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Fronteiras da União Europeia não voltam a encerrar, garante António Costa

Reunião de chefes de Estado e Governo da UE

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Foto: Ivo Borges / O MINHO

As fronteiras entre os países estados-membros da União Europeia não vão voltar a fechar, confirmou ao final da tarde desta quinta-feira o primeiro-ministro António Costa.


No final de uma reunião de chefes de Estado e Governo da UE, o primeiro-ministro garantiu que não haverá encerramento de fronteiras.

Disse ainda que os países vão ter de definir uma estratégia durante o mês de novembro em relação à forma como vão distribuir as vacinas por entre a população, sendo que cada país terá direito a um número de vacinas em igual proporção de acordo com a população residente.

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CIP preocupada com previsões da OCDE de crescimento anémico da economia portuguesa

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal manifestou-se hoje preocupada com a projeção da OCDE sobre a evolução da economia portuguesa, alertando para a necessidade de se definir uma estratégia económica a prosseguir que evite a concretização desse cenário.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) estima um decréscimo do Produto Interno Bruto português de 8,4% este ano e um crescimento de 1,7% e 1,9% em 2021 e 2022, respetivamente, pelo que, no final deste período, Portugal “continuaria longe do ponto de partida em 2019”, refere A CIP em comunicado.

E prossegue: “Estas projeções são particularmente adversas, porque apontam para um declínio da economia global de 4,2% em 2020, mas para um crescimento de igual percentagem em 2021, seguido de um crescimento de 3,7% em 2022”.

Assim sendo, Portugal cai “o dobro da recessão global” e tem uma “taxa de recuperação que não chega a metade da média dos outros países”, adverte.

Para a CIP, liderada por António Saraiva, a confirmarem-se estes cenários, o desempenho previsto da economia portuguesa “é muito penalizador”.

Além disso, realça que enquanto o orçamento do Estado para o próximo ano tem subjacente uma “redução da taxa de desemprego”, a OCDE prevê “um agravamento do desemprego” em mais cerca de 115 mil pessoas.

No comunicado, a CIP aponta o facto de a OCDE fazer uma “forte recomendação” para que as medidas de apoio à economia “apenas sejam retiradas quando a recuperação estiver firmemente em curso”, ao mesmo tempo a que “apela à existência de instrumentos de capitalização das empresas viáveis”, em linha com o que a CIP “tem proposto”.

A CIP refere ainda que atendendo a que a crise económica um impacto diferenciado consoante os setores de atividade, a OCDE “apela diretamente” ao Governo para que “apoie as empresas e os trabalhadores do setor do turismo”, particularmente afetados e que poderão ter que se reconverter.

“A análise da OCDE é um alerta muito forte e, conforme a CIP tem defendido e fundamentado, são necessários apoios mais robustos à economia portuguesa, é fundamental que as medidas anunciadas cheguem às empresas, é crítico que as medidas se mantenham por tempo suficiente e é tempo de Portugal ter também instrumentos dirigidos ao reforço do capital das empresas, como sucede noutros países”, aponta no comunicado.

“Para a definição e financiamentos das medidas de apoio há uma condicionante fortíssima que é a ‘bazuca’ europeia (Next Generation EU), mas têm de ser tomadas com urgência as medidas que façam parar esta espiral destruidora da riqueza nacional em que atualmente nos encontramos”, acrescenta.

Além disso, a CIP realça que a OCDE também comentou a perspetiva global, tendo dito que a recuperação económica “exige um esforço extraordinário” de colaboração entre os setores público e privado.

Também avisa que para “garantir a sustentabilidade das finanças públicas e não repassar um fardo da dívida insustentável para as gerações futuras, é fundamental que haja um forte crescimento económico liderado pelo setor privado”.

Nesse sentido, as questões relacionadas com o mercado de trabalho, nomeadamente as que se referem aos “incentivos para contratar e manter trabalhadores”, constituem prioridades para a competitividade, tal como o “incremento das qualificações, a requalificação e a reconversão”, conclui a CIP.

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País

APEL pede que se ofereçam livros no Natal, livrarias criam novas formas de sobreviver

Economia

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Foto: CM Braga

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) apelou hoje à compra de livros para oferecer no Natal e, desta forma, ajudar um setor, que está a viver “enormes dificuldades” devido à crise pandémica.

Sob o mote “os melhores presentes estão nas livrarias”, a APEL “convida os portugueses” a privilegiar neste Natal os livros e as livrarias, “muitas delas em risco de sobrevivência”.

Entretanto, as próprias livrarias desdobram-se em formas de se tentarem adaptar à realidade e criar formas inovadoras de chegar ao público, para garantirem a sua subsistência.

Nesta semana, dois grupos editoriais anunciaram ter aderido ao sistema de entrega de livros ao domicílio, como acontece já com os serviços de compra de bens alimentares.

Na quarta-feira, o grupo Penguin Random House – detentor das chancelas Alfaguara, Companhia das Letras, Objectiva, Arena, Suma de Letras, Nuvem de Letras e Nuvem de Tinta – anunciou ter chegado à Glovo, tornando-se assim a primeira editora portuguesa a ter loja na aplicação móvel que permite aos leitores da cidade de Lisboa encomendar na plataforma e “receber os livros em poucos minutos ou oferecê-los a quem mais gostam”.

Esta iniciativa quer “facilitar o acesso dos leitores aos livros, que naturalmente tem estado condicionado devido às limitações de horários das livrarias e dos espaços comerciais”, de forma “rápida, segura e confortável”, afirma a editora, sublinhando que “os últimos meses têm provado que os portugueses têm encontrado consolo e companhia na leitura”.

No mesmo dia, o grupo editorial Leya anunciou ter criado um novo serviço, disponível na grande Lisboa e linha de Cascais, que inclui livros de todas as editoras do mercado.

“Leya Express” é, segundo o grupo, um serviço de “entrega de livros em duas horas e sem custos de envio”.

No final de setembro foi anunciada também a criação de uma nova plataforma de venda ‘online’ para as livrarias independentes, a ser criada dentro do ‘site’ da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), para impulsionar o setor do livro.

Esta solução, nascida, após o estado de emergência, da necessidade de identificar medidas para apoiar as livrarias independentes, envolve a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), a INMC e a Associação RELI – Rede de Livrarias Independentes.

O apelo lançado hoje pela APEL vem reforçar uma campanha lançada no mês passado, e que se estenderá pelas próximas semanas, pela APEL, para promover a compra de livros no Natal, que destacava “o facto de numa livraria ser possível comprar presentes para todos, evitando assim que as pessoas tenham de andar de loja em loja, o que, para além de ser prático, também ajuda a promover a saúde pública”.

A associação congratulou-se hoje também pelo cumprimento da Lei do Preço Fixo do Livro por parte do setor, sublinhando o “respeito que todos os agentes” estão a demonstrar.

Segundo a APEL, com base na informação disponibilizada pela Comissão de Acompanhamento da Lei do Preço Fixo do Livro, “os retalhistas, físicos e digitais, têm atuado dentro dos parâmetros legais, realizando promoções que respeitam o espírito da Lei”, um “aspeto fundamental para uma concorrência sã e o bom funcionamento do setor”.

De acordo com os últimos dados disponíveis relativos à venda de livros em Portugal, anunciados no final de outubro, o setor livreiro recuperou “algum fôlego” da queda abrupta que registou devido à pandemia, mas ainda assim continua com uma quebra de 15,8%, o que significa perdas no valor de 7,5 milhões de euros.

Segundo um estudo da consultora Gfk, com base nas vendas de livros em lojas físicas nos primeiros nove meses de 2020, até ao final da primeira semana de março, Portugal registou um ligeiro aumento de venda de livros, comparativamente com o mesmo período do ano anterior, com uma variação positiva de 0,9%, ou seja, mais 300 mil euros, para um encaixe de 27,4 milhões de euros.

Entre 19 de março e 2 de maio, o país esteve em situação de estado de emergência, que transitou imediatamente para o de calamidade, e o mercado caiu a pique.

Segundo a Gfk, o levantamento feito entre a segunda semana de março e a última de maio, revela uma perda de 16,1 milhões de euros (de 28 milhões em 2019, para 11,9 milhões em 2020), o que se traduz numa quebra de 57,6%.

A partir do final de maio e até ao final de setembro, verificou-se uma recuperação e os valores entrados alcançaram os 39,6 milhões de euros, mesmo assim, menos 7,5 milhões do que em igual período do ano passado.

Fazendo a avaliação total dos primeiros nove meses deste ano, o mercado livreiro português registou perdas no valor de 23,3 milhões de euros, face a 2019 (de 102,2 milhões para 78,9 milhões).

Em termos globais, as perdas em Portugal são atualmente de 22,8%.

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País

Carolina Deslandes e Filipe Melo entre os compositores do Festival da Canção 2021

Cultura

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Foto: DR / Arquivo

Os artistas Carolina Deslandes, Filipe Melo, Stereossauro, Hélder Moutinho, Tatanka e Virgul estão entre os convidados a comporem temas para o Festival da Canção 2021, cujo vencedor irá representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, anunciou hoje a RTP.

“O Festival da Canção de 2021 contará com 20 canções a concurso. Dessas, 18 resultam de convites diretos da RTP, uma vez mais tendo em conta a representação da diversidade de géneros musicais e artistas com obra pública. A novidade está nas restantes entradas, com a seleção de dois autores através da livre submissão de canções. A RTP registou, este ano, a maior participação de sempre neste formato de submissão, com 693 contribuições de maquetes via email”, refere a estação pública num comunicado hoje divulgado.

Este ano, a estação pública convidou a comporem canções: Anne Victorino D’Almeida, Carolina Deslandes, Da Chick, Fábia Maia, Filipe Melo, Hélder Moutinho, Ian, Irma, Joana Alegre, João Vieira, Karetus, Neev, Pedro Da Linha, Stereossauro, Tainá, Tatanka, Virgul e Viviane.

Os dois compositores escolhidos através de concurso são Miguel Marôco e Pedro Gonçalves.

Em 2021, as semifinais do concurso decorrerão nos dias 20 e 27 de fevereiro, e a final no dia 06 de março.

A música “Medo de Sentir”, interpretada por Elisa e composta por Marta Carvalho, venceu este ano o Festival da Canção, cuja final aconteceu em Elvas, e deveria ter representado Portugal no Festival Eurovisão da Canção, que deveria ter acontecido nos Países Baixos, mas que foi adiado devido à pandemia da covid-19.

Em 2021, não há risco de o concurso, que reúne representantes de 41 países, não acontecer, visto que os concorrentes vão gravar as atuações nos seus países.

“Com a Eurovisão 2021 a aproximar-se, podemos agora revelar que todos os participantes terão garantido o direito de participar na competição. Cada país irá criar uma gravação ‘ao vivo’ antes do concurso, que poderá ser usada caso o concorrente não possa viajar para Roterdão devido à pandemia, ou no caso de, já nos Países Baixos, ter de ficar em quarentena”, refere a organização num comunicado divulgado em 18 de novembro no ‘site’ oficial do Festival Eurovisão da Canção.

A 65.ª edição do concurso, que se realiza anualmente na Europa desde 1956, deveria ter acontecido em maio deste ano, em Roterdão, mas a União Europeia de Radiodifusão, por considerar que não estavam reunidas condições para a sua realização, devido à pandemia da covid-19, decidiu adiá-la um ano.

A organização explica que foi pedido a todas as estações de televisão participantes (no caso de Portugal é a RTP) “que gravem uma atuação ao vivo do concorrente no seu país”.

Essa gravação “deverá ser entregue antes do evento, terá de acontecer num estúdio e em tempo real (tal como seria no concurso), sem qualquer edição da voz ou de qualquer parte da atuação, depois de esta ser gravada”.

A organização garante que “um conjunto de diretrizes de produção irá assegurar a equidade e integridade do concurso”.

“Esperemos que todos, ou a maioria, dos concorrentes possam viajar para Roterdão em maio, mas termos a gravação da atuação ao vivo garante que esta será vista por milhões de espectadores, aconteça o que acontecer”, refere a organização.

As semifinais da 65.ª edição do festival Eurovisão da Canção estão marcadas para os dias 18 e 20 de maio e, a final, para o dia 22 do mesmo mês.

Portugal participou no Festival Eurovisão da Canção pela primeira vez em 1964, tendo entretanto falhado cinco edições (em 1970, 2000, 2002, 2013 e 2016).

Entre 2004 e 2007, inclusive, e em 2011, 2012, 2014, 2015 e 2019, Portugal falhou a passagem à final.

Portugal venceu pela primeira vez o Festival Eurovisão da Canção em 2017, com o tema “Amar pelos dois”, interpretado por Salvador Sobral, composto por Luísa Sobral. Na sequência da vitória, Lisboa acolheu o concurso no ano seguinte.

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