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General iraniano morto pelos EUA no Iraque

Rússia e outros países alertam para as consequências

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Foto: Twitter

A Rússia, França e China alertaram hoje para as consequências do assassínio em Bagdad do general iraniano Qassem Soleimani, num ataque norte-americano considerado pelos russos como “perigoso” e que pode levar ao “aumento das tensões na região”.

“O assassínio de Soleimani (…) é um passo arriscado que levará ao aumento das tensões na região”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, citado pelas agências RIA Novosti e TASS.

“Soleimani serviu fielmente os interesses do Irão. Oferecemos as nossas sinceras condolências ao povo iraniano”, acrescentou o Ministério.

A França pediu “estabilidade” no Médio Oriente, após a morte do general, através da secretária de Estado para Assuntos Europeu, Amélie de Montchalin.

“Estamos a acordar num mundo mais perigoso. A escalada militar é sempre perigosa”, disse Amélie de Montchalin à rádio RTL.

“Quando essas operações ocorrem, podemos ver claramente que a escalada está em andamento, quando queremos estabilidade e um decréscimo (da escalada) acima de tudo”, acrescentou a secretária de Estado francesa.

Por seu lado, a China mostrou hoje “preocupação” e pediu “calma” depois da morte do general Qassem Soleimani.

“Pedimos a todas as partes envolvidas, especialmente aos Estados Unidos, que mantenham a calma e contenção para evitar nova escalada da tensão”, disse o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang, aos jornalistas.

“A China há muito tempo que se opõe ao uso da força nas relações internacionais”, disse Geng Shuang, pedindo “respeito” pela soberania e integridade territorial do Iraque.

A Guarda Revolucionária confirmou a morte do general Qassem Soleimani, na sequência de um ataque aéreo, na manhã de hoje, contra o aeroporto de Bagdad, que também visou o ‘número dois’ da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi].

O Presidente dos Estados Unidos ordenou a morte do comandante da força de elite iraniana Al-Quds, general Qassem Soleimani, anunciou o Pentágono num comunicado.

Na nota, o Pentágono disse que Soleimani estava “ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviço norte-americanos no Iraque e em toda a região”.

O líder supremo do Irão, Ali Khamenei, prometeu hoje vingar a morte do general iraniano Qassem Soleimani e declarou três dias de luto nacional.

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Mundo

Avião da Air Canada aterra de emergência em Madrid

Aterragem foi realizada sem incidentes

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Foto: DR

Um avião da Air Canada efetuou, esta segunda-feira, uma aterragem de emergência no Aeroporto de Madrid após várias peças do trem de aterragem se terem soltado e atingido o motor esquerdo.

O aparelho fez algumas voltas para despejar combustível antes da aterragem, que ocorreu, sem incidentes, cerca das 18:10 desta segunda-feira.

Várias dezenas de veículos de apoio e ambulâncias acompanharam a aterragem do Boeing 767.

(em atualização) 

 

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Mundo

Brexit: Europa insta Reino Unido a dizer que acesso quer ter ao mercado único

Mercado europeu “é o maior do mundo”, indicou Von der Leyen

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Foto: DR / Arquivo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, instou, este domingo, o Reino Unido a comunicar que tipo de acesso quer ter ao mercado da União Europeia (UE) no futuro, quando ficar consumada a sua saída.

“Cabe aos nossos parceiros britânicos dizer que acesso querem ao mercado europeu, que é o maior do mundo”, indicou Von der Leyen numa declaração à imprensa após reunir-se com o chanceler austríaco, Sebastian Kurz.

A presidente da Comissão referiu-se assim à futura relação entre a União Europeia e o Reino Unido, que têm de negociar antes do final do ano, uma vez concretizado o Brexit a 31 de janeiro próximo.

“A partir de 01 de fevereiro seremos velhos amigos, mas teremos de encontrar novas formas e enfoques para o futuro”, assinalou a política alemã, acrescentando que “a questão de quão próximos ou distantes vamos estar do mercado interno, é algo que ainda teremos que discutir e afinar”.

De acordo com a presidente da Comissão Europeia, “quanto mais próximo o Reino Unido ficar, e mais próximo das regras da UE em relação ao mercado interior, melhor será para eles, para o seu acesso, e vice-versa”.

A partir de 01 de fevereiro, e durante 11 meses, o Reino Unido irá manter-se integrado nas estruturas comunitárias e irá cumprir as normas da União Europeia.

Passado esse período de transição, deverá entrar em vigor um novo tratado bilateral entre Londres e Bruxelas a fim de evitar um cenário semelhante ao de um Brexit sem acordo.

Von der Leyen já advertiu que é “impossível” negociar um tratado comercial completo durante esse período de tempo, mas o primeiro ministro britânico, Boris Johnson, sublinhou que não tem intenção de pedir nenhum adiamento.

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Dois barcos com 237 migrantes a bordo esperam porto para desembarcar

Resgate

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Migrantes no Mediterrâneo. Foto: SIC

O barco da ONG espanhola Open Arms e o da alemã Sea Watch estão há dois dias à espera de um porto para desembarcar depois de terem resgatado respetivamente 118 e 119 migrantes no Mediterrâneo central.

“A humanidade não está perdida, a sociedade civil está aqui no meio do mar, no meio de nada, faltará saber se também estão as administrações”, afirmou, este domingo, nas redes sociais o fundador do Open Arms, Oscar Camps, que se encontra a bordo, depois de ter resgatado 118 migrantes em duas operações.

O segundo resgate da Open Arms ocorreu em 10 de janeiro, quando foram encontradas 74 pessoas numa embarcação em “estado de pânico total”, incluindo mulheres grávidas e bebés.

No momento do resgate, dois migrantes lançaram-se à água, mas foram apanhados, enquanto o barco da Open Arms era vigiado de perto por uma patrulha líbia “numa atitude ameaçadora”, explicaram.

Previamente, a Open Arms tinha resgatado outros 44 migrantes no Mediterrâneo central quando viajavam numa pequena embarcação de madeira e estavam em estado de hipotermia.

Os 119 migrantes resgatados pelo barco da Sea Watch, o Sea Watch 3, em 09 de janeiro também estão à espera de uma solução.

O Sea Watch 3 denunciou que uma das embarcações, que assistiu, viu passar dois barcos que não os ajudaram, bem como uma lancha da Guarda Costeira maltesa que navegava na zona.

As ONG sublinham nas redes sociais as duras condições em que se encontram os migrantes que têm de dormir ao ar livre apesar do frio e da chuva das últimas horas.

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