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Arcos de Valdevez

Funcionário que morreu afogado em Arcos de Valdevez estava sem colete salva vidas

Segundo os bombeiros

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Foto: DR/Arquivo

O funcionário da Câmara de Arcos de Valdevez que hoje morreu afogado quando procedia a trabalhos de limpeza no rio Vez, não estava equipado com colete salva vidas, disse à Lusa o comandante dos bombeiros locais.


Segundo Filipe Guimarães, o homem de 57 anos “não sabia nadar” e integrava a “brigada de cantoneiros da câmara municipal.

Na altura do acidente “procedia à limpeza de uma pesqueira situada na praia fluvial da Valeta”, sendo que “também não usava linha de vida”, um equipamento de segurança no trabalho.

“As calças com linha refletora e botas eram as peças do fardamento que usava”, especificou.

A Lusa contactou o presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, mas ainda sem sucesso.

Anteriormente, à Lusa, o comandante dos bombeiros voluntários daquele concelho do Alto Minho adiantou que “os colegas da vítima aperceberam-se que tinha caído, atiram-se ao rio mas não o conseguiram localizar, porque as águas estavam muito turvas devido aos trabalhos de limpeza em curso”.

De acordo com Filipe Guimarães, o homem, natural da freguesia de Rio Frio trabalhava para a autarquia “há muitos anos”.

O alerta foi dado cerca das 09:57.

Ao local compareceram 11 operacionais e quatro viaturas dos bombeiros, ambulância de Suporte Imediato de Vida e a GNR.

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Alto Minho

Investigadores querem preservar antigas armadilhas de lobos em Arcos de Valdevez

Património cultural

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Foto: DR / Arquivo

Uma equipa de investigadores das universidades do Minho e do Porto está a estudar os fojos do lobo da Serra da Peneda, em Arcos de Valdevez, com vista à preservação daquele património de “elevado” valor cultural, foi hoje anunciado.

Em comunicado, os quatro investigadores envolvidos no projeto sublinham que os fojos (antigas armadilhas que serviam para capturar os lobos) são exemplos de “inegável autenticidade e da identidade das comunidades locais e das suas práticas comunitárias na construção e gestão do território”.

A primeira fase do trabalho de campo decorreu nos dias 16 e 17 de julho, tendo a equipa de investigação analisado duas tipologias distintas de fojos.

“Com uma presença incontornável na paisagem, tanto o fojo da Cabrita (Gondoriz) como o Fojo de Seida (Gavieira) são exemplares de património vernáculo de elevado valor cultural tangível e intangível”, refere o comunicado.

Os trabalhos realizados prenderam-se com a recolha de informação morfológica e tipológica das estruturas em estudo e do seu território envolvente, complementada com análises construtivas e ao seu estado de preservação.

Foi ainda recolhida informação digital com vista à construção de modelos virtuais.

Segundo os investigadores, “o estudo destas estruturas permite compreender as estratégias de implantação no território e relação com as paisagens pastoris da alta montanha de Arcos de Valdevez, bem como a elevada flexibilidade” da técnica da alvenaria em junta seca, adaptação às condicionantes do território e às características do granito existente e elevada resiliência das estruturas resultantes”.

No futuro, serão desenvolvidos conteúdos em diversos formatos, capazes de contribuir para a divulgação do conhecimento daquele tipo de património, promovendo a sua preservação junto da comunidade local e dos diferentes públicos que visitam aquele território.

A mesma equipa de investigação já desenvolveu, entre 2014 e 2016, um estudo sobre as brandas de Sistelo e estruturas pastoris em falsa cúpula, também no concelho de Arcos de Valdevez.

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Alto Minho

Incêndios: Arcos de Valdevez reclama segundo helicóptero para o distrito

Autarquia exige reforço de meios

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Foto: CM Arcos de Valdevez / Facebook

A Câmara de Arcos de Valdevez exige um segundo helicóptero no centro de meios aéreos do distrito de Viana do Castelo para combater os incêndios.

Em comunicado, a Câmara revela que participou numa reunião da Subcomissão Distrital de Proteção Civil, com a ANMP, GNR, PSP, Polícia Judiciária e outras entidades de Proteção Civil, para analisar o elevado número de ignições ocorridos no distrito e no concelho neste mês de julho.

Nessa reunião, o Presidente da Câmara, João Manuel Esteves, solicitou o reforço do efetivo de patrulhamento e vigilância, nomeadamente GNR e Exército, e a intensificação da investigação dos incêndios pelas forças de segurança, nomeadamente, a Polícia judiciária.

João Manuel Esteves também pediu ao Ministério da Administração Interna, o reforço de meios para vigilância mais ativa das áreas florestais, bem como a presença do segundo helicóptero no centro de meios aéreos do distrito.

Incêndios: Governo tira helicóptero a Viana e Braga recusa aviões por falta de logística

Em comunicado, a autarquia salienta que, “apesar das dificuldades deparadas pela dispersão dos meios pelas várias ignições praticamente simultâneas, o sucesso das operações tem sido visível, com a envolvência dos bombeiros e de todos os agentes de Proteção Civil, entre outras entidades cujo apoio é fulcral”.

A câmara deixa ainda um apelo “aos cidadãos que assumam e pratiquem comportamentos que contribuam para a diminuição do risco de ignição, não usando fogo junto das áreas florestais e informando as autoridades sobre qualquer situação suspeita”.

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Alto Minho

Arcos de Valdevez avança com trabalhos arqueológicos na Serra do Soajo

Alto da Pedrada

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Foto: CM Arcos de Valdevez

Os trabalhos arqueológicos no Alto da Pedrada, na Serra do Soajo, em Arcos de Valdevez, começam esta segunda-feira e prolongam-se até ao final da semana, anunciou hoje a autarquia.

Trata-se de um recinto fortificado, em bom estado de conservação, localizado em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Em comunicado, a autarquia explica que o “objetivo científico passa por validar as hipóteses formuladas pelo coletivo de investigação romanarmy.eu, o que a confirmar-se será o primeiro acampamento militar romano, de carácter temporário, localizado no Norte de Portugal e perto da fronteira galega”.

O recinto do Alto da Pedrada está localizado a uma altitude de 1416 metros, o ponto mais alto de todo o Alto Minho.

A condição especial de isolamento, longe das estradas e dos núcleos de povoamento da zona, facilitou a preservação de grande parte do recinto fortificado e até de três das características portas de entrada originais. O seu paralelo mais próximo no Noroeste Peninsular é o acampamento Romano de Penedo dos Lobos, em Manzaneda (Ourense), investigado pela mesma equipa no Verão de 2018.

A intervenção é financiada integralmente pela Câmara de Arcos de Valdevez, envolvendo administrativamente outras entidades como as Juntas de Freguesia e Baldios de Soajo, Cabreiro e Gondoriz, bem como o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Os trabalhos arqueológicos integram-se no projeto Finisterrae, financiado pela Comissão Europeia através de uma bolsa individual Marie Skłodowska-Curie, liderada por João Fonte (Universidade de Exeter).

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