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Alto Minho

‘Freestyle’ de concertinas regressa a Arcos de Valdevez (com máscaras e distanciamento)

Tradição minhota

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Foto: Arcos de Valdevez (página de Facebook)

É uma particularidade de domingo no centro de Arcos de Valdevez. As rodas de improviso com concertinas e castanholas a puxar a um pé de dança ao som de modas minhotas estiveram interrompidas durante mais de dois meses face à pandemia de covid-19. Mas hoje regressaram. E sem aviso.


No centro daquela vila, vários tocadores, munidos de máscara e assegurando a distância de segurança recomendada pelas autoridades de saúde, replicaram músicas do coração do Minho, atraindo novamente alguns populares.

No período áureo, durante o verão e com emigrantes, chegam a juntar-se mais de 200 pessoas a cantar, dançar e, claro, a tocar. A moda acabou por ser interrompida pelo surto de covid-19, mas parece agora regressar, ainda de forma tímida, mas com vários participantes.

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Viana do Castelo

Filme rodado em Viana com Vítor Norte e Sara Sampaio estreia a 22 de outubro

“Sombra”

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Foto: Divulgação

Já foi anunciada a data de estreia do filme “Sombra”, rodado em Viana do Castelo com um elenco de luxo de atores. De acordo com a produção da película, a data para as salas de cinema está marcada para o próximo dia 22 de outubro, através da NOS Audiovisuais.

Inspirado na história de amor, força e coragem da mãe de Rui Pedro, criança desaparecida há cerca de 22 anos em Lousada, o filme realizado por Bruno Gascon conta com nomes como Ana Moreira, Miguel Borges, Vítor Norte, Sara Sampaio e Ana Bustorff, entre outros.

Vitor Norte e Sara Sampaio “rodam” filme em Viana entre outubro e novembro

Ana Moreira, a atriz principal, foi já galardoada por filmes como “Transe”, “Os Mutantes”, Filme do Desassossego”, “Tabu” ou “A Corte do Norte”.

Ana Moreira durante o filme “Sombra”. Foto: Divulgação

As filmagens foram, na sua grande maioria, rodadas na capital do Alto Minho, entre setembro e novembro de 2019, existindo um apoio por parte da autarquia para com a produtora do filme. Para além da Câmara Municipal, são ainda parceiros a Viana Film Commission, a Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas, o Instituto do Cinema e do Audiovisual, a RTP, a Pic Portugal, entre outros.

Sinopse

Em 1998, Isabel tinha a família perfeita até que um dia chega a casa e descobre que o seu filho de 11 anos desapareceu. A partir desse momento tudo muda.

Apesar da cobertura mediática do caso e da existência de um suspeito a justiça falha constantemente e Isabel percebe que somente ela poderá manter viva a busca por Pedro. Passam-se quinze anos e apesar de todos os obstáculos que encontra Isabel vai continuar a fazer de tudo para reencontrar o filho que todos querem que esqueça, mas que ela acredita que ainda está vivo. Uma mãe sabe. 

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Alto Minho

Depois de 86 casos, Melgaço está sem qualquer infetado com covid-19

Pandemia

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Foto: DR

O concelho de Melgaço anunciou esta terça-feira ter atingido a total recuperação dos últimos doentes infetados com covid-19.

Depois de 86 casos confirmados ao longo dos últimos três meses e meio, 61 deles no lar Pereira de Sousa, na Santa Casa da Misericórdia, o município anunciou hoje ter chegado aos zero casos ativos, com o total de 74 recuperados.

Infelizmente, morreram doze pessoas durante o processo que assolou um dos concelhos mais a Norte do país.

Em comunicado, o município dá conta da ‘boa nova’, mas pede à população para não facilitar: “Não temos casos positivos no nosso Município, mas temos de continuar a ser defensivos. A proteger-nos. A proteger os outros”.

Apela ainda aos melgacenses para, quando saírem, o façam “em segurança”: “O vírus não anda sozinho. Somos nós que o transportamos. Se seguirmos à risca todas as diligências, vamos conseguir”, refere a mesma nota.

Já o distrito de Viana do Castelo conta com 618 casos acumulados desde o início da pandemia, mas apenas 23 estão ativos, encontrando-se em vigilância no lar e/ou hospitalizados.

Em todo o distrito há o registo de 530 pacientes recuperados, existindo 55 óbitos a lamentar.

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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.

“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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