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Braga

Gangue deixa rasto de destruição em Famalicão e Braga

Em Gualtar, Braga, os assaltantes chegaram mesmo a ameaçar moradores, enquanto roubavam uma carrinha.

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Um gangue composto por seis elementos, todos de cara tapada, deixou um rasto de destruição entre Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Famalicão, e Gualtar, no concelho de Braga, na madrugada desta terça-feira, entre as 04:00 e as 05:00 da manhã.

Pastelaria em Famalicão foi arrombada com uma viatura roubada. Imagem: CMTV

Segundo conta a “CMTV”, os assaltantes começaram por entrar num estabelecimento comercial em Ribeirão, onde chegaram em dois automóveis, cerca das 05:00, um dos quais atiraram contra a fachada da pastelaria “Charly”, para conseguir entrar. Terão causado prejuízos em torno de cinco mil euros, em estragos, e roubaram a máquina de tabaco.

Violência utilizada deixou até marcas de sangue que podem servir de pista na investigação. Imagem: CMTV

Antes, na rua 25 de Abril, naquela vila do concelho de Famalicão, os gatunos roubaram um dos carros que foi utilizado no assalto. O proprietário da viatura ainda os tentou interceptar os bandidos, perseguindo-os no automóvel da esposa, mas sem sucesso.

Café em Braga foi assaltado por volta das 04:00 da manhã. Foto: DR

O rasto de destruição e prejuízos passaram ainda por Braga, onde o grupo também é suspeito de ter entrado no café “Bela Sereia”, em Gualtar, mais cedo, de onde levou outra máquina de tabaco. Nesse local, segundo a CMTV, o grupo ameaçou mesmo os moradores com uma arma de fogo, enquanto roubava uma carrinha.

O carro roubado em Famalicão acabou por ser encontrado incendiado, horas depois.

As autoridades estão a investigar ambos os casos.

Braga

Hospital de Braga desmente que existam profissionais a passar fome e sem apoio

Esclarecimento

Foto: DR

Algumas publicações difundidas nas redes sociais, ao longo da última semana, davam conta da necessidade de recolha de bens alimentares para alimentar profissionais de saúde do Hospital de Braga.

Todavia, este sábado, o hospital veio “esclarecer” e desmentir essa necessidade, por se “tratar de um tema sensível que merece transparência total”.

Em comunicado enviado às redações, o hospital afirma que “nunca foi reportado ao Hospital de Braga nenhum caso de necessidade de bens alimentares para os profissionais”.

“Em caso de necessidade, o Hospital de Braga, cumprirá com os seus deveres institucionais para assegurar e garantir o bem-estar físico dos seus profissionais”, assegura a nota enviada à imprensa.

O Hospital de Braga afirma ainda que “disponibiliza, desde março, uma equipa de psicólogos do Serviço de Psiquiatria para dar apoio psicológico aos profissionais que dele necessitem”.

“Entendemos a preocupação existente nesta altura de pandemia, tornando-se, no entanto, imperioso o esclarecimento desta informação. Pedimos, ainda, a sensibilização da população para que, sempre que necessário, se informe junto dos meios oficiais do Hospital”, finaliza a nota do hospital.

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Braga

CDU pede à Câmara de Braga que encontre soluções provisórias para instalar tribunais

Tribunal de Família e Menores e Tribunal Administrativa e Fiscal

Foto: O MINHO (Arquivo)

A vereadora da CDU na Câmara de Braga, Bárbara Barros apresentou uma proposta para ser votada na reunião do Executivo de segunda-feira, na qual pede que o Município transmita ao Governo a sua disponibilidade para encontrar soluções provisórias para instalar os tribunais, Administrativo e Fiscal e de Família e Menores, de Braga.

Em análise na reunião, estarão, entre outros assuntos, a proposta de classificação da DOMUS da Escola Velha da Sé como bem cultural de interesse municipal; a prorrogação do prazo de revisão do Plano Director Municipal (PDM); contratos interadministrativos de delegação de competências a celebrar com diversas Freguesias e apoios financeiros.

Aquela proposta da CDU tem em conta que ambos os tribunais se defrontam com uma crónica falta de espaço, situação que se agravou com a pandemia, o que obrigou a que os julgamentos do Administrativo com mais de três advogados tivessem sido transferidos, no começo do ano, para uma sala do antigo Tribunal de Famalicão.

Já o de Família e Menores, cujas salas são de tamanho diminuto, passou para o edifício dos Granjinhos, para um andar que o Ministério da Justiça havia arrendado para nele instalar o Tribunal Administrativo.

O espaço, já de si exíguo, do Tribunal de Família, e as regras das autoridades sanitárias obrigaram à criação de uma sala de isolamento, que substituiu a dos advogados. Estes profissionais tinham de vir para a rua ou para o café, para tentarem chegar a acordo em processos que envolvem a tutela de menores.

Já o Administrativo tem atualmente 18 juízes e apenas três salas de audiência, estando os funcionários em salas apertadas e com processos em cadeiras por falta de estantes.

A situação arrasta-se há vários anos, motivando que cada juiz tenha 400 processos em mãos, o que, por seu turno, provoca atrasos, de seis a oito anos, na realização de julgamentos e de dois a três anos para que uma sentença seja dada.

Na proposta, a CDU salienta que a mudança de julgamentos para Famalicão obriga a deslocações de funcionários e dos próprios processos, e pede ao Governo que acelere a concretização do projeto arquitetónico de ampliação do Palácio da Justiça – que a Câmara já prometeu decidir com rapidez – , onde existe espaço vazio para o efeito, e para onde poderá ir o Tribunal de Família.

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Braga

PS/Braga pede à Câmara que apartamentos para vítimas de violência recebam casos urgentes

Proposta é debatida segunda-feira em reunião do Executivo

Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

Os vereadores do PS na Câmara de Braga levam, esta segunda-feira, a votação na reunião do executivo uma proposta de alteração do Regulamento de Gestão dos Apartamentos de Transição para Vítimas de violência doméstica, de forma a que seja alargado a todas as vítimas e não apenas às que vêm da rede estatal de Casas de Abrigo.

Os socialistas, que louvam a criação, em 2018, pelo Município dos apartamentos de transição, consideram que o Regulamento é restritivo, limitando o acesso apenas às pessoas naquela situação, pelo que deve ser alargado a todas as vítimas que necessitem de acolhimento, para poderem ter oportunidade de viver sem violência e preservar a sua saúde física e mental”.

A proposta reconhece que os apartamentos não podem servir como “primeira linha” deste tipo de situações, elo que diz que as vítimas deviam ali ser recebidas “temporariamente”. Propõe, no entanto, que seja elaborado um plano de acompanhamento ao agregado familiar, com vista à sua reorganização e autonomização pessoal e social”.

Sugere, ainda, que seja garantida a “retaguarda habitacional da vítima”, com recurso ao apoio da empresa municipal de habitação, BragaHabit. Pede, ainda, que seja criado, no orçamento municipal, um fundo de maneio para operacionalizar as soluções.

No documento, os vereadores Artur Feio, Liliana Pereira, e Helena Teixeira, citam a Associação de Apoio à Vítima de Braga para lembrar que, em 2019, em Portugal morreram 38 pessoas, 31 mulheres, seis homens e uma criança, sendo que, 16 dos casos mortais já estavam assinalados pelas autoridades.

Ao todo houve 900 vítimas e 2.166 crimes, a maioria em habitação partilhada pelo casal.

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