simples facto de o champô sólido conter, em média, menos 70% de água na sua produção.

Como é compacto, permite também reduzir o impacto do transporte. Daí um consumo diminuído no combustível, na borracha dos pneus, no alcatrão da estrada e, sobretudo, na neutralização de emissão de gases poluentes (como o dióxido de carbono) que provocam o efeito estufa na atmosfera, nota a empresa.

Foi, aliás, essa a razão pela qual a multinacional da logística DHL (que opera em mais de 220 países e emite cerca de 30 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano) lançou o programa GoGreen – um compromisso pela sustentabilidade ambiental, que tem no horizonte a meta de zero emissões em 2050.

“A Shaeco nasceu com um grande compromisso pela sustentabilidade. E fez todo o sentido estendermos esse trilho à nossa cadeia logística mais longa, a da exportação. Daí termos aderido a uma solução de expedição mais ecológica”, explica Vera Maia.

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Viana do Castelo

Ex-candidato à liderança, Carlos Meira, abandona CDS sem conseguir “limpar” o partido

Antigo líder da concelhia de Viana do Castelo

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Foto: DR

O ex-candidato à liderança da comissão política nacional do CDS, Carlos Meira, de Viana do Castelo, anunciou esta terça-feira a desfiliação do partido, assumindo que irá afastar-se da política partidária.

Ao fim de quase 20 anos com ligação ao partido, o ex-presidente do CDS de Viana e antigo candidato à Câmara tinha proposto “limpar” o partido com “baldes de lixívia” durante o debate ocorrido a 09 de janeiro deste ano na sede nacional do partido de centro-direita.

Eleições no CDS: Carlos Meira quer “baldes de lixívia” para “limpar” o partido

Carlos Meira realça a bagagem de “enorme e profunda aprendizagem” que acarreta consigo após duas décadas de atividade partidária, mas lamenta ter sido no CDS que conheceu “o pior da sociedade” e da “natureza humana”.

“Numa época em que qualquer um escreve livros, eu não vou escrever um livro, mas quem sabe se um dia não abrirei o livro”, escreveu na sua conta pessoal de Facebook.

Crítico da liderança de Assunção Cristas, Carlos Meira usou dois minutos e meio, nesse debate, para dizer que lhe apeteceu comprar “baldes lixívia” para limpar a sede do partido e desafiou João Almeida, na altura integrante da comissão executiva em funções, a dizer o que pensa de existirem funcionários do partido alegadamente sem receber salários.

E prometeu, num discurso exaltado, que só saía dali depois de ouvir a resposta de João Almeida, o que motivou protestos entre alguns militantes presentes.

Em março de 2018, durante o Congresso Nacional, lançou duras críticas a Assunção Cristas e falou de Viana do Castelo. “Há uma coisa que os nossos deputados e dirigentes nacionais têm de perceber. O partido não é deles, é nosso, das bases, e as pessoas hoje têm medo de dizer o que se passa nas concelhias e distritais”.

Carlos Meira criticava o facto de Assunção Cristas não ter visitado mais vezes Viana do Castelo ou o Alto Minho, puxando dos galões do avô, o famalicense Joaquim Nunes de Oliveira, que foi deputado a União Nacional. Na altura pediu “mais respeito” pelo distrito de Viana e assegurou que iria “lutar sempre” pelo distrito.

Mas, cerca de nove meses depois de ter sido derrotado nas urnas por Francisco Rodrigues dos Santos, o vianense achou por bem desfiliar-se dos centristas, prometendo, no entanto, continua a lutar pelo concelho e pelo distrito, através da participação cívica.

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Viana do Castelo

Câmara dá apoio excecional a 19 clubes desportivos de Viana

Covid-19

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo vai atribuir, durante quatro meses, um apoio “excecional” de 250 euros por jogo a 19 clubes desportivos presentes em campeonatos nacionais ou regionais, para “compensar” a redução das receitas de bilheteira.

A medida, incluída no programa “Ativar o Desporto” e hoje apresentada em conferência de imprensa, vai vigorar entre setembro e dezembro, num valor global superior a 75 mil euros, abrangendo 11 equipas de futebol, três de voleibol, duas de hóquei em patins, uma de basquetebol e uma de andebol.

“Não podendo o município substituir-se ao público em falta, decidimos atribuir uma verba que, de certa maneira, possibilite a organização dos jogos, que assuma em parte o pagamento pelo clube da arbitragem e segurança”, afirmou hoje o vereador do Desporto da Câmara de Viana do Castelo, Vítor Lemos.

O responsável explicou que, “numa primeira fase, a medida vigorará entre setembro e dezembro”, mas poderá ser prolongada se continuar a ser proibida a presença de público nos estádios e pavilhões desportivos, devido à pandemia de covid-19.

“Se não houver mudança de regras estamos a falar de um apoio que ultrapassará os 75 mil euros. Admitimos, se não houver essa mudança, é uma medida que vai prolongar-se para além de dezembro”, afirmou.

O apoio “durará enquanto não for revista a legislação em vigor que impede a entrada de público e é válido até 31 de dezembro de 2020, sendo que as associações e os clubes devem apresentar o calendário de jogos oficiais e são apoiados nos jogos em casa, após a realização dos mesmos”.

“Quando for possível bilheteira, esta medida cai. Mas não sabemos quando e se isso virá a acontecer”, especificou.

Vítor Lemos realçou que o município “tem consciência” que “não consegue substituir-se às receitas perdidas por falta de público”, e referiu que o objetivo do apoio agora anunciado é o de “criar condições para que os clubes possam, de forma mais tranquila, organizar os seus jogos”.

“Não será por falta de verba para pagar a arbitragem e a segurança que os clubes vão deixar de competir. Este apoio é um incentivo, um empurrão para que os clubes não desistam, não desanimem e não deixem de estar presentes no desenvolvimento da atividade desportiva porque a pandemia não nos pode vencer. Temos de cumprir as regras, temos de estar conscientes do problema de saúde pública com que nos confrontamos, mas não temos de matar o desporto”, reforçou.

Questionados pelos jornalistas, os representantes dos clubes que marcaram presença na apresentação daquela medida, designada “Ativar o Desporto”, apontaram os valores que gastam, em média, por jogo, com as equipas de arbitragem e segurança.

Paulo Alves, presidente do Voleibol Clube de Viana (VCV), que disputa o campeonato nacional da primeira divisão, indicou um valor de 300 euros para pagar aos árbitros, sendo que nesta fase, por não ser permitida a presença de público, não é contratado o serviço da PSP local para garantir a segurança.

Rui Natário, presidente da Juventude de Viana, que milita na primeira divisão nacional de hóquei em patins, disse que o montante gasto, por jogo, ronda os 1.100 euros, valor que sobe substancialmente se o nível de risco da partida for considerado elevado.

Já o Sport Clube Vianense, que este ano subiu ao Campeonato de Portugal, segundo informação que a Lusa recolheu junto vice-presidente do clube, Miguel Passos Silva, “o valor pago pelas taxas de arbitragem, de policiamento e segurança privada ronda os mil euros”.

No encontro com os jornalistas o presidente da Câmara, José Maria Costa, destacou que este programa é “um sinal de solidariedade que o município está a dar às associações e clubes”.

“Este é um tempo diferente, é um tempo em que todos somos convocados a procurar soluções para reativar a economia, a cultura e o desporto”, sublinhou o autarca socialista.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 1.963 em Portugal.

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