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Fundos europeus financiam rotas turísticas em Portugal e Espanha inspiradas nas invasões francesas

“Projeto NAPOCTEP pretende transformar o património da época das invasões francesas num produto turístico único, capaz de criar riqueza”

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Batalha do Bussaco. Foto: DR

As invasões napoleónicas da península Ibérica são a base de um projeto apresentado hoje, no Luso, Mealhada, que visa criar novas rotas turísticas e culturais na região Centro de Portugal e na província espanhola de Castela e Leão.


“O projeto NAPOCTEP pretende transformar o património da época das invasões francesas num produto turístico único, capaz de criar riqueza e emprego em regiões de Portugal e de Espanha que vivem confrontadas pelo despovoamento e pelo envelhecimento das populações”, resumiu o presidente da Turismo do Centro, Pedro Machado, durante a apresentação do NAPOCTEP, que decorreu no Museu Militar do Bussaco, no distrito de Aveiro.

Com uma duração prevista de dois anos, o projeto NAPOCTEP foi aprovado recentemente pelo programa de cooperação transfronteiriça Interreg Espanha-Portugal (POCTEP), representando um investimento total de 711 mil euros.

O projeto transfronteiriço, que pretende criar um produto turístico diferenciado em torno do imaginário das invasões francesas lideradas por Napoleão no início do século XIX, recebe um apoio do FEDER (Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional) que ascende a cerca de 533 mil euros.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra vai liderar o NAPOCTEP, que envolve a participação de parceiros portugueses (Turismo do Centro, CIM Beiras e Serra da Estrela e Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres Vedras) e espanhóis (Fundación Siglo para el Turismo y las Artes de Castilla y León, Fundación Santa María la Real del Patrimonio Histórico, Sociedad Mercantil Estatal para la Gestión de la Innovación y las Tecnologías Turísticas SEGITTUR e Fundación Finnova).

Javier Ramirez, diretor de turismo da Junta de Castela e Leão, destacou durante a apresentação a capacidade do projeto de desenvolver praticamente de raiz “um produto turístico inovador, atrativo e gerador de atividade económica e emprego”.

O responsável espanhol lembrou que a colaboração entre a Junta de Castela e Leão e a Entidade Regional Turismo Centro tem sido reforçada nos últimos anos, com rotas e produtos turísticos complementares e promoção conjunta em mercados internacionais.

“Fazemos promoções conjuntas em mercados como a China, Estados Unidos da América e até na Europa”, confirmou Pedro Machado, adiantando que, em conjunto, as duas entidades oferecem aos turistas “mais de 20 sítios que são Património Mundial da Humanidade”, diversos locais de peregrinação, muito património histórico e uma experiência cultural e gastronómica única.

Esta “cooperação transfronteiriça intensa” tem ajudado a combater a sazonalidade, levando os visitantes a procurar novos territórios, longe do litoral, garantem os dois responsáveis.

As futuras rotas napoleónicas, numa área que inclui a região Centro de Portugal (Beiras e Serra da Estela) e as províncias castelhano-leonesas do Oeste (Salamanca, Zamora, Valladolid, León e Ávila), irão ser muito importantes para levar emprego e riqueza a territórios de baixa densidade, referiu o presidente da CIM Região de Coimbra, José Carlos Alexandrino.

A Região de Coimbra vai agora arrancar com os trabalhos, estabelecendo rotas, desenvolvendo sinalética e criando uma marca única que possa ser promovida nos mercados internacionais.

A Mealhada foi escolhida para a apresentação do projeto porque, como lembrou o presidente da Câmara, Rui Marqueiro, foram travadas no seu território as batalhas decisivas que travaram o avanço das tropas de Napoleão, restando na paisagem e no património muitas marcas dessa época.

As mais evidentes, lembrou o autarca, são o Museu Militar e a Batalha do Bussaco, que todos os anos é recriada em setembro, sob a direção do exército e com a participação de muitos voluntários.

“Hoje é o dia mais fácil: o do lançamento do projeto. Agora, há muito trabalho pela frente”, resumiu Pedro Machado.

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Covid-19: Portugal atinge novo máximo de mortes diárias (91)

Boletim diário da DGS

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Foto: Ilustrativa / DR

Portugal regista hoje mais 91 mortos e 3.996 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

2.063 dos novos casos são no Norte.

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 225.672 casos de infeção confirmados e 3.472 mortes.

Foram registados 142.155 recuperados, mais 3.560 nas últimas 24 horas.

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“Vacina por si só não será suficiente” para derrotar pandemia

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que uma vacina “por si só não será suficiente” para derrotar a pandemia de covid-19.

“Uma vacina vai complementar as outras ferramentas que temos, não vai substituí-las”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus durante uma reunião do Conselho Executivo da OMS, em que participou presencialmente depois de ter cumprido quarentena por ter estado em contacto com uma pessoa cujo teste a infeção com o novo coronavírus foi positivo.

O diretor-geral da OMS, assim como vários especialistas da agência das Nações Unidas, tem vindo nos últimos dias a moderar o otimismo criado na semana passada sobre a proximidade de uma vacina eficaz contra a covid-19, quando as farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que dados preliminares de ensaios clínicos de III evidenciaram uma eficácia da vacina de 90%.

“Inicialmente as quantidades serão limitadas e por isso cuidadores, idosos e pessoas em situação de risco terão prioridade e esperamos que isso reduza o número de óbitos e permita a resistência dos sistemas de saúde”, disse o diretor-geral da OMS.

“Mas isso ainda vai deixar muito espaço para o vírus operar”, advertiu Tedros Adhanom Ghebreyesus, apelando para que não se encerrem prematuramente as medidas que permitem controlar a expansão da covid-19, designadamente através de testes, quarentena e acompanhamento de casos de contacto.

A pandemia ressurgiu em força em muitos países da Europa, obrigando as autoridades a tomarem novas medidas para tentar controlar a expansão da doença e os novos casos estão a aumentar exponencialmente em muitos Estados dos Estados Unidos da América.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,3 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 3.381 em Portugal.

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Costa anuncia 1.251 milhões para habitação no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência

Economia

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Foto: O MINHO / Arquivo

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje que serão investidos 1.251 milhões de euros, nos próximos seis anos, na habitação, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência, considerando que será “uma grande oportunidade”.

“Essa nova geração de políticas de habitação tem uma grande oportunidade através do Programa de Recuperação e Resiliência. São 1.251 milhões de euros a serem investidos nos próximos seis anos, inclusive em respostas de matéria de habitação social”, afirmou António Costa.

Durante a cerimónia de homologação do “Acordo de Colaboração no âmbito do 1.º Direito para o Município do Porto”, o primeiro-ministro salientou a necessidade de existirem “mecanismos de financiamento fora do perímetro de consolidação orçamental” que auxiliem a financiar programas de resposta à classe média e de acesso ao arrendamento acessível.

António Costa defendeu que o país tem de ser capaz de “ao mesmo tempo” que responde à emergência da pandemia, “preparar o futuro”.

“Temos de sair desta crise, não mais fracos, mas mais fortes do que estávamos antes do início desta crise”, referiu, acrescentando que quando “os recursos” financeiros da União Europeia forem “libertados”, o país tem de “estar em condições de os imediatamente executar”.

O chefe de Estado sublinhou que o plano de recuperação económica apresentado à Comissão Europeia “está a andar a bom ritmo” e identifica um conjunto de “vulnerabilidades” que são “prioritárias”.

“[O plano] identifica um conjunto de vulnerabilidades que tem de ser prioritárias resolver para que no futuro possamos estar mais bem preparados para enfrentar situações adversas como esta que estamos a viver”, disse, destacando a importância das cidades e das áreas metropolitanas em questão de habitação.

Nesse sentido, António Costa falou da existência de um “programa especial” para as Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto de “mais de 250 milhões de euros” para financiar operações integradas de intervenção “sobre as manchas de pobreza” e “zonas de maior fratura social que existem”.

Paralelamente, o primeiro-ministro salientou o “investimento muito grande” que vai ser feito em parceria com as misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) e outras entidades para dar respostas sociais à população mais idosa, que está “numa situação particularmente vulnerável”.

Ao conseguir ter um programa que “ajude a reanimar fortemente a economia”, que assegure o direito à habitação para todos, o primeiro-ministro acredita que será possível “cumprir a meta” proposta de “celebrar os 50 anos do 25 de abril, em 2024, tendo erradicado da sociedade portuguesa as situações de habitação indigna”.

O acordo de colaboração entre a Câmara do Porto e o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) prevê realojar, no âmbito do programa 1.º Direito, entre 2020 e 2025, 1.740 famílias que atualmente vivem em condições indignas.

Na candidatura ao programa foram consideradas 1.740 famílias (3.800 pessoas) de um universo de 3.000, sendo que as restantes 1.600 famílias irão ser objeto de um Acordo de Colaboração a ser celebrado entre a Porto Vivo, SRU e a IHRU.

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