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Viana do Castelo

Viana: Falhou morte com tiro e enviou duas balas por carta

Garagista de Alvarães começou a ser julgado no Tribunal de Viana

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Tribunal de Viana do Castelo. Foto: DR

O Tribunal de Viana do Castelo começou, na terça-feira, a julgar o garagista de Alvarães, acusado de um crime de homicídio qualificado, na forma tentada, um crime de ameaça agravada e um crime de posse ilegal de armas.

O caso remonta a março de 2015 quando José Nuno Duarte disparou com uma pistola sobre José Manuel Martins, conhecido pela alcunha de “Figo”. Depois de vê-lo passar em frente à garagem de motas, o garagista seguiu-o com uma scooter e disparou a 6,35. “Figo” ficou inanimado e o atirador fugiu e desapareceu.

A vítima sobreviveu e durante o período de convalescença recebeu uma carta ameaçadora e com duas balas. José Nuno Duarte, de 58 anos, acabou detido dois anos depois dos alegados crimes pela PJ de Braga. Na sua posse tinha sete armas de fogo e centenas de munições de diferentes calibres.

Segundo o “Correio da Manhã”, o Ministério Público refere que o garagista disparou sobre a “vítima, a curta distância “ com o propósito de lhe tirar a vida” e “com total indiferença pela vida de ‘Figo’”, “sem qualquer motivo atendível” e nem as pequenas quantias de dinheiro que lhe pedia justificaram tal ato.

Na carta enviada à vítima, quatro meses depois do disparo, José Nuno Duarte lamentava as tentativas que “falhamos estupidamente” e ameaçava com um “desta vez estouro os miolos, com arma silenciosa”.

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Viana do Castelo

Eleições: PSD acusa Governo de “negligenciar” Alto Minho

Jorge Mendes diz que “pode vir aí um diabinho” se o Governo permanecer “virado à Esquerda”

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Foto: Divulgação

O cabeça de lista do PSD pelo distrito de Viana do Castelo, Jorge Mendes, considera que o Governo “adiou o desenvolvimento do distrito quatro anos”. O candidato social-democrata, que falava à margem da apresentação oficial da lista do PSD, garantiu que “depois de dez dias de pré-campanha em que passamos em todos os concelhos podemos constatar que, na maior parte das áreas de intervenção do Governo, passado quatro anos de geringonça, o Alto Minho continua adiado”.

“Constatamos que, em relação aos serviços do estado e às políticas do Governo, a prática é de exigências máximas e apoios mínimos, quer na área social/IPSS, Bombeiros Voluntários, Câmaras Municipais, serviços públicos de saúde, etc. Em relação aos investimentos públicos estruturantes, assistimos a muita conversa, muitas promessas, para as estradas nacionais, obras públicas, serviços públicos descentralizados, mas continuam promessas. Promessas e mais promessas e ,como diz o poeta as palavras leva-as o vento”, enumerou o cabeça de lista.

Jorge Mendes deu mesmo o exemplo de “uma das bandeiras mais apelativas” do Governo: “Era a questão da ligação da A3 a Paredes de Coura e continua ainda no papel”.

O porto de mar de Viana do Castelo é outro exemplo apontado por Jorge Mendes, dando o exemplo da infraestrutura para considerar Viana “uma grande região exportadora” mas com “um porto que não dá resposta as necessidades das empresas e desespera os nossos empresários”. A ferrovia também está na lista de exemplos: “Temos metade da linha eletrificada mas os comboios continuam a diesel, não são elétricos”, salienta.

O cabeça de lista do PSD confessou ainda sentir “alguma angústia das populações, quando começamos a ouvir ecos do que pode vir a acontecer em caso de nova crise”.

“O diabo não chegou mas pode vir um diabinho, e o Governo não fez o trabalho de casa. Não fez a reestruturação e lançamento de políticas estruturais que o país necessita e portanto há uma alternativa que é o PSD, e os seus deputados que vão ser eleitos nas legislativas que têm políticas e projetos concretos para os próximos quatro anos que nós acreditamos irem de encontro aos anseios da região e que vão ser ganhadores no próximo dia 06 de outubro”, vincou.

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Viana do Castelo

Movimentos anti-lítio de Viana também protestaram na baixa de Lisboa

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Foto: Vasco Morais

Cerca de quatro centenas de manifestantes de diferentes movimentos independentes de defesa do ambiente e de proteção do património rural protestaram este sábado em Lisboa, contra a concessão e exploração a céu aberto do lítio em Portugal.

Entre os manifestantes, estavam perto de uma centena de pessoas vindas de vários locais do Minho, como Viana do Castelo, Barcelos, Vizela ou Caminha.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

O MINHO falou com Vasco Morais, responsável pelo movimento Amonde – Lítio Não, de Viana do Castelo, que fez um balanço positivo da participação do Minho neste protesto levado a cabo na capital, que contou ainda com o movimento SOS Serra d’Arga (Viana) e SOS Cávado (Braga)

Vasco conta que, só de Viana do Castelo, deslocaram-se a Lisboa cerca de 70 pessoas, tendo sido um autocarro alugado para o efeito. Apontou ainda representantes do concelho de Vizela, Barcelos ou Ponte de Lima. O responsável vinca a importância desta manifestação para que não se faça “tudo pela calada”.

“Gostei de ver tanta gente unida por esta causa, porque é necessário alertar a população para as intenções do Governo, e se as pessoas não fazem nada, o Governo faz o que quer e, pior, fazem tudo pela calada”, salientou.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Vasco Morais explica que na freguesia de Amonde, em Viana do Castelo, já existiu em tempos uma mina de estanho, e que a população local não vê com bons olhos a reabertura de uma mina nas proximidades.

“As pessoas têm assistido a várias palestras e contactos pelas redes sociais e estão a ficar sensibilizadas com o nosso protesto”, alerta.

Mais de 500 pessoas de todo o país em Lisboa

“Levámos esta questão à Assembleia da República pela voz do deputado José Luís Ferreira, para questionar o ministro [do Ambiente], para saber como é que se assina um contrato sem um estudo de impacte ambiental”, disse à agência Lusa Mariana Silva, candidata do partido Os Verdes pelo Círculo de Lisboa às eleições legislativas de 06 de outubro próximo.

E prosseguiu: “O que está em questão é este tipo de exploração mineira, que nós sabemos que vai ter consequências não só para as populações como para os solos, e como é que se assina um contrato antes de se fazer um estudo de impacte ambiental para avaliar se é ou não possível fazer esta exploração e se é ou não válido para aquelas populações em termos ambientais a exploração em Morgade [concelho de Montalegre]”.

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Foto: Vasco Morais

Os manifestantes, que se juntaram hoje à tarde na Praça do Rossio, na baixa de Lisboa, subiram o Chiado até ao Largo Camões, onde se concentraram numa ação de protesto gritavam “Não à Mina, Sim à Vida!” e “Governo escuta: Sim à água, não ao lítio!”, e empunhavam cartazes em que se lia “Travar o ataque contra a biodiversidade!, “Não à desertificação!”, “ Não ao lítio!”, “Cancro!”.

O rufar de tambores e os gritos ecoaram entre o olhar dos turistas que iam passando pelos manifestantes.

Mariana Silva disse ainda à Lusa que se tratam de “terrenos classificados”, lembrando que, por isso, “há outros projetos e investimentos que podem ser feitos naquela zona”.

Além disso, alertou que a exploração do lítio “irá trazer graves problemas para os solos, para os lençóis de águas e até para as populações que podem desaparecer com a exploração deste minério”.

Foto: Vasco Morais

“’Os Verdes’ não são totalmente contra a exploração de minério. Temos que ver caso a caso. Até porque se nós temos recursos no nosso país eles devem ser explorados com peso e medida e não em nome do lucro de alguns”, sublinhou, adiantando que “se estes terrenos são públicos não podem ser explorados por privados”.

Para Mariana Silva, os recursos naturais “são de todos” e, no caso de Morgade, devido a um processo que “não foi bem esclarecido”, daí “prestar toda solidariedade” às populações e a trabalhar no parlamento para que o Governo “não continue” a fazer este tipo de contratos de exploração.

Já Maria do Carmo Mendes, representante da aldeia de Bargo, na Serra da Argemela, e uma das organizadoras do protesto, disse aos jornalistas que quer que o Governo “os oiça” e olhe para eles.

Foto: Vasco Morais

E avançou: “Até hoje estamos à espera de resposta [por parte do Governo]”.

Depois de ter sido aprovada uma recomendação em plenário da Assembleia da República a pedir ao Governo que “não concedesse a exploração na Serra da Argemela”, alertou a ativista, continuam sem resposta.

Disse também que, consoante a resposta do Governo, vão voltar à rua depois das eleições e “fazer o que for preciso”~, e alertou para “uma certa permeabilidade entre o sistema político e o mundo empresarial” no caso do lítio.

A ativista referiu ainda que vai ser criada uma plataforma conjunta entre todos os movimentos independentes por esta causa depois das eleições legislativas de 06 de outubro.

*Com Lusa

Notícia atualizada às 00h04

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Viana do Castelo

Imóvel de Viana do Castelo reabilitado para hotel de peregrinos de Santiago

Investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros

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Foto: Turismo Porto e Norte

Um imóvel no centro histórico de Viana do Castelo vai ser reabilitado para hotel com oferta dirigida aos peregrinos do Caminho de Santiago pela Costa, num investimento de um promotor local superior a 1,8 milhões de euros.

Em declarações esta sexta-feira à agência Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa, explicou que o projeto da nova unidade hoteleira de quatro estrelas, “com projeto já licenciado”, irá representar uma “oferta única e diferenciadora para os peregrinos do Caminho de Santiago de Compostela, com localização e serviços pensados especificamente para essa procura”

“Já foi aprovado o projeto de licenciamento, sendo que o promotor está a concorrer aos sistemas de incentivos do quadro comunitário Portugal 2020”, especificou.

Em janeiro, o autarca tinha referido que, nos últimos cinco anos, o concelho registou um “crescimento astronómico do número de peregrinos dos Caminhos de Santiago de Compostela, na Galiza, de 1.755%”.

“De 2013 a 2018 temos um crescimento espetacular (…). O Caminho de Santiago é um fator a ter em conta, sendo que esta tendência vai manter-se. A previsão é que, em 2021, iremos ter um recorde com cerca de 300 mil visitantes”, observou.

O novo hotel, a instalar em dois imóveis, na rua da Bandeira, em pleno centro histórico de Viana do Castelo, “terá 28 quartos e será dotado de uma piscina na cobertura e irá ainda oferecer respostas inovadoras para as pessoas que sofrem de asma”.

Na quinta-feira, o executivo municipal aprovou a atribuição de Interesse Municipal ao projeto da HCH – Investimentos Turísticos.

“O projeto de requalificação e refuncionalização de um conjunto edificado para unidade de turismo contribui, de forma objetiva, para a projeção e consolidação do setor turístico de Viana do Castelo, nomeadamente nas temáticas histórica, monumental, urbana, saúde, náutica e religiosa”, sustenta a declaração de Interesse Municipal.

José Maria Costa adiantou que o novo projeto, “além de ir ao encontro da estratégia municipal de reabilitação urbana, requalificando dois edifícios do centro histórico, enquadra-se na política de atração de novas unidades hoteleiras que a autarquia tem vindo a desenvolver para dar resposta às necessidades de alojamento do concelho”.

O autarca socialista referiu ainda estar em “fase de licenciamento a criação de um hotel temático, dedicado à filigrana, com 30 quartos que será criado num antigo restaurante situado na freguesia de Serreleis, junto ao rio Lima”.

Já para o Parque da Cidade, também “em fase final de licenciamento”, está previsto uma unidade hoteleira com 140 quartos, num investimento estimado em 11 milhões de euros do grupo espanhol Meliá Hotels International.

“No total, as três unidades hoteleiras representam um investimento de cerca de 14 milhões de euros e dotação o concelho de perto de 200 camas”, destacou.

Segundo dados hoje fornecidos pela autarquia, “a política de incentivos à reabilitação urbana e de dinamização das Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) em Viana do Castelo permitiu gerar, entre 2014 e 2017, investimentos que ascendem aos 60 milhões de euros”.

O “investimento privado rondou os 40 milhões de euros e, em curso e até 2020, o Município de Viana do Castelo está a investir cerca de 20 milhões de euros”.

A Câmara Municipal “está a investir, até 2020, no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), 20 milhões de euros em trinta diferentes projetos, cuja intervenção será focada nas ARU”.

Financiado pelo Portugal 2020, “este programa visa a qualificação do sistema urbano, intervindo nos setores da mobilidade sustentável, regeneração urbana e comunidades desfavorecidas”.

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