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Galeria de Braga promove residências artísticas para reclusos

Comemoração do Jubileu 2025 da Igreja Católica
Galeria de braga promove residências artísticas para reclusos
Foto: zet gallery

A zet gallery, de Braga, coordena as Residências Artísticas que decorrem em setembro em dois estabelecimentos prisionais e numa prisão-escola, um projeto em parceria com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e a Fundação Jornada Mundial da Juventude.

Fonte da galeria, pertença do grupo DST, adiantou hoje que o objetivo é o de “mostrar aos reclusos de dois estabelecimentos prisionais o caráter transformador das artes”.

O projeto, com apresentação pública de resultados marcada para 27 de novembro na presença da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice e do Cardeal Tolentino de Mendonça, conta com a participação dos artistas Fernanda Fragateiro e Ilídio Candja.

As residências inserem-se no programa cultural de comemoração do Jubileu 2025 da Igreja Católica.

Em comunicado, o organismo adianta que vão realizar-se no Estabelecimento Prisional de Leiria (jovens do sexo masculino, dos 15 aos 21 anos) e no de Tires (mulheres).

Na Prisão-Escola de Leiria, o artista Ilídio Candja trabalhará com jovens reclusos de 15 a 30 de setembro na produção de uma pintura mural. No final , será doada uma obra de arte para uma instituição de ensino superior, ainda a definir.

Acrescenta que a prisão de Tires acolhe o projeto de Fernanda Fragateiro, de 29 de setembro a 07 de novembro, que, com as mulheres reclusas, prevê a alteração do seu espaço interior.

“Acreditamos que a arte pode ajudar no processo de reinserção de alguém que, por circunstâncias várias, foi parar onde certamente não deseja estar. Pode ser esse catalisador que é necessário para regressar à vida e à sociedade em plenitude, para sentirem que o seu contributo é importante”, diz Helena Mendes Pereira, coordenadora do projeto e diretora geral da zet gallery.

Já José Teixeira, administrador do dstgroup, explica porque aceitou o convite do Cardeal Tolentino Mendonça: “Em todo o mundo católico vai realizar-se em 2025 uma residência artística num determinado estabelecimento prisional. O Cardeal, responsável pelo dicastério da educação e da cultura da Santa Sé, convidou a dst para ser a entidade em Portugal a apoiar este projeto social”.

E, prosseguindo, anota: “A dst tem um dever kantiano social para com os mais frágeis – interessa-nos o olhar na direção das margens, onde pernoitam os excluídos para de alguma forma os ajudar a reerguerem-se”.

Este projeto representa uma nova incursão da zet gallery em contexto prisional. Em 2018, promoveu uma residência no Estabelecimento de Braga, no âmbito do projeto “Simpósio Arte & Sustentabilidade”, copromovido com o apoio do IB-S (Instituto de Ciência e Inovação para a Bio Sustentabilidade) da Universidade do Minho) e do Município de Braga.

Na altura, o artista Ricardo de Campos foi desafiado a produzir uma obra em conjunto com sete reclusos. Posteriormente, a peça “Revolta”, feita a partir de cobertores usados, foi cedida à Universidade do Minho, tendo sido inaugurada em 2022, no campus de Gualtar, em Braga.

 
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