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Francisco Assis apoia eventual candidatura de Ana Gomes a Belém

Para o ex-líder parlamentar do PS “não há personalidade em melhores condições”

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Foto: jm-madeira.pt / DR

O antigo eurodeputado do PS Francisco Assis manifestou, esta quarta-feira, o seu apoio a uma eventual candidatura de Ana Gomes à Presidência da República, considerando que a socialista é a “escolha natural” para congregar “várias esquerdas”.


“Acho que não há personalidade em melhores condições do que Ana Gomes para ser candidata à Presidência da República. E também acho que era bom que a esquerda democrática tivesse um candidato. Se ela se candidatar, eu seguramente vou apoiá-la”, disse Francisco Assis, no programa “Casa Comum” da Rádio Renascença.

Para o ex-líder parlamentar do PS, não há “no espaço da esquerda democrática” melhor candidato para o lugar do que Ana Gomes, que se tem destacado nos últimos dias pelas denúncias em alegados casos de corrupção como o “Luanda Leaks” e o “Football Leaks” que envolve Rui Pinto.

Ana Gomes é uma “escolha natural” para congregar “várias esquerdas e não apenas o Partido Socialista”, considerou, afirmando acreditar que o apoio “já existente” à socialista irá ser reforçado.

Em novembro do ano passado, em entrevista à agência Lusa, Ana Gomes colocou em aberto um eventual apoio do PS a Marcelo nas presidenciais e rejeitou a hipótese de se candidatar ao cargo.

“Nunca corri à procura de cargos, não corro à procura de cargos. A minha intervenção é de cidadania”, afirmou.

Na sequência de alguns apoios dentro do PS à recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa – que para Ana Gomes está em melhores condições para vencer a votação -, a antiga diplomata afirmou que “não exclui que essa seja a posição” que venha a ser tomada pelo partido.

Contudo, alertou, na altura, que “uma campanha eleitoral é sempre uma grande oportunidade para fazer política e discutir política” e que o PS tem muitos “militantes qualificados” para a disputar as presidenciais de janeiro de 2021.

E por isso, admitiu: “Não excluo que o PS tenha um candidato próprio e sobretudo acho essencial que a campanha seja uma boa campanha, com vários candidatos e que permita um debate político, independentemente de quem vier a ganhar”.

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Farmacêutica chinesa diz que vacina estará pronta no início de 2021

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Uma empresa farmacêutica da China disse hoje que a vacina contra o novo coronavírus que está a desenvolver deve estar pronta no início de 2021 para distribuição em todo o mundo, incluindo na Europa e Estados Unidos.

Yin Weidong, o CEO da SinoVac, disse que recebeu pessoalmente a vacina experimental.

“No início, a nossa estratégia foi desenhada para a China e para Wuhan, mas em junho e julho, ajustámos para abranger todo o mundo”, revelou.

“O nosso objetivo agora é fornecer a vacina para todo o mundo, incluindo os Estados Unidos, União Europeia e outros”, assegurou Yin.

Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Regulamentos rigorosos nos EUA, União Europeia, Japão e Austrália têm historicamente bloqueado a venda de vacinas chinesas, mas Yin disse que isso pode mudar.

A SinoVac está a desenvolver uma de quatro vacinas candidatas na China, juntamente com a estatal SinoPharm, que possui duas outras em desenvolvimento, e a empresa privada filiada ao exército chinês CanSino.

Mais de 24.000 pessoas estão a participar dos testes clínicos realizados pela CoronaVac no Brasil, Turquia e Indonésia, disse Yin.

A SinoVac escolheu estes países porque todos tiveram surtos graves, são populosos, e têm uma capacidade limitada de pesquisa e desenvolvimento, disse.

Yin falou à imprensa durante uma visita a uma fábrica da SinoVac no sul de Pequim.

Construída em poucos meses, a planta foi projetada para permitir que a SinoVac produza meio milhão de doses da vacina por ano.

Testes rápidos podem ter fiabilidade de 95% se forem moleculares

A instalação já estava a operar hoje, com funcionários a encher frascos minúsculos com a vacina e a embalá-los. A empresa projeta que poderá produzir centenas de milhões de doses até fevereiro ou março do próximo ano.

A SinoVac também está a começar a testar pequenas doses da CoronaVac em crianças e idosos na China.

Embora a vacina ainda não tenha passado pelos testes clínicos de fase 3, um padrão globalmente aceite, a SinoVac já injetou milhares de pessoas na China.

Yin disse que foi um dos primeiros a receber a vacina experimental, há vários meses, junto com investigadores, depois de as fases um e dois dos testes em humanos não causarem efeitos adversos graves.

“Isto é uma espécie de tradição na nossa empresa”, disse Yin, acrescentando que fez o mesmo com uma vacina contra a hepatite em desenvolvimento.

No início do ano, a China permitiu o “uso de emergência” de vacinas candidatas para populações em risco, como funcionários nas fronteiras e médicos, se as empresas mostrassem “segurança e bons anticorpos” em testes com cerca de mil pessoas, disse Yin.

A SinoVac recebeu a aprovação em junho passado, junto com a SinoPharm e a CanSino, e foi capaz de fornecer dezenas de milhares de doses da CoronaVac para o governo municipal de Pequim, disse Yin.

Os funcionários da SinoVac foram qualificados para uso de emergência da vacina porque um surto dentro da empresa prejudicaria a sua capacidade de desenvolver a vacina, disse Yin.

Cerca de 90% dos colaboradores da empresa já foram vacinados, revelou.

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Testes rápidos podem ter fiabilidade de 95% se forem moleculares

Covid-19

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Foto: O MINHO / Arquivo

Os testes rápidos podem ter uma eficácia de 95% no rastreio da covid-19, mas têm de ser moleculares e operados por técnicos especializados, advertiu hoje o médico e professor de microbiologia da Universidade de Lisboa (UL) Thomas Hanscheid.

“Há empresas que conseguiram miniaturizar os testes moleculares realizados em laboratório, com capacidade para os colocar no mercado, mas os testes com qualidade são caros e não é só mandá-los para as escolas e para os lares. Não é qualquer pessoa que o pode realizar, como um teste de gravidez”, disse em entrevista à agência Lusa o especialista de origem alemã, docente na Faculdade de Medicina da UL.

“Os novos testes moleculares rápidos vão custar muito dinheiro”, afirmou.

Os testes rápidos para doenças infecciosas foram desenvolvidos nos anos 80 devido à malária, com um formato semelhante a um teste de gravidez, mas o que agora se exige para a covid-19 é diferente, alertou o professor.

“É preciso ter cuidado para saber que tipo de teste é”, defendeu quando questionado sobre a oferta destes testes, acrescentando que não são todos iguais: “O teste molecular vai amplificar o gene do vírus e é claro que funciona muito melhor”.

Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Por ser um teste rápido, não significa que qualquer pessoa o sabe operar, referiu, manifestando surpresa com a quantidade de testes (500.000) que a Cruz Vermelha se propõe distribuir.

Além do custo, há que ter em conta quem vai operar o teste. “Não sei se serão técnicos enviados pela Direção Geral da Saúde, mas é preciso pessoas especializadas”, garantiu.

Para o médico, o recurso a testes rápidos é uma tendência e poderá ser útil em várias circunstâncias, mas a forma como está a usar-se não é ainda muito clara.

“Um teste de 15 minutos pode fazer uma grande diferença numa decisão”, reconheceu.

O teste rápido permite, por exemplo, saber no aeroporto, em 15 minutos, se pode fazer uma viagem de um dia, sem ter de esperar pelo resultado dois ou três dias ou ficar de quarentena.

Pode também ajudar a manter alguma normalidade numa escola ou num lar, onde é sempre complexo encerrar instalações, até se apurarem todos os casos infetados e reinstalar as pessoas, no caso dos idosos.

“Há sempre a possibilidade de falhar algum, mas isso é sempre assim”, indicou, referindo que os testes rápidos, quando bem aplicados, “podem ajudar muito”.

“Tem é de ser um teste fiável (molecular). Há testes com fiabilidade de 95%, os que não serão detetados, os falsos negativos, são poucos”, explicou.

Confessou, no entanto, ter receio de que se pense que todos os testes rápidos são bons. Por isso, aconselhou cautela na escolha e na aplicação deste tipo de rastreio.

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Teste da Unilabs permite diferenciar novo coronavírus de outras infeções respiratórias

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A Unilabs vai disponibilizar um teste de diagnóstico que permite “diferenciar o novo coronavírus de outros tipos de infeções respiratórias sazonais”, auxiliando os clínicos a realizarem diagnósticos mais precisos, revelou hoje o diretor médico da empresa.

“A ideia era tentarmos ter uma ferramenta de diagnóstico que, em simultâneo, nos permitisse diferenciar se é ou não covid-19 e, se não for, qual o vírus que está a causar aquele quadro clínico”, afirmou António Maia Gonçalves.

Em declarações à agência Lusa, o diretor médico da Unilabs Portugal explicou que a ferramenta surgiu no âmbito de uma colaboração com um laboratório sul coreano.

“Agora com a época da gripe, vamos ter doentes a tossir, com dores de garganta, pingo no nariz e com febre a recorrerem aos hospitais e centros de saúde. Clinicamente, é impossível sabermos se é covid-19, uma gripe banal ou gripe A”, observou o médico.

Esta “arma de diagnóstico”, que ficará disponível “nos próximos 10 dias”, permitirá assim, através de uma única amostra via zaragatoa da nasofaringe depreender se se trata do SARS-CoV-2 ou de outras patologias respiratórias.

O teste, realizado mediante prescrição médica, poderá ser feito nos mesmos locais dos testes covid-19, em ‘drive thru’ ou algumas unidades da empresa.

“Depois vamos tentar massificar a distribuição à medida que for necessário”, afirmou António Maia Gonçalves, acrescentando que os resultados ficarão disponíveis entre 24 a 36 horas após a realização do teste.

“Este novo teste irá ajudar os médicos a realizar diagnósticos mais precisos e a tomar melhores decisões, com maior rapidez sobre as opções de tratamento de cada caso”, sublinhou o clínico.

Em Portugal, morreram 1.931 pessoas dos 71.156 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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