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Cávado

Galo de Barcelos ‘pop’ de Joana Vasconcelos nas celebrações do Ano do Galo na China

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O ‘Pop Galo’, um gigantesco Galo de Barcelos em azulejo e luzes LED, criado por Joana Vasconcelos, acendeu-se este domingo em Lisboa, de onde partirá para a China antes de encontrar um pouso definitivo, porque “é muito caro” fazê-lo voar.

A inauguração da obra de arte, que ficará na Ribeira das Naus até ao final do mês, ocorreu cerca das 18:00, já depois do pôr-do-sol, mas o momento ficou marcado por alguns minutos de espera e dúvida.

Primeiro, o primeiro-ministro, António Costa, e depois, a artista plástica Joana Vasconcelos, tentaram acender as luzes da escultura, com 10 metros de altura, apertando o botão do comando, mas sem sucesso. Depois de várias pessoas tentarem perceber o que se passava, surgiu a explicação: o comando não tinha pilha.

Joana Vasconcelos (Christopher Morris/Facebook)

Joana Vasconcelos (Christopher Morris/Facebook)

António Costa gracejou, disse que era melhor serem as mulheres a “dar à luz”, e aproveitou para recordar uma história sua, descrevendo que, enquanto governante, garantiu a António Guterres que tudo funcionaria bem na Expo98, tendo sido questionado pelo então primeiro-ministro se tinha testado pessoalmente as tomadas elétricas, que normalmente falham.

Finalmente, o ‘Pop Galo’ foi ligado diretamente no quadro elétrico e iluminou-se, motivando aplausos do público que se concentrava junto à obra.

“É a representação daquilo que nós queremos que seja bem a nossa imagem, a imagem de um país moderno, mas que é um país que não perde as suas raízes, um país que se afirma com base na sua cultura popular”, descreveu António Costa.

O primeiro-ministro recordou que a obra de Joana Vasconcelos foi criada para assinalar a amizade entre Portugal e o Rio de Janeiro, aquando da comemoração dos 450 anos da fundação desta cidade brasileira, no ano passado, mas, “por vicissitudes cariocas”, tal não aconteceu.

“Há sempre coincidências felizes e este galo é de facto uma marca universal, fará a sua primeira aparição internacional aqui na cidade de Lisboa, na semana em que começamos a Web Summit”, sublinhou o chefe do Governo.

Com a conferência global de tecnologia e inovação que decorre entre segunda e quinta-feira na capital, o executivo não pretende que “Lisboa se transforme num Silicon Valley ou em Berlim, mas que Lisboa seja Lisboa, Portugal seja Portugal, mas agora cada vez aberto e, como sempre, aberto ao mundo”.

De Portugal, o galo viajará, de barco, para Pequim e Xangai, celebrando o Ano do Galo na China, recordou Costa, na presença do embaixador chinês em Lisboa.

“A sua presença simbolizará a amizade entre os nossos povos e os nossos países, num momento muito importante, em que vamos passar a ter uma ponte a ligar os nossos países, a partir de julho um voo regular entre Hangzhou, Pequim e Lisboa e estaremos a partir daí sempre mais próximos”, sublinhou.

Confessando que foi necessária “muita arquitetura diplomática para que este galo parta da Ribeira das Naus para o Mundo”, o primeiro-ministro fez votos para que “um dia encontre um pouso definitivo, porque é muito caro de cada vez que ele voa”.

“Estamos certos de que chegará ao Rio de Janeiro, não sabemos bem por que lado do mar nem exatamente em que ano”, disse o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina.

O autarca socialista recordou que o azulejo “tem uma tradição milenar” em Portugal e em Lisboa e destacou que a escultura combina a modernidade com uma representação iconográfica da cultura popular portuguesa.

Com 10 metros de altura, 3,5 toneladas, nove quilómetros de cabos e quase 16 mil LED, o ‘Pop Galo’ é revestido por milhares de azulejos, cortados à mão, relatou a sua autora.

A obra permite uma interação com o público, que pode escolher, através de um código QR, a luz que acende e a que está associada uma determinada composição musical, da autoria de João Runas.

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Barcelos

Barcelos comemora Dia Internacional da Cidade Educadora

Educação

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Câmara de Barcelos. Foto: O MINHO (Arquivo)

Celebra-se no próximo dia 30 de novembro, em Barcelos, o Dia Internacional da Cidade Educadora, cujo tema deste ano é “Escutar a Cidade para a Transformar”, anunciou a autarquia.

Em colaboração com o Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho, a Câmara de Barcelos irá realizar dois fóruns com os alunos do 2º e 3º ciclo, nos dias 27 e 28 de novembro de 2019, às 09:30, na Biblioteca do Agrupamento de Escolas Rosa Ramalho.

“A iniciativa terá como objetivo a partilha da perceção dos jovens sobre a cidade e do que gostariam de transformar”, refere a autarquia em comunicado.

A Câmara de Barcelos acrescenta que a cidade, integrada na rede das Cidades Educadoras, “vem permitindo uma nova forma de ver e pensar a cidade, bem como a integração da necessidade de um esforço maior para criar, pela via da educação, da cultura e das políticas sociais, as condições e o ambiente perfeitos para o crescimento de cada um, num contexto de respeito por todos e num movimento contínuo de desenvolvimento sincronizado de toda a comunidade e de todo o território”.

“O crescente envolvimento e participação da sociedade civil na vida pública da cidade e do concelho são a face visível duma mudança que se avoluma e que continuará a crescer em Barcelos, rumo à plenitude dos princípios da Carta das Cidades Educadoras”, refere a mesma nota.

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Barcelos

“Barcelos Bus” vai ser implementado de vez com cinco novas linhas

Transportes públicos

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Foto: Divulgação

Está a terminar o período experimental do projeto Barcelos Bus, devendo manter-se em definitivo com mais cinco linhas de circulação para passageiros.

O anúncio foi feito pela própria autarquia, criadora do projeto. Em declarações ao jornal Barcelos Popular, são apontadas novas linhas e reiterado que o projeto tem sido bastante requisitado pelos habitantes do concelho.

De forma progressiva, vão ser criadas asr ligações à Escola Secundária de Barcelos, ao Centro de Saúde de Barcelinhos, Escola de Tecnologia e Gestão de Barcelos, a Tamel São Veríssimo e, uma previsão, da passagem dos autocarros na “zona da Esparrinha, em Arcozelo”.

As linhas já existentes vão continuar em funcionamento.

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Cávado

Esta procissão em Esposende vai ser património imaterial

Procissão aos Enfermos, em Belinho

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Foto: Esposende Serviços TV

“O Município de Esposende pretende criar uma identidade territorial em torno da cultura, diferenciadora em relação aos demais municípios da região e do país.”

A afirmação do presidente da Câmara de Esposende, Benjamim Pereira foi proferida na apresentação da candidatura ao Minho Inovação, Estratégia de Eficiência Coletiva, Aldeias de Portugal e que tem como fundamento sociológico a Procissão aos Enfermos, em Belinho.

Benjamim Pereira suportou a ideia da aposta na cultura, no forte investimento municipal feito nessa área, sejam patrimónios materiais ou imateriais.

“Fazemos todos os possíveis para melhorar as condições de vida das pessoas, mas também conferimos grande importância à dimensão cultural, enquanto preservação de tradições e crescimento coletivo da população”, afirmou Benjamim Pereira.

O trabalho sociológico que está na génese do projeto estará a cargo do investigador Álvaro Campelo que recolherá depoimentos e material que vinca a profunda adesão popular à realização dos tapetes floridos que acolhem a passagem da Procissão aos Enfermos.

A vereadora com o pelouro da Cultura, Angélica Cruz desafiou a população a “participar no projeto, sentindo como um veículo para perpetuar uma tradição profundamente enraizada na comunidade de Belinho”.

“O Município de Esposende escolheu Belinho para integrar este projeto, porque é a aldeia que mais se aproxima dos objetivos estratégicos da ação”, vincou Angélica Cruz.

Por seu turno, Álvaro Campelo disse que o projeto pretende ser “um estudo histórico, uma interpretação antropológica e teológica sobre um património que reflete o pensar do mundo, neste caso, a visão religiosa”.

De resto, este investigador já desenvolveu idêntico trabalho sobre o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar, cuja candidatura a património imaterial está concluída e aguarda decisão e prepara-se para desenvolver um estudo sobre o trabalho em junco de Forjães.

Quase centenária, a Procissão aos Enfermos começou por marcar o fim da quarentena decorrente da peste, em 1922. Agora, realiza-se no domingo a seguir à Páscoa e adquire particular significado religioso, com a comunhão a chegar àqueles que se encontram acamados.

Por isso, quer o arcipreste de Esposende, Delfim Fernandes, quer o pároco de Belinho, José Ledo, entendem este trabalho como “fundamental para não se perderem referências e preservação da tradição”.

Este património imaterial com valor ímpar tem cativado cada vez mais atenções, não só em Portugal, como no estrangeiro. Ainda recentemente, em Bueu, Pontevedra, Espanha, os tapetes em flor de Belinho mereceram honras de destaque, no encontro internacional de “alfombras” que aí se realiza.

Esta postura enquadra-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas.

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