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Braga

Funcionárias de limpeza da UMinho em greve exigem pagamento de ‘lay-off’

Estão ao serviço da empresa KG Services

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Funcionárias de limpeza da Universidade do Minho, ao serviço da empresa KG Services, estão esta segunda-feira em greve. Reclamam o pagamento do salário relativo ao ‘lay off’ entre 22 de janeiro e 18 de abril, bem como a regularização de horas extras e vencimento.

Na manhã desta segunda-feira, sete funcionárias estavam em protesto à porta da Universidade do Minho empunhando cartazes reivindicativos como “KG paga o que deve” e “Luta pelos nossos direitos”.

A presidente do CESMinho, Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Esritórios e Serviços do Minho, Sónia Ribeiro, nota que “a grande maioria das trabalhadoras não aderiu à greve, embora tenham participado numa reunião quase 20 pessoas”, devido a pressões da entidade empregadora.

“Foram sendo ameaçadas de que não havia renovação dos contratos, de que seriam despedidas, uma série de situações de que quem tem salários baixos acaba por ter receio”, aponta a sindicalista a O MINHO.

Sónia Ribeiro denuncia que há “salários do período do ‘lay-off’ que as trabalhadoras não receberam, horas extras que não são pagas corretamente, período normal de trabalho que também não é pago como devia”.

“A empresa alega até que as trabalhadoras não receberam do ‘lay-off’ porque não tinham direito, ora sabemos que isto é uma falácia. Quem se propõe a ‘lay-off’ é a empresa, e se não está em condições de aceder ao ‘lay-off’, não são as trabalhadoras que irão ser penalizadas por isso, pelo menos não é justo que assim seja”, vinca a presidente do CESMinho, acrescentando que as funcionárias equacionam avançar para tribunal e fazer “o que estiver ao ser alcance para receber o que lhes pertence”.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

A sindicalista acrescenta que a KG Services colocou 90% das trabalhadoras de férias em dezembro. “Ora, em dezembro prevê-se que, após novo concurso, já não seja esta a empresa que esteja cá. E colocam as trabalhadoras em férias numa altura em que a empresa não estará ao serviço da UMinho. Depois vamos ver se vão gozá-las ou não e que empresa será responsável pelo gozo das férias. A empresa que assumir tem que assumir os trabalhadores com os direitos que têm à altura”, conclui.

A greve foi convocada para todo o dia.

O MINHO tentou obter uma reação da KG Services, sem sucesso até ao momento.

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