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Braga

Futebol ‘retira’ polícias a julgamento por tráfico de droga em Braga

16 arguidos julgados à porta fechada

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Tribunal de Braga prosseguiu, hoje, à porta fechada, um julgamento com 18 arguidos, acusados de traficarem drogas em Braga, Vila Verde, Amares e noutros concelhos minhotos.


Ontem, e ao que o MINHO apurou, o coletivo de juízes, ouviu três arguidos, dois dos quais confessaram, genericamente, os factos de que estão acusados, mas um deles não assumiu o tráfico.

O julgamento decorre à porta fechada, sem público e sem jornalistas, dada a atual “escassez de efetivos” no Comando da PSP de Braga. Esse facto levou, ontem, o Tribunal Judicial local a “excluir a publicidade” da audiência, ou seja, a vedar o acesso ao pavilhão desportivo de Maximinos, ao público e a jornalistas. “A publicidade colocaria em causa a segurança dos trabalhos e o seu decurso normal, uma vez que não seria possível garantir o número de polícias necessários”, diz o despacho do coletivo de juízes.

Para a escassez de agentes contribui o facto de “alguns estarem de férias e de o campeonato de futebol ter recomeçado, ontem, o que implica o envio quase diário de destacamentos policiais para evitar a aglomeração de adeptos e claques”.

Ao que o MINHO soube, a exclusão de publicidade deve aplicar-se, também, no julgamento, que recomeça, segunda-feira, dos dez arguidos acusados de assaltarem o banco Santander e várias vivendas no Minho.

Neste caso, os advogados de defesa deverão opor-se, posto que, em documento enviado anteriormente aos juízes, em que diziam não aceitar as audiências por videoconferência, reclamaram a sua publicidade, enquanto princípio do direito constitucional que não pode ser violado.

Acusação

A acusação diz que vendiam canábis (resina), heroína, cocaína e MDMA, para consumo ou revenda.

O Procurador concluiu que Gonçalo Martins, um dos principais arguidos, vendeu drogas entre 2014 e 2018, fazendo-o a partir de telefonemas com consumidores e revendedores. Para tal, usava linguagem codificada, com expressões como “tomar café, beber um fino, traz tabaco, e arranja peixe”.

Para além dos telemóveis, recorriam às redes sociais, entre as quais o Messenger, o Instagram, o WhatsApp, o Snapchat e o Telegram.

Em Braga, vendiam ao lado da loja De Borla, na zona dos bares da Sé, no largo dos Bombeiros Voluntários, junto aos bares da zona da UMinho, perto da pastelaria Bracarum, numa área erma de Montariol e na Cividade. Por vezes, as vendas eram feitas em autocarros entre Braga e Vila Verde.

A investigação foi feita pelo NIC (Núcleo de Investigação Criminal) da GNR da Póvoa de Lanhoso que procedeu a dezenas de escutas telefónicas, e a vigilâncias, com captação de imagens.

A GNR apreendeu quatro carros, telemóveis, tablets, computadores, drogas, dinheiro, munições e artefactos ligados ao tráfico. O MP quer que sejam declarados como perdidos a favor do Estado.

O processo conta com 161 testemunhas: 31 gnr’s, e 130 consumidores.

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Braga

Restaurantes de Braga criticam Ricardo Rio. Autarca diz que apoios estão a ser cumpridos

URBAC-19

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Foto: DR

A URBAC- União de Restaurantes de Braga de Apoio ao covid-19, que agrega 140 restaurantes,, emitiu um comunicado, no qual critica o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, garantindo que “nunca afirmou que pretendia a aprovação de estacionamento ilegal como fórmula de estímulo”.

“ Propusemos sim, o fim do excesso de zelo por parte das autoridades, no que diz respeito a multas passadas em lugares de estacionamento com parquímetro. Uma medida, que não apoiaria apenas a restauração, mas, sim, todo o comércio e serviços”, sustenta.

E continuando, diz: “Para além disso, a URBAC propôs um projeto que a autarquia apenas utilizou para tirar aproveitamento publicitário, pois, e voltamos a repeti-lo, do anúncio do projeto “Braga de porta aberta” à sua existência vai uma grande diferença”.

Os restaurantes acentuam que, em pleno no mês de julho, “poucos são aqueles que viram as suas propostas de esplanada aprovadas”, e desafiam o autarca a ir a uma das novas esplanadas para “almoçar (ou jantar) connosco”.

E, prosseguindo nas críticas:  “pedimos “encarecidamente, que esclareçam a URBAC e, sobretudo, os bracarenses o porquê de não ser possível colocar estrados, temporários, para esplanadas em ruas com pisos irregulares e com desnível”. Pede, ainda que, “este  esclarecimento não se esconda atrás de falsas questões de circulação ou de segurança que não existem (seguindo o exemplo de outras câmaras)”.

Para além disso, a URBAC desafia a Câmara a que, também, torne público “o valor já reembolsado aos estabelecimentos que requereram as taxas camarárias de ocupação de espaço público”, relembrando que “prometeu, como estímulo, não cobrar taxas de ocupação e reembolsar quem já o  tinha feito”.

“Braga é uma cidade Romana, linda, fantástica de se visitar, mas Braga vazia, não é tão bonita. Senhor Presidente, não a mantenha vazia, simplesmente com lugares vazios pintados de amarelo (motociclos) e vermelhos (trotinetes), encha-a… “, apelam, a concluir.

Rio: esplanadas criadas

Em resposta aos repartos da URBAC, o presidente da Câmara, Ricardo Rio disse a O MINHO que, “quanto às esplanadas, a iniciativa Braga de Portas Abertas já permitiu a extensão ou criação de dezenas de esplanadas, sempre que tal foi tecnicamente possível dentro das regras e salvaguardas estabelecidas pela Câmara desde o seu anúncio”.

E acrescenta: “Ao mesmo tempo, foi assegurada a isenção total de taxas a todos os estabelecimentos comerciais (incluindo os  de restauração) em todo o ano de 2020, o que representou uma perda de receita muito significativa para a autarquia. As entidades que solicitaram o reembolso têm vindo a receber o mesmo à medida que os mesmos são processados, sem qualquer tipo de atrasos”.

O autarca garante, também, que “a Câmara vai corresponder ao anseio dos responsáveis do URBAC de fiscalizar e punir os operadores que instalam de forma ilegal, estrados e esplanadas, assim tenha conhecimento dos mesmos”.

E a concluir, afirma: O Município vai continuar a colaborar com a Associação Comercial de Braga e com todos os agente económicos, na promoção, animação e estímulo à actividade comercial, quer junto dos consumidores locais, quer numa perspectiva de dinamização turística, dentro das regras que as actuais circunstâncias determinam”.

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Braga

Autoridades resgatam vítima ferida após queda em cascata no Gerês

Resgate

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Foto: DR

Mais uma queda em cascatas do Gerês a motivar resgate. Pelas 15:50 horas deste sábado, um homem de 26 anos caiu num dos trilhos das cascatas do rio Arado, na serra do Gerês, sofrendo ferimentos.

A operação de resgate da vítima decorreu com elementos da Cruz Vermelha de Rio Caldo, militares da GNR e bombeiros de Terras de Bouro.

O homem foi estabilizado no local e transportado para o Hospital de Braga com ferimentos considerados ligeiros, depois de ter sofrido uma entorse.

(notícia atualizada às 20h14)

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Braga

Ministro anuncia nova ETAR em Braga junto ao rio Este

Ambiente

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Foto: CM Braga

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, anunciou hoje, em Braga, o lançamento de um concurso “absolutamente pioneiro em Portugal” para reutilização das águas residuais tratadas.

Em declarações aos jornalistas, Matos Fernandes sublinhou ser “absolutamente fundamental” que o país seja capaz de reutilizar o esgoto tratado.

“O esgoto tratado é água para um conjunto vastíssimo de aplicações”, referiu o ministro, apontando, como exemplos, a lavagem de autocarros ou a rega de jardins e de culturas permanentes.

Hoje mesmo, foi lançado um concurso, no valor de seis milhões de euros, para reutilização de águas residuais.

“Nós podemos produzir eletricidade a partir de fontes renováveis, sem causar qualquer mal ao planeta, mas não conseguimos produzir água, a água que temos hoje é a água que tínhamos quando a terra foi terra”, acrescentou o ministro.

Anunciou ainda o lançamento de um outro aviso, no valor de nove milhões de euros, para a construção de uma estação de tratamento de águas residuais (ETAR) em Braga, que se traduzirá num investimento total de 21 milhões.

“As 50 maiores ETAR do país, e esta que vai ser feita é uma delas, têm uma enorme capacidade de tratamento”, enfatizou.

Em comunicado, a AGERE explica que o principal objetivo desta nova ETAR de Vale de Este, será retirar o sobrecarregamento da atual ETAR de Frossos e drenar para uma outra bacia, a bacia hidrográfica do rio Ave, eliminando “as atuais descargas indevidas”.

“Com esta nova ETAR serão obtidos elevados benefícios ambientais e de saúde pública, permitindo não só tratar convenientemente as águas residuais do Sistema Cidade de Braga, com um importante impacto no sistema sensível onde se encontra, mas também permitir dividir a descarga de caudais entre as 2 bacias hidrográficas (Cávado e Ave) com inevitáveis benefícios ambientais”, escreve a AGERE.

Não foi ainda anunciado o local na nova ETAR mas O MINHO sabe que Celeirós será a aposta da empresa de tratamento de águas residuais.

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