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Gabriela Correia em evidência na estreia no Open de Velocidade no Estoril

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Foto: DR

Depois de brilhar na Rampa da Penha, a piloto Gabriela Correia, de Braga, foi uma das surpresas na prova de abertura do novo Open de Portugal de Velocidade, que decorreu no fim de semana no Circuito do Estoril, ao volante do SEAT León Mk3, pela JC Group Racing Team


Numa pista que desconhecia por completo, a jovem piloto de 16 anos conseguiu um notável quarto tempo da geral, à chuva, durante os treinos cronometrados, numa grelha onde estavam carros de GT, TCR e outros Turismos mais evoluídos. Gabriela Correia repetiu essa posição na corrida mais longa do fim de semana, onde só terminou atrás de um TCR e dois GT.

Gabriela Correia sonha com a Fórmula 1 mas para já só quer vencer Nacional de montanha

Sem qualquer referência anterior do traçado, Gabriela Correia aproveitou a chuva para registar o quarto melhor tempo na primeira sessão de treinos cronometrados, só atrás de um GT4, um TCR e um GT3 Cup. Na primeira corrida de qualificação, Gabriela Correia estava novamente a surpreender quando sofreu uma ligeira saída de pista que a deixou presa na gravilha, perdendo tempo precioso até regressar à pista para terminar no 10.º lugar entre os Turismos.

Na segunda corrida de qualificação, Gabriela Correia pôde terminar no 5.º lugar dos Turismos, na frente de carros mais competitivos, enquanto na corrida de Endurance, com 30 minutos de duração, a jovem bracarense voltou a dar nas vistas com o 4.º lugar da geral e 2.º entre os Turismos.

Foto: Zoom/Divulgação

Foto: Zoom/Divulgação

“Nunca tinha estado no Estoril e por isso conseguir o quarto lugar absoluto à chuva nos treinos cronometrados foi algo que me deixou muito contente. Com a chuva no sábado pude estar mais próxima dos pilotos mais experientes, mas no domingo com o piso seco foi mais difícil manter essa diferença”, disse Gabriela Correia.

“O nosso León Mk3 é um carro da primeira versão e não é tão evoluído como outros SEAT que correm neste campeonato. Também por isso o meu balanço geral do fim de semana é muito positivo. Sem dúvida que a aprendizagem que tive no Karting ajuda-me agora a chegar a uma pista que não conheço e ser minimamente competitiva. Mas nunca conseguiria estas performances sem o apoio da Vettra Motorsport, que me ajudou na análise de vídeos para perceber as melhores trajetórias e pontos de travagem”.

O piloto e fundador da JC Group Racing Team, José Correia, não pôde participar nas corridas do Open de Portugal de Velocidade devido a um toque nos treinos de sábado, que danificou o Nissan GT-R Nismo GT3.

Antes de regressar ao Open de Velocidade, a equipa vai agora preparar a participação na mítica Rampa Internacional da Falperra, em Braga, segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, que será disputada entre os dias 10 e 12 de maio.

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Motores

Miguel Oliveira desiste do GP da Catalunha devido a queda

MotoGP

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) desistiu hoje do Grande Prémio da Catalunha de MotoGP, oitava prova do Mundial de 2020, devido a uma queda, sofrida quando era nono classificado.

O piloto luso, que partira da 12.ª posição da grelha, estava na luta pelo sexto lugar quando sucumbiu às dificuldades com o pneu dianteiro que vinha apontando ao longo do fim de semana.

Na mesma curva 2 caíra, duas voltas antes, o italiano Valentino Rossi (Yamaha), quando era segundo classificado.

De fora estavam já, também, o espanhol Pol Espargaró (KTM), o francês Johann Zarco (Ducati) e o italiano Andrea Dovizioso (Ducati), líder do campeonato, todos devido a quedas, sem consequências físicas para os pilotos.

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Motores

Miguel Oliveira parte do 12.º lugar para o GP da Catalunha

MotoGP

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Foto: DR / Arquivo

O piloto português Miguel Oliveira (KTM) qualificou-se hoje na 12.ª posição para o Grande Prémio da Catalunha de MotoGP, oitava prova do Mundial de motociclismo de velocidade.

Miguel Oliveira, que caiu no início da derradeira fase de qualificação, mas sem consequências físicas, fez a melhor volta sobre o final, com o tempo de 1.40,188 minutos, a 475 milésimos de segundo do autor da ‘pole position’, o italiano Franco Morbidelli (Yamaha).

O piloto luso garantiu, pela manhã, o apuramento direto para a segunda fase da qualificação ao fazer o terceiro melhor tempo na terceira sessão de treinos livres.

O francês Fabio Quartararo (Yamaha) e o italiano Valentino Rossi (Yamaha), que cumpre em Barcelona o 350.º GP da carreira, completaram a primeira fila da grelha.

A qualificação de Miguel Oliveira acabou por ser prejudicada pela queda, que aconteceu logo na primeira volta lançada, deixando o piloto português com menos tempo para atacar uma boa posição na grelha de partida.

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Motores

Mundial de superbikes regressa ao Estoril e terá dois portugueses em prova

Motociclismo

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Foto: DR / Arquivo

O campeonato do mundo de superbikes vai decorrer, pela terceira vez, no Circuito do Estoril, onde os pilotos portugueses Tomás Alonso e Miguel Santiago vão tentar a qualificação para a corrida principal na categoria Superbike 300.

Além dos dois jovens portugueses, a última prova do Mundial de superbikes, que visitou o Estoril em 1988 e 1993, poderá ainda contar com a participação de Pedro Fragoso nas Super Sport 300.

Depois da qualificação na prova do campeonato do mundo em Portimão, Tomás Alonso, que lidera o nacional, ambiciona repetir a experiência no Autódromo do Estoril.

“O objetivo vai ser como em Portimão, primeiro qualificar-me para a corrida principal e depois tentar fazer um grande resultado. Não há muita tática, vou dar tudo de início ao fim. Sabemos que é muito complicado nas Super Sport 300, porque são muitos pilotos e todos querem ganhar, mas vou dar o meu melhor e tentar trazer um bom resultado para mim e para Portugal”, avançou Alonso.

Já Miguel Santiago, que compete no campeonato espanhol, nunca disputou nenhuma corrida do Mundial e não esconde estar “muito entusiasmado com esta prova.”

“Desde há um ano que ando a sonhar com isto, a equipa sempre trabalhou comigo para conseguirmos um bom ‘set up’ para a mota, para me habituar rápido a esta categoria e subir para o Mundial o mais rápido possível. Graças à Federação de Motociclismo de Portugal e à minha equipa vou conseguir participar no Mundial no Estoril e vou dar o meu melhor. Vou dar tudo do início ao fim para aprender com os melhores do mundo e tentar me classificar”, defendeu Miguel Santiago, reconhecendo que a “falta de experiência será uma dificuldade acrescida, mas o objetivo é aprender o máximo possível”.

Manuel Marinheiro, presidente da Federação de Motociclismo de Portugal, além de destacar o trabalho e empreendedorismo de Jorge Viegas, presidente da Federação Internacional de Motociclismo, e a capacidade organizativa em Portugal, nomeadamente em Cascais, lembra que estão a ser feitos “todos os possíveis” para os pilotos lusos mais novos “poderem participar” nas provais internacionais.

“É um nível elevadíssimo, mas é a melhor forma de evoluírem e essa é também a nossa função. O foco da Federação é essencialmente os nossos pilotos, dar a oportunidade de competir com os melhores a nível mundial”, frisou o Manuel Marinheiro.

Já Frederico Nunes, vereador do desporto da Câmara Municipal de Cascais, apontou para a importância de Cascais receber estas duas provas, o campeonato do mundo de superbikes e as 12 horas Estoril, última prova do Mundial de motociclismo de resistência, ambas apresentadas hoje na Marina de Cascais.

“É um orgulho para Cascais e para Portugal receber todas estas provas internacionais. Têm os olhos postos em Cascais, temos vindo a demonstrar que somos bons a organizar e a acolher. Se não fomos os primeiros, fomos dos primeiros a receber, em tempos de pandemia, e organizar uma prova de motociclismo”, sublinhou o vereador.

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