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Braga

Francisco Mota assume a presidência interina da Juventude Popular

Ex-líder da concelhia de Braga da JP

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Foto: Divulgação / JP Braga

A presidência interina da Juventude Popular (JP) foi assumida por Francisco Mota, na sequência da eleição de Francisco Rodrigues dos Santos para a direção do CDS-PP, no último congresso nacional, anunciou hoje o partido.

Francisco Mota, que tinha sido eleito vice-presidente da JP no seu último congresso nacional, em 2018, assumiu a presidência interina da organização – até ao próximo congresso -, em resultado da decisão tomada numa reunião da Comissão Política Nacional (CPN), que decorreu no sábado em Coimbra.

Citado num comunicado enviado às redações o novo líder nacional da JP diz assumir “com orgulho o património e o percurso” deixados pelo atual presidente do CDS.

Francisco Mota adiantou ainda que vai focar-se “na reorganização interna, na aposta na implantação local, no diálogo estruturado com as organizações de juventude e na valorização da formação com vista ao próximo combate político que são as eleições autárquicas.”

Para o presidente da JP “é hora de colocar na agenda política o compromisso intergeracional”, de “romper com o poder instalado” e com a ideia de que “não há esperança num futuro diferente”.

Afirmando-se como a única juventude partidária de direita em Portugal, a JP assume “sem complexos” a intenção de dar voz às novas gerações e “sem as amarras do socialismo”, combater o “politicamente correto e a ditadura de opinião imposta pela esquerda.”

Para além do cargo de vice-presidente da JP, Francisco Mota tinha liderado no passado a concelhia de Braga da juventude partidária, que agora fica incumbido de presidir até ao próximo congresso da organização, previsto para o mês de novembro.

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Braga

Sindicato exige harmonização dos salários dos enfermeiros do Hospital de Braga

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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Foto: DR / Arquivo

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje a harmonização dos salários daqueles profissionais que trabalham no Hospital de Braga, considerando “vergonhoso” que haja 168 que recebem 1.060 euros em vez dos 1.201 “previstos na lei”.

Em comunicado, o SEP referiu que já pediu a intervenção do Presidente da República e do primeiro-ministro, face às “ausências de resposta” da administração do hospital e do Ministério da Saúde.

“Os enfermeiros não precisam de ser apelidados de heróis, tão pouco que lhes batam palmas. Exigem ações, condições de trabalho e, no caso concreto, ter salários iguais aos restantes”, sublinhou o sindicato.

Contactada pela Lusa, a administração do hospital disse que no decorrer do processo de adesão aos acordos coletivos de trabalho (ACT), remeteu uma minuta de acordo a todos os sindicatos para que manifestassem a sua intenção de adesão, sendo que do SEP não recebeu, até ao momento, “qualquer resposta”.

“O Hospital de Braga lamenta que o atual período vivido a nível nacional seja utilizado pelo sindicato para mediatizar as suas reivindicações”, acrescentou a administração.

No comunicado, o SEP diz que “ninguém compreende que os salários destes enfermeiros se mantenham naquele vergonhoso valor [1.060 euros], quando todos os que foram admitidos pós-setembro recebem, e bem, os 1.201 euros”.

Em 01 de setembro de 2019, a gestão do Hospital de Braga passou para a esfera pública, depois de dez anos nas mãos do Grupo Mello Saúde, ao abrigo de uma parceria público-privada (PPP).

O SEP garante que, no período anterior à transição, alertou a administração e o Ministério da Saúde para a obrigatoriedade de, logo em setembro, decorrer o processo de adesão aos instrumentos de regulamentação coletiva do trabalho, para garantir que os enfermeiros à data contratados pelo Grupo Mello com um salário de 1.060 euros passassem para os 1.201.

“Porventura mais preocupados com as eleições que com os profissionais, nada fizeram e assim continuaram, apesar das muitas insistências”, critica o sindicato.

O SEP lembra que o protelamento determinou o agendamento de uma greve para 17 e 19 de Março, que acabaria por ser suspensa devido à pandemia de covid-19.

O sindicato vaticina ainda que, tendo em conta o histórico, o estado de alerta e agora o estado de emergência, “previsivelmente, nenhuma decisão será tomada pela tutela”.

O conselho de administração do hospital disse ainda que “procurou, desde sempre, garantir uma aproximação às preocupações dos seus profissionais e tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

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Braga

Hospital de Braga ativou 6 alas exclusivas e ampliou Cuidados Intensivos

Covid-19

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O Hospital de Braga já ativou seis alas de internamento dedicadas em exclusivo à covid-19, com capacidade para 175 doentes infetados, anunciou hoje aquela unidade.

Em resposta escrita enviada à Lusa, o hospital refere que também ampliou a área da Unidade de Cuidados Intensivos, que detém agora uma capacidade de 32 camas para tratamento de doentes com covid-19.

“Está ainda prevista a abertura de mais camas dedicadas noutras alas de internamento, de acordo com o desenvolvimento da doença e necessidades identificadas”, acrescenta.

O Hospital de Braga diz ainda que está a desenvolver um “trabalho contínuo” com as forças de autoridade e instituições locais, no sentido de definir estratégias a curto e médio prazo que permitam ajustar a resposta hospitalar à evolução prevista da pandemia.

Desde o início da pandemia, e segundo os dados hoje revelados, o hospital já realizou um total de 2.530 testes de despiste, dos quais 407 registaram resultados positivos.

Também já se registaram quatro casos avaliados como “completamente recuperados” e ainda um parto realizado a grávida com covid-19.

Atualmente, o Hospital de Braga tem 93 doentes internados com covid-19, estando 79 em enfermaria e 14 na Unidade de Cuidados Intensivos.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 311 mortes, mais 16 do que na véspera (+5,4%), e 11.730 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 452 em relação a domingo (+4%).

Dos infetados, 1.099 estão internados, 270 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 140 doentes que já recuperaram.

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Braga

Câmara de Braga aprova hotel de quatro pisos no atual quartel dos bombeiros voluntários

Reunião de câmara

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Foto: Google Maps

A Câmara de Braga decidiu hoje, com a abstenção do PS e da CDU, viabilizar a construção de um hotel com quatro pisos acima do solo no local atualmente ocupado pelo quartel dos Bombeiros Voluntários locais.

O promotor do hotel ficará obrigado a construir, a suas expensas, o novo quartel da corporação, que será edificado num terreno na freguesia de S. Paio de Arcos, cedido pelo município.

Na reunião de hoje, o executivo foi chamado a votar uma “excecionalidade” que permite um volume de construção que ultrapassa as “altimetrias” predominantes do edificado envolvente, o que contraria o Código Regulamentar do município de Braga.

No entanto, e ainda segundo o mesmo código, a câmara pode, por “deliberação fundamentada”, excecionalmente aceitar esse volume de construção.

A excecionalidade foi hoje aprovada, pelo que o processo tem luz verde para avançar.

Em causa está a construção de um hotel com 36 quartos, com quatro pisos acima da cota soleira, mais um de garagem.

O presidente da câmara, Ricardo Rio, lembrou que esta é, desde logo, uma oportunidade para resolver o problema das instalações dos Bombeiros Voluntários, que são exíguas e não têm condições para acolher o corpo ativo feminino.

Além disso, a obra servirá também para dignificar o largo fronteiro ao quartel, que foi o antigo fórum da cidade e que neste momento está transformado num parque de estacionamento para as viaturas dos “Voluntários”.

“É uma solução boa para todas as partes”, referiu o autarca, sublinhando que o novo quartel poderá custar 1,5 milhões de euros e será pago pelo promotor do hotel.

O vereador do PS Artur Feio lembrou que se trata de uma zona “sensível” em termos arqueológicos, pelo que considerou que antes de qualquer parecer deveriam ser feitas sondagens arqueológicas.

“Se for viável, se das sondagens não resultar qualquer problema para o avanço da obra, não temos nada a opor”, referiu.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, admitiu que se trata de uma “excelente oportunidade” para resolver o problema da deslocalização do quartel dos bombeiros e para dignificar aquela área da cidade, mas defendeu que seria “mais adequado” que no local fosse edificado um espaço “público de uso coletivo”.

Disse ainda que o hotel terá “mais do dobro” da altura do atual quartel e que a excecionalidade hoje aprovada não passa de um mecanismo para “contornar” o regulamento do Centro Histórico.

O projeto conta com um parecer positivo condicionado da Direção-Regional de Cultura do Norte, que exige sondagens arqueológicas, a preservação das fachadas e uma solução arquitetónica “mais contida e tradicional”, que evite “grandes contrastes e roturas” com o edifício existente.

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