Seguir o O MINHO

Alto Minho

Futuro centro de exposições gera polémica em Caminha. PS e PSD trocam acusações

Maioria socialista aprovou contrato de arrendamento

em

Foto: Ilustrativa / DR

Os vereadores do PSD na Câmara de Caminha condenaram hoje a maioria PS na autarquia por ter aprovado um contrato de arrendamento com um privado para um centro de exposição de 7,5 milhões de euros, que ainda não existe.


Em comunicado enviado às redações, a bancada social-democrata naquela autarquia justificou a rejeição daquele ponto da ordem de trabalhos da reunião do executivo municipal, na segunda-feira, por considerar que “não defende os interesses de Caminha e visa a fuga ao visto do Tribunal de Contas”.

“Este contrato promessa de arrendamento está a ser feito para beneficiar um privado em concreto (…). Não nos parece de todo razoável tanta pressa, em cima do joelho e sem qualquer estudo de viabilidade económica, para fazer um contrato promessa de arrendamento que irá hipotecar por longos anos o concelho de Caminha”, defendem.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, referiu que o comunicado da oposição é “uma mistura de mediocridade, mentiras e insultos”.

“Trata-se de uma obra que vai ser decisiva no combate à sazonalidade. O PSD é contra tudo o que traga mais gente, mais economia e mais emprego ao concelho de Caminha. É pena”, atirou.

Em causa está a construção, por um promotor privado, de um centro de exposições transfronteiriço, cuja conclusão está prevista para dentro de dois anos, com capacidade para acolher com 2.600 espectadores sentados, ou 5.500 em pé.

Para o PSD, a “criação de um centro de exposições deve ser apoiada pelo município desde que seja um investimento estrategicamente ponderado e suportado por quem tem capital para o efeito, nomeadamente os privados”.

“O caso concreto não corresponde a este conceito. Ou seja, o que se discutiu e foi aprovado pela maioria socialista não foi a utilidade de um centro de exposições, mas sim um contrato promessa de arrendamento, mesmo sem existir qualquer edifício para arrendar”, argumentam os vereadores do PSD.

Segundo o PSD, o contrato “prevê o pagamento de uma renda mensal de 25 mil euros por 25 anos, o que perfaz um total de 7,5 milhões de euros”, sendo que o município “tem de pagar 300 mil euros à empresa privada aquando da assinatura do contrato”, não podendo, “sob forma alguma, denunciar o contrato durante cinco anos”.

“O município tem de pagar as custas associadas às obras de conservação, manutenção e reparação durante a vigência do contrato, valor que acresce aos 7,5 milhões de euros que irá custar este arrendamento”, referem.

No final dos 25 anos, acrescenta a nota do PSD, “o município, depois de pagar 7,5 milhões de euros, não tem direito a ficar automaticamente com as infraestruturas”.

“Caminha tem agravado consideravelmente a sua situação financeira nos últimos anos, tendo-se visto obrigada a recorrer a um saneamento financeiro (espécie de ‘troika’) por ter ultrapassado a capacidade de endividamento e é dos piores pagadores do país. Não entendemos como é que, em estado de suposta falência técnica, se pretende assumir, desta forma megalómana, o pagamento de 7,5 milhões de euros para um edifício que, sendo interessante, não é prioritário neste momento”.

Na resposta, Miguel Alves explicou que, “a ser concretizado, o centro de exposições transfronteiriço atrairá congressos, feiras internacionais, torneios desportivos internacionais e concertos ao concelho de Caminha, sobretudo em época baixa”.

Segundo o autarca socialista, “cabe ao privado encontrar e comprar o terreno, apresentar e aprovar o projeto na Câmara, construir e obter a licença de alvará, e pagar o IMT subjacente à compra do terreno e as taxas urbanísticas pela aprovação do projeto”.

A Câmara, adiantou, “tudo fará para continuar a trazer mais investimento para o concelho, investimento que potencie a economia e traga outros investidores, como é o caso deste equipamento”.

“O PSD deixou Caminha de rastos em 2013. A Câmara falida, o desemprego a níveis históricos e o número de turistas a diminuir. De 2013 para cá, já pusemos as contas com resultados positivos, atingimos o número mais baixo de desempregados de sempre e o número de turistas bate todos os recordes desde 2015”, frisou o autarca socialista.

Anúncio

Alto Minho

Morreu segunda vítima de despiste contra árvore em Valença

Óbito

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

Morreu ao final da tarde de domingo a segunda vítima do violento despiste contra uma árvore, no sábado à noite, na EN 201, em Cerdal, Valença.

De acordo com o Jornal de Notícias, trata-se do condutor do veículo, um homem de 56 anos, que tinha sido transportado para o hospital de Viana do Castelo em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

Recorde-se que o homem que seguia no lugar do pendura, de 54 anos, não resistira aos ferimentos enquanto era transportada para o Hospital de Braga.

No local estiveram os Bombeiros de Valença com cinco viaturas e doze operacionais, apoiados pelo INEM através da ambulância de Suporte Imediato de Vida de Valença e da VMER de Viana do Castelo.

A circulação na EN 201 na zona de Cerdal esteva cortada nos dois sentidos durante mais de uma hora.

Duas patrulhas da GNR estiveram no local para orientar o trânsito e registar a ocorrência.

O alerta foi dado às 20:49.

Continuar a ler

Viana do Castelo

Três em cima de uma bicicleta na ponte da A28 em Viana

Insólito

em

Fotos cedidas a O MINHO por Germano Pereira

Três jovens que seguiam em cima de uma bicicleta na A28, no tabuleiro da ponte sobre o rio Lima, à entrada da cidade de Viana do Castelo, ficaram registados para a posteridade.

As fotos foram captadas cerca das 17:00 horas de sábado, no sentido Esposende – Viana do Castelo, ao quilómetro 69.

Germano Pereira, que registou o momento, disse a O MINHO que tudo pareceu surreal, mas que já viu outras situações naquela ponte dignas de registo.

Fonte: Germano Pereira

“Sei que não é a primeira vez que se vê situações como esta. Os jovens estavam em risco, para além de ser proibido, basta a deslocação do ar de camiões a alta velocidade para que possa originar um acidente”, disse o autor das fotos.

Contactada por O MINHO, fonte da Brigada de Trânsito da GNR desconhece a situação.

Continuar a ler

Alto Minho

Casal de Cerveira põe EDP em tribunal por tensão não lhe chegar a casa

Justiça

em

Foto: DR

O Tribunal de Vila Nova de Ceveira, da comarca de Viana do Castelo , começa, esta segunda-feira, a julgar uma reclamação cível de um cidadão do concelho, contra a EDP Distribuição, por causa da falta de tensão da eletricidade que chega a sua casa.

Manuel Rodrigues e mulher – outrora emigrantes nos Estados Unidos da América – moram numa vivenda de 1.190 metros quadrados, no Sopo.

Em 2016, instalaram dois equipamentos de ar condicionado para aumentar a eficiência térmica. Sucede, porém, – dizem – que, após a instalação, surgiram problemas na regulação da temperatura.

Aí, contactaram a EDP que sugeriu a alteração da potência contratada. Esta foi aumentada, em março de 2017 para 10.35 KVA (quilovoltamperes).

Apesar disso, e como o problema subsistia, a EDP incumbiu o subempreiteiro Painhas de solucionar o problema.

No local, esta firma vianense apurou que o problema estaria no próprio ramal de distribuição, isto porque a moradia coincide com o final da linha, a 650 metros do posto de transformação.

Facto que – alega o queixoso – contribui para a diminuição da potência.

Por isso, reclama nova indemnização, já que o equipamento continua a não funcionar, ou seja, não aquece nem arrefece.

A empresa elétrica refuta a tese e diz que já mudou os cabos de ligação. As quebras na tensão da eletricidade danificaram os aparelhos do ar condicionado.

O proprietário recorreu ao Tribunal Arbitral concelhio e a EDP foi condenada a pagar-lhe 31 mil euros por danos materiais. Mas o problema subsiste.

EDP substituiu cabos

Na altura, recorreu ao Tribunal Arbitral, que ouviu a EDP, a Comercial e a de Distribuição, as quais alegaram ter já procedido à substituição de 250 metros de cabo e mudado alguns apoios.

Afirmaram, ainda, que foram as trovoadas e os raios – uma descarga eletroestática – ocorridos no rigoroso inverno de 2016, que danificaram o aparelho.

O Tribunal não aceitou a tese, contrapondo que as trovoadas “não são independentes do funcionamento e utilização da rede de distribuição, pois são fenómenos naturais comuns e correntes”. Daí a condenação das duas edp’s.

Agora, e incomodado pelo facto de não ter o desejado aquecimento/refrigeração em casa, o casal – através da advogada Maria Sequeira do escritório de João Magalhães, de Braga – pede à EDP-Distribuição que melhore os fios, cabos e postes de energia.

Pede ainda que pague mil euros de indemnização por danos não-patrimoniais e uma indemnização pelos patrimoniais, a fixar em execução de sentença.

Quer, também, que a elétrica pague 500 euros por cada semana de atraso.

A EDP contestou a ação.

Continuar a ler

Populares