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Motores

Gabriela Correia sonha com a Fórmula 1 mas para já só quer vencer Nacional de montanha

Jovem bracarense estreou-se na Rampa da Falperra em 2018. Este ano, regressa e quer mais

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Gabriela Correia. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

A piloto Gabriela Correia, de apenas 16 anos, tem o sonho de chegar à Fórmula 1 e como ídolo o malogrado Ayrton Senna, mas, para já, só quer ser primeira na sua categoria no Campeonato de Portugal de Montanha.

A jovem bracarense estreou-se em maio passado em ‘casa’, na Rampa da Falperra, no dia do 16.º aniversário (limite mínimo para competir) e entra com mais ambição no campeonato de 2019, que começa a 06 e 07 de abril com a Rampa da Penha, em Guimarães.

“Tenho como grande ambição ficar em primeiro lugar na minha categoria [Turismos 3] e alcançar um bom lugar nas [classificações] gerais, mas não prometo nada, porque já foi muito complicado ficar em segundo lugar na época passada, vou lutar por isso”, revelou à Lusa, em pleno kartódromo de Braga, onde tudo começou, há cerca de cinco anos, nos karts, por influência do pai e também piloto, José Correia, agora companheiros de equipa na JC Group.

Gabriela chega devagar no seu microcarro, que não requer carta de condução, e, em poucos segundos, veste o fato de piloto e o capacete para uma pequena demonstração no circuito Vasco Sameiro, em Braga, no seu Seat Leon TCR MK3 – a timidez desaparece.

Gabriela Correia. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO

“Sou muito calma, consciente, sei os meus limites, sei até onde posso ir, mas tenho sempre a ambição de ir mais longe, esse mais longe eu sei onde é, sou bastante consciente nesse aspeto”, observou.

O desejo era “fazer vida” do desporto automóvel, mas tem consciência das dificuldades. “Penso seguir gestão de empresas e as corridas ficarão mais para os fins de semana”, ainda que “sonhos são sonhos” e o maior é chegar ao patamar mais alto da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

“O meu maior sonho como piloto seria atingir a Fórmula 1, é algo que gosto muito, dos circuitos, dos carros em si, gostava muito, mas é um bocado complicado, mas sonhos são sonhos”, confessou.

Da disciplina rainha do desporto automóvel surgiu o único ídolo, o já falecido piloto brasileiro Ayrton Senna: “Não sou do tempo dele, mas vi vários vídeos e gostava muito da maneira como ele conduzia e da personalidade dele”, explicou.

Para José Correia, empresário da construção civil, de 52 anos, “ter uma filha a correr é um orgulho e uma preocupação”.

“No início foi mais difícil, mas depois das primeiras provas comecei a ter mais confiança nela e passei a estar mais à vontade”, afirmou aquele que quer ser campeão nacional de montanha em 2019 ao volante da sua nova barqueta Osella PA 2000 Evo.

Foto: Divulgação

O pai sente que a filha evolui a cada prova em que compete e a piloto mostra rapidez também nas respostas: “Medo? Se tivesse medo não estaria neste desporto, nós aqui desafiamos sempre os nossos limites e, por isso, não se pode ter medo, mas com consciência. Por vezes temos que pensar ‘vou travar mais tarde’ porque esse momento pode ser decisivo para ganharmos uma corrida”, explicou.

E como é ser mulher num meio maioritariamente masculino? “Nunca ouvi comentários desagradáveis, sendo que na montanha, talvez porque são mais velhos, vejo-os quase como meus pais ou até avós. Não faço distinções de idades ou sexo, somos todos pilotos”, frisou Gabriela Correia.

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Motores

Piloto de Vila Verde conquista 1.º lugar na qualificação em Itália

Campeão nacional de drift

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Foto: DR/Arquivo

O piloto Diogo Correia, natural de Vila Verde, foi o primeiro classificado na qualificação na Drifting Cup, este sábado, em Itália.

O campeão nacional de drift conseguiu três pontos mais que o segundo classificado na prova.

Diogo Correia é o piloto convidado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) para representar Portugal no FIA Motorsport Games.

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Desporto

Palavras de Tiago Monteiro: “Vejo o Mariano Pires a ser piloto profissional a curto prazo”

Mariano Pires apresentou o projeto para 2019/2020, no sábado passado, ao lado de Tiago Monteiro, seu agente, e de Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, ‘main sponsor’ do prodigioso piloto limiano, de apenas 18 anos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Tiago Monteiro é uma referência no desporto automóvel. Com 22 anos de carreira, o piloto português está virado, também, para o agenciamento de jovens pilotos. Mariano Pires, o jovem de Ponte de Lima, é uma das grandes promessas neste desporto.

“O Mariano, desde cedo, demonstrou a toda a gente o potencial que tinha em pista. Pouco a pouco foi crescendo e esse talento foi sendo desenvolvido”, começa por dizer Tiago Monteiro em conversa com OMINHO.

Aos 18 anos, depois de ter ganho vários campeonatos em Portugal e Espanha, Mariano Pires é um dos melhores pilotos da sua geração. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

No entanto, hoje em dia para se ser atleta profissional é preciso muito mais do que talento: “é preciso ter outras qualidades que, pouco a pouco, ele foi desenvolvendo por si próprio”.

Monteiro ‘esbarrou’ com Mariano quando fazia uma pesquisa sobre os melhores jovens talentos nacionais: “o Mariano fazia parte do lote dos melhores pelas suas capacidades em pistas, mas também, fora de pista como a inteligência, a gestão da pressão, dos momentos mais complicados e o potencial que ele demonstrou”.

Evitar erros

A O MINHO, o único piloto português a conquistar um pódio na Fórmula 1 revela que “os pilotos quando têm 12/13 anos, vê-se logo que há uns que são melhores do que outros mas não sabemos como vão evoluir”. No caso de Mariano Pires, as coisas pareciam bem claras: “era um talento fora de série e eu não quis perder a oportunidade de me juntar a ele, de apoiá-lo tentando direccioná-lo da melhor forma possível”.

Tiago Monteiro com Mariano Pires, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Uma das funções de Tiago Monteiro é passar os ensinamentos que as mais de duas décadas de carreira lhe proporcionaram.

“Cometi alguns erros, aprendi muito e a ideia é evitar que os jovens pilotos cometam alguns erros que se cometem por desconhecimento, ultrapassando alguns passos no seu crescimento como pilotos”.

Mariano a piloto profissional

Tiago Monteiro não tem dúvidas: “vejo o Mariano a curto prazo a ser piloto profissional e a poder viver desta profissão mas tem que dar o salto a nível de campeonatos”.

No segundo ano em automóveis, o jovem limiano “já deu saltos grandes mas queremos dar saltos maiores para o ano e para daqui a dois anos para dar nas vistas no mundo mais abrangente do desporto automóvel”.

Tiago Monteiro esteve com Mariano Pires e Celeste Patrocínio, presidente da Adega de Ponte de Lima, na apresentação do projeto do piloto para 2019/2020. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (19/10/2019)

Actualmente, Mariano Pires participa no GT4 South European Series, campeonato que se corre em França, Espanha e Portugal, mas o próximo salto é “para algo que dê mais nas vistas” e pode chegar ao DTM.

“É um campeonato possível, é um campeonato onde há pilotos profissionais, nos GT’s há pilotos profissionais, nos Turismos há pilotos profissionais”, alarga Monteiro as hipóteses para Mariano Pires.

Tiago Monteiro também gere a carreira de António Félix da Costa. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

E descarta os monolugares: “a via não será essa porque não começou por aí, mas tanto nos Estados Unidos, na Austrália ou noutros países há campeonatos onde os pilotos podem exercer a sua profissão e o Mariano cabe, perfeitamente, nesses campeonatos”.

Novas funções

Apesar de fazer agenciamento há dez anos associado a António Félix da Costa, Tiago Monteiro montou, há dois anos, a Skywalker Racing Management, empresa dedicada à formação de pilotos semiprofissionais para serem profissionais.

“A ideia é descobrir jovens pilotos desde os kartings e temos pilotos dos 7 aos 30 e poucos anos, num total de 14”.

Vídeo: Tiago Monteiro foi o único piloto português a chegar ao pódio na Fórmula 1.

O papel do piloto português é orientar “na transição para os automóveis”, tal como fez com Mariano, porque é uma transição muito difícil por causa dos custos envolvidos.

Mariano Pires recebeu membros da equipa, patrocinadores e amigos, em Ponte de Lima. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Tentamos facilitar e encontrar patrocinadores, parceiros, para que esse salto seja possível. Este é um desporto caro porque não é só pegar numas chuteiras. Tem camiões, mecânicos, deslocações”.

Como o futuro é já ali, Mariano Pires, mesmo com 18 anos, pode chegar, em breve, a campeonatos de referência, tornando-se um dos nomes incontornáveis do desporto automóvel em Portugal.

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Motores

Paulo Gonçalves sobe ao terceiro lugar no rali Rota da Seda

Motard de Esposende no Mundial de todo-o-terreno

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O piloto português Paulo Gonçalves (Hero) ascendeu ao terceiro lugar do rali Rota da Seda, segunda prova do Mundial de todo-o-terreno, após ter sido terceiro classificado na especial do dia.

O piloto de Esposende gastou 2:21.20 horas para cumprir os 212 quilómetros cronometrados da etapa desenhada na floresta siberiana de Taiga, perdendo 50 segundos para o vencedor, o britânico Sam Sunderland (KTM).

“Esta segunda etapa já foi maior do que a da véspera, com os primeiros 75 quilómetros muito parecidos com o que encontrámos no dia anterior, com muitas poças de água, muitos perigos, muitas pedras cravadas no chão. Os últimos 130 quilómetros, pelo contrário, eram mais ao estilo do Mundial de ralis, na montanha, com o piso muito escorregadio”, descreveu o piloto português, em declarações à agência Lusa.

Paulo Gonçalves estava satisfeito com o desempenho, que lhe permitiu ganhar três posições após duas tiradas.

“Fiz uma boa especial. Consegui subir a terceiro da geral. Estou, obviamente, satisfeito. Foi um bom resultado para a equipa, que colocou dois pilotos no pódio. Estamos ainda no início, mas o objetivo é tentar fazer o melhor resultado possível a cada dia”, comentou o piloto da Hero, que ficou a apenas 11 segundos do companheiro de equipa, o espanhol Oriol Mena.

Na geral, Paulo Gonçalves está a 1.19 minutos do líder, o argentino Kevin Benavides, da equipa oficial da Honda, cujo diretor desportivo é o português Ruben Faria.

Na terça-feira, os pilotos enfrentam o troço mais longo da prova, com 691 quilómetros, que inclui uma especial cronometrada de 243 quilómetros, a 1.500 metros de altitude.

“Vamos entrar já na Mongólia. O terreno vai mudar consideravelmente. Vamos deixar para trás as pistas com lama e pedra e começar a entrar em planícies mais ao estilo do deserto. Espero continuar a fazer bons resultados, dia após dia”, concluiu Paulo Gonçalves.

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