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Braga

Gangue italo/croata julgado por assaltos a residências ficou em silêncio no Tribunal

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Foto: DR

De nada serviu a presença de um tradutor. Os seis elementos um gangue italo-croata que está a ser julgado no Tribunal Judicial de Braga por assaltos a residências em Braga, Oliveira de Azeméis e Famalicão, não prestou declarações ao coletivo de juízes, no início da audiência. Os seis estão em prisão preventiva.


O Tribunal passou, assim, de imediato, à audição das testemunhas, os donos das casas assaltadas e os elementos da PJ/Porto que investigaram e detiveram os arguidos.Falta apenas ouvir um dos inspetores policiais, pelo que, se os
alegados assaltantes se mantiverem em silêncio, o julgamento deve acabar antes do fim do mês e a leitura do acórdão será lida em outubro.

Vieram para assaltar

O Ministério Público concluiu que o grupo se instalou, em 2017, nos arredores de Matosinhos com o exclusivo propósito de fazer os assaltos. A acusação diz que fazem parte de uma organização internacional para crimes contra o património. A PJ apanhou-os ao terceiro assalto, tentado em Famalicão.

O Ministério Público do Tribunal de Matosinhos sustenta que os seis, com idades entre 25 e 44 anos, alguns com laços familiares como sucede com Nesa e Toni Jankovic (pai e filho) vinham a Portugal desde 2009, arrendando apartamentos para estadias que iam até aos três meses. O bando envolvia, ainda, Valentino Nicolic, Luca Braidich, Daniel Braidich e Marcus Rudolf. Ficaram presos preventivamente e vão ser julgados no Tribunal de Braga por furto qualificado e associação criminosa.

Furtos na Páscoa e no Natal

Faziam-no, sobretudo, nas épocas de Natal e da Páscoa, como sucedeu entre novembro de 2016 e abril de 2017, quando alugaram casa em Leça da Palmeira.

Conforme O MINHO noticiou, os seis foram, desde logo, detetados e seguidos pela PJ/Porto que os viu a comprar ferramentas diversas, incluindo máquinas e discos de corte de metais em hipermercados da zona. Nessa ocasião, terão estudado alguns alvos, mas voltaram para a Europa. Em Espanha, e seguidos pela PJ, deitaram, numa berma da auto-estrada, um saco com os vários lotes de ferramentas que haviam comprado, para os assaltos. A PJ seguiu-os e viu o despejo. Mas voltaram em novembro, alugando outro apartamento na Senhora da Hora, em Matosinhos. No dia 24, fizeram o mesmo com um carro, um Fiat passando a deslocar-se nele e num Renault que trouxeram. E voltaram a comprar as ferramentas de corte e acessórios.

50 mil em Nogueira, Braga

A 15 de dezembro, viajaram até Braga, parando junto a uma casa na Rua do Venâncio em Nogueira, propriedade de um casal. Com as máquinas numa mochila, de cara tapada e luvas, rebentaram o canhão da porta e partiram um vidro. Furtaram, de seguida, 18 objetos valiosos, muitos em ouro, que valiam quase 50 mil euros.

No dia seguinte, repetiram o crime, desta vez numa casa na Rua Nossa Senhora da Nazareth, em Oliveira de Azeméis, de onde levaram dez objetos, no valor de 35 mil euros. E algum dinheiro, em notas. No dia 17, trocaram de carro e foram a uma casa na Rua Dr. José Santos Leite, em Ribeirão, Famalicão. Cortaram a persiana e entraram. Só que a dona chegou e os quatro – dois deles ficavam sempre de vigia no exterior – saíram apressadamente. Quando chegaram ao apartamento, tinham uma brigada da PJ à espera.

Nas buscas, a PJ encontrou cartões de crédito e de telemóveis, muita ferramenta, dinheiro e bilhetes de avião. Um deles, Marcus Rudolf tinha dois mandados de detenção por furto qualificado, praticados em Gandra, Valença e em Viana do Castelo. Um outro, Valentino Nicolik fora já condenado pelo mesmo crime cometido em Carreço, Viana do Castelo.

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Braga

Mercado municipal de Braga reabre no início de dezembro

Câmara lança hasta pública para lugares vagos

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Foto: DR

O mercado municipal reabre no começo de dezembro. O Executivo Municipal bracarense aprecia, na manhã desta segunda-feira, em reunião de Câmara a realizar nas instalações do gnration, o procedimento de hasta pública para a concessão de licença de ocupação dos lugares e locais de venda disponíveis no Mercado, na sequência da prévia atribuição de espaços aos 200 comerciantes históricos que já marcavam presença no equipamento.

O Mercado contará, nesta fase, com 13 novos espaços disponíveis para comerciantes do setor alimentar, abrindo também a possibilidade de entrada de produtos que reflitam novas tendências alimentares.

Nesta reunião, será apreciado o programa de procedimento de hasta pública para a ocupação de 5 bancas para venda de flores e hortofrutícolas, 2 talhos e 6 lojas interiores. O regulamento identifica a área do espaço e sua localização, atividade a que se destina e preço base de licitação de cada um dos lugares, assim como a respetiva taxa mensal.

Na ocasião, em análise estarão, ainda, entre outros assuntos, contratos interadministrativos de Delegação de Competências a celebrar com diversas freguesias e uniões de freguesias do concelho e propostas de apoios financeiros.
A ordem de trabalhos da Reunião está disponível para consulta (ver aqui).

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Braga

Mais 99 casos de covid-19 no concelho de Braga nas últimas horas

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O concelho de Braga regista mais 99 casos positivos de infeção por covid-19 em 24 horas.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, são reportados ao período entre as 18:00 de sexta e as 18:30 de sábado.

Por não conseguirmos obter o número de casos recuperados, não é possível divulgar com precisão o número de casos ativos no concelho, mas o número já superou os 500.

O concelho registava, na sexta-feira, 1.579 casos de recuperações do SARS CoV-2 desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são 2.198 casos de pessoas infetadas com o novo coronavírus, mais 99 em relação à última atualização, ontem.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

O número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde é de  605, menos 22 em relação à última atualização.

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Braga

Porto caminhou pelo Tomás (e nem a PSP ficou indiferente)

Solidariedade

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Foto: Facebook de "Pelos Sonhos do Tomás"

Um grupo de cidadãos portuenses organizou este domingo uma caminhada solidária para sensibilizar a população daquela cidade para a causa do pequeno Tomás, de Braga, que precisa de ajuda financeira para cumprir tratamentos contra um cancro agressivo em Barcelona e nos Estados Unidos da América.

Durante esta manhã, o grupo, devidamente autorizado pelas autoridades, caminhou junto à marginal do rio Douro, entregando pequenos folhetos informativos sobre esta causa.

Numa breve nota publicada nas redes sociais, os pais de Tomás mostram-se de “coração cheio”, agradecendo aos portuenses pela iniciativa, onde nem agentes da PSP faltaram no apoio.

O pequeno Tomás, de 7 anos, precisa de ajuda financeira para conseguir fazer um tratamento a um cancro no estrangeiro. Para esse efeito, foi criada uma conta solidária para ajudar os pais, residentes no concelho de Braga.

Os pais explicam que, no passado dia 20 de setembro de 2019, o Tomás foi diagnosticado com um neuroblastoma, um cancro agressivo e invasivo. Passados alguns dias, a 01 de outubro, foi-lhe ainda diagnosticada uma amplificação de MYCN, a forma “mais terrível, agressiva e invasiva de cancro” dentro do neuroblastoma.

Após vários tratamentos em Portugal, tudo parecia estar bem encaminhado para a recuperação do menino, mas, na passada semana, caiu “uma bomba” na vida daquela família, ao perceberem que o mesmo cancro tinha voltado.

“O atordoamento, a dor esmagadora fizeram parte deste dia. Tínhamos passado por tantas provações, o Tomás já sofreu tanto com tantos tratamentos e afinal os tratamentos em Portugal revelaram-se ineficazes porque o cancro voltou”, desabafam os pais, que decidiram “não desistir”.

“Afinal, sempre fomos voluntários em mil e um projetos solidários, sempre fomos aqueles que ajudavam e não pediam ajuda”, indicam os pais, acrescentando que foram sempre recusando ajuda ao longo do último ano.

No entanto, a situação alterou-se, e agora o objetivo da família é conseguir levar o Tomás a Barcelona e aos Estados Unidos da América para fazer tratamentos que têm “um custo avultadíssimo”.

Os pais revelam que o pequeno Tomás já passou por oito ciclos de quimioterapia, uma cirurgia altamente invasiva, um autotransplante que o confinou num quarto durante mês e meio, vários ciclos de radioterapia e três ciclos de imunoterapia

“Ainda assim recuperava sempre e sorria. É um lutador e merece que lutemos por ele”, escrevem os pais.

“Assim, por muito difícil que seja para nós, estamos a pedir a ajuda que cada um puder e quiser dar para que possamos ir com o Tomás para Barcelona e Estados Unidos fazer os tratamentos orientados em concordância com a equipa clínica que acompanha o Tomás no IPO do Porto e que podem salvá-lo para dar seguimento aos seus sonhos de ser jogador de futebol e de aprender artes marciais para ensinar a mana Constança”, acrescentam.

Os donativos podem ser feitos através do IBAN PT50 0007 0000 0051 0803 9412 3.

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