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Viana do Castelo

Girassóis estão de volta junto ao mar em Viana (e com mais um hectare)

Agricultura

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Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Estão de volta aos girassóis à veiga de Carreço, em Viana do Castelo, atraindo visitantes que procuram o registo fotográfico junto às emblemáticas flores que vão servir para alimentar as cerca de 200 vacas que o produtor Miguel Lemos possui na Quinta da Pegadinha, em Chorente, concelho de Barcelos.

O primeiro hectare de girassol em Carreço, Viana do Castelo, surgiu em 2019, e o seu avanço não mais foi travado. Depois da experiência de cerca de cinco hectares em 2021, este ano Miguel Lemos decidiu plantar mais um hectare, desta vez junto à Praia da Arda, em Afife, conforme contou o próprio a O MINHO.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO 

Este ano, é esperada a recolha de cerca de 250 toneladas de semente de girassol, que servirá a parceria exclusiva que o agricultor tem com a empresa Lacticínios das Marinhas, em Esposende. O produtor recorda que o leite originado pelas vacas alimentadas com girassol tem outras particularidades que tornam os derivados queijo e a manteiga com um sabor diferente, bastante apreciado no mercado gourmet.

Miguel conta que as visitas já se notam nos campos do Carreço, mas em Afife ainda não, pois as plantas, que foram semanas tardiamente por opção própria, ainda não estão em flor: “Só lá para meados de agosto, mas ainda não posso adiantar muito bem a data”.

De resto, e à semelhança do ano passado, continuam as visitas aos campos de Carreço a partir do restaurante Areia, mesmo ao lado da plantação. “Creio que é um restaurante que se adequa a este tipo de marketing, uma vez que também está na linha do mar, como os girassóis”, explicou Miguel Lemos, dando conta dos planos para esta ação turística.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

Este fim de semana já partem os primeiros grupos de 20 pessoas para uma visita guiada pelos campos. Mas qualquer pessoa pode visitar o espaço a título individual ou em pequenos grupos.

Miguel recorda, no entanto, o apelo já deixado no ano transacto: “Podem ir até aos girassóis, e até podem arrancar a planta para levar para casa, só peço é que não a cortem, como já vi fazer. Põe num saquinho e pode plantar em casa”.

Com a produção de óleo de girassol em voga, por causa da Guerra na Ucrânia, Miguel não pensou em ‘virar o disco’ pelo momento, até porque considera que investir diretamente sementes de girassol no ramo da alimentação é deitar dinheiro fora: “Pagam muito pouco por isso. Prefiro transformar em alimento para o gado que depois vai dar um leite único”.

Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO

As plantas são colhidas entre agosto e setembro para fazer o queijo, que passa 30 dias a fermentar. O artigo é lançado em outubro. “É ciclo de um ano, e tentamos fazer isto todos os anos”, revela.

Em 2020, os girassóis foram semeados num terreno em Chorente, no concelho de Barcelos, por não existir disponibilidade da dona dos terrenos em Carreço. Mas entretanto, em 2020, regressaram ao “sítio ideal”, segundo Miguel.

“Prefiro que a plantação esteja à beira do mar porque não precisa de ser regada, uma vez que o girassol tem capacidade de ir buscar água até um metro de profundidade”, desvenda, considerando também que a vaca gosta mais da planta criada à beira-mar.

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